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Calor extremo e seca geram mudança de comportamento em animais na Índia

Uma onda de calor extremo e a seca na Índia estão gerando uma mudança de comportamento nos animais, conforme relatou a imprensa local. Brigas entre macacos e tigres são algumas das situações atípicas registradas.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Um grupo de macacos foi encontrado morto no bosque de Joshi Baba, no estado de Madhya Pradesh, onde o termômetro atingiu 46ºC. A suspeita, segundo um funcionário florestal do distrito P.N. Mishra, é de que os animais tenham brigado com outra manada pelo acesso a uma fonte de água. As informações são da agência AFP.

“Isso é raro e estranho, já que os herbívoros não participam de conflitos deste tipo”, disse Mishra à rede NDTV. “Estamos investigando todas as possibilidades, incluindo a de um conflito pela água entre grupos de macacos que causou a morte de 15 primatas de um grupo de 30 a 35 membros que vivem nas cavernas”, completou.

“Alguns grupos de macacos que são grandes em número e dominam essa parte em particular podem ter afugentado o grupo menor pela água”, explicou. A causa da morte, segundo uma necropsia, foi o calor extremo.

A Índia tem registrado altas temperaturas. No estado do Rajastão, o termômetro marcou mais de 50ºC. O recorde do país é de 51ºC.

Além do caso dos macacos, registrou-se também a migração de tigres, que estão deixando o habitat para buscar água em aldeias próximas.

O calor, porém, não foi o único problema a afetar o país. No norte da Índia, em Uttar Pradesh, tempestades de areia com ventos violentos, que derrubaram árvores, foram registradas. O fenômeno natural matou 24 pessoas. Uma situação similar deixou 150 mortos em 2018 no país.


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Conheça as formigas prateadas, capazes de resistir a temperaturas de 70ºC

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

À primeira vista, elas parecem gotas de mercúrio deslizando lentamente sobre a areia.

Mas esses pontos pequenos e brilhantes que podem ser vistos nas horas mais quentes no deserto do Saara são, na realidade, formigas prateadas.

E o que elas estão fazendo passeando pelas dunas no momento em que os raios de sol estão tão fortes que fazem a temperatura do solo de areia chegar aos 70°C?

Saem para buscar alimentos. E fazem isso precisamente nessas horas para evitar o ataque de predadores.

Insetos assim não costumam sobreviver quando a temperatura corporal supera os 53,6 °C, mas essas formigas conseguem se manter vivas graças a um mecanismo engenhoso que permite que elas permaneçam ‘frescas’, como descobriu uma equipe internacional de cientistas. O resultado da investigação foi publicado na revista científica Science.

Pelos

O segredo, explicam os cientistas, está na estrutura e organização singular dos pelos das formigas, que permite que elas controlem o espectro solar e reduzam sua temperatura corporal.

Por um lado, o revestimento prateado dos pelos serve para refletir os raios de sol para fora.

E por outro, essa cobertura ajuda a formiga na hora de disseminar seu próprio calor interno para o ar mais fresco que a rodeia.

“Nos demos conta que esses efeitos se ajudam entre si”, analisou Nanfang Yu, professor de Física Aplicada da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e autor principal do estudo.

A combinação desses processos faz com que a temperatura da formiga prateada do Saara não supere os 50°C.

Os pelos dessas formigas têm uma forma triangular. Em vez de crescer para cima, no momento que alcançam certa altura, giram a um ângulo de 90° para ficar numa posição paralela à pele.

O espaço gerado entre o pelo e a pele facilita o processo de refrigeração.

Fonte: BBC Brasil

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