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ONG “Moradores de Rua e Seus Cães” percorre o centro de SP no próximo domingo

Foto Edu Leporo

No próximo domingo (29), a ONG “Moradores de Rua e seus Cães” (MRSC) estará percorrendo o Centro de São Paulo, a partir da Praça do Patriarca, para levar alguma ajuda para pessoas que estão sem-teto e vivem na companhia de seus animais. Serão entregues kits de higiene pessoal, água mineral e ração para cães e gatos.

Edu Leporo, fotógrafo e fundador da ONG, diz: “Em tempos de quarentena, com o comércio fechado e ruas desertas, as doações diárias estão cada vez mais escassas para os moradores de rua. Enquanto muito tem se falado, por parte do governador e prefeito de SP, sobre medidas adotadas para a população, notamos que este grupo não está incluso, e por isso, vamos fazer a nossa parte, assim como temos feito por quarenta e seis edições”.

Segundo Leporo, o objetivo não é se rebelar contra os governantes, mas sim atuar em uma frente que está sendo esquecida, tanto que tal decisão só foi tomada após um de seus voluntários, o médico Dr. Christiano Marx Barbosa, fazer uma série de recomendações, garantindo a segurança dos dois lados. “Ao contrário das outras edições, iremos restringir alguns serviços, mantendo a distância recomendada, sem qualquer contato de aperto de mão ou abraço e as filas serão organizadas sem aglomeração”, explica.

Criado em 2012, o MRSC já organizou mais de 45 ações, atendendo uma média de 13.500 pessoas em situação de rua e 1.800 animais em 10 capitais brasileiras. Com uma equipe de médicos veterinários, responsável pelas medicações e tratamento dos animais, a instituição também conta com o apoio de outras ONGs e iniciativa privada para prestar atendimentos ao público que vive abaixo da linha da pobreza. 

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Histórias Felizes, Notícias

Homem viaja pelo México em triciclo resgatando cães abandonados

A jornada de Edgardo Zuñiga começou em 17 de julho de 2013 quando, a bordo de um triciclo de carga, ele resolveu atravessar o México para resgatar cães em situação de rua. Até então, pode-se dizer que ele foi bem sucedido: em cinco anos de estrada, conseguiu viajar por metade do país e dar outro sentido à vida de cães que, sozinhos, vagam pelas ruas.

Reprodução | Agencia EFE

Vestindo roupas que as pessoas doam para ele, ele anda dia e noite em seu triciclo carregando comida, água, roupas extras, bem como um remédio para os cães. Tem sempre a mesma missão em mente: proporcionar uma vida melhor para esses animais, muitos dos quais foram abandonados ou abusados ​​por humanos.

Focado nesta aventura, ele foi parar no sul do estado de Chiapas, na fronteira com a Guatemala. Mas não fez todo o trajeto só: estava acompanhado por 14 cães que ele resgatou. Agora, estes são os seus companheiros de viagem. “Cães de muitas partes diferentes do México me acompanham, que moravam na rua e ninguém queria adotar”, ele conta em entrevista ao portal EFE.

Agora, os cães que foram resgatados, fazem parte de sua “equipe de resgate de cães”, e mostram a outros cães “como confiar nas pessoas”. O ativista conta que resgatou mais de 400 cães em situação de rua desde que começou a sua jornada.

Reprodução | Agencia EFE

Segundo Edgardo, sua viagem busca “abrir a mente das pessoas”. Para ele, agora com 48 anos, a sua jornada é um sacrifício simbólico. O que ele quer é mais do que ajudar a vida dos animais; ele espera passar uma mensagem à sociedade.

“Eu não peço nada em troca. Eu só quero que as pessoas vejam o que esses animais fiéis podem fazer pelos seres humanos”, ele explica. Durante sua jornada, Edgardo não apenas resgata e ajuda os animais que estão nas ruas e cuida deles, mas também coloca muitos outros para adoção.

A crueldade animal é uma ofensa criminal em aproximadamente metade dos 32 estados do México, incluindo o estado do México, Guanajuato, Jalisco e Michoacán. Para Edgardo, no entanto, evitar o abuso de animais é algo que uma legislação sozinha não consegue resolver. Depende, em grande parte, da instauração de uma cultura que propague a preocupação e o respeito pelo bem-estar animal.

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Notícias

Grupo usa imagens para mudar a percepção sobre cães abandonados

Por Rael Moraes / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Em lugares como a Índia, onde existem mais cães em situação de abandono do que em lares seguros e amorosos, atitudes compassivas e solidárias são necessárias e muitas vezes urgentes.

Existem pessoas que percebem que animais que passaram por circunstâncias infelizes e adversas merecem e precisam de amor e respeito, como qualquer criatura. Essas pessoas se tornam cruciais para a sobrevivência de grande parte desses animais desabrigados e desatendidos no país. Infelizmente, também existe um outro grupo de pessoas que consideram animais em situação de abandono como “pragas” e os maltratam, trazendo à tona um revide agressivo por parte desses cães, que são condenados à morte ou a uma vida isolada com outros cães também taxados de agressivos e perigosos.

Cães abandonados considerados violentos na Índia são definitivamente um problema, principalmente por que, segundo a Aliança Global de Controle de Raiva, 35% das mortes no mundo por raiva acontecem na Índia. Contudo, nem todos os cães abandonados da Índia atacam pessoas. Na verdade, muitos deles são dóceis, gentis e amáveis. No esforço de destacar as personalidades únicas dos cães em situação de rua no país, e provar que nem todos são agressivos, um novo grupo do Facebook e do Instagram foi criado com o nome de “Mongrels of India”.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

O grupo foi inspirado pelo projeto extremamente popular “Humans of New York”, e decidiu formatar os posts de maneira similar, publicando uma foto comovente e uma descrição que traz um vislumbre sobre a vida do indivíduo da foto.

A coleção de fotos é um mix de imagens capturadas nas ruas pela fundadora do projeto, Arpita Rao, assim como fotos submetidas por outras pessoas, especialmente aquelas que adotaram cães abandonados.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Essa foto recentemente compartilhada descreve como estes dois cãezinhos são grudados, lambendo as feridas e confortando um ao outro. É quase impossível olhar as fotos e não sorrir.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Esta usuária submeteu uma foto que mostra um momento de ternura na praia. Fica claro que animais abandonados são realmente carentes de carinho.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Chegar perto dessas criaturas e ver a evidente angústia nos seus olhos é uma experiência forte e marcante.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Por outro lado, ver a natureza brincalhona desses cachorros demonstrando o quão similar eles são com qualquer cão.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Afinal, existe algo que os filhotes gostam mais do que brincar no sol? Provavelmente nada.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

As pessoas enviam fotos até mesmo mostrando o quão fácil é resgatar um destes animais. “Se você não pode mantê-los, pelo menos dê a chance para serem salvos,” diz a legenda.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

Esse grupo mostra como somente um toque, um abraço e um beijo podem fazer uma diferença enorme para o bem estar destes animais. Um compaixão pequena percorre um longo caminho.

Foto: Mongrels of India/Instagram
Foto: Mongrels of India/Instagram

A comunidade começou a publicar fotos no dia 20 de setembro, mas já conta com mais de 700 seguidores no Facebook. Fica claro que as pessoas não querem ouvir somente histórias assustadoras sobre cães abandonados, mas também histórias inspiradoras. “Sim, alguns cachorros podem ser perigosos, mas isso é por que eles são jogados em ambientes hostis e tratados agressivamente,” diz Rao ao One Green Planet. “Meu objetivo é educar e inspirar (as pessoas). Mostrar a eles as milhões de formas em que os cães abandonados podem ser fonte de felicidade e amor.”

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Homem dedica seus dias a dar banho em cães de rua

Por Augusta Scheer (da Redação)

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Não existe nada mais inspirador do que um ato de gentileza e compaixão. Um homem num vilarejo da Tailândia está ficando conhecido justamente por isso: primeiro, adotou a cadela Gluta, que sofre de câncer e uma série de outras doenças, para garantir que ela tenha uma vida feliz. Agora, está trabalhando para melhorar a vida dos cachorros abandonados que vivem nas ruas do vilarejo onde mora: o homem dedica seus dias a dar banhos nos cães de rua, segundo reportagem do site One Green Planet.

Claro que, para muitos cachorros, a hora do banho não é exatamente a favorita, mas para os cães sem lar, pode ser uma maneira eficiente de controlar pulgas e outros problemas de pele extremamente desconfortáveis. Com esse pequeno ato de gentileza, a vida desses animais fica muito melhor.

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Ação ajuda a alimentar cães e gatos de rua ao mesmo tempo em que estimula a reciclagem

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Animais de rua estão acostumados a serem durões em brigas, alimentar-se do lixo e aguentar frio e chuva. Mas e se pudéssemos ajudá-los a ter uma vida melhor? A empresa turca Pugedon criou uma ação que resolve dois problemas de Istambul, capital da Turquia, de uma só vez: enquanto estimula a reciclagem de garrafas, auxilia a alimentar cães e gatos que vivem pelas ruas da cidade.

Uma máquina foi colocada em um dos parques da capital e basta colocar uma garrafa para ser reciclada que ração é automaticamente depositada em um prato para os animais. E se na garrafinha ainda houver um pouco de água, basta depositar o líquido no outro recipiente.

Dessa forma, além de manter a cidade limpa e atentar para a importância da reciclagem, os animais de rua são alimentados e, o mais importante, são vistos pela população. Vale a pena assistir ao vídeo:

Fonte: Hypeness

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Mulher cuida de 27 cachorros abandonados e os batiza com nomes de pessoas

Uma estudante de Direito apaixonada por animais resolveu inovar em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Além de adotar e reunir 27 cachorros dentro de uma casa, os animais, considerados ‘filhos’, foram todos batizados com nome de pessoas. Bárbara, Rafael, Ana Laura e Igor são alguns dos cães que vivem na casa da jovem que dedica a vida aos animais.

Cães brincam com a tutora no quintal de casa (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
Cães brincam com a tutora no quintal de casa (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

A estudante Sonia Cipriano conta que no início tutelava apenas quatro cachorros, mas o número foi aumentando devido ao espaço que tinha na casa. Quase todos são cães sem raça definida. Apenas um rottweiler foi comprado. “Em Londrina, no Paraná, eu aluguei uma casa que tinha um campo de futebol. No início eram só quatro. Depois fui pegando mais. Quando eu mudei para Praia Grande trouxe 17 comigo e aqui peguei mais 10”, diz.

Cachorro são separados por alas para evitar brigas (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
Cachorro são separados por alas para evitar
brigas (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

Sonia diz que ela não vai atrás dos animais. Ela brinca que eles simplesmente aparecem na vida dela. “Eles aparecem, se jogam na frente do meu carro. Parece que um vai falando para o outro: se joga que ela te leva! Um dia eu estava passando na estrada e observei uma caixa de papelão na via, aí de repente sai uma cabeça de cachorro da caixa. Eu não resisto. Outra vez eu fui a um posto de gasolina e o dono falou de uma cachorra que não saía dali. Começou a trovejar e quando eu vi ela estava no banco do meu carro”, conta Sonia.

O mais inusitado da história são os nomes dos cachorros. A moradora brinca que na casa dela os nomes “Totó” e “Rex” não têm vez. Ana Laura, Igor, Rafael, Poliana, Carolina, Ariane e Ben Hur são alguns dos nomes de seus cachorros. “Eu não tive filhos, então escolho para os cachorros nomes que daria para crianças. Todos os nomes são estudados. Levo cerca de uma semana para decidir e eles adoram a escolha. São nomes fortes, como Amélia, Loreta e Elza”, afirma Sonia.

Ela diz ainda que alguns nomes dos cachorros foram escolhidos por causa de ídolos. “Greg, por exemplo, é do seriado House, que eu amo. Tem o Elvis, que eu também amo. E também tenho a Adele, já que sou fã da cantora. Tem a Glorinha, a Suzy e a Clarice também. A maioria é fêmea. São apenas cinco machos, porque temia que eles brigassem entre si”, explica.

Os cachorros são divididos em alas. São cinco no total. “Sabe raio de cadeia? É basicamente isso. Eu separo eles pelas personalidades. Alguns não se dão com os outros. Cada área tem um líder e não posso misturar com outro líder. Menos a Samira, que é a líder do grupo todo e ela tem livre acesso em todas as alas. Tem todo um ritual. O quintal da frente é o pátio deles. Vou soltando eles em grupos para brincarem na frente da casa. Enquanto isso troco água e dou comida”, afirma Sonia.

Sonia mantém parte dos cachorros dentro de casa (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
Sonia mantém parte dos cachorros dentro de casa (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

Ela afirma que os vizinhos não reclamam da “cachorrada”. Até um agente da zoonoses já agradeceu a moradora por abrigar esses animais que viviam nas ruas. “O veterinário vem em casa sempre. Todos são castrados e vacinados. Dou banho semanalmente e minha casa está sempre limpa. Eles dormem a noite inteira, não tem barulho aqui, apenas quando eu chego da faculdade que são 20 minutos de latido e empolgação”, diz.

Sonia diz não se importar com o trabalho e dedica quase o dia todo aos 27 cachorros. “Eu já viajei muito. Hoje em dia só saio para ir à faculdade. Não consigo aproveitar pensando neles aqui presos. Eu durmo com sete deles na minha cama. Às vezes eu sinto que a cama está muito espaçosa e vejo que ficou um para fora. Mas não perco nenhum. Cada um tem seu espaço e não tem preferido. Sou apaixonada, não consigo mais imaginar a minha vida sem eles”, finaliza.

Fonte: G1

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Brigitte Bardot apela à União Européia contra matança de cães na Romênia

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A ex-atriz francesa Brigitte Bardot pediu ajuda nesta terça-feira (17) ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, depois da recente adoção por parte dos deputados romenos de uma lei que autoriza a matança dos cães abandonados no país.

“Senhor presidente, conto com o senhor para uma intervenção imediata ante a Romênia. É preciso incentivar a esterilização dos animais de rua, já o fazemos em muitos países e com muito êxito”, pediu a estrela, em carta publicada pela Fundação Brigitte Bardot que se dedica à proteção dos animais.

“Imploro que nos ajude, que faça algo contra essas matanças, que são uma vergonha e maculam a Europa”, acrescentou. A declaração convida os Estados membros a adotar medidas como o controle da população canina e contra a crueldade com os animais.

Os deputados romenos adotaram na terça-feira passada uma lei que autoriza a  matança para cães abandonados que não tenham sido reclamados por seus tutores num período de 14 dias a partir de sua captura, uma decisão muito criticada por todos os defensores dos animais.

A presença em Bucareste de 40 mil cães nas ruas, segundo a prefeitura e as ONGs de defesa dos direitos animais, causa polêmica no país, onde alguns são partidários da esterilização e adoção e outros defendem a eutanásia.

Uma lei anterior que autorizava a morte para os cachorros foi declarada inconstitucional em janeiro de 2012.

Fonte: Diário de Canoas

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Frio afeta também cachorros e gatos nas ruas de Petrópolis (RJ)

Gapa está recebendo doações de agasalhos e cobertores para os animais (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

O mês de julho foi um dos mais frios na Região Serrana do Rio de Janeiro. E as baixas temperaturas afetam também os cachorros e os gatos, principalmente os que vivem na ruas. De acordo com o Grupo de Assistência e Proteção aos Animais (Gapa) de Petrópolis, existem hoje entre 17 e 20 mil animais abandonados na Cidade Imperial.

Quem anda pelas ruas de Petrópolis vê cães dormindo em caixas de papelão deixadas por moradores, preocupados com o frio da madrugada. Desta maneira, os animais dormem mais aquecidos. De acordo com a veterinária Cíntia Veiga, esta é uma boa saída para evitar doenças respiratórias típicas do inverno, como a gripe, que no caso dos animais pode evoluir para pneumonia. Além disso, no frio alguns cães sofrem com doenças articulares.

O Gapa possui um trabalho voltado para os animais abandonados na rua, com 14 voluntários que recolhem os filhotes e os animais com problemas de saúde. Os cachorros mais velhos, que sofrem de doenças osteoarticulares, têm crises constantes durante o inverno. Alguns mal conseguem andar e são recolhidos. Atualmente, os cinco lares provisórios do grupo têm 72 animais abrigados.

Para manter os cães confortáveis, o Gapa conta com a ajuda da comunidade. O convênio com a prefeitura, que pagava 25 cirurgias de castração por mês, venceu há quatro meses e não foi renovado. O Grupo de Assistência e Proteção aos Animais precisa de recursos para pagar remédios e consultas veterinárias. Além disso, faz agora uma campanha, para arrecadar cobertores e ração para cães adultos e filhotes. Quem tiver interessado em fazer doações pode acessar o site do Gapa.

A vigilância sanitária de Petrópolis informou que a documentação para a renovação do convênio com o Gapa já foi providenciada. Para quem quiser proteger os animais, existe uma vacina contra gripe canina, normalmente aplicada pelo veterinário, que custa em média R$ 50 cada dose. A primeira vacina é ministrada em duas doses com intervalo de 30 dias. Depois, o animal precisa se vacinar apenas uma vez por ano.

Fonte: G1

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Mais de 3.500 animais foram sacrificados este ano em Bogotá, na Colômbia

Por Raquel Soldera (da Redação)

Mais de 3.500 animais foram sacrificados este ano em Bogotá, na Colômbia. O anúncio foi feito pela vereadora Clara Lucía Sandoval, que aproveitou para pedir uma maior conscientização da população para a adoção de animais.

Segundo informações divulgadas no site da Radio Santa Fé, estima-se que em Bogotá mais de 80 mil cães vivem nas ruas, e não se tem uma estimativa de quantos gatos estão na mesma situação.

Foto: Traer Scott/Divulgação/Folha de SP

Diante desta triste e cruel realidade, Clara Lucía Sandoval apresentou um projeto que busca realizar programas de adoção de animais, e ressaltou a importância e a urgência deste projeto, já que, até o momento, 3.554 animais foram mortos pela prefeitura local neste ano.

É inaceitável que milhares de animais morram todos os anos, vítimas do descaso e da negligência de seres humanos. Espera-se que a população e as autoridades locais tomem providências para que políticas públicas visando à conscientização sobre a importância da adoção, da castração e da guarda responsável de animais sejam implementadas na região, para que o assassinato de animais não seja uma solução para a falta de responsabilidade e compaixão humana.

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Animais abandonados serão mortos em Neuquén, Argentina

Por Danielle Bohnen (da Redação – Argentina)

A pedido das autoridades de saúde da Província de Neuquén, região da Patagônia, na Argentina, foi aprovada uma resolução que definiu que a província deixará de ser não eutanásica por 4 meses.

A decisão foi aprovada por unanimidade e ameaça aniquilar a população canina que vive nas ruas, principalmente na região de Meseta, no bairro Nueva Esperanza. De acordo com o site Animalitrus Argentina, a decisão foi tomada em uma reunião entre o Prefeito e as autoridades da Saúde Pública depois de confirmados casos de leptospirose na região, onde há duas pessoas internadas.

Associações protetoras dos animais de todo o país tentam impedir que a resolução seja levada a cabo. Os vereadores se reuniram com representantes ativistas a fim de analisar seu ponto de vista, mas a decisão de sacrificar centenas de animais foi taxativa: “autorizar a captura e sacrifício de cães frente à declaração de urgência sanitária”.

Ficou definido que a Comissão de Ecologia do Conselho atuará como um espaço para controlar as tarefas a serem realizadas a fim de reverter a epidemia e, inclusive, as associações serão convocadas.Para prevenir excessos nos sacrifícios de animais, definiu-se que a ação será realizada apenas por quatro meses. Este debate, a respeito da superpopulação de cães de rua na cidade, vem de anos. Há tempos já se discute a ideia de sacrificar esses animais. Por ordem da vereadora Carnaghi, além do prazo estipulado, a ação será efetuada somente na região de Meseta e não em toda a cidade.

Manifestações

Durante todo este mês, associações e ativistas de todo o país mantiveram seus esforços quase que exclusivamente para o caso de Neuquén.

Manifestações e protestos foram realizados durante este mês em todo o país, destacando-se as províncias de Buenos Aires, Neuquén, Santa Fé, Corrientes, Tucumán, San Luís, Rio Gallego, La Rioja e Mendoza.

O objetivo dos manifestantes é  convencer os vereadores e as autoridades da Saúde Pública de Neuquén a cancelarem a resolução que autoriza o massacre de animais, especialmente cães, na região.

Segundo os ativistas, as autoridades podem tomar outras medidas, tanto de prevenção como de controle populacional e da epidemia sem ter que tomar medidas extremas e cruéis, condenando à morte centenas de animais.

Os manifestantes fecharam o trânsito de diversas cidades com cartazes e faixas de protesto, percorreram as principais avenidas e se posicionaram em frente aos órgãos públicos das capitais a fim de chamar a atenção dos cidadãos e autoridades. Além disso, fizeram um abaixo-assinado convocando toda a população para ajudar em defesa dos animais. O abaixo-assinado foi entregue junto à nota de protesto, que definia as possíveis soluções para o tema, no último dia 11, em reunião com os vereadores. Mas, infelizmente, a tentativa foi em vão.

Foto: Reprodução/Animalitrus Argentina

Segundo as associações, a medida não previne, nem controla a epidemia de leptospirose, de acordo com o Dr. José Luis Rodriguez, médico cirurgião, presidente da Associacão para a Proteção dos Animais de Tres Arroyos, Argentina. As Associações acreditam que a epidemia é uma desculpa para que se leve a cabo o que as autoridades planejam desde 2004: apenas sacrificar os cães de rua para controlar a população.

As soluções que podem ser aplicadas, segundo os ativistas são a castração, vacinação, infraestrutura de saneamento básico e conscientização, no sentido de ensinar às pessoas que vivem nessa região sobre as formas de higiene para prevenir epidemias e focos de doenças.

Meseta

A região de Meseta é uma zona rural onde não há saneamento básico e onde as pessoas vivem de forma miserável. A representante da Defensoria do Povo de Neuquén, Graciela Bordieu, avaliando a região e o bairro de Nueva Esperanza, depois de falar com moradores, descreveu como essa população é “esquecida” pela prefeitura e pelo governo, as pessoas vivem sem nenhum tipo de assistência. Segundo Bordieu, o limite entre as casas e o lixão não é claro.

Cães e humanos abandonados à própria sorte (Foto: Reprodução/Animalitrus Argentina)

Há pouco tempo, a prefeitura enviou uma clínica itinerante a fim de esterilizar os cães, mas não foi eficiente,  pois a maior parte dos moradores não tomou conhecimento do trailer com veterinários da Zoonoses na região. Para Bordieu, esse tipo ação deve ser acompanhado de conscientização e campanhas, pois a comunicação não chega a esse lugar.

A Lei

A resolução aprovada viola as leis da própria província de Neuquén, que determina, de acordo com o Capítulo II da Lei 9476, a proibição do sacrifício de animais como método de controle de superpopulação, adotando-se como método de controle a esterilização cirúrgica de machos e fêmeas de forma gratuita para toda a população da capital e regiões limítrofes, durante todo o ano.

As associações de proteção aos animais e toda a população argentina fazem um apelo às autoridades para que se faça valer a Lei 9476, principalmente, em razão de o Conselho não apresentar quaisquer motivos que levem tantos animais inocentes a serem mortos de maneira brutal e massiva.

Imagem: Reprodução/Animalitrus Argentina

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Cães de rua continuam sendo mortos em cidades chilenas

Por Raquel Soldera (da Redação)

Há quase um ano, a prefeitura de Pirque, no Chile, anunciou que as pessoas que alimentassem os cães de rua seriam multadas. A sanção, no entanto, não se aplica àqueles que abandonam seus animais de estimação na comunidade, que, aliás, não têm nenhuma punição.

Recentemente cerca de dez cães foram encontrados na região, mortos a tiros. Não é a primeira vez que isso acontece. Há menos de um ano, 11 cães foram encontrados assassinados.

Cães foram mortos a tiro em Pirque (Imagem: PrensAnimalista)

O relato de Patrícia, que cuida de cães de rua em Pirque, é comovente: “Criaturas inocentes e boas, indefesas nas mãos do ser humano. Amanhã não quero acordar, não quero pensar, só quero abraçar meus cachorrinhos, mesmo que seja em sonho. Me perdoem por ser tão inútil e não ter conseguido protegê-los”.

Infelizmente, dos cães que cuida, dois foram encontrados baleados. Um deles, Cholito, continuava com sua roupinha nova para enfrentar o clima frio. Também morto e sangrando foi encontrado Rucio, em um saco de lixo, no rio.

Todos os cães estavam castrados, e com as vacinas em dia. Uma pastora alemã com seu filhote, um fiel husky siberiano que os protegia, todos foram mortos, vítimas de uma grande agonia antes do suspiro final.

São apontados como responsáveis donos de terrenos da região e a própria prefeitura, uma vez que começou a multar aqueles que se atreviam a alimentar os cães de rua. Em vez de punir aqueles que abandonam os animais, e investir em políticas públicas de esterilização dos animais de rua e conscientização da população, a ideia da prefeitura é que eles morressem de fome.

Uma pastora alemã foi morta juntamente com o seu filhote (Imagem: PrensAnimalista)

Puente Alto: cães em sacos plásticos

Em Puente Alto, também há dois anos, protetores dos animais descobriram que os animais de rua recolhidos pela prefeitura ficavam trancados durante semanas, sem água e sem comida, e eram mortos a pauladas. Na época, 40 cães foram resgatados de uma morte horrível.

Essa história triste, cruel e revoltante se repete em Puente Alto. Na manhã de 10 de junho, mais de 20 cães foram encontrados mortos e agonizando, devido à ingestão de pastilhas de veneno espalhadas pelos locais onde passavam.

Gaby Mejías, uma protetora dos animais, disse que vendedores de rua contaram que as pastilhas com venenos foram espalhadas durante a noite, e cães estavam sendo encontrados mortos nas ruas. Ela correu até a rua Manuel Rodriguez (ao lado da prefeitura) e encontrou um cenário terrível: cães mortos em sacos plásticos.

Cães foram encontrados em sacos plásticos (Imagem: PrensAnimalista)

De acordo com Fabian Anticoy, que viu sua cachorra grávida morrer, os vizinhos disseram que a prefeitura havia espalhado pastilhas de veneno nas praças e terrenos baldios. Algumas ainda podem estar nas gramas das praças, e muitos temem passear com seus cães por medo de envenenamento.

Carmen Muñoz, que também teve seu cão morto, disse que em julho de 2009 viu um caminhão municipal caçar os cães e colocá-los em sacos, deixando todos amontoados no caminhão, para serem mortos. “É uma vergonha que nosso governo aprove estas medidas contra a vida dos animais, que não têm a mínima chance de se defender, e muito menos encontrar um lar”, disse ela.

Marco Enríquez-Ominami, ex-candidato presidencial, adotou um cachorrinho resgatado de uma matança que seria promovida pelo município. Disse que é um erro enorme exterminar cães de rua. “Devemos entender que a questão dos cães de rua envolve a sociedade e políticas públicas”, disse Ominami, acrescentando que Meito, o cãozinho resgatado, está muito feliz com sua família.

Com informações de PrensAnimalista

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Prefeito colombiano sugere que milhares de cães abandonados nas ruas sejam exterminados

Por Marcela Couto (da Redação)

Na cidade de Mosquera, na Colômbia, a abundância de cães de rua tornou-se um grande problema para os humanos, embora criado por eles mesmos.

Foto: Chris Kraul / Los Angeles Times

O prefeito local, Luis Alvaro Rincon, chegou a anunciar que todos os animais deveriam ser cruelmente exterminados, mas felizmente a reação de repugnância da população permitiu que alguns novos passos fossem dados em direção a uma solução justa. Dentre eles está a criação de uma força-tarefa para construir um abrigo de animais, aumentar o acesso à vacinação e lutar contra as vendas de filhotes de cães.

Rincon chegou a declarar a frase: “Um cão de rua é um cão morto”, em seu discurso no verão passado.Cerca de 30 mil cães foram abandonados e permanecem nas ruas dos subúrbios.

Controle de animais é um conceito distante de Mosquera, uma cidade de 90 mil habitantes sem infraestrutura para cães.

Enquanto esses animais são descartados e obrigados a viver nas ruas, aumentam os problemas de saúde e segurança pública. A quantidade de fezes nas vias é alarmante, e 89 pessoas foram mordidas no ano passado, um aumento de 28% em relação a 2008.

O discurso odioso de Rincon não teve muita repercussão no começo. Mas, em outubro, um ativista dos direitos animais publicou o vídeo da declaração no Youtube, gerando centenas de ligações furiosas e e-mails de grupos defensores dos animais.

“Esse tipo de discurso só colabora com o desrespeito à vida na Colômbia. Há tanta diferença assim entre o massacre de animais humanos e não  humanos?”, disse Albeiro Ulloa, ativista de Bogotá.

Os protestos resultaram em uma manifestação de 300 ativistas dos direitos animais no mês passado, que foi confrontada por um grupo do mesmo porte defendendo Rincon.

Logo depois os ânimos de ambos os lados se acalmaram e os grupos decidiram trabalhar em conjunto para resolver o problema. Rincon retirou sua ordem de “captura e morte” e concordou em cooperar com a força-tarefa que arrecadará fundos para construir um abrigo de cães.

“Temos um desequilíbrio acontecendo aqui pelo excesso de cães,” disse Ivan Duque, um veterinário que integra a força-tarefa. “Mas esse problema não é dos cães, é um problema nosso. Afinal, nós é que somos os racionais.”

Com certeza não seria nada racional domesticar cães, reproduzi-los, vendê-los e depois abandoná-los nas ruas para serem exterminados.

Com informações do Los Angeles Times

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