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Ativista tem técnica inovadora para impedir a caça de ursos e lobos

(da Redação)

Rod Conorado e sua equipe filmam caçadores e documentam o uso de iscas e de armadilhas. (Créditos: Wolf Patrol)
Rod Conorado e sua equipe filmam caçadores e documentam o uso de iscas e de armadilhas. (Foto: Wolf Patrol)

Rod Coronado passa a maior parte do tempo dele atravessando o norte de Wisconsin. O caminhão camuflado dele ajuda ele a se misturar com os caçadores que desprezam ele.

Sendo um desportista, Coronado não estava andando pelo Parque Nacional de Chequamegon-Nicolet para caçar com arco e flecha. Na verdade, ele está de olho em outros caçadores

De acordo com uma matéria do City Pages, o ativista de direitos animais fundou a Wolf Patrol, uma organização focada principalmente na preservação do lobo grisalho no Meio Oeste americano. A missão do Wolf Patrol de Wisconsin faz vigilâncias e pesquisas, e tem irritado caçadores e legisladores.

“Queremos documentar e ver que as pessoas que cometem violações ao meio ambiente e aos animais sejam processadas,” explica Coronado.

O cidadão de 49 anos leva em suas viagens uma equipe de quatro pessoas que ele chama de “Monitorização de cidadãos”. A equipe filma caçadores e documenta o uso de iscas e de armadilhas. A caça de ursos com cães e iscas tem um foco particular. Ele explica que outros animais, incluindo lobos grisalhos são condicionados a procurar por caixas de armadilhas. Em uma área que ele monitorou durante uma caça de ursos que aconteceu nesse ano, Coronado disse que sete cães de caças – treinados apenas para perseguir – foram assassinados quando pegos pelos lobos.

As táticas do Wolf Patrol irritaram caçadores e um legislador de Wisconsin propôs uma lei que faria com que seja ilegal filmar ou tirar foto de caçadores, ou tentar impedir a caça. Em uma audiência pública que aconteceu na semana passada, dois representantes acusaram o grupo de assediar os caçadores, esperando fora da casa deles para segui-los, e fazendo barulhos que incomodavam a caça.

Coronado nega as acusações e disse que o objetivo dele não é interferir ou ser confrontador. Ele disse que ele mantém uma distância respeitável e não segue os caçadores na floresta, observando da estrada.

Infelizmente, os Estados Unidos têm costume de caçar ursos, entre outros animais. Há uma semana, a ANDA noticiou uma caça que aconteceu na Florida que matou cerca de 300 ursos.

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Notícias

WWF divulga lista dos dez animais mais ameaçados de extinção

Foto: Arquivo/O Globo
Foto: Arquivo/O Globo

Uma em cada cinco espécies de animais do planeta está ameaçada de extinção, segundo dados das Nações Unidas. A ONU lançou ontem o “Ano da Biodiversidade”, campanha que tem como objetivo chamar a atenção dos governantes e da população para a necessidade da preservação de plantas e animais. No início do mês, o World Wildlife Fund (WWF) divulgou uma lista com os principais animais ameaçados de extinção. Confira a lista:

1. Tigre: novos levantamentos indicam que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, restam apenas 7% do habitat natural destes animais. O extermínio dos tigres também está ligado à falta de informação. Em muitas partes da Ásia, eles são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.

2. Urso-polar: o urso-polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.

3. Morsas: os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetadas pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.

4. Pinguim de Magellanic: o aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, os bichinhos têm aparecido nas praias do Rio de Janeiro, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Doze das 17 espécies de pinguins estão ameaçadas pelo aquecimento global.

5. Tartaruga-gigante: também conhecida tartaruga-de-couro, ela é um dos maiores répteis do planeta, chegando a pesar 700 quilos, e existem há mais de 100 milhões de anos. Porém, estimativas de cientistas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado a procriação destes bichos.

6. Atum Bluefin: um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum, segundo cientistas, ajudaria a população dos peixes a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, a população pode proteger estes animais diminuindo a ingestão do peixe.

Foto: WWF
Foto: WWF

7. Gorila-das-montanhas: famosos depois do filme Nas montanhas dos gorilas, estrelado por Sigourney Weaver, os gorilas podem deixar de existir na próxima década. Existem apenas 720 animais vivendo nas florestas da África, e outros 200 no Parque Nacional de Virunga, a maior área de preservação dessa espécie.

8. Borboleta-imperial: as temperaturas extremas são a principal ameaça dessas borboletas, que todo ano cruzam os Estados Unidos em busca do calor mexicano. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aquecimento global e urbanização crescente.

9. Rinoceronte de Java: existem apenas 60 destes rinocerontes em seu habitat natural. Por ser usado na medicina tradicional asiática, costuma ser caçado de forma predatória. A expansão das plantações também tem acabado com as florestas que abrigam a espécie. No mês passado, pesquisadores usaram cães de caça para rastrear os rinocerontes no Vietnã. O país, antes o habitat dos rinocerontes, abriga apenas 12 animais no momento.

10. Panda: restam apenas 1,6 mil pandas na natureza, de acordo com o WWF. Eles vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades chinesas. Existe mais de 20 áreas de proteção ambiental no país para proteger estes animais. Metade dos pandas vive hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.

Fonte: O Globo

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