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Pesquisadora cria plástico biodegradável a partir de suco de cactos

Foto: Adobe
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A pesquisadora mexicana, Sandra Pascoe Ortiz, inventou uma nova forma de plástico biodegradável feito principalmente a partir de de suco de cactos.

A réplica de plástico leva cerca de um mês para ser biodegradada se deixada no solo ou apenas uma semana se for embebida em água, e é segura para animais e humanos consumirem.

Oritz cria o material, que pode ser feito em diferentes cores, formas, espessuras e resistências, espremendo folhas de cactos e adicionando uma ‘fórmula não-tóxica’ ao conteúdo – ela então lamina o líquido e o deixa secar.

Um substituto natural

Apresentado no People Fixing The World da BBC, Oritz disse: “Minha ideia é produzir plástico a partir de ingredientes naturais e substituí-lo por alguns dos plásticos que já usamos hoje.

“Se esse plástico atingir o mar, a coisa mais provável é que os peixes ou algum tipo de vida marinha o coma”, acrescentando que isso não causaria nenhum dano a eles.

A BBC informa que Oritz quer que seu produto substitua os plásticos de uso único, como talheres e sacolas, à medida que mais países reduzem gradualmente o consumo de plástico.

O tempo de produção para criar o cacto-plástico atualmente leva cerca de 10 dias, e Oritz ainda está pesquisando quais folhas de cactos são as melhores para criar o produto, mas mantém a planta viva para que continue a cultivar mais folhas.

Caroço de abacate usado para fazer canudos e talheres biodegradáveis

Este ano também um engenheiro bioquímico mexicano descobriu como fazer bioplástico a partir do desperdício de alimentos, e em vez reaproveitamento na própria indústria alimentícia, ele criou um plástico biodegradável, orgânico e tornou-o tão barato quanto o plástico comum.

Com todos os danos causados pelo lixo plástico ao meio ambiente e às espécies, as proibições do uso do material em vigor em todo o mundo só se tornam mais severas com o passar do tempo, criando uma demanda crescente por alternativas biodegradáveis.

O problema é que alguns plásticos biodegradáveis ainda são feitos de combustível fóssil, e 80% dos “bioplásticos” biodegradáveis são feitos de fontes de alimentos, como o milho.

Os plásticos biodegradáveis normalmente custam cerca de 40% mais do que o plástico normal.

Mas o engenheiro bioquímico Scott Munguia surgiu com uma solução para a questão: caroços de abacate.

Sua empresa, a Biofase, está localizada no coração da indústria de abacate do México, onde ele transforma 15 toneladas de abacates por dia em canudos e talheres biodegradáveis.

Os caroços, descartados por empresas locais que processam a fruta, eram encaminhados para um aterro sanitário. Então, além de seus custos de produção serem baratos, ele está ajudando a reduzir o desperdício agrícola.

A empresa pode então repassar essa economia para o consumidor, mantendo os preços iguais aos do plástico convencional.

“O bioplástico de semente de abacate não corta nosso suprimento de alimentos ou requer que qualquer terreno adicional seja dedicado à sua produção”, diz Munguia.

“E o melhor de tudo, é verdadeiramente biodegradável, ao contrário de muitos plásticos que se dizem ´biodegradáveis”. Decompõe-se totalmente em apenas 240 dias, em comparação com o plástico convencional, que estima-se que levará 500 anos a degradar e nunca será totalmente biodegradável”.

A empresa informa que se mantido em local fresco e seco, o material pode durar até um ano antes de começar a degradação.

Munguia descobriu como extrair um composto molecular do caroço da fruta para obter um biopolímero que pudesse ser moldado em qualquer formato, informou o México Daily News.

“Nossa família de resinas biodegradáveis pode ser processada por todos os métodos convencionais de moldagem de plástico”, twittou a empresa.

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Aves são apreendidas em SC

Fotos: DIC Criciúma

A investigação de uma tentativa de homicídio em Criciúma terminou em uma apreensão de pássaros no bairro Vila Miguel. A equipe da Divisão de Investigação Criminal (DIC) apreendeu oito pássaros silvestres engaiolados. As aves estavam na casa de um homem de 51 anos de idade.

Entre as espécies recolhidas estavam um sabiá, um pintassilgo, um tico-tico, dois coleiros, um tié, um sanhaçu e um papa-banana. Contra o tutores dos passarinhos foi instaurado Termo Circunstanciado pela prática do crime ambiental de manter pássaro silvestre em cativeiro. Para esse crime, a pena prevista é de seis meses a um ano de prisão.

De acordo com o delegado André Milanese, os pássaros foram entregues à Polícia Ambiental de Maracajá para que sejam reintegrados na natureza.

Fotos: DIC Criciúma

Fonte: Engeplus

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Lince fica preso no topo de um cacto gigante

O momento foi registrado no deserto do Arizona, nos Estados Unidos, pelo fotógrafo Curt Fonger. “Um amigo me telefonou para avisar que um lince tinha sido visto fugindo de um leão”. Ele contou ao jornal Daily Mail desta quarta-feira (24/8) que o lince escapou por um triz. “O leão não conseguiu pegá-lo, mas ficou rondando a base do cacto por algum tempo”. O fotógrafo acredita que, provavelmente, o predador deve ter ficado com medo de escalar a planta, que é toda recoberta por espinhos, e acabou indo embora.

Reprodução/ Globo

Fonger disse ter ficado impressionado com a perspicácia do felino. “Parecia que o lince não estava se incomodando com os espinhos, já que mesmo depois de o leão ter ido embora, ele permaneceu calmo, deitado no topo por mais seis horas”, disse Curt.

Reprodução/ Globo

Mais conhecido como saguaro, esse cacto de dimensões gigantescas é uma raridade no mundo das plantas. Cientistas afirmam que apenas uma entre mil sementes consegue germinar e que leva cerca de dez anos para crescer 2,5 centímetros. Acredita-se que a planta que salvou o lince deve ter cerca de 300 anos de idade.

Reprodução/ Globo

Fonte: Globo

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