dois cachorros correndo e brincando na grama
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Projeto que cria espaço público para cães vira lei em Volta Redonda (RJ)

Foi transformado em lei municipal o projeto de autoria do vereador Laydson Cruz (MDB) que cria na cidade o Programa Cachorródromo – Espaço Público para Cães. Segundo o vereador, o objetivo é destinar aos animais um espaço físico próprio, fomentar a prática de hábitos saudáveis, promoção do bem-estar e a interação entre animais e seus tutores.

dois cachorros correndo e brincando na grama
Foto: Getty Images

De acordo com a lei, os cachorródromos podem ser instalados em áreas públicas ou privadas poderão ser realizados eventos para incentivar a adoção responsável de animais; além de parcerias entre Poder Público e iniciativa privada.

A medida determina como cachorródromo uma área cercada destinada ao lazer de cachorros e seus tutores, com ou sem equipamentos de recreação específicos para as atividades. E nesse espaço será permitido o trânsito de cães sem utilização de guia da coleira. Porém, delimita a entrada e permanência de animais bravos, no período do cio e portadores de moléstias infectocontagiosas.

Nesse espaço, segundo Laydson, não foi determinada a metragem, pois pode ser feito em diversos locais. “Inicialmente a prefeitura tem trabalhado em colocar o espaço na Praça Pandiá Calógeras, com interação de alguns eventos que podem acontecer mensalmente. Porém, o local ficará fixo para os animais poderem ficar ser coleira”, contou

O vereador disse que toda a vez que elabora um projeto de lei busca conversar com a secretaria responsável e ainda com pessoas da área para discutir a viabilidade na visão do Poder Público e como a população reagirá. A respeito dessa medida do espaço para cachorros, conversou com veterinários. E ele já avisou: mais projetos voltados para a causa animal serão feitos. Alguns já estão em andamento, como o que prevê a colocação de pontos de alimentação espalhados pela cidade e a possibilidade de trazer um trailer do Governo do Estado que percorre os municípios castrando cães e gatos.

“Já fiz esse requerimento pedindo o projeto em Volta Redonda. Vamos trabalhar para a vinda dessa iniciativa. Eu sou um amante da causa animal, tenho um cachorro e minha esposa e eu estamos sempre ajudando a achar casas para animais de rua, com castrações particulares. No Brasil há ainda muito o que fazer na causa animal, mas estamos avançando”, concluiu Laydson.

Fonte: A Voz da Cidade

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Prédio em SP exclui área de crianças e cria creche para cachorros

Na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), um prédio em construção na rua Fradique Coutinho tem piscina, academia, salão de festas, sauna, sala de jogos e uma área para cães. E nada de playground infantil.

Não tem nada para as crianças, nem parquinho? “Infelizmente, não”, diz o corretor Alex Xavier da Silva.

A explicação: no centro da vida boêmia do bairro, o perfil dos moradores do apartamento de 100 m2 –vendido a R$ 1 milhão– é de solteiros ou de recém-casados sem filhos, mas com cachorros.

Dos últimos 20 prédios construídos pela Gafisa em São Paulo, 11 têm cachorródromos. As benfeitorias vão de pet shops equipados para banho e tosa a áreas para adestramento com equipamentos para exercícios, como pneus para saltos, obstáculos para corridas e túneis.

“Essas áreas surgiram de pedidos dos compradores e da necessidade de criar ambientes. A parte de animais deu muito certo. É muito utilizada pelos tutores”, diz Melina Fanny Iossephides, gerente de produtos da Gafisa.

Rogério Bonfim brinca com Bono na creche para cães construída no prédio onde mora, no Real Parque, em SP. Foto: Letícia Moreira/Folhapress

Em alguns bairros, a motivação foi a segurança. Cercado de favelas, um prédio no Morumbi (zona oeste) com 260 apartamentos e 120 cachorros construiu um playground canino porque os tutores sentiam-se temerosos de andar com animais à noite pela redondeza.

Num prédio do Real Parque (zona oeste), onde mora o bernese Bono, de 50 kg e 1.80 m quando está de pé, os moradores (60 apartamentos e 25 cães) se reuniram para criar um cachorródromo de 50 metros de dimensão.

Vão pagar R$ 50 mil pela obra e contrataram um recreador –R$ 40 por dia, por cachorro– para trabalhar das 8h às 16h na distração e adestramento dos animais.

“É como se fosse uma creche para os cachorros. Nosso prédio já tem mais cães que crianças”, afirma o publicitário Rogério Bonfim.

A preocupação com o bem-estar dos animais, explicam especialistas em comportamento animal, decorre da maior presença dos cachorros na vida das pessoas.

Antes usados como cães de guarda em casas, os cachorros vivem agora em apartamentos e são tratados como membros da família. E isso fez com que as construtoras criassem novos espaços para essa nova realidade.

“O playground canino nos prédios melhora a qualidade de vida dos cachorros, mas é importante que os machos sejam castrados e que as fêmeas não estejam no cio para não dar confusão”, diz Raquel Hama, especialista em comportamento animal da creche canina Dogplace.

Fonte: Folha

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