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Justiça concede adoção de cão com leishmaniose que seria sacrificado

Um cachorro da raça buldogue americano, de 2 anos de idade, que seria sacrificado no Centro de Controle de Zoonoses de Brasília, no Distrito Federal, pôde ser adotado pela secretária Ana Cláudia Magni após uma decisão judicial.

O advogado responsável por acionar a Justiça, José da Silva Moura Neto, afirmou que “a decisão serve para refletir sobre a morte de animais com leishmaniose em todo o país”. O profissional deu início a uma ação judicial primeiro para impedir o sacrifício e, depois, para garantir que a guarda do animal fosse concedida à adotante.

(Foto: Arquivo pessoal)

A secretária que adotou Bruce tutela outros cinco cachorros resgatados. Ela afirma que não conseguiria permitir que o buldogue fosse sacrificado. Ana Cláudia conheceu Bruce, como é chamado o cão, através de um grupo de protetores de animais do Distrito Federal.

Além de Bruce, a secretária, que também é protetora de animais, tutela outro cachorro com leishmaniose. Yoda, um buldogue francês, foi abandonado na rua. Resgatado, ele recebe medicação e passa por acompanhamento veterinário, o que permite que tenha uma vida normal. Assim como Bruce, ele tem cerca de dois anos.

Leishmaniose

O tratamento contra a doença é liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A leishmaniose visceral ou calazar é transmitida pelo mosquito-palha ou birigui. Os cachorros não transmitem a doença. As informações são do portal G1.

Queda de pelos, unhas grandes, feridas no focinho e nas orelhas, emagrecimento, fraqueja e lacrimejamento são os sintomas da doença, que teve 219 casos registrados em animais no Distrito Federal em 2018. Desses, 72 cães foram sacrificados.

Tratamento

O tratamento para a leishmaniose é caro, custa cerca de R$ 800 reais no primeiro mês para um cachorro de porte pequeno, se a medicação for comprada em clínicas veterinárias. Na internet, os remédios são comercializados por preços mais baixos, mas é preciso aguardar a entrega.

“Não sou rica”, diz Ana Cláudia que trabalha como secretária de um pediatra em Brasília e conta com doações para ajudar os animais. Em julho, quando levou Yoda para casa, ela contou com a solidariedade alheia para cuidar do cão, como tem acontecido agora com Bruce.

“Muita gente se comoveu com a história. Um veterinário de São Paulo já mandou o tratamento para o Bruce”, contou Ana Cláudia que, junto com o marido, faz voluntariado em grupos de defesa animal, o que ajuda a conseguir apoio, segundo a secretária. “Quem faz um trabalho sério tem credibilidade”, disse.

O tratamento, no entanto, vai além da medicação. É preciso manter o ambiente limpo, não permitir acúmulo de sujeira, folhas ou frutos caídos das árvores no quintal, práticas que também devem ser realizadas como método de prevenção para impedir a aproximação do mosquito-palha, transmissor da doença.

“Parecia que ele estava pedindo ajuda”

Desde o dia em que viu Bruce no canil do Centro de Controle de Zoonoses, Ana Cláudia afirma nunca mais ter esquecido “o olhar pidão” do cachorro.

“Parecia que ele estava pedindo ajuda. Os olhos diziam ‘me tira daqui’. Não parava de pensar naquele olhar”, afirmou a secretária.

Ao conseguir na Justiça o direito a adotar o cachorro, Ana Cláudia foi buscá-lo. O animal, no entanto, não pôde ir para casa porque teve que ser levado para uma clínica veterinário devido ao quadro de saúde dele, isso porque Bruce está muito fraco.

De acordo com Ana Cláudia, Bruce deve permanecer internado por alguns dias, até estar forte para “viver pelo menos uns 10 anos”.

 

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ONG faz campanha para mostrar que animais não são descartáveis

Existem, aproximadamente, 20 milhões de cães abandonados no Brasil. Você já cruzou com algum na rua hoje? Provavelmente sim. E, talvez nem tenha percebido. Para chamar a atenção da população para o problema do abandono de animais – que, de tão comum, já se tornou imperceptível para muitos –, a ONG Cão Sem Dono decidiu fazer uma ação de impacto: colocar uma lixeira para cachorros na entrada de um movimentado shopping para animais de São Paulo.

Da lata saíam latidos e grunhidos, dando a entender aos clientes que, lá dentro, havia cães que foram jogados por seus tutores. Ao abrir a lixeira, o alívio: nenhum bicho estava lá dentro. No entanto, uma mensagem avisava que não havia tantos motivos assim para comemorar, já que 20 milhões de animais, naquele momento, perambulavam pelas ruas do país porque foram abandonados por seus tutores, como se fossem lixo.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Batizada de “Cachorro na Lixeira?”, a iniciativa tinha por objetivo fazer as pessoas refletirem a respeito da forma como elas enxergam os animais – que, afinal, não são lixo para serem descartados – e disseminar a mensagem: se você tutela um animal, não abandone. Se você ainda não tem, adote.

A própria lixeira dava sugestões de animais que esperavam por um tutor: dentro da lata, a Cão Sem Dono colocou postais com fotos de cachorros que foram resgatados pela ONG e estavam disponíveis para adoção. Sem contar os tantos outros bichos que ainda estão nas ruas à procura de um lar.

Realizada em 2012, a ação teve bastante retorno e, atualmente, concorre a prêmios internacionais de propaganda. Assista, abaixo, ao vídeo da “Cachorro na Lixeira?”.

Fonte: Petitobi

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