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Expedição australiana prova que matança de baleias no Japão com “propósitos científicos” é desnecessária

Por Marcela Couto (da Redação)

Um grupo de pesquisadores de baleias retornou das águas da Antártida na sexta-feira, 12, após uma expedição na qual provou que a matança de baleias anual do Japão para “propósitos científicos” é totalmente desnecessária.


Foto: Spencer Weiner / Los Angeles Times


Durante a viagem, cientistas australianos, franceses e neozelandeses usaram técnicas não letais para estudar as baleias. A proposta tinha como objetivo confrontar o Japão, que mata mais de 1.000 indivíduos da espécie por ano alegando estudos científicos. O país conseguiu autorização para matar os animais por causa das supostas pesquisas.

Os críticos afirmam que o tal programa de estudos é apenas uma forma de mascarar o comércio de partes de baleia, já que a carne é vendida para consumo no Japão.

A expedição foi a primeira em cinco anos organizada pelo governo australiano que recebeu autorização da Comissão Internacional de Caça às Baleias.

Os cientistas focaram as pesquisas no número de baleias, dieta praticada, rotas utilizadas para encontrar alimentos e rotas migratórias para reprodução no Pacífico central.

“Todas essas questões podem e estão sendo respondidas com técnicas não letais”, afirmou o cientista líder da expedição Nick Gales.

Toshiori Uoya, um oficial japonês, insistiu que alguns dados “só podem ser obtidos por meio da abordagem letal”, incluindo idade do animal, conteúdo estomacal e taxa de fertilidade.

O ministro do meio ambiente da Austrália, Peter Garrett, declarou que a pesquisa mostrou “métodos eficazes e acessíveis para coletar todas as informações importantes sem a necessidade de matar as baleias.”

Os cientistas tiraram fotos, fizeram pequenas biópsias e instalaram dispositivos de rastreamento por satélite nos animais, possibilitando o estudo de todas as rotas de alimentos e migração.

Dentre as conclusões do estudo, constataram que a população de baleias corcunda está se recuperando muito bem, já a da baleia-azul parece ter caído em torno de 2%, devido à enorme exploração que sofreu.

Outros países que participam de um grupo de pesquisas oceânicas já manifestaram interesse e farão parte das próximas expedições, de acordo com Gales.

Todos os resultados da viagem serão apresentados à comissão no encontro anual de Agadir, em junho.

Com informações de Los Angeles Times

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