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Projeto que reabre caça aos lobos na Itália gera revolta de ativistas pelos direitos animais

Foto: EPA

O Ministério do Meio Ambiente da Itália junto com representantes regionais decidiram aprovar um plano que prevê a possibilidade de reabrir a caça a lobos. O anúncio provocou revolta entre as associações que defendem os direitos animais.

Nas redes sociais, diversos grupos ambientalistas anunciaram manifestações e até mesmo uma greve de fome, o que causou um recuo na decisão do representantes das regiões. No entanto, o ministro do Meio Ambiente, Gian Luca Galletti, continua a defender o projeto.

O plano de conservação e gestão dos lobos na Itália inclui 22 medidas para resolver os problemas de convivência entre as espécies, já que, nos últimos anos, houve uma proliferação nos números de animais.

Entre as alternativas sugeridas estão o monitoramento da população, campanhas de informação sobre sistemas de prevenção naturais como o uso de cães, abrigos e cercas elétricas. Além disso, a medida prevê que quando não acontecer um resultado significativo com as ações, até 5% do total da população de lobos na Itália poderão ser caçados.

Atualmente, a Itália abriga cerca de 18% dos lobos de toda a União Europeia (UE). Para as ONGs ambientais, caçar os lobos não resolve os problemas e incentiva a caça furtiva. Mais de 600 mil assinaturas foram recolhidas através do Facebook contra a medida.

“A conservação do lobo é uma questão muito séria porque ela pode ser levada ao clamor midiático ou ao populismo de alguém. Não vou permitir que um assunto delicado como a proteção do lobo seja decidido evidentemente por alguém que não leu o texto”, disse Galletti. Já a ex-ministra Maria Vittoria Brambilla advertiu que “nos lobos não se tocam. O governo e as regiões deveriam ouvir as opiniões dos especialistas e as vozes indignadas de centenas de milhares de cidadãos”.

Fonte: UOL

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Ex-governadora Sarah Palin recomeça guerra com ativistas ao preparar documentário da vida selvagem

Por Marcela Couto (da Redação)

Desconsiderando o fato de que a política Sarah Palin não se tornou vice-presidente em 2008 e nem é mais a governadora do Alasca, ela ainda está incomodando os conservacionistas. Desta vez, o grupo defensor dos animais Defenders of Wildlife Action Fund está engajado em combater um documentário de Palin do TLC network que está por vir.


Foto: J. Scott Applewhite / Associated Press


O grupo sempre se opôs radicalmente às políticas praticadas por Palin a respeito da vida selvagem durante seu mandato no Alasca. Em resposta ao apoio de Palin a um programa em que lobos são caçados levando tiros de aviões, o grupo lançou um website, o EyeOnPalin.org, em 2009.

O momento de maior visibilidade nesta campanha anti-Palin aconteceu no começo de fevereiro de 2009, quando o grupo lançou um vídeo sobre a caça cruel aos lobos narrado pela atriz Ashley Judd. Em declaração, Judd qualificou a caçada como “cruel, sem justificativa científica e uma prática absurda que não tem lugar na América moderna.”

Palin respondeu com uma declaração ultrajante em seu website, se referindo aos defensores como um “grupo extremista” e acusando-os de “deturpar a verdade com o objetivo de arrecadar fundos de cidadãos americanos inocentes em plena crise econômica.”

O grupo rebateu a acusação com uma declaração de seu presidente, Rodger Schlickeisen, que dizia: “o que você recebe da governadora Palin quando a desafia não é uma defesa racional, mas xingamentos vagos e um ataque infundado. Mas, tenho dito, como já está claro que não há defesa possível para seu programa cruel de caça aos lobos, talvez ela saiba que não há muito mais o que fazer a respeito.”

Mesmo depois de tantos conflitos, as políticas de Palin que envolvem a vida selvagem e o meio ambiente não acabaram quando ela deixou o poder. “Os esforços dela eram, e ainda são, uma ameaça à integridade da natureza americana, um país que abriga tantos refúgios da vida selvagem, florestas, parques e outras reservas… E como se não bastasse, Palin ainda nega o aquecimento global.”

Agora Palin se prepara para trabalhar em seu documentário, previamente nomeado O Alasca de Sarah Palin, e os defendores voltaram à ação novamente.




Imagem: EyeOnPalin.org




Por meio do website EyeOnPalin, o grupo está reunindo seus apoiadores para agir contra a produção de Palin, que, de acordo com o chefe da TLC network, “revelará a beleza poderosa do Alasca como nunca antes filmada, narrada por uma das grandes filhas do estado”.

Os defensores estão pedindo que todos que se opõem às políticas ambientais de Palin assinem uma petição para acabar com o documentário.

Já são 170 mil assinaturas no documento, que diz em parte: “Esperamos que o Discovery Channel e a TLC, empresas que integram o Animal Planet conhecidas pelas produções focadas na vida selvagem, reconsiderem sua decisão de partilhar um documentário com uma pessoa antianimais e politicamente  polêmica como Sarah Palin.”

Palin ainda não se manifestou sobre a última ação do grupo, mas a organização pró-caça US Sportmen’s Alliance tomou a frente para defendê-la.

A organização de homens caçadores tenta conter a petição afirmando que “a oposição à campanha de caça aos lobos de Palin não tem base científica e é baseada em lapsos emocionais”.

Enquanto ativistas com “lapsos emocionais” estiverem trabalhando para defender os direitos dos animais ainda haverá esperança para a vida selvagem.

Com informações de Los Angeles Times

Por Marcela Couto (da Redação)
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