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Caça a golfinhos no Japão pode se tornar ilegal

Foto: Pixabay

O Japão vem sendo duramente criticado por ativistas e simpatizantes da causa, principalmente após o documentário “The Cove”, de 2009. As práticas bárbaras de caça e captura de golfinhos continuaram sem limites, particularmente em Taiji.

Na captura, os animais são perseguidos, atordoados e encurralados em uma enseada para que não possam escapar. Enquanto milhares deles são brutalmente mortos durante a caça, outros são escolhidos para serem explorados como entretenimento humano.

A Action for Dolphins afirma que o método de matar esses animais é particularmente desumano; os golfinhos sangram por vários minutos, resultando em uma morte lenta e dolorosa. Segundo o filme, 23.000 golfinhos e botos são brutalmente mortos no Japão todos os anos.

Os ativistas também observam que, como os golfinhos são tecnicamente mamíferos e não peixes, os caçadores de Taiji estão infringindo a lei, removendo-os do oceano para serem vendidos por sua carne ou para aquários.

A executiva-chefe da Action for Dolphins, Sarah Lucas, disse:  “Os golfinhos são erroneamente vistos como ‘peixes’ no Japão e, portanto, as leis domésticas que protegem os mamíferos da crueldade não foram aplicadas a elas”.  Mas os pescadores de Taiji alegam que não pretendem acabar as caçadas, observa o The Guardian. Segundo eles, a caça de golfinhos é uma parte crucial da economia da cidade. Também tem significado cultural.

Lucas sustenta que, se o desafio legal não for bem sucedido e a caça continuar, isso poderá ter consequências desastrosas para os mamíferos marinhos. As informações são do LiveKindly.

“A caça irresponsável de centenas de golfinhos e baleias contribuiu para a quase eliminação de algumas espécies em águas japonesas”, explicou ela.

Outro porta-voz da Action for Dolphins acrescentou: “Isto não é sobre lançar críticas ao Japão, mas sobre o cumprimento das leis do país. Estamos tentando despolitizar o debate”.

A indústria baleeira do Japão recentemente chegou às manchetes depois que se retirou da Comissão Baleeira Japonesa. Alguns acharam que a medida foi um passo atrás no progresso contra a indústria, no entanto, a organização de conservação dos oceanos Sea Shepherd rotulou a notícia como uma “vitória”.

De acordo com a Sea Shepherd, retirando-se da comissão, o Japão essencialmente se declarou como uma “nação baleeira pirata” ilegal, facilitando a luta contra os caçadores ilegais japoneses.

A crueldade japonesa                           

Outra triste notícia também foi divulgada pela ANDA em setembro de 2018: golfinhos estavam sendo brutalmente explorados para preparação das Olimpíadas de 2020, no Japão.

Os foram forçados a fazer truques para uma multidão, como um “evento de teste pré-olímpico”.

De acordo David Phillips, diretor executivo do Projeto Internacional de Mamíferos Marinhos  liderado pelo Earth Island Institute, o evento “é um lembrete crucial de como o governo japonês e o Comitê Olímpico Japonês estão explorando golfinhos e baleias, em desafio do resto do mundo”.

“Esses golfinhos passam fome fome para fazer os truques. Eles são mantidos em confinamento desumano em pequenos tanques de concreto altamente clorados. E, pior, eles foram capturados da maneira mais desumana possível, arrancados da natureza e de suas famílias e são assassinados sem piedade”, acrescentou.

 

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Notícias

Anonymous derruba site de aeroporto de Tóquio em protesto

Por Karthick Arvinth/IB Times (Tradução: Dhamirah Hashim/ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais)

Anonymous

O coletivo Anonymous diz que foi responsável pela derrubada do site de um aeroporto japonês no fim de semana. O site do Aeroporto Internacional de Narita, perto de Tóquio, ficou offline por várias horas, nos dias 22 e 23 de Janeiro, com o operador do aeroporto confirmando que o site foi vítima de um ataque de negação de serviço (DDoS).

Ataques DDoS funcionam inundando um site ou rede com tráfego artificial, eventualmente, sobrecarregando-o e tirando-o do ar para centenas de milhares de usuários de internet.

Funcionários disseram ao jornal Japan Times que, embora os passageiros tenham sido incapazes de acessar informações de voos no site no fim de semana, os voos operaram normalmente.

Uma conta de Twitter ligada ao Anonymous disse que o grupo realizou o ataque DDoS em vingança pela detenção de um líder ativista de direitos animais dos EUA no aeroporto no dia 18 de janeiro.

As autoridades de imigração recusaram à Ric O’Barry, 76 anos, entrada no Japão com um visto de turista depois de acusá-lo de estar planejando apoiar uma campanha contra a matança de golfinhos.

O’Barry foi destacado no premiado documentário The Cove, que investiga o abate anual de golfinhos no sul da cidade japonesa de Taiji. O filme ganhou o Oscar de 2009 e o Academy Award de melhor documentário.

O ativista Rick O'Barry
O ativista Rick O’Barry

Seu filho, Lincoln O’Barry, disse que as autoridades de imigração haviam rejeitado o pedido de seu pai para visitar o Japão com um visto de turista. Eles o acusaram de mentir durante o interrogatório e de ter ligações com o grupo de conservação marinha Sea Shepherd, cujos membros têm uma presença constante em Taiji.  O’Barry, que lidera o grupo de campanha Dolphin Project, é um visitante regular de Taiji, onde os pescadores caçam centenas de golfinhos durante a temporada de seis meses, que começa em setembro.

Em um e-mail para seu filho visto pela Associated Press, O’Barry disse: “Eu estou encarcerado, em acusações forjadas. Em um mundo onde tanta coisa que é selvagem e livre já foi perdido para nós, devemos deixar esses belos golfinhos livres para nadar como eles querem e devem.”

Segundo ativistas, 20.000 golfinhos, pequenas baleias e botos são mortos pela sua carne por baleeiros e pescadores japoneses a cada ano.

A matança anual em Taiji, onde os golfinhos selvagens são arrebanhados do mar aberto para uma baia rasa e depois mortos usando postes de metal, tem sido alvo de críticas internacionais por sua crueldade.

Caca-de-golfinhos

A Anonymous – uma aliança de hackers e ativistas – tem tido como alvo sites japoneses no passado, em protesto contra as práticas de caça às baleias do país e, recentemente, derrubou o website global da fabricante de automóveis Nissan.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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Destaques, Notícias

Diretor promete doar lucros de filme para cidade japonesa, se ela parar com a caça aos golfinhos

Tradução por  Lobo Pasolini  (da Redação)

O diretor de um documentário filmado secretamente, que mostra a caça anual de golfinhos em uma cidade japonesa, disse nesta terça-feira (20) que vai doar o lucro das exibições do filme no Japão para a cidade – mas somente se a cidade puser um fim à caça.

Poster de The Cove
Poster do The Cove

Louie Psihoyos, que enfrenta acusações de invasão ao fazer The Cove, chegou ao Festival de Cinema Internacional de Tóquio e disse que estava preparado para enfrentar as consequências da criação do documentário.

A polícia questionou repetidamente cenas importantes feitas com câmeras escondidas, que mostram os pescadores fazendo barulho para atrair os golfinhos para uma enseada escondida, onde eles os matam com lanças.

O documentário desencadeou um furor internacional entre ambientalistas, e a pequena cidade costeira de Taiji afirmou ter parado de matar golfinhos. A caça anual trazia cerca de 2 mil golfinhos por ano.

The Cove foi incluído no programa do festival na última hora e estreará no Japão quarta-feira (21).

“Se conseguirmos que o filme chegue até o povo japonês, eu acho que será uma grande vitória para a sociedade”, disse Psihoyos à Associated Press.

“Acho que vai ser uma enorme vitória para os golfinhos. Estes são os meus verdadeiros clientes.”

Mas ele disse que não iria visitar Taiji para evitar problemas com a polícia local.

“Eu não quero provocá-los ainda mais. Eu fiz um filme, e acho que fiz um grande filme”, disse ele.

Psihoyos afirmou que espera que os pescadores utilizem os lucros do filme no Japão para observação de baleias e outras atividades comerciais, em vez de matar golfinhos por sua carne e capturá-los para aquários.

“Todo o dinheiro que for gerado fora do Japão, se pararem de caçar golfinhos, irá para Taiji.”

Psihoyos espera assinar um contrato com um distribuidor japonês para exibições do filme no país.

O governo japonês defende a matança de golfinhos e baleias como parte de uma tradição regional. Os organizadores do festival expressaram publicamente sua preocupação com a inclusão do filme.

Até agora, a atenção da mídia japonesa para The Cove tem sido discreta. A maioria dos japoneses nunca come carne de golfinho e não está familiarizada com as caças.

“Quando os japoneses virem este filme… eu acho que eles vão dar um fim ao que acontece na enseada”, disse Psihoyos.

Fonte: The Canadian Press

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Destaques, Notícias

70 golfinhos são libertados e salvos da morte após apelo de grupo defensor

Por Marcela Couto (da Redação)

Uma cidade pesqueira japonesa que realiza uma caça anual para matar e vender golfinhos para a indústria da carne libertou 70 animais após apelo internacional, de acordo com um grupo conservacionista.

golfinhos
O ativista O'Berry e seu filho Lincoln em Taiji. Foto: Associated Press

O apelo contra a matança dos golfinhos tem crescido desde o lançamento do documentário The Cove, que mostra os animais sendo atraídos e mortos cruelmente por pescadores com lanças.

A Save Japan Dolphins Coalition, liderada por Ric O’Barry, um ex-treinador de golfinhos da série de TV dos anos 60 Flipper, disse na terça-feira que representantes do grupo testemunharam e filmaram os 70 golfinhos sendo soltos no domingo.

A associação de pesca de Taiji não quis comentar o caso. A caça mata aproximadamente 2 mil golfinhos todos os anos, e os moradores locais alegam que o holocausto é parte de sua cultura e uma forma de conseguir alimento.

Não há confimações sobre a continuidade da soltura de golfinhos na cidade. “O mundo está de olho”, alertou O’Barry, que visitou o Taiji no começo do mês. “Pôr fim ao assassinato de golfinhos seria uma grande vitória para o povo japonês”.

Há ainda indícios de que a carne dos animais esteja contaminada por níveis perigosos de mercúrio. O governo japonês lançou um alerta para que mulheres grávidas não consumam golfinhos, mas ao mesmo tempo afirma que em quantidades pequenas é seguro.

The Cove ganhou mais de doze prêmios, incluindo o prêmio de audiência do Sundance Film Festival. O documentário ainda será lançado no Japão.

Com informações de Los Angeles Times

 

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