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Macaco é encontrado morto em área de mata em Gaspar (SC)

O corpo do animal será submetido à análise para que seja investigada a possibilidade de morte por febre amarela


Um macaco foi encontrado morto em uma área de mata no bairro Belchior Alto, em Gaspar, no estado de Santa Catarina. O animal foi localizado por um morador da região e o corpo foi retirado do local por uma equipe da Secretaria de Saúde. Exames devem indicar a causa da morte.

Reprodução/O Blumenauense

Da espécie bugio, o animal foi encontrado no sábado (25) e sua morte preocupa a população, que teme a febre amarela. Quando contaminados, porém, os macacos não transmitem a doença e também são vítimas dela. O único transmissor é o mosquito. As informações são do portal O Blumenauense.

Apenas neste mês de janeiro, 65 macacos foram encontrados mortos em Santa Catarina, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

O número de macacos encontrados mortos no estado no primeiro mês de 2020 é três vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2019, quando 20 animais foram encontrados sem vida.


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Bugio sobrevive após tomar dois choques e cair de torre de energia elétrica

Um bugio, que passou três dias em uma torre de energia elétrica, foi resgatado no último sábado (22) após tomar dois choques e sofrer uma queda. O animal sobreviveu, mas queimou cerca de 70% do corpo e talvez precise amputar uma mão. O acidente aconteceu na cidade de Blumenau, em Santa Catarina.

Foto: Projeto Bugio

Resgatado pelo Projeto Bugio, o animal está recebendo os cuidados necessários. De acordo com o coordenador do Projeto, Julio Cesar de Souza Júnior, é possível que o bugio tenha sofrido danos neurológicos. Apesar de ter sobrevivido às primeiras 24 horas, consideradas as mais críticas, o estado de saúde dele é delicado. Nesta semana, o animal será submetido a novos exames. As informações são do projeto O Município.

O bugio foi visto na torre, pela primeira vez, na manhã de quarta-feira (19). Assustado, ele se isolou no local após tomar um choque e cair no rancho de uma moradora do bairro Salto do Norte. A Polícia Militar Ambiental e o Projeto Bugio foram acionados, mas não conseguiram resgatar o animal, que se recusava a descer da torre. No sábado (22), as equipes retornaram ao bairro, com a presença de funcionários da Celesc, para tentar salvar o bugio, que acabou tomando outro choque e caindo no chão.

Júnior explicou que mais da metade dos macacos que são eletrocutados morrem e que cerca de 30% dos atendimentos feitos pelo Projeto envolvem choques. Outros casos frequentes são atropelamentos e brigas com cachorros. O contato com a rede de energia elétrica mata aproximadamente 200 animais de diversas espécies anualmente na região, segundo a Promotoria Regional.

Para tentar solucionar o problema, o Projeto Bugio e a Celesc anunciaram, há pouco mais de uma semana, uma parceria para promover alterações na rede elétrica de Blumenau na intenção de proteger os animais. Pontes de passagem serão instaladas e cabos localizados em áreas habitadas por bugios, especialmente na região norte do município, receberão proteção.


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Após se recuperar de maus-tratos, macaco é devolvido à natureza

Animal foi tratado por uma veterinária parceira do projeto Quelônios da Amazônia. — Foto: Rede Amazônica/ Reprodução

Um macaco adulto da espécie Bugio, foi devolvido à natureza na manhã de sábado (2), em uma Área de Proteção Permanente (APP) localizada em Cacoal (RO) município a 480 quilômetros de Porto Velho.

O animal machucado e debilitado, foi resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros em Ouro Preto D’Oeste (RO) e entregue para representantes do projeto Quelônios da Amazônia (PQA), que tem parceria com a Associação Eco Vale. O macaco foi tratado por uma veterinária parceira do projeto por cerca de 40 dias.

Ele foi chamado carinhosamente pela equipe de ‘U’, e após se recuperar dos ferimentos foi devolvido à mata onde já existe um bando de macacos da mesma espécie. Ao perceber a gaiola aberta, o macaco rapidamente adentrou a mata.

“Escolhemos essa área justamente por já existir um bando de macacos da mesma espécie. Nos primeiros dias quando ele for localizado pelo bando, apanhará um pouco dos demais, isso é a regra dessa espécie, mas logo conseguirá ser aceito pelo grupo”, detalhou o coordenador do projeto Quelônio da Amazônia, José Soares Neto, ou ‘Zeca Lula’.

Segundo o coordenador, o projeto é desenvolvido no rio Guaporé, em Costa Marques (RO), pela Associação Eco Vale em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles fazem um trabalho de preservação de tartarugas, tracajás, gaivotas e todos os animais que usam a praia para procriação.

“Como já fazemos esse trabalho com as tartarugas, também vimos a necessidade de ajudar alguns animais agredidos e que são capturados pela Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros. Fizemos uma parceria com uma veterinária de Ouro Preto, ela faz o tratamento dos ferimentos e quando esses animais recebem alta, nós fazemos o trabalho de reintrodução deles no habitat”, explicou Zeca.

A associação também trabalha na recuperação de outro macaco da mesma espécie na região. O animal ainda é um filhote e como teve as duas mãos amputadas, está sob análise se conseguirá sobreviver na natureza.

De acordo com o coordenador, a associação está se instalando em Cacoal e caso alguém tenha interesse em trabalhar como voluntário, basta entrar em contato pelo telefone (69) 9 9312-2353.

Orientação

Os bombeiros militares acompanharam a soltura do macaco. Para o capitão Edmar Melo Braga, o trabalho da associação é muito importante, já que Cacoal não tem Polícia Ambiental, e o trabalho de captura de animais silvestres, é feito pelos próprios bombeiros.

“Nós capturamos os animais silvestres que estão dentro da cidade, porém não temos um local específico para tratar desses animais, pois muitos são encontrados bem machucados, precisando de tratamento e nós não temos para oferecer”, afirmou Braga.

Os profissionais orientam que caso alguém encontre animais silvestres nas residências ou nas proximidades, se mantenham distantes e chamem os bombeiros para os profissionais decidirem as medidas necessárias a serem tomadas.

Fonte: G1

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Filhote de macaco chora sobre o corpo da mãe morta em rodovia no Piauí

Um filhote de macaco bugio foi encontrado chorando sobre o corpo da mãe, que morreu após ser atropelada, na PI-115, no município de Campo Maior, no Piauí. O atropelamento de animais silvestres é comum na região. As autoridades pedem que os motoristas tenham cautela ao dirigir pelas estradas.

(Foto: Arquivo pessoal)

O animal foi encontrado por uma pessoa que passava pelo local. Ele foi encaminhado para a sede da secretaria de Meio Ambiente da cidade. As informações são do portal G1.

“A pessoa que levou ele até gente contou que estava dirigindo na estrada quando viu que o carro que estava à frente atropelou a mãe do macaquinho”, contou o coordenador de meio ambiente de Campo Maior, Raimundo do Vale. “Essa pessoa encostou, foi verificar e viu que a mãe estava morta. O filhote estava em cima dela chorando e não saía, estava agarrado à mãe. Mas a pessoa conseguiu pegar o animal e ficou cuidando dele até segunda-feira (3), quando levou ele até a gente. Todos se apegaram a ele, colocamos nele o nome de Zequinha”, completou.

(Foto: Arquivo pessoal)

Zequinha foi avaliado por uma bióloga. “Colocamos ele em uma caixa própria para animais, compramos uma mamadeira e demos leite para ele. Ele chorava muito e quando a gente pegava, ele segurava bem forte nossa mão”, relatou o coordenador.

A espécie a qual ele pertence emite um som que pode durar minutos e ser ouvido a até 5 quilômetros de distância. Os bugios são animais herbívoros, que têm pelagem preta, marrom ou avermelhada e vivem cerca de 20 anos. Alguns tipos sofrem ameaça de extinção devido à caça.

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Febre amarela aumenta risco de extinção do macaco bugio em Macaé (RJ)

Os macacos da espécie bugio do Parque Atalaia, no município de Macaé, no interior do estado do Rio de Janeiro, estão vivendo sob ameaça. Isso porque o vírus da febre amarela está aumentando o risco de extinção desses animais, de acordo com especialistas.

(Foto: Peter Schoen/Flickr)

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Malinda Henry está na região há dois anos e ainda não encontrou um bugio. E ela não é a única a alertar sobre o risco imposto à espécie. Outros pesquisadores e ambientalistas também têm se preocupado com a situação e confirmam que é cada vez mais raro encontrar bugios com vida na região do parque.

“É uma espécie que já está ameaçada de extinção por causa de fragmentação e perda do habitat. O bugio é super sensível a vírus. Uma vez que pegam o vírus, a maioria morre em torno de 3 a 5 dias. Já tinham poucos e agora corre o risco de uma extinção local ou regional por causa dessa doença”, explica Malinda.

Bugios foram encontrados mortos por equipes das guardas Ambiental e Municipal, em abril de 2017, no Parque Atalaia. Exames concluíram que a causa das mortes foi a febre amarela. As informações são do portal G1.

A preocupação com os macacos, no entanto, vai além da doença. Especialistas se atentam também aos casos de agressão e envenenamento cometidos contra os animais por parte da população que, por falta de informação, mata o animal por acreditar que ele transmite o vírus da febre amarela. Os pesquisadores e ambientalistas lembram, porém, que a doença é transmitida apenas por mosquitos e que os macacos são vítimas do vírus assim como os humanos.

Maltratar e matar animais silvestres é crime passível de detenção de três meses a um ano, além de multa.

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Macaco é encontrado em casa da zona rural de Esperança (PB)

Um macaco da espécie bugio foi encontrado em uma casa na zona rural do município de Esperança, no estado da Paraíba. A residência, localizada no Sítio Boa Vista, é cercada por uma grande área de mata.

(Foto: Polícia Ambiental de Campina Grande/Divulgação)

Ao perceber a presença do animal silvestre, o proprietário da casa acionou a Polícia Ambiental de Campina Grande.

Os policiais acreditam que o macaco estava sendo mantido em cativeiro ou que a espécie esteja migrando para a região. As informações são do portal G1.

“É a primeira vez que nós fazemos esse tipo de ocorrência com um macaco na região. Os moradores entraram em contato com a gente muito assustados, por causa do tamanho do animal”, contou o tenente da Polícia Ambiental de Campina Grande, Rodrigues Soares, que participou da ocorrência.

Após ser resgatado, o bugio, que não apresentava ferimentos, foi levado para a sede da Polícia Ambiental, na cidade de Campina Grande.

O macaco deve ser encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em João Pessoa, capital da Paraíba, nesta quarta-feira (15), para a realização de exames que indicarão a idade e o estado de saúde do animal.

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Macaco dócil recebe alimento das mãos de moradores em Mato Grosso

Um macaco da espécie bugio sai da mata duas vezes ao dia para comer frutas e pães das mãos de moradores do bairro Vila Cardoso, no município de Rondonópolis, em Mato Grosso. O macaco, que é bastante dócil, ganhou até nome, chama-se Chico.

O bugio recebeu o nome de Chico (Foto: TVCA/ Reprodução)

O bugio vive em uma Área de Preservação Permanente (APP) nas proximidades do bairro e, segundo a diarista Maria de Lourdes da Silva, ele aparece de manhã e ao final da tarde, à procura de alimento. “Nós damos banana para ele, além de outras frutas e pães quentinhos também”, conta Maria.

O comportamento dócil de Chico se deve ao tratamento que ele recebe dos moradores, segundo o biólogo Almir Araújo. E a presença do bugio no local se deve ao fato de ele ter encontrado “água e muitas árvores frutíferas na região que fez com que ele permanecesse”. As informações são do portal G1.

De acordo com o biólogo, não é necessário que os moradores se preocupem em alimentar o macaco. Isso porque na área de preservação onde ele vive existem muitas plantas frutíferas que servem de alimento para ele.

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Macaco bugio é resgatado após ficar preso em varanda em SP

Um macaco da espécie bugio foi resgatado após entrar em uma residência e ficar preso na varanda do sobrado no bairro Vila São Judas Tadeu, em Porangaba (SP).

Divulgação

Bombeiros foram chamados e resgataram o macaco, que posteriormente foi devolvido a seu habitat.

Os militares alertaram a população que macacos não são transmissores da febre amarela e não devem ser molestados, cabendo aos órgãos competentes realizarem os resgates e solturas.

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Especialistas afirmam que mortes de macacos por febre amarela é um desastre ambiental

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Reprodução/Youtube

De acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo, a morte de mais de mil macacos pode ser considerada um desastre ambiental no estado.

Agricultores que moram próximo a Mata Atlântica no Espírito Santo dizem que fazia parte do dia a dia ouvir o som dos macacos bugio nas árvores. Era uma algazarra com o som característico da espécie, também conhecido como barbado; som este que não existe mais. “O barulho que eles faziam acabou. Não tem mais aquela roncadeira deles. Só tem assim, eles mortos”, contou o agricultor Donaldo Renselmann.

O bugio é a espécie de macaco mais atingida pela febre amarela. Segundo os pesquisadores, eles estimam que, somando com outras espécies, a doença já matou 1100 macacos no estado.

Nas regiões de mata, os estudiosos marcam os locais onde são encontrados os animais mortos, o que permite um estudo de mapeamento que facilita a identificação dos locais para onde o surto está avançando. Nos laboratórios da universidade, os pesquisadores analisam o DNA dos macacos que morreram da doença e fazem exames das características físicas dos animais, como pelo, tamanho e peso, para poderem afirmar se antes da febre os macacos não tinham problemas de saúde. Eles eram animais saudáveis.

“Com essa caracterização genética da população, a gente consegue entender como essa doença poderia se disseminar no futuro”, afirmou o professor Yuri Leite.

O bugio é um animal ameaçado de extinção. Por ter um filhote a cada dois ou três anos, estima-se que para recuperar essa população após o surto de febre amarela, serão necessários no mínimo 30 anos.

“Sem dúvida, nós vivemos um desastre ecológico porque os primatas interagem com diversos animais e plantas. Eles dispersam sementes, comem sementes, ajudam a recuperar a floresta levando as sementes para outros lugares. Então a ausência de primatas nas matas causa um impacto grande para as florestas”, disse o professor de zoologia.

Os macacos não são os transmissores da febre amarela. Assim como nós, seres humanos, eles são vítimas da doença. Além disso, eles indicam o local onde a doença está chegando. Por isso, matá-los é uma atitude ignorante e irresponsável, pois além de ser crime, mata animais inocentes e dificulta os estudos que tentam conter a disseminação da febre amarela.

 

 

 

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Bugio bebê é encontrado vivo junto com mãe morta por envenenamento

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Bugio  de apenas alguns dias, perde a mãe que foi morta por suposto envenenamento| Foto: Reprodução/TV TEM

Em Cardoso (SP), um bugio foi encontrado morto em uma mata junto com um pedaço de vidro de veneno. Para a Polícia Ambiental, o surto de febre amarela que vem alastrando o país, pode ser o motivo pelo qual mataram o animal, já que a suspeita de morte é de envenenamento.

O vidro com veneno, foi encontrado ao lado de uma porção de comida do animal, o que intensifica a suspeita, de acordo com o tenente da Polícia Ambienta, Gabriel de Melo: “Os exames da causa da morte vão dizer exatamente o que aconteceu. Os indícios no local é que o animal foi envenenado”, afirma. As amostras do animal identificado como uma fêmea, foram levadas para análise.

A fêmea, ao que tudo indica, era mãe, pois carregava consigo um filhote, de apenas alguns dias de vida. Na sexta-feira (3), o filhote foi levado para uma clínica veterinária em Votuporanga (SP) e, na segunda-feira (6), foi encaminhado para o hospital veterinário de São José do Rio Preto (SP). A veterinária, Fernanda Segobi Pegolo, também acredita que a mãe foi envenenada:“A suspeita da mãe é ter sido morta. Os macacos pregos e bugios estão em extinção, nesse caso foi encontrado um pote de veneno com comida ao lado do corpo da mãe. Não há uma denúncia em si, ninguém viu, mas foi achado o pote de veneno”, salienta.

Desidratado, Fernanda conta que assim que foram achados, o filhote do macaco ainda estava grudado à mãe: “O macaco foi trazido pela Polícia Ambiental de Votuporanga após denúncia de morte de macaco na região. A mãe estava morte e o macaquinho estava grudadinho na mãe, como é o começo de vida deles mesmo, ele chegou desidratado”. De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, desde Janeiro do ano passado até agora, 228 macacos foram encontrados mortos no Estado de São Paulo. Dessas mortes, somente 32 foram confirmadas de mortes causadas por febre amarela.

Panorama

Só no começo deste ano, 28 macacos foram encontrados mortos em São José do Rio Preto (SP); alguns com sinais de lesões, outros com traumatismo craniano. O número de mortes por outros motivos, é muito maior do que de os casos de febre amarela, como conta a enfermeira, Michaela Dias Barcelos: “Cerca de 60% desses animais, a gente encontrou alguma causa externa, seja traumatismo, choque elétrico, tivemos um animal carbonizado e outro que foi ferido por uma arma. A gente encontrou um projétil durante a necropsia”.

O que muitas pessoas não sabem, é que o macaco não é capaz de transmitir a febre amarela: “O macaco funciona com uma sentinela. Ele alerta a população sobre a presença do vírus circulando na região e a necessidade de a gente estar adotando algumas medidas preventivas. O macaco não transmite a doença diretamente ao homem. Então, não é necessário ter medo desses animais. O que as pessoas precisam ter cuidados é de se vacinar e de eliminar criadouros para que a gente não tenha a proliferação de mosquitos”, afirma Michaela.

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Preguiça e bugio são devolvidos à natureza em Barueri (SP)

Macaco bugio recuperado após tratamento no Cetas/Fotos: Divulgação

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que realiza trabalho de reabilitação de animais silvestres doentes, provenientes de operações, de entrega voluntária ou vítimas de maus-tratos no município e região, devolveu à natureza, dia 17/2, um bicho-preguiça e um macaco bugio.

Os animais foram recebidos do Cetas feridos e passaram por tratamento. No caso do bicho-preguiça, era uma fêmea que foi trazida no começo do mês pela Guarda Ambiental de Itapecerica da Serra. Depois de cair de uma árvore e ter sido atacada, provavelmente por um cachorro, ela foi colocada em observação e alimentada.

Já o macaco bugio veio para o Cetas após ser resgatado no Rodoanel, na região da represa Billings, e encaminhado a Barueri em agosto de 2016 pela Polícia Ambiental Militar de São Paulo. O animal, que é ruivo e de mãos ruivas – um alouatta, gênero de macaco do Novo Mundo da família Atelidae, da Amazônia e Mata Atlântica – chegou ao Cetas com ferimentos que aparentavam sinais de briga. Foi tratado e teve sangue coletado para exame de febre amarela. O material encaminhado ao Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo, atestou, em novembro, o resultado negativo para a doença.

Bicho-preguiça libertado em seu habitat

De volta à natureza

Com a saúde restabelecida, as duas espécies estavam prontas para voltar à vida selvagem. Com o apoio da Guarda Municipal e da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente, técnicos do Cetas liberaram os animais, já microchipados (sem radiomonitoramento) para fins de controle, ao habitat – uma área com cerca de quatro hectares de vegetação em estágio avançado da Mata Atlântica.

A soltura dos animais foi acompanhada também pelo secretário de Recursos Naturais e Meio Ambiente, Marco Antônio de Oliveira, o Bidu. “Foi um dia feliz, porque soltamos os dois animais na mata, onde eles voltam ao seu habitat. Isso é o trabalho do Cetas”, destacou na ocasião.

Além desses, o Cetas já recebeu animais como uma onça suçuarana, que veio de Itapevi, e pinguins da cidade de Santos. São Paulo tem seis centros de triagens de animais silvestres, e um deles está em Barueri.

Cetas

Com o objetivo de atender a demanda de animais silvestres doentes, provenientes de apreensão, de entrega voluntária ou vítimas de maus-tratos no município e região, o Cetas fica em área construída de 850 m2 e conta com biotério, berçário, ambulatório veterinário, internação e cozinha para animais. Tem uma equipe de veterinários, biólogos e tratadores especializados.

Está localizado na Estrada Doutor Cícero Borges de Moraes, 3.211, Bairro dos Altos, em Barueri. Funciona das 9 às 11 horas e das 14 às 16 horas, de segunda a sexta-feira. Mais informações: 4689-0314.

Fonte: Barueri

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Bugio atacado com golpes de facão na Serra do RS apresenta melhora

Búgio-ruivo foi levado para espaço mais amplo para fazer exercícios (Foto: Halder Ramos, divulgação/Gramadozoo)

Um bugio-ruivo agredido com golpes de facão no começo de janeiro apresentou melhoras no quadro de saúde, conforme boletim veterinário divulgado nesta quarta-feira (1º). O animal está internado desde o dia 9 do mesmo mês em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul.

Conforme o veterinário Marcelo Cunha, os ferimentos no rosto e na mão estão em fase final de cicatrização. Entretanto, ele permanece em observação. Apesar da melhora, o animal ainda não utiliza a mão ferida para subir em troncos.

Dentro do Gramadozoo, o bugio foi levado para um espaço mais amplo onde foram colocados galhos de madeira e balanços para estimular o animal, ainda segundo o veterinário. “Transferimos para um local mais amplo para que possa fazer exercícios”, explica.

O próximo passo da equipe é iniciar os trabalhos de reintrodução do animal à natureza. “Tudo depende da recuperação dele. A função da equipe do zoo é reabilitar o animal. Depois, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) vai definir para onde ele será encaminhado”, continuou Marcelo.

Além dele, um outro bugio teve ferimentos e foi levado para o Gramadozoo no dia 12. Conforme o veterinário, “foi uma coincidência muito grande” dois macacos terem sido feridos depois da notícia da morte de dezenas de animais por suspeita de febre amarela no Sudeste do país.

“Não podemos comprovar que as agressões registradas agora tenham sido provocadas por medo da febre amarela. Queremos alertar que o bugio não transmite a doença”, frisa o veterinário Renan Stadler, responsável técnico do Gramadozoo.

O veterinário explica que o bugio é um hospedeiro da doença e não transmissor. “Quem transmite é o mosquito através da picada. Tem gente que vê um bugio morto e pensa que ele é o transmissor. Na verdade, o bugio é vítima do mosquito e avisa sobre a proliferação do inseto. É necessário combater o mosquito”, explica.

Fonte: G1

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