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Dalai Lama diz que proteger os animais e o planeta é ‘uma responsabilidade urgente’

Divulgação

O Dalai Lama, Chefe de Estado e líder espiritual do Tibete usou seu perfil no Facebook para conscientizar os seguidores sobre a importância da preservação do meio ambiente em meio à crise climática que o mundo enfrenta. O líder budista afirmou que “temos uma responsabilidade urgente” de proteger o planeta e todos os seus habitantes.

Na postagem ele diz que “a destruição da natureza é resultado da ignorância, ganância e falta de respeito por todos os seres vivos do planeta. Nossas ações afetam os outros. Nós, seres humanos, somos as únicas espécies com o poder de destruir o mundo. No entanto, se temos a capacidade de destruir, também temos a capacidade de proteger a vida selvagem e o meio ambiente”, assinalou.

Apesar de não se posicionar sobre o veganismo e o reconhecimento dos direitos animais, essa não é a primeira vez que o Dalai Lama pede maior engajamento pela defesa do meio ambiente. Em 2015, ele gravou um vídeo pedindo ao povo tibetano maior consciência sobre o impacto do ser humano na natureza. “Não se trata de uma nação ou duas nações. Esta é uma questão de humanidade. Nosso mundo é nosso lar”, disse na ocasião.

Em 2017, Gyatso participou de um evento beneficente irlandesa Children in Crossfire e aproveitou a ocasião para criticar duramente a saída do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar do Acordo de Paris. Ele afirmou que essa decisão negativa do líder norte-americano o deixou “profundamente triste e decepcionado”.

O Dalai Lama também enviou uma mensagem à 24ª Conferência Climática da ONU em 2018 alertando líderes mundiais sobre a importância de tomarem para si a importância da proteção e preservação do meio ambiente. Ele reforçou que é preciso “tomar ações sérias agora para proteger o meio ambiente e encontrar soluções construtivas para deter as mudanças climáticas. Nós, seres humanos, temos a responsabilidade de reduzir os problemas que causamos e, finalmente, eliminá-los”, concluiu.


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Destaques

Maltratado e sob intenso estresse, elefante reage e fere 18 pessoas em festival religioso

Cercados por barulhos aos quais não estão acostumados, multidões, som alto, carros, os animais ainda carregam luzes e ornamentos sobre o corpo enquanto são obrigados a desfilar em procissões


 

Foto: Derana TV
Foto: Derana TV

Elefantes são animais selvagens, acostumados a viver em grupos com hierarquia social, e estrutura de família, estes mamíferos gigantes criam vínculos entre si e sua manada caminha por longas distâncias na natureza.

Subordinar um elefante à vontade humana, enchendo-o de adereços pesados e obrigando-o a desfilar por horas carregando humanos nas costas no meio de multidões é explorar e maltratar esses gigantes gentis.

Não é de se admirar que pressionado pelo stress, barulho, sofrimento e maus-tratos, esse elefante tenha se revoltado com seu destino e iniciado uma fuga desesperada ferindo quem estivesse em seu caminho.

Mais de uma dúzia de participantes do festival ficaram feridos após um elefante que participava de uma procissão budista no Sri Lanka entrou em tumulto.

A procissão que acontecia em Kotte, perto da capital do país, começou com um ministro do governo colocando uma relíquia sagrada em um caixão decorado em cima de um elefante enfeitado com roupas vermelhas brilhantes.

Mas rapidamente o ritual se tornou um desastre, quando o elefante avançou para a multidão, fazendo com que alguns dos adoradores aterrorizados corressem diretamente para outro que depois disso ficou aterrorizado também.

Imagens mostraram que um homem montado nas costas do elefante por pouco evita ser pisoteado depois de ser derrubado quando o enorme animal se dirige diretamente para a multidão.

Autoridades de dois hospitais da região disseram que 18 pessoas feridas foram trazidas após o tumulto, incluindo mulheres e pelo menos duas crianças, e 16 deles já tiveram alta.

Foto: Derana TV
Foto: Derana TV

O acidente é mais um flagrante de crueldade animal relacionada aos elefantes no Sri Lanka, depois que fotos surgiram no mês passado, mostrando uma elefanta esquelética de 70 anos forçada a vestir um traje enorme e colorido, para esconder seu corpo magro e judiado.

Segundo a Fundação Save Elephant, Tikiri foi um dos 60 elefantes forçados a trabalhar por 10 noites seguidas no festival budista Esala Perahera em Kandy.

Foto: Derana TV
Foto: Derana TV

O fundador da organização, Lek Chailert, disse em um post nas redes sociais no Dia Mundial do Elefante: ‘Ninguém via seu corpo esquelético ou sua condição enfraquecida, por causa da roupa que ela usou.

“Ninguém via as lágrimas em seus olhos, feridos pelas luzes brilhantes que decoravam sua máscara, ninguém via sua dificuldade de andar enquanto suas pernas estão presas para que ela caminhe.”

Foto: Saengduean Lek Chailert
Foto: Saengduean Lek Chailert

Um porta-voz da Relíquias do Dente Sagrado, um templo budista que recebe o festival, disse anteriormente ao Metro que “sempre se preocupa com os animais” e confirmou que Tikiri havia sido examinada por um médico especialista em elefantes.

Foto: Saengduean Lek Chailert
Foto: Saengduean Lek Chailert

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Monge budista
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Livro “Em defesa dos animais”, escrito pelo budista Matthieu Ricard, é lançado em São Paulo (SP)

O monge é muito conhecido por defender o altruísmo. Há dois anos, Ricard esteve no Brasil para lançar um livro sobre o tema, pela Palas Athena Editora: “A Revolução do Altruísmo” e também já escreveu sobre felicidade.

Monge budista
Foto: Reprodução, Conexão Planeta

Ao mesmo tempo em que a pecuária avança sobre os biomas brasileiros, devastando-os para criar mais pastos e produzir mais carne, todos os dias, inúmeras pessoas mudam seus hábitos alimentares e deixam de comer carne.

As razões para aderir aos vegetais e grãos são inúmeras, mas quatro se destacam entre elas: a consciência ecológica, os cuidados com a saúde, os princípios religiosos e a empatia, que provoca o respeito ao direito de viver e evitar sofrimentos a criaturas com sensibilidade, emoções e inteligência.

O fato é que a quantidade de veganos e vegetarianos está aumentando no mundo todo e, de forma muito especial, entre os jovens. Hoje, os adeptos dessas práticas ultrapassem meio bilhão. O que não é pouco. E Matthieu diz, em seu livro: “Preocupar-se com cerca de 1,6 milhão de outras espécies que povoam o planeta não é irrealista nem fora de propósito porque, na maior parte das vezes, não é necessário fazer uma escolha entre o bem-estar dos humanos e o bem-estar dos animais. Vivemos em um mundo essencialmente interdependente, onde o destino de cada ser vivo está ligado ao destino dos demais. Portanto, a questão não é pensar apenas nos animais, mas também nos animais”.

Tomando por base os trabalhos de pesquisadores evolucionistas, etólogos e filósofos respeitados no mundo, Matthieu Ricard destaca em seu livro (à venda online) cenários inquietantes do ponto de vista ético, já que o estilo de vida adotado pelos países ricos causa enorme impacto na biosfera. Esse impacto provocará o desaparecimento de 30% de todas as espécies animais do planeta até 2050.

O livro será lançado pela Palas Athena Editora, na Alameda Lorena, 355, São Paulo (SP), a partir das 18h e ocorrerá uma palestra de Carlos Frederico Ramos de Jesus, mestre em Filosofia do Direito pela USP e especialista em Ética e Direito do Animal.

Mais sobre Matthieu

Ele nasceu na França, em 1946. Filho do filósofo francês Jean-François Revel e da artista plástica Yahne Le Toumelin, cresceu no centro intelectual e artístico de Paris. Se formou doutor em genética celular pelo Instituto Pasteur, sob a orientação de François Jacob, Prêmio Nobel de Medicina. Mas, há 40 anos, deixou sua prestigiada condição de pesquisador e se mudou para os Himalaias para tornar-se monge budista.

É autor de vários best-sellers,  entre os quais “O monge e o filósofo” – escrito com seu pai e traduzido para mais de 20 idiomas; “A arte de meditar: Felicidade – a prática do bem-estar” e “A revolução do altruísmo”.

Além de escritor renomado, é um orador, aclamado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nos fóruns Gross National Happiness das Nações Unidas e em TED Talks. Sua palestra sobre felicidade já foi assistida por mais de cinco milhões de pessoas.

Matthieu é tradutor de Dalai Lama e participou, na última década, dos mais importantes congressos dedicados ao diálogo entre ciência e espiritualidade, sendo ele próprio objeto de estudos sobre os efeitos da meditação nas estruturas do cérebro.

Fonte: Conexão Planeta

 

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Homem “mais feliz do mundo” participa de campanha para defender libertação animal

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Matthieu Ricard.org

O monge budista e renomado autor Matthieu Ricard, que tem sido chamado de “o homem mais feliz do mundo”, fez uma parceria com a PETA para promover o veganismo e dizer por que esse estilo de vida é fundamental para a felicidade.

Matthieu explica que os animais merecem viver uma vida livre de sofrimento e exploração: “Estou extremamente preocupado com o destino das oito milhões de outras espécies que compartilham este mundo conosco e que, como nós, querem evitar o sofrimento e viver suas vidas”, divulgou a organização em seu site.

As indústrias de carne e de pesca matam trilhões de animais todos os anos para satisfazer o paladar dos seres humanos. Vacas, porcos, galinhas e outros animais são muitas vezes mantidos dentro de galpões sujos, extremamente cheios durante suas breves vidas antes de serem transportados para matadouros.

A indústria de laticínios insemina forçosamente as vacas e as separa de seus bezerros para que o leite destinado a eles seja consumido pelos humanos, o que provoca um imenso sofrimento tanto nas mães como nos filhotes.

Além disso, a maioria das galinhas exploradas pela indústria de ovos do Reino Unido é confinada em minúsculas gaiolas e até mesmo as aves “criadas sem gaiolas” são amontoadas em galpões aos milhares.

Matthieu destaca a quantidade chocante de grãos usados para alimentar animais explorados em fazendas e que poderiam ser usados para suprir a fome humana. Um relatório recente da Organização Mundial de Saúde mostrou mais uma vez que comer carne é prejudicial para saúde humana.

O veganismo promove uma mudança positiva significativa para os animais, o planeta e para nossa saúde. Como Matthieu diz: “A verdadeira felicidade só pode ser alcançada quando evitamos causar dor aos outros, então, por favor, seja vegano como eu. Para fazer isso, você pode se inspirar no kit de iniciação vegetariana da PETA e nas receitas apresentadas no site da PETA “.

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Monge budista fala sobre a possibilidade da França mudar o status jurídico dos animais

Matthieu Ricard, monge budista tibetano, autor e porta voz de S.S. o Dalai Lama, juntou-se ao manifesto para mudar o status jurídico dos animais. Ele explica as razões de seu engajamento nesta causa.

Matthieu Ricard faz parte das numerosas assinaturas do manifesto de um novo status jurídico dos animais na França.

Perguntado sobre o porque de assinar o manifesto, ele responde: “Porque é uma realidade: os animais são seres sencientes, que tem um direito natural de não sofrer ou pelo menos que não os levemos ao sofrimento. É preciso ser cego para não ver que os animais têm as qualidades idênticas aos homens: empatia, bondade, cuidado com os outros seres… Assim, não podemos tratá-los como robôs ou objetos”.

Já sobre reconhecimento, ele afirma: “Reconhecer que são seres sencientes implica na maneira como nós os tratamos. A maldade já é punida por lei. Mas quando se trata de exploração industrial, a lei é muito ampla. Por exemplo, 20% dos animais enviados à matadouros ainda estão conscientes no momento em que eles são cortados em pedaços. Isto é inadmissível. Sendo considerados como objetos, é uma desculpa fácil de usar a nosso critério. Os humanos matam 1 milhão de animais terrestres e cinco vezes mais de animais marinhos a cada ano. É preciso ver a verdade. Não pode-se ter uma sociedade mais ética deixando de fora uma seção inteira da vida, que são animais. É preciso reconhecer todos eles como seres sencientes. Pessoalmente, eu não faço diferença entre uma vaca e um cachorro. Os porcos são, de certa maneira, mais inteligentes que os chimpanzés, por exemplo. E se os peixes não têm expressão facial, eles têm um mesmo sistema nervoso que faz com que eles sintam dor. Não se pode negar.

Budismo

“Como um ser senciente que não têm a mesma sofisticação do homem – chamado de inteligência – mas ele tenta evitar o sofrimento e atingir o bem-estar. Esta aspiração deve ser respeitada. Neste sentido, a não violência frente aos animais é uma extensão lógica do que defendemos para os seres humanos”.

Com informações de O Girassol.

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Centenas de budistas rezam por animais que foram enterrados vivos na Coreia do Sul

Budistas homenageiam animais mortos (Foto: Reprodução/AP)

Centenas de monges budistas sul-coreanos ofereceram preces nesta quarta-feira (19) para 1,98 milhão de vacas, porcos e outros animais sacrificados sob a justificativa humana de tentar conter a pior epidemia de febre aftosa no país. Os porcos foram enterrados vivos, conforme informações da PETA.

Os budistas enfrentaram temperaturas abaixo de zero para realizar o ritual no Templo Jogye, sede da Ordem Jogye, maior seita budista da Coreia do Sul.

Alguns monges ajoelharam na grama, diante de fotos de animais, e ofereceram crisântemos –um tradicional símbolo de luto no país. Eles ajoelharam ainda diante de duas estátuas douradas de Buda e queimaram incensos pelos animais.

Foto: Reprodução/AP

A Coreia do Sul ordenou o sacrifício de diversos animais, entre vacas, porcos e cabras, em 4.155 fazendas desde que detectou o primeiro surto, em 29 de novembro. A doença se estendeu para cinco províncias do país.

A Coreia do Sul sofreu uma epidemia de febre aftosa há dez anos. A doença voltou a ser registrada no ano de 2002 e no início de 2010, antes do surto de novembro.

A luta contra a febre aftosa na Coreia do Sul coincide com o surgimento de 26 casos de gripe aviária no leste e sudoeste do país, lugares em que, desde dezembro, foram sacrificados 3,57 milhões de frangos e patos, indicou a agência sul-coreana.

Com informações da 24HorasNews

Nota da Redação: Todas essas mortes teriam sido evitadas se o ser humano não estivesse desnaturalizando, explorando e confinando animais, para em seguida cometer a atrocidade final: massacrando-os pela doença que nós mesmos criamos. Quanto mais o veganismo se expandir, menor será o consumo e mais vidas serão poupadas.

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Richard Gere quer que cidade onde Buda alcançou a iluminação seja vegetariana

O ator norte-americano Richard Gere, seguidor da religião budista há 35 anos, decidiu hoje dar incentivo a transformar em região totalmente vegetariana a cidade em que Buda alcançou sua iluminação, onde está de visita nesta quinta-feira.

Na segunda-feira, o astro do cinema chegou a Bodh Gaya, no estado de Bihar, ao norte da Índia, para participar de um seminário de cinco dias dado pelo Dalai Lama.

Foto: EPA
Foto: EPA

“Sou totalmente a favor de transformar Bodh Gaya em uma região vegetariana”, disse Gere antes de assistir a um discurso do líder espiritual budista, em declarações da agência indiana Ians.

Gere disse estar muito feliz por visitar a cidade: “Eu gostaria de voltar várias vezes”, afirmou. O ator encorajou tanto os aldeões quanto os turistas a abandonarem o consumo de qualquer tipo de carne e passar à vida vegetariana.

O ator reuniu-se nesta quarta-feira com o próprio Dalai Lama, segundo afirmou um oficial do mosteiro tibetano de Mahabodhi, que se apressou a esclarecer que Gere é como “qualquer fiel” do líder budista.

Gere participou também de uma passeata convocada pela Sociedade de Tibetanos pelo Vegetarianismo para transformar a cidade de Bodh Gaya em um espaço de comida só vegetariana, como já ocorre com algumas cidades sagradas hindus da Índia.

Richard Gere, que visitou o Dalai Lama em diversas ocasiões, é um dos rostos públicos mais conhecidos da causa tibetana em sua reivindicação de independência da China e sobre a denúncia de ocupação chinesa do Tibete.

O Dalai Lama teve de fugir do Tibete em 1959 e vive desde então junto a seu séquito e milhares de seguidores em Dharamsala, uma localidade situada nos Himalayas indianos.

Fonte: Terra

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