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Romênia quer exportar 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico

Por Rafaela Damasceno

A Romênia causou atrito na União Europeia ao querer exportar cerca de 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico, mesmo contra a vontade de Bruxelas, que afirmou que temperaturas extremas tornariam impossível que os animais não sofressem no caminho.

Três pessoas colocam uma ovelha no porta-malas de um carro
Foto: Animals International

“Recebemos imagens mostrando condições terríveis em que os animais foram transportados por navios para o Golfo Pérsico durante o verão”, afirmou Vytenis Andriukaits, comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar. Ele pediu, em uma carta ao ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Romênia (Petre Daea), que impedisse a exportação. A previsão do tempo no Golfo Pérsico em julho informa temperaturas de até 46° C. Petre Daea afirmou que não impedirá a exportação sob nenhuma circunstância.

De acordo com o Eurogroup for Animals, as 70 mil ovelhas estão sendo enviadas para participar do “Festival do Sacrifício”, em agosto.

A Austrália, que já foi o maior país exportador de ovelhas, anunciou uma proibição de três meses (durante a temporada de intenso verão) na prática direcionada ao Oriente Médio. Ela ainda planeja eliminar completamente essa forma de comércio nos próximos cinco anos.

Em contrapartida, as exportações de ovelhas e cabras na Romênia estão em ascensão desde 2015, segundo dados do International Trade Center.

“Achamos lamentável que, enquanto outros países estão reconhecendo os horrores da exportação de animais vivos, a Romênia está ignorando completamente as centenas de milhares de animais que sofrem longas viagens ao Oriente Médio enfrentando calor intenso e sofrendo muito”, declarou Vanessa Hudson, líder do Partido do Bem-Estar Animal, à Euronews.

Ela ainda disse que o país se mostra em regresso, além de totalmente desconectado com o resto do mundo, que demonstra um crescente interesse na proteção dos animais.

Ativistas em defesa dos direitos animais consideram o transporte dos animais vivos uma crueldade sem tamanho, visto que eles viajam em navios lotados por mais de uma semana sob um calor escaldante, e são praticamente cozinhados vivos. Apesar de a União Europeia proibir a exportação de animais vivos quando as temperaturas excedem 30 °C, muitos continuam com a prática muito além disso.

Gravações da Animal International mostram que as ovelhas e outros animais morrem com as temperaturas elevadas, são brutalmente descarregados dos navios, espremidos em carros e mortos ainda conscientes por açougueiros despreparados no meio das ruas. As imagens foram apresentadas ao governo romeno.

Alguns países, como Israel, decidiram suspender as importações da Romênia. Devido às condições precárias, muitos animais chegavam mortos ou doentes ao seu destino. O país declarou que está atualizando suas legislações para evitar problemas futuros relacionados ao transporte dos animais.

Mesmo corrigindo alguns problemas em relação ao péssimo tratamento que os animais recebem em suas exportações, ainda sim eles serão enviados para a morte sob condições extremamente cruéis.


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Bruxelas reconhece animais como seres sencientes

Cecilia foi primeira chimpanzé libertada por Habeas Corpus. Foto: prensa.mendoza.gov.ar

O conceito de “senciência” vem sendo difundido aos poucos na tentativa de ampliar sua dimensão e atingindo a proteção animal, permitindo enxergar que se um não-humano possui a capacidade de sentir emoções ele é merecedor de uma tutela jurídica.

Recentemente o Parlamento de Bruxelas votou por unanimidade para reconhecer os animais, antes classificados como bens e bens imóveis, como uma categoria especial.

Com a nova legislação, os animais serão “seres vivos dotados de sensibilidade, interesses próprios e dignidade, que se beneficia de proteção especial”. A Bélgica também está considerando medidas semelhantes.

De acordo com a secretária de Estado de Bruxelas responsável pelo bem-estar animal, Bianca Debaets, “O objetivo final é que os animais se beneficiem, finalmente, do status legal que corresponde à sua natureza biológica”. As informações são da Animal Legal Defense Fund.

Além de Bruxelas, a França, Nova Zelândia e Quebec também alteraram suas leis para reconhecer animais como seres sencientes, em 2015.

Em setembro de 2018, a Eslováquia atualizou a definição de “animais” em seu Código Civil para refletir que eles são seres vivos, não coisas.Desde então, “os animais terão status e valor especiais como criaturas vivas que são capazes de perceber o mundo com seus próprios sentidos”

Outros países também incluíram disposições relativas à senciência animal, dignidade ou proteção em suas constituições, mais recentemente Áustria em 2013 e Egito em 2014 .

Infelizmente, nos EUA, os animais são classificados como propriedade e, na maioria das vezes, considerados “objetos” sob a lei. No entanto, algumas legislaturas estaduais abordaram a senciência animal. Por exemplo, como resultado da legislação que o Animal Legal Defense Fund ajudou a redigir e aprovar em 2013, a lei do Oregon reconhece que “os animais são seres sencientes capazes de sentir dor, estresse e medo”.

A primeira conquista

O grande marco da luta aconteceu 1993, com a criação do GAP Projeto Grandes Macacos, pelo filósofo australiano Peter Singer e por sua colega italiana Paola Cavalieri.

Cecilia foi primeira chimpanzé libertada por Habeas Corpus. Ela é a única sobrevivente de um grupo de quatro chimpanzés que morava no Zoológico de Mendoza, Argentina e foi transferida para Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, afiliado ao Projeto GAP, local que abriga cerca de 50 outros chipanzés.

Na prática

O efeito que esse reconhecimento tem na prática nem sempre é como o esperado como no caso do elefante, “Happy”, que mora no Zoológico do Bronx, em Nova Iorque, desde 1977, e ainda espera o julgamento de seu habeas corpus para obter a liberdade.

Já em alguns países como na Argentina, as decisões têm sido favoráveis aos animais. Uma sentença da Câmara Federal de Cassação Penal reconheceu o direito à liberdade de Sandra, um orangotango, sem necessitar de alteração legislativa, mas partindo de uma interpretação dinâmica do Direito.

Na Bahia, a proteção de um chimpanzé não obteve o mesmo êxito. O juiz Edmundo Lúcio, da 9ª Vara Criminal de Salvador, negou liminar em Habeas Corpus que pedia a transferência da chimpanzé chamada Suíça, que vive em uma jaula no zoológico de Salvador, para uma reserva ecológica do GAP. Um dos argumentos do promotor Heron José Santana foi de que “a ciência já provou que os chipanzés têm capacidade de raciocínio tal qual o homem, portanto, trata-se de uma pessoa que não pode permanecer enjaulada”.

Com vitórias e derrotas, sem dúvidas, estamos na direção certa pelo fim da escravidão animal.

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Semáforos incentivam motoristas e pedestres a ser tornarem veganos

Foto: LiveKindly

A cidade se tornou um dos epicentros da Europa para o ativismo climático nas últimas semanas e a iniciativa parece ser um apoio ao movimento da ativista sueca de 16 anos, Greta Thunberg, que convoca estudantes de todo o mundo a uma greve escolar para chamar a atenção de líderes sobre a mudança climática. Alunos em toda a Europa já começaram a faltar aulas às sextas-feiras.

Segundo o Independent, em agosto do ano passado, ela se recusou a ir à escola todos os dias até as eleições suecas, pedindo aos políticos que tomassem medidas contra as mudanças climáticas”.

“Desde então, ela protestou do lado de fora do parlamento do Riksdag toda sexta-feira, provocando o movimento #FridaysForFuture, e agora é acompanhada por centenas de outros estudantes toda semana.”

No início deste mês, dezenas de milhares de pessoas se reunindo nas ruas de Bruxelas pedindo a renúncia de um dos ministros de Meio Ambiente. As marchas começaram depois que o país aprovou medidas de redução de carbono em dezembro.

Os protestos estão sendo estimulados por outra adolescente de 17 anos, Anuna De Wever. Inspirado por Thunberg, De Wever e um amigo – ambos ainda não tinham idade suficiente para votar – compartilharam um vídeo online que se tornou viral incentivando as pessoas a se juntarem a eles na marcha. Milhares apareceram. E o número de participantes vem crescendo a cada semana.

Foto: LiveKindly

“Nossa geração não aceitará mais mudanças catastróficas que estão afetando negativamente o nosso futuro”, afirmou a ativista britânica Lottie Tellyn em um editorial para o Independent.

“Anos de ação limitada contra a mudança climática, anos de informações encobertas sobre a crise climática e agora estamos finalmente dizendo que basta.”

Mudança climática

A pecuária é a maior emissora de gás de efeito estufa – mais do que os setores de transporte juntos. Algumas estimativas colocam a produção de carne como responsável por 51% de todas as emissões.

A ONU já reconheceu o problema como a maior ameaça ao futuro do planeta e recomenda uma mudança urgente para a dieta à base de plantas.

Grandes reduções no consumo de carne são essenciais para evitar mudanças climáticas perigosas. Nos países ocidentais, o consumo de carne bovina precisa cair 90% e ser substituído por cinco vezes mais grãos e leguminosas”, relatou o Guardian sobre um estudo publicado na revista Nature, em outubro do ano passado.

“Mas sem ação, seu impacto será muito pior à medida que a população mundial aumentar em 2,3 bilhões de pessoas até 2050 e a renda global triplica, permitindo que mais pessoas comam dietas ocidentais ricas em carne”.

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Parlamento de Bruxelas aprova lei que reconhece os animais como seres sencientes

Foto: Pixabay

O Parlamento de Bruxelas, na Bélgica, aprovou na semana passada por unanimidade um projeto de lei que reconhece os animais como seres sencientes. Até então, os animais eram considerados objetos, e sob a perspectiva legal faziam parte da categoria propriedades e bens móveis.

Agora, com a nova legislação, eles passam a ser categorizados como “seres vivos dotados de sensibilidade, interesses próprios e dignidade”. Também são reconhecidos como um grupo específico que demanda um alto grau de proteção sob respaldo legal, de acordo com o comunicado oficial da secretária de Estado de Bruxelas, Bianca Debaets.

Se apresentando como uma defensora dos direitos animais, Bianca lembrou que no país até então apenas a região da Valônia havia introduzido um reconhecimento semelhante em sua legislação. Além disso, o Senado está estudando agora uma emenda constitucional sob a qual o Estado Federal e os órgãos federados devem, de fato, garantir o bem-estar dos animais como seres sencientes.

“Estamos perfeitamente alinhados com o espírito do Governo Federal que, por meio do Ministro da Justiça, Koen Geens, propôs uma modificação do Código Civil para retirar os animais da categoria de bens e criar uma nova categoria específica para eles. Também aprendemos com países como a França, a Holanda e a Nova Zelândia, que estão muito avançados nesse aspecto”, disse a secretária de Estado, Bianca Debaets, acrescentando que o objetivo final é garantir que os animais se beneficiam, finalmente, com um status legal que corresponda à sua natureza biológica.

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Um contêiner fechado, quente e sufocante foi a causa da morte de 20 mil pintinhos no aeroporto de Bruxelas. Os animais seriam exportados para o Congo, mas morreram sufocados (Foto: Reprodução)
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Mais de 20 mil pintinhos são mortos por asfixia em aeroporto de Bruxelas

Cerca de 20 mil pintinhos foram mortos por sufocamento em um contêiner de carga, no aeroporto de Bruxelas, na Bélgica.

Os filhotes estavam dentro de uma caixa, e foram deixados no ambiente sufocante por horas, antes mesmo que bombeiros pudessem agir para evitar a tortura e a morte de milhares de pintinhos dentro do contêiner.

Um contêiner fechado, quente e sufocante foi a causa da morte de 20 mil pintinhos no aeroporto de Bruxelas. Os animais seriam exportados para o Congo, mas morreram sufocados (Foto: Reprodução)
Um contêiner fechado, quente e sufocante foi a causa da morte de 20 mil pintinhos no aeroporto de Bruxelas. Os animais seriam exportados para o Congo, mas morreram sufocados (Foto: Reprodução)

Com destino programado à Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, na África, o voo que levaria os pequenos animais chegou a ser cancelado, mas informações da imprensa local contam que, ainda assim, o exportador responsável pelos pintinhos recusou-se a devolvê-los para que pudessem ser socorridos, o que ocasionalmente causou a morte de milhares de animais.

Preocupados com o sofrimento de animais jovens em altas temperaturas, bombeiros locais que estavam no aeroporto tentaram inserir gás oxigênio no contêiner para evitar a morte dos animais, mas não foram autorizados pelo exportador, que também não autorizou a retirada dos animais. Assim, uma equipe de resgate foi acionada para tentar colocar um fim ao sofrimento dos pintinhos.

Segundo informações do jornal belga Het Nieuwsblad, o piloto do avião que transportaria os animais se recusou a decolar. As razões para sua recusa não ficaram imediatamente claras.

Políticos belgas e ativistas em defesa dos direitos animais criticaram autoridades do aeroporto de Bruxelas. Uma porta-voz de autoridades de bem-estar animal na Bélgica, Brigitte Borgmans, disse que os filhotes morreram no domingo à noite. Ela comentou ao The Daily Mail: “Enviamos um veterinário para o local, que decidiu tirar os animais da miséria. Eles não tinham água nem comida”.

As autoridades do aeroporto na Bélgica foram ineficientes no processo de tentativa de salvar os pintinhos da morte por sufocamento, em contêiner dentro de avião (Heikki Saukkomaa/REX/Shutterstock)
As autoridades do aeroporto na Bélgica foram ineficientes no processo de tentativa de salvar os pintinhos da morte por sufocamento, em contêiner dentro de avião (Heikki Saukkomaa/REX/Shutterstock)

Parlamentares locais estão revoltando-se em relação ao caso, exigindo a punição devida ao responsável pela exportação desses animais. Bart Caron, legislador do Partido Verde da Bélgica, classificou o ocorrido como “absurdo” em suas redes sociais. Ainda, a agência de bem-estar animal apresentou um relatório oficial contra a empresa exportadora pela violação da lei que luta contra maus-tratos a animais.

Também em comentário nas suas redes, Jelle Engelbosche, parlamentar belgo, lamentou: “Precisamos nos perguntar por que as criaturas vivas ainda são exportadas em todo o mundo como produtos econômicos“.

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Bruxelas proíbe produção foie gras

Por Anna Starostinetskaya/ Traduzido por: Andressa Aricieri

Divulgação

Bruxelas, a capital da Bélgica, baniu oficialmente a produção de foie gras dentro dos limites da cidade. Enquanto a Bélgica é um dos cinco países que ainda produzem foie gras – além da França, Espanha, Bulgária e Hungria – não há instalação de produção dentro de Bruxelas.

Esse banimento é, portanto, um simbólico movimento do governo da cidade na esperança de influenciar as cidades vizinhas a adotar proibição similar . Foie Gras – ou o fígado aumentado de pato ou ganso – é produzido forçando a alimentação das aves até que seu fígado fique até dez vezes mais que o tamanho normal. “Alimentação forçada se resume em tortura”, diz Bianca Debaets, secretária do Estado do Bem-Estar Animal de Bruxelas. “Eu não posso permitir isso.”

Banir a produção de foie gras não elimina a venda do produto na cidade, uma vez que o aspecto da indústria é abrangido por legislação diferente. Muitos países Europeus – incluindo República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Turquia e Reino Unido – atualmente já baniram a produção de foie gras.

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Produção de foie gras é proibida na "capital da Europa"

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: PETA

Em uma grande conquista para os direitos animais, a produção de foie gras foi proibida em Bruxelas.

Como a maior região da Bélgica e sede de muitas instituições da União Europeia, a decisão de Bruxelas estabeleceu um precedente para as terríveis mortes dos animais vítimas desta indústria horrivelmente cruel.

Referindo-se à proibição, o ministro de Bem-Estar Animal de Bruxelas disse: “[A produção de foie gras] é verdadeiramente uma espécie de tortura imposta aos patos e mal conseguimos tolerá-la”.

É difícil imaginar algo mais antiético do que a indústria do foie gras, na qual os trabalhadores empurram longos tubos de metal pelas gargantas de patos e gansos para bombear grandes quantidades de grãos em seus estômagos várias vezes ao dia.

Isso faz com que os fígados dos animais inchem em até 10 vezes o seu tamanho normal e, quando eles são mortos, os órgãos gordurosos e doentes são vendidos como foie gras.

Além de sofrerem a agonia da alimentação forçada, as aves também vivem em condições miseráveis e em recintos apertados. Enquanto os fígados incham nas últimas semanas de suas vidas e pressionam seus pulmões, elas lutam até mesmo para respirar.

Uma testemunha ocular sobre a indústria ajudou a mostrar ao público como a produção de foie gras é brutal.

Este é um enorme passo para Bruxelas – conhecida não oficialmente como a “capital da Europa” – se posicionar contra esta indústria abusiva. A PETA escreveu ao ministro da Agricultura da Bélgica para instá-lo agora a proibir a produção em todo o país.

A Bélgica é um dos cinco países europeus – ao lado da Bulgária, França, Hungria e Espanha – que ainda produz foie gras.

“A produção de foie gras é ilegal no Reino Unido e em mais de uma dúzia de outros países europeus – incluindo Alemanha, Luxemburgo e Holanda – e cada vez mais países ao redor do mundo estão proibindo a prática cruel de alimentar aves forçosamente. É hora de a Bélgica seguir o exemplo”, diz parte da carta da PETA.

Veterinários e especialistas concordam que não há maneira humana de produzir foie gras. Se você encontrar este produto vil em prateleiras de mercados ou em menus de restaurantes, por favor, tome medidas para avisar os responsáveis sobre como este alimento considerado “luxuoso” é feito, alerta a organização.

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Bruxelas adota plano de ação contra o tráfico de animais selvagens

Comercio de Marfim
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A Comissão Europeia apresentou nessa sexta-feira (26), um plano de ação para combater o tráfico de animais selvagens na União Europeia (UE), que visa, por exemplo, suspender a exportação de artigos antigos de marfim.

O plano inclui 32 ações a realizar até 2020, centrando-se em prioridades como a prevenção do tráfico e a redução da oferta e da procura de produtos ilegais da fauna e da flora selvagens.

O executivo comunitário quer também combater a criminalidade organizada de “forma mais eficaz através do reforço da cooperação entre os serviços de polícia competentes, designadamente a Europol” e reforçar a cooperação entre os países de origem, de destino e de trânsito, “incluindo um apoio financeiro estratégico da UE”.

Segundo as informações divulgadas por Bruxelas, este plano mobiliza instrumentos nas áreas da “diplomacia, de comércio e de cooperação para o desenvolvimento, para lutar contra o que se tornou uma das atividades criminosas mais lucrativas no mundo”.

“Cerca de oito a 20 mil milhões de euros passam anualmente pelas mãos de grupos criminosos organizados, o que o coloca ao mesmo nível do tráfico de drogas, de seres humanos e de armas”, segundo a Comissão.

A elaboração do plano é da responsabilidade da Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, e do Comissário responsável pelo Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella.

“Se a situação continuar a este ritmo, uma criança que nasça hoje verá os últimos elefantes e rinocerontes selvagens morrerem antes do seu 25º aniversário”, comentou Vella.

Mais de 20 mil elefantes e mais de 1.200 rinocerontes foram assassinados em 2014, recordou a Comissão. O plano será apresentado aos Estados-Membros para adoção nas próximas semanas.

Fonte: Observador

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Bruxelas adota propostas para melhorar a saúde animal e humana

bruxelas

A Comissão adoptou propostas sobre medicamentos veterinários e alimentos medicamentosos para animais, que têm como objectivo melhorar a saúde e o bem-estar dos animais, combater a resistência a agentes antimicrobianos (RAM) na UE e promover a inovação.

A proposta relativa aos medicamentos veterinários visa, em especial, disponibilizar um maior número de medicamentos para o tratamento e a prevenção de doenças dos animais na UE.

A proposta relativa à modernização da legislação sobre alimentos medicamentosos para animais abrange agora no seu âmbito de aplicação os alimentos para animais de companhia.

O objectivo é garantir um nível adequado de qualidade e segurança dos produtos na UE e simultaneamente abrir caminho a melhores tratamentos para os animais doentes.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Diário Digital

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Conferência sobre bem-estar animal discute legislação na União Europeia

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Especialistas de diferentes Estados da União Europeia participaram nesta segunda-feira (28) da primeira conferência europeia sobre bem-estar dos cachorros e gatos, onde se discutiu questões relativas à saúde e cuidados aos animais, assim como leis que garantam sua preservação.

O delegado europeu de Saúde e Consumo, Tonio Borg, explicou que, a partir dos resultados da conferência e de um estudo que a Comissão vai realizar, Bruxelas considera “que mais ações são necessárias para melhorar o bem-estar dos animais domésticos”.

Participaram representantes das instituições europeias e dos governos, veterinários, membros de ONGs e professores universitários, que examinaram a situação dos animais domésticos em diferentes países e as dificuldades que a falta de uma legislação homogênea coloca.

Borg explicou que, segundo dados da Comissão Europeia, o número estimado de cachorros e gatos na UE ronda os 100 milhões.

Os Estados-membros tem seus próprios padrões e políticas nesse âmbito. Para o delegado, tornar comum as melhores práticas e a cooperação “pode ajudar a encontrar uma solução adequada” aos problemas, que incluem a comercialização ilegal e a seleção genética de algumas raças.

Os participantes consideraram “alarmante” o aumento do comércio de animais na União Europeia, um negócio que pode gerar lucro semanais de até 50 mil euros e cujas sanções são “mínimas”, explicou Thomas Meyer, que também participou da conferência.

Fonte: Exame

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Bruxelas propõe legislação contra ameaça das espécies exóticas

Espécies exóticas consideradas "ameaças crescentes" (Foto: Divulgação)
Espécies exóticas consideradas “ameaças crescentes” (Foto: Divulgação)

Bruxelas quer elaborar, em conjunto com os Estados-membros e com base em avaliações de risco e provas científicas, uma lista de espécies exóticas invasoras preocupantes para a União, que será elaborada, com base na qual as espécies selecionadas serão banidas da União Europeia, deixando de ser possível importá-las, comprá-las, utilizá-las, libertá-las ou vendê-las.

De acordo com o executivo comunitário, existem atualmente na Europa mais de 12 mil espécies que não pertencem ao habitat natural, sendo que cerca de 15% destas espécies são invasoras e o seu número não para de crescer, colocando problemas de ordem econômica, ecológica e política.

Vespa asiática (Foto: Reprodução Google)
Vespa asiática (Foto: Reprodução Google)

Bruxelas aponta que, ao nível econômico, as espécies exóticas invasoras causam anualmente na Europa prejuízos estimados em 12 milhões de euros (cercade 36 milhões de reais), implicando riscos para a saúde humana (por exemplo, a vespa asiática e o mosquito-tigre cujos efeitos podem ser mortais), danos nas infraestruturas (é o caso da poligonácea japonesa que danifica os edifícios) e perdas na agricultura (por exemplo, a nútria, que danifica as colheitas).

A nível ecológico, indica a Comissão, as espécies exóticas invasoras podem

Mosquito tigre,picada pode ser mortal (Foto: Reprodução Google)
Mosquito tigre (Foto: Reprodução Google)

danificar gravemente os ecossistemas e causar a extinção de espécies necessárias para manter o equilíbrio do ambiente natural, dando como exemplos a cerejeira-negra, muito nociva para os ecossistemas florestais, e os esquilos cinzentos, que estão a suplantar os esquilos vermelhos.

Por fim, a Comissão sustenta que há também um problema político, já que, “embora muitos Estados-membros já sejam obrigados a gastar recursos consideráveis para fazer frente a este problema, os seus esforços de nada servirão se se limitarem exclusivamente ao plano nacional”, apontando, por exemplo, que se a campanha de erradicação da sempre-noiva gigante levada a cabo na Bélgica ficará comprometida se a espécie for reintroduzida a partir da França.

A proposta de regulamento vai agora ser examinada pelo Conselho e o Parlamento, indicando a Comissão que os Estados-membros serão plenamente envolvidos na elaboração da lista e poderão propor a inclusão de espécies.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Bruxelas tenta salvar hamsters e lobos

(Foto: Reprodução/Euronews)

Bruxelas levou a França perante o Tribunal Europeu de Justiça por não proteger o grande hamster de Alsácia, uma espécie em vias de extinção. Em 2007 existia cerca de uma centena de exemplares. O habitat foi afetado pelas mudanças no tipo de culturas agrícolas. Paris tomou medidas para incentivar os agricultores a abandonarem o milho e regressarem à cultura da alfafa, mas Bruxelas considera que não é suficiente.

Já no caso do lobo na Suécia o problema é a caça, entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro. O governo sueco diz ser necessária para evitar a consanguinidade da espécie, mas Bruxelas decidiu abrir um procedimento de infração por violação da lei europeia do ambiente.

A Suécia estabeleceu uma cota de 20 lobos a abater, mas só no primeiro dia de caça foram mortos 16.

Fonte: Euronews

Nota da Redação: Estabelecer cotas ainda não é a solução para interromper o sofrimento dos animais e cessar seu extermínio. A caça de todas as espécies e em todas as épocas do ano precisa ser definitivamente proibida.

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