Notícias

Cães que tossem? A saúde dele pede atenção

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A tosse dos cães, conhecida popularmente como a gripe, atinge o sistema respiratório e é contagiosa. Negão, um simpático cachorro SRD, de 10 anos, já é um senhor de idade que requer uma atenção especial de seus tutores.

Por isso, quando o animal começou a ter tosse alta e seca, sua tutora logo correu com ele para o veterinário. Chegando lá, a médica veterinária Carolina Suzuki, da clínica Zoo Planet, em Bauru (SP), pediu os exames para eliminar as hipóteses de uma broncopneumonia ou algo pior.

Ufa, não era nada tão grave, era apenas mais um caso da famosa tosse dos canis, popularmente conhecida como gripe canina.

“Nessa época do ano, essa doença é bastante comum”, diz Carolina. O clima frio e seco favorece a proliferação de bactérias e vírus e, assim como ocorre nos humanos, os cães também podem contrair a doença. A tosse dos cães atinge o sistema respiratório do animal, por isso, a prevenção ainda é a melhor forma de impedir o contágio ou a evolução da doença que, no estágio mais grave pode resultar em pneumonia.

Como cuidar
O tratamento é simples e feito com a própria vacina. Negão, por exemplo, foi medicado com remédios contra a tosse e também com uma dose da vacina intranasal.

Segundo o professor César Dinóla, doutor em microbiologia veterinária, Assessor Acadêmico & Gestor do Canil da Escola de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, além de cuidados básicos, a vacinação anual do mascote pode proteger principalmente os filhotes e cães idosos que apresentam debilidades por conta da idade.

Porém, os cães adultos não estão livres da gripe, principalmente se estabelecerem contato com animais doentes ou inalarem gotículas de ar que contenham os vírus e bactérias agentes da gripe canina.

“No dia a dia, recomenda-se a proteção básica contra correntes de vento e chuva, manter o ambiente limpo e evitar a exposição do cão à mudanças bruscas de temperatura.

Focinho achatado é mais suscetível
Cães braquicefálicos, ou seja, aquelas raças que tem o focinho chato – como buldogue francês, pug, boston terrier, pequinês, boxer, buldogue inglês, shih tzu, entre outros –, são mais suscetível às doenças que atacam o sistema respiratório. “Para estes clientes nós dizemos que a vacina é praticamente obrigatório, isso porque eles realmente têm mais tendência a terem a tal gripe canina”, diz a veterinária Carolina.

Fonte: Rede Bom Dia

​Read More
Notícias

No inverno, saúde dos animais exige maior atenção

Se você sobrepõe camadas e mais camadas de roupas, tira o edredon do armário para se cobrir à noite e treme só de pensar em entrar no banho durante o inverno, saiba que não está só. Seu bicho de estimação sofre, e em alguns casos, muito nos dias frios. E, ao contrário do bicho-homem, ele conta somente com a ajuda dos tutores para se cuidar e manter uma boa saúde.


(Foto: Getty Images)

A cantilena se repete ano a ano, mas não custa relembrar. Na época em que o frio bate à porta, vírus e bactérias tornam-se mais resistentes e atacam os pontos mais expostos dos organismos. “Assim como no ser humano, as doenças mais comuns nos animais estão relacionadas ao sistema respiratório e às articulações, devido à baixa resistência típica da época”, explica Rodrigo Gonzalez, professor de medicina veterinária na Universidade Anhembi Morumbi.

Assim começam as principais doenças em cães e gatos: a traqueobronquite canina e o complexo respiratório felino, ou rinotraqueíte. Elas são causadas por diferentes tipos de vírus e se espalham rapidamente em locais fechados e de alta aglomeração de animais.

Atenção aos filhotes

As doenças de inverno não são nenhum bicho de sete cabeças, mas incomodam os animais, e claro, assustam seus tutores. A atenção deve ser maior com os filhotes e os mais idosos, devido à baixa resistência. Infecções mal tratadas podem evoluir para pneumonias e broncopneumonias.

A traqueobronquite causa tosse, espirros, febre, falta de apetite e coriza. A fácil disseminação a apelidou de “doença dos canis”. Boa parte dos cachorros melhora por conta própria após o período de 3 a 4 dias. As vacinas regulares protegem os cães, mas não há prevenção específica.


No inverno, é importante estimular os gatos a beberem água
para evitar cistite inflamatória (Foto: Getty Images)

Um conjunto de diferentes famílias de vírus ataca os felinos, causando inflamações nas vias respiratórias (principalmente nas narinas) e garganta, caracterizando a rinotraqueíte. Há também casos associados de conjuntive. Para evitar o transtorno, sempre confira se o gato está vacinado contra a doença.

Além dos problemas respiratórios, as dores nas articulações pioram a qualidade de vida dos cães, principalmente os de maior porte como labrador, golden retrivier e pastor alemão. A constituição física dos felinos faz deles menos propensos a essas inflamações. Em contrapartida, relembra o professor Gonzáles, costumam apresentar cistite inflamatória no período. Uma forma de evitar é estimular o consumo de água de forma lúdica, com garrafas conta-gotas ou vasilhas de vidro transparentes. “O movimento e reflexo atrai os gatos, estimulando-os a beber”, explica.

Em casa, evite o frio

Para o doutor Wilson Grassi, diretor da Associação dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo, os principais cuidados são na hora de proteger os animais das baixas temperaturas no dia a dia. Isso deve ser feito com roupas, agasalhos, tapetes, cobertores, mas com consciência. “Não se pode simplesmente deixar um animal vestido com uma mesma roupa por dias”, comenta o veterinário. As vestimentas devem ser postas apenas nos períodos mais frios e retiradas quando esquenta, para facilitar a respiração da pelagem, escovação e limpeza da roupa.


A secagem após o banho deve ser minuciosa
para evitar a friagem. (Foto: Getty Images)

Mesmo menos expostos, cachorros de casa ou apartamento precisam de um tapete reforçado, papelão ou colchonete grosso embaixo da cama para reduzir a passagem do frio. Para os que ficam no quintal, o ideal é ter a casinha de madeira com elevação de cinco centímetros do chão e forrada por dentro. A morada deve ficar embaixo de alguma cobertura para mantê-la aquecida.

A alimentação reforçada também faz parte das medidas adotadas, exceto em animais muito acima do peso. “Vale o esforço de oferecer uma ração mais concentrada no período” destaca Grassi. Mantenha os passeios e demais hábitos de lazer, mas reduza os banhos. A secagem precisa ser minuciosa para não deixar pelos úmidos. Para os animais de pelagem longa, o ideal é utilizar os serviços de um pet shop. Tomados todos os cuidados, é curtir os dias frios ao lado do saudável e amado companheiro.

Fonte: Guia da Semana


​Read More