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Brigitte Bardot apela contra o abandono e pede que as pessoas alimentem os animais em situação de rua

A ativista está preocupada com o avanço da covid-19 na França onde, mesmo antes da pandemia, os animais abandonados ou perdidos já eram mortos pelas prefeituras

Brigitte Bardot. Foto divulgação

Brigitte Bardot, por meio de sua Fundação de proteção animal na França, está empenhada numa campanha para conter o abandono de animais e garantir a alimentação dos que já vivem nas ruas. Na França, a maioria das cidades capturam e induzem à morte cães e gatos em situação de rua. As únicas prefeituras que adotaram o método do controle populacional por meio da castração em massa e manutenção das colônias de gatos em parques, praças e pontos turísticos recebem apoio da Fundação Brigitte Bardot para a realização dessas ações.

“É completamente absurdo abandonar seu animal durante a epidemia de covid-19, sob o pretexto de que ele poderia transmitir o vírus! Essa é a conclusão transmitida por declarações oficiais da Agência de Segurança Nacional de Saúde e da Ordem Mundial de Veterinários. Mas durante uma crise de saúde da magnitude que vivemos hoje, algumas pessoas podem entrar em pânico e parar de raciocinar”, diz a ex-atriz mundialmente famosa em seu site.

Brigitte Bardot pede para que os franceses continuem alimentando os animais de parques, praças e cemitérios. Foto Josep Monter Martinez/Pixabay

E adverte: “A doença se espalha por gotículas expelidas da boca das pessoas infectadas . Portanto, você deve  respeitar os gestos de barreira com seu animal. Lembre-se de lavar bem as mãos depois de acariciá-lo, pois o vírus é capaz de pousar em sua pelagem, como em qualquer meio vivo ou inerte, após uma tosse, por exemplo. No entanto, não é necessário lavar seu animal com  álcool em gel, desinfetante ou alvejante. Ele pode ser queimado por esses produtos ou intoxicado lambendo-se. Basta uma simples limpeza com água e sabão!”.

Bardot diz também que durante o período de confinamento, a presença de um animal só traz benefícios: “O governo permite passeios de até uma hora por dia por pessoa. Eles podem ser divididos, respeitando a duração autorizada. O passeio deve ser no máximo até um km da sua casa. Caso você fique impossibilitado de cuidar do seu animal e não tenha amigos ou parentes para ajudar, recorra a um serviço de cuidados com animais para passeios, alimentação ou mesmo acomodações para seu pequeno companheiro”.

A ativista também apela para que as pessoas ajudem os animais sem lar. “Como os parques, jardins, cemitérios e florestas estão fechados, você pode colocar comida perto deles.  Você ir sozinho ao local de alimentação e imprimir ou copiar um certificado de viagem não conforme o governo pede” – a atriz se refere a uma espécie de autorização que algumas prefeituras francesas concedem as pessoas que alimentam colônias de gatos ou animais comunitários.

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