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BRF é acusada de vender carne de frango contaminada por salmonella

A terceira fase da Operação Carne Fraca, batizada de Operação Trapaça, concluiu que a BRF, empresa dona de marcas como a Sadia e a Perdigão, comercializou carne de frango contaminada pela bactéria salmonella.

BRF é alvo da terceira fase da Operação Carne Fraca (Foto: Divulgação / BRF)

A operação emitiu 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão. Entre os presos está o ex-presidente da companhia, Pedro de Andrade Faria.

Quatro laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura são acusados, segundo investigações do Ministério Público Federal (MPF), de fraudar resultados de exames em amostras de processo industrial.

A ração dos frangos também foi fraudada por meio de uma adulteração promovida em um composto vitamínico e mineral. Era camuflada a presença de componentes não permitidos ou alterada as porcentagens dos ingredientes informadas nas etiquetas. As informações são do portal Poder 360.

Manobras extrajudiciais orquestradas para acobertar a prática das fraudes também foram descobertas.

Os investigados podem responder por falsidade documental, estelionato qualificado, formação de quadrilha ou bando e crime contra a saúde pública.

Nota da Redação: os produtos de origem animal são reconhecidamente prejudiciais à saúde e isso não se deve apenas a casos de contaminação, como o descoberto pela investigação retratada na matéria, mas também pela relação entre esses produtos e diversas doenças, como o câncer, a diabetes e os problemas cardíacos. Carnes, leite, ovos e mel também são responsáveis pela destruição do meio ambiente e pelo sofrimento e morte de milhões de animais inocentes, massacrados diariamente pela pecuária. Sendo assim, a ANDA recomenda uma mudança de hábitos e a adoção do veganismo por entender que essa é a única forma de combater todas essas mazelas.

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Carne com papelão é apenas a ponta minúscula do iceberg

Por Bruna Araújo | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Divulgação

Repórteres do programa Fantástico da TV Globo investigaram matadouros por todo país e realizaram flagrantes chocantes: total falta de higiene e situações de extrema crueldade e maus-tratos contra animais destinados aos frigoríficos.

As estimativas obtidas pelos profissionais apontaram que 30% da carne disponível no mercado é produzida sem fiscalização. A reportagem dos jornalistas Fabio Castro e Monica Marques mostra não apenas uma questão de saúde pública que precisa estar em pauta, mas também uma questão ética em relação aos animais condenados à morte pela indústria, além da completa falta de transparência com o consumidor, que é impedido de fazer escolhas corretas por ser seduzido por uma forte publicidade que mascara crimes cometidos com animais humanos e não-humanos em nome do dinheiro.

Segundo os repórteres, animais são mortos com golpes de marretas e até com disparos de espingardas. Restos de carne são deixados em locais onde vivem cães e outros animais. Funcionários ficam sem camisa ou qualquer vestimenta adequada, fumando e suando, enquanto cortam cortam pedaços de animais já sem vida com machados.

O Brasil possui atualmente 200 milhões de bovinos destinados a matadouros. É o maior exportador de carne bovina do mundo. Os flagrantes realizados pelos repórteres foram feitos com câmeras escondidas em matadouros municipais e estaduais legalizados. A operação foi realizada em parceria com a ONG Bicho da Terra, uma organização mundial que denúncias crimes ambientais em todo o planeta.

Duzentos e oitenta matadouros foram visitados em oito estados brasileiros. Nesses locais, a higiene é uma palavra quase desconhecida. Funcionários não usam luvas ou uniformes. Convivem diariamente com insetos, ratos e mau cheiro durante as atividades. “Sem nada, do jeito que está. Roupa normal, não tem uma luva, não tem nada. Nada, nada. Máscara, nada, nada. Ergue no balanção aqui. Com essa mão suja que você já veio aqui e pegou aqui tudo enferrujado, você vai lá e encosta no animal. Rato tinha demais. Rato aí, Ave Maria, tem muito. Só rato grande”, afirmou um ex-funcionário.

A carne já cortada não passa por processos de resfriamento, que retarda a decomposição, e restos são usados para alimentar cães, gatos e porcos.

Crueldade e desrespeito à vida

Em um matadouro de Jeriquara (SP) animais são covardemente maltratados e humilhados por seus algozes. Em um dos registros, um homem leva um boi ao matadouro. Assustado, o animal tenta resistir, mas é chutado e tem seu rabo mordido pelo funcionário. Após lutar para tentar sobrevier, é alvejado com um tiro na cabeça e seu cadáver é arrastado para o interior do local. Questionado sobre o método, o responsável do local afirmou que quando os animais não são mortos a tiros, são vítimas de marretadas na cabeça.

Os animais não recebem qualquer atendimento veterinário e são privados de alimentação dias antes de serem mortos. Aterrorizados e feridos, animais são diariamente vítimas de torturas indizíveis em nome de uma indústria que não está preocupada em alimentar a população, mas sim de envenená-la em nome do dinheiro. A reportagem realizada pelo Fantástico mostra que a carne com papelão é na verdade uma ponta minúscula do iceberg da indústria pecuária no país.

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