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Brasileiro planta sua própria floresta com 50 mil árvores

GIBBY ZOBEL

Antonio Vicente deixou um bonito legado às futuras gerações: plantou sua própria floresta. Em 1973, o idoso comprou uma propriedade de 30 hectares perto de São Francisco Xavier, a 200 km da capital de São paulo, e iniciou o plantio das mudas.

O altruísmo de Vicente foi bastante questionado por pessoas que não eram capazes de fazer o mesmo que ele e, por isso, não entendiam seu propósito. Mas ele não desistiu.

“Quando comecei a plantar, as pessoas me diziam: ‘você não viverá para comer as frutas, porque essas árvores vão demorar 20 anos para crescer'”, contou Vicente ao repórter Gibby Zobel, do programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC.

“Eu respondia: ‘Vou plantar essas sementes, porque alguém plantou as que estou comendo agora. Vou plantá-las para que outros possam comê-las”, completou.

Preocupado com o desmatamento e a forma como a retirada de árvores interfere nos recursos hídricos, Vicente decidiu tomar uma atitude. “Quando era criança, os agricultores cortavam as árvores para criar pastagens e pelo carvão. A água secou e nunca voltou”, lamentou.

“Pensei comigo: ‘a água é o bem mais valioso, ninguém fabrica água e a população não para de crescer. O que vai acontecer? Ficaremos sem água”, acrescentou. Além de evitarem a erosão do solo, as árvores preservam a água quando absorvem e retém esse recurso natural em suas raízes.

Aos 14 anos, Vicente abandonou o campo e foi morar na cidade, onde trabalhou como ferreiro. A vida não foi fácil, mas tudo ficou melhor quando ele pôde comprar sua propriedade, com o dinheiro da venda de seu negócio, e plantar sua própria floresta em uma região de planície perto de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

“A vida na cidade não era fácil. Acabei tendo de viver debaixo de uma árvore porque não tinha dinheiro para o aluguel. Tomava banho no rio e vivia debaixo da árvore, cercado de raposas e ratos. Juntei muitas folhas e fiz uma cama, onde dormi”, contou. “Mas nunca passei fome. Comia sanduíches de banana no café da manhã, almoço e jantar”, completou.

Quando finalmente conseguiu retornar ao campo, Vicente passou a plantar mudas que deram origem a uma floresta úmida tropical com aproximadamente 50 mil árvores.

Na contramão da sociedade, enquanto Vicente plantava, outros desmatavam. Dados da Fundação SOS Mata Atlântica e do Inpe relevam que a cobertura de Mata Atlântica no estado de São Paulo, antes de 69%, caiu para 14%.

GIBBY ZOBEL

Apesar de tamanha destruição, Vicente não desiste de fazer o que está ao seu alcance: preservar o pedaço de terra que lhe pertence. Orgulhoso, ele mantém um quadro pendurado na parede de sua casa com uma foto da época em que sua “floresta particular” ainda não existia para lembrar a si mesmo da transformação que promoveu.

“Em 1973, não havia nada aqui, como você pode ver. Tudo era pastagem. Minha casa é a mais bonita de toda essa região, mas hoje não se pode tirar uma foto desse ângulo porque as árvores a encobrem, porque estão muito grandes”, disse.

E os efeitos do replantio de árvores já podem ser vistos. Quando a propriedade foi comprada, havia apenas uma fonte de água no local. Hoje, são aproximadamente 20. Os animais também se aproximaram e fizeram morada na região.

“Há tucanos, todo tipo de aves, pacas, esquilos, lagartos, gambás e, inclusive, javalis”, revelou. “Temos também uma onça pequena e uma jaguatirica, que come todas as galinhas”, concluiu.


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Jornalismo cultural, Notícias

Brasileiro é referência mundial em mudanças climáticas

No início da década de 1980, muito antes do Al Gore tocar no assunto quando lançou aquele documentário com um viés um tanto quanto reducionista sobre as causas do aquecimento global, o cientista brasileiro Carlos Nobre já estudava e escrevia sobre as mudanças climáticas.

Nobel da Paz e desmatamento na Amazônia

Se você pesquisar sobre modelos climáticos, você vai encontrar o nome dele como um dos pioneiros. Em 2007, ele foi um dos copremiados com o Nobel da Paz pelo seu trabalho em prol de um mundo mais sustentável, de mais respeito pelo meio ambiente.

Em 2018, Carlos Nobre denunciou que o desmatamento na região amazônica já havia chegado a um milhão de quilômetros quadrados e que tipo de impacto isso desencadeou e ainda desencadearia (Fotos: Acervo Shutterstock/Inpe)

Em 2018, atraiu mais uma vez atenção internacional quando publicou o artigo científico “Amazon Tipping Point” em parceria com o biólogo Thomas Lovejoy, que também é ambientalista e trabalha na Amazônia há mais de 50 anos.

No trabalho, os dois denunciaram que o desmatamento na região amazônica já havia chegado a um milhão de quilômetros quadrados e que tipo de impacto isso desencadeou e ainda desencadearia.

Eles enfatizaram que, para além do desmatamento, outro fator que tem impactado muito no ciclo hidrológico amazônico é o uso indiscriminado do fogo por agropecuaristas durante períodos secos, visando a formação de lavouras e pastagens.

Esse fato antecipou o ápice dos incêndios florestais denunciados em 2019, quando o Brasil atraiu atenção internacional pelas queimadas na Amazônia – com direito a Leonardo DiCaprio outros famosos chamando a atenção para essa triste realidade.

Estudos sobre o clima iniciados nos anos 1970

Como cientista, Carlos Nobre dedicou sua trajetória profissional iniciada nos anos 1970 aos estudos sobre o clima. Traz também no currículo um doutorado em meteorologia pelo MIT, e hoje é uma das mais importantes referências internacionais quando o assunto é mudanças climáticas.

Inclusive é reconhecido em diferentes partes do mundo quando o assunto é mudanças climáticas – seja EUA, Suécia, Japão, etc.

No entanto, ainda assim você encontra negacionistas do aquecimento global, das mudanças climáticas, que não são capazes de citar nenhum nome muito relevante no contexto da ciência que defenda tal posição.

Só resta frisar que alguém não acreditar nas mudanças climáticas não significa que elas não existem, mas que talvez esse alguém esteja buscando referências no lugar errado.


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Destaques

Tribo indígena lamenta destruição causada pelos incêndios na Amazônia

Índios da tribo Mura mostram uma área desmatada perto de Humaitá, no Amazonas | Foto: Reuters
Índios da tribo Mura mostram uma área desmatada perto de Humaitá, no Amazonas | Foto: Reuters

Essas imagens devastadoras mostram uma família indígena examinando as ruínas de sua terra natal na Floresta Amazônica.

Cercados por solo seco e madeira caída, o lugar que chamam de lar foi totalmente destruída pelo desmatamento rápido e cruel de que foi vítima.

Durante o dia, o sol geralmente feroz e implacável é obscurecido por uma fumaça grossa e cinzenta causada por incêndios deliberadamente causados que estão fora de controle em todo o Brasil.

O cheiro que toma conta do ar é de churrasco, causado pelas chamas que consomem vastas áreas da maior floresta tropical do mundo.

Raimundo Mura, líder indígena da tribo Mura, que vive em uma reserva perto de Humaitá, no estado do Amazonas, disse: “Pela floresta, continuarei lutando até a minha última gota de sangue”.

“Todas as árvores tinham vida, todas precisavam viver, cada uma em seu próprio lugar. Para nós isso é destruição. O que está sendo feito aqui é uma atrocidade contra nós.”

A floresta tropical é o lar de cerca de um milhão de indígenas e três milhões de espécies de plantas e animais.

Mas está sendo dizimado a taxas recordes – queimadas ou “limpas” para agricultura e mineração.

Os cientistas registraram mais de 74.000 incêndios no Brasil este ano – um aumento de 84% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Povos indígenas da tribo mura caminham por suas terras devastadas | Foto: Reuters
Povos indígenas da tribo mura caminham por suas terras devastadas | Foto: Reuters

Eles agora podem ser vistos do espaço e mergulharam a maior cidade de São Paulo na escuridão por causa da fumaça pesada.

No total, as chamas criaram uma camada de fumaça estimada em 1,2 milhão de milhas quadradas de largura que se espalha pela América Latina até a costa do Atlântico.

Handech Wakana Mura, outro líder local que vive na floresta, disse: “A cada dia que passa vemos o avanço da destruição – desmatamento, invasão e extração de madeira.

“Estamos tristes porque a floresta está morrendo a cada momento. Sentimos que o clima está mudando e o mundo precisa da floresta”.

A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters
A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters

“Precisamos da floresta e nossos filhos precisam da floresta.”

Ambientalistas e acadêmicos culparam o governo brasileiro, principalmente o presidente Jair Bolsonaro, por um aumento acentuado no desmatamento da Amazônia.

Cético da mudança climática, Bolsonaro assumiu o poder em janeiro prometendo abrir a Amazônia à mineração e agricultura.

Sua retórica teria incentivado os fazendeiros a queimarem grandes partes da floresta para a produção de carne bovina e soja.

 A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters
A terra está sendo desmatada para agricultura e mineração | Foto: Reuters

Camila Veiga, da Associação Brasileira de ONGs, disse: “Os incêndios são consequência de uma política de devastação ambiental, de apoio ao agronegócio, de aumento de pastos.”

Os incêndios estão ocorrendo há cerca de três semanas e uma área do tamanho de um campo de futebol é perdida a cada minuto.

A preocupação global está crescendo, já que a floresta tropical é a chave para combater o aquecimento global por causa da maneira como suas árvores absorvem o dióxido de carbono e liberam oxigênio.

Em grande parte, Bolsonaro ignorou a questão e até mesmo tentou culpar as ONGs ambientais, acusando-as de começar os incêndios.

Um indígena chamado Raimundo Praia Mura, da tribo Mura, em frente a uma área desmatada | Foto: Reuters
Um indígena chamado Raimundo Praia Mura, da tribo Mura, em frente a uma área desmatada | Foto: Reuters

Parlamentares da oposição disseram que os “infernos de fogo” são um “crime contra a humanidade” e culpam as políticas do presidente por alimentar as chamas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, chamou os incêndios de “crise internacional” e disse que os líderes do G7 devem iniciar discussões urgentes sobre eles durante a cúpula na França neste fim de semana.

O Sr. Macron twittou: “Nossa casa está queimando. Literalmente. A Floresta Amazônica – são os pulmões do mundo que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – estão pegando fogo.”

Bolsonaro criticou Macron, reclamando que ele foi alvo de uma campanha de difamação e a mídia explorou os incêndios para minar seu governo.

Vista aérea de troncos cortados ilegalmente da floresta amazônica | Foto: Reuters
Vista aérea de troncos cortados ilegalmente da floresta amazônica | Foto: Reuters

Seu chefe de gabinete, Onyx Lorenzoni, também acusou os países europeus de exagerar os problemas ambientais no Brasil a fim de prejudicar seus interesses comerciais.

As relações entre a Europa e o Brasil estão em baixa, o que tem preocupado o poderoso setor agrícola brasileiro.

Na semana passada, a Noruega se juntou à Alemanha para suspender 60 milhões de dólares em subsídios de proteção da Amazônia, acusando o Brasil de dar as costas à luta contra o desmatamento.

Líderes franceses e alemães também ameaçaram não ratificar um acordo comercial entre a União Europeia e países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) para pressionar o Brasil a cumprir suas promessas ambientais dentro do Acordo Climático de Paris.

Em contraste, o Reino Unido está atualmente em uma missão comercial no Brasil tentando estabelecer laços mais próximos após o Brexit.

A Bolívia, país vizinho do Brasil, também está lutando com incêndios florestais, muitos dos quais acredita-se que foram criados por agricultores que limpam a terra para o cultivo.

A Amazônia abriga cerca de um milhão de indígenas e três milhões de espécies de plantas e animais | Foto: Reuters
A Amazônia abriga cerca de um milhão de indígenas e três milhões de espécies de plantas e animais | Foto: Reuters

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Laboratório brasileiro adota tecnologia que substitui testes em animais por chips

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Divulgação

A tecnologia desenvolvida por uma startup alemã, utiliza chips com culturas de células humanas. Ela está sendo usada em diversos laboratórios, porque substitui a exploração dos animais nos testes. E agora, o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está absorvendo essa tecnologia.

Esses dispositivos são interligados em circuitos que simulam as condições do organismo. A utilização da tecnologia no Brasil está ligada ao esforço do país em reduzir e substituir a utilização de animais em testes de medicamentos e cosméticos.

Human on a chip (ser humano em um chip, em inglês), é um projeto da empresa TissUse, que está transferindo a tecnologia para o LNBio. A parceria começou em 2015, com o treinamento de pesquisadores brasileiros em Berlim.

O MCTIC investiu R$ 1 milhão, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Grupo Boticário repassou mais R$ 500 mil.

“Cada chip tem mais ou menos o tamanho de um Smartphone e é capaz de abrigar células de órgãos diferentes em compartimentos separados”, disse o gerente de desenvolvimento de fármacos do LNBio, Eduardo Pagani.

“A ideia é pegar pedacinhos dos órgãos e mantê-los vivos nessa preparação e integrados como ocorre no nosso organismo. Isso já é uma realidade”, explicou Pagani. “No futuro, a ideia é reproduzir um organismo humano num chip. Imaginamos poder fazer uma arquitetura celular semelhante ao do organismo vivo, explicou.”

De acordo com Pagani, alguns testes em animais ainda são exigidos, mas uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em 2015, obriga os laboratórios a encerrarem a exploração e uso em animais nos próximos três anos.

Fonte: Engenharia E

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Rio 2016: Cavaleiro brasileiro é eliminado por ferir cavalo durante competição de hipismo

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Divulgação

O cavaleiro brasileiro Stephan Barcha foi desclassificado da disputa do salto individual e por equipes nesta terça-feira por abusar do uso da espora em seu cavalo. Os ferimentos no animal foram detectados por uma comissão de veterinários após as provas.

O exame obrigatório detectou que Barcha feriu seu cavalo, Landpeter do Feroleto, e comprovou que o brasileiro exagerou no uso das esporas durante sua apresentação. A comissão, no entanto, não divulgou a gravidade do ferimento do animal.

Fonte: Com informações da Veja

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Brasileiro é o primeiro a ganhar prêmio internacional de pesquisa contra o uso de animais em testes

O GAÚCHO RÓBER BACHINSKI: EM 2006, AOS 21 ANOS, ELE FUGIU DE LABORATÓRIO COM 14 RATOS QUE SERIAM USADOS EM EXPERIMENTO (FOTO: DIVULGAÇÃO / LUSH PRIZE)
O gaúcho Róber Bachinski: em 2006, aos 21 anos, ele fugiu de um laboratório com 14 ratos que seriam usados em experimento (Foto: divulgação/Lush Prize)

Filosofia de vida baseada nos direitos dos animais, o veganismo vem se convertendo nos últimos anos numa causa abrangente, capaz de conectar pessoas e articular movimentos no mundo todo, com impactos na indústria de alimentos, medicamentos, vestuário, cosmético e entretenimento.

Uma das bandeiras mais conhecidas, a luta contra os testes em animais para aprovação de produtos é mais lembrada no Brasil pela ação de um grupo de ativistas que, em 2013, invadiu o Instituto Royal, em São Roque (SP) e retirar 178 cães da raça beagle que eram usados em testes farmacêuticos e veterinários.

Bem antes da invasão, no entanto, brasileiros vêm articulando ações educativas contra o uso de animais como cobaias. Desde que soube que os testes faziam parte da grade curricular de diversos cursos, o gaúcho Róber Bachinski se tornou um dos primeiros estudantes brasileiros a promover a consciência contra os experimentos.

Em 2006, aos 21 anos, não hesitou em atravessar Porto Alegre de ônibus com 14 ratos de um laboratório da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) dentro de duas caixas de sapatos para salvá-los de serem mortos em experimentos científicos. O então estudante também abriu um processo contra a universidade, alegando ser inconstitucional ser obrigado a assistir às aulas que feriam seus princípios éticos, no primeiro caso do tipo no país.

Na última sexta, sua pesquisa com modelos de culturas de células em 3D e alternativas de usos para educação científica, que desenvolve no seu pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense, lhe valeu o Lush Prize na categoria Jovem Pesquisador. Criado há três anos, o prêmio distribui bolsas que somam 250 mil libras (cerca de R$ 1 milhão) a organizações e cientistas que trabalham para a substituição dos testes em animais por métodos livres de crueldade com validação científica.

“Quero dedicar esse prêmio a todos os estudantes brasileiros que lutam contra os testes em animais no Brasil e na América Latina”, disse Bachinski, que se tornou o primeiro brasileiro a trazer o troféu ao país –um coelho de cerâmica criado pelo escultor Nichola Theakston. O pesquisador recebeu o troféu das mãos de outro brasileiro, o professor de biologia do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Alfenas (MG), Thales Tréz, primeiro a fazer parte do júri do prêmio.

Na apresentação, Tréz destacou o trabalho do jovem gaúcho como educador, outra atividade que o colocou na mira do prêmio. Além da pesquisa, ele participa do 1R Net (www.1rnet.org), plataforma que mapeia a utilização de animais no ensino superior, e promove consultorias sobre métodos alternativos a estudantes e professores no Brasil e América Latina. Foi incentivado por outros ganhadores de edições anteriores que Róber resolver se inscrever.

BACHINSKI COM O PROFESSOR THALES TRÉZ, PRIMEIRO BRASILEIRO A FAZER PARTE DO JÚRI DO LUSH PRIZE QUE ENTREGOU O TROFÉU (FOTO: DIVULGAÇÃO / LUSH PRIZE)
Bachinski com o professor Thales Tréz, primeiro brasileiro a fazer parte do jurí do Lush Priza que entregou o troféu (Foto: divulgação/ Lush Prize)

Evolução brasileira

Para o diretor de mercados emergentes da Lush, Karl Bygrave, a participação dos brasileiros no prêmio –além de Róber e do professor Thales, o biólogo Sérgio Greif concorreu nas categorias lobby e consciência pública- é um reconhecimento à evolução do ativismo em defesa dos animais nos últimos dez anos no país.

“É um reconhecimento a essas pessoas que, como se sabe, fazem campanhas que nem sempre são conhecidas. Veja o caso dele, que foi o primeiro estudante a alegar objeção de consciência [termo jurídico que embasou a ação de Róber] para não aceitar experimentos com animais”, diz. “Espero que esse prêmio faça com que surjam outros jovens pesquisadores como ele.”

Diretora ética da marca de cosméticos, a ativista Hillary Jones destacou o papel do Brasil na América Latina em relação à proibição de testes em animais. Para ela, a “continuar neste caminho certo”, o país pode vir a ser um modelo na região sobre o assunto. Este ano, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que proíbe os testes para a produção de cosméticos, na proposta que havia sido apresentada logo após o episódio com os beagles. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

No lado inverso, Hillary lamenta a ausência na terceira edição do prêmio de trabalhos da China, país que ainda figura entre os piores em desrespeito aos direitos dos animais. Doze ganhadores dividiram o prêmio este ano, de países como Nova Zelândia, Taiwan, Quênia e cinco países europeus –onde os experimentos já são proibidos por lei.

A DECORAÇÃO DA CERIMÔNIA: SUCOS E DRINQUES SERVIDOS EM TUDOS DE ENSAIO POR GARÇONS VESTIDOS COM JALECOS (FOTO: DIVULGAÇÃO / LUSH PRIZE)
A decoração da cerimônia: sucos e drinques servidos em tubos de ensaio por garçons vestidos com jalecos (Foto: divulgação/ Lush Prize)

Cardápio Vegano

Conhecida pela sua abordagem sustentável na venda de cosméticos –utilizando produtos frescos, quase sempre orgânicos e com pouca embalagem- a britânica Lush costuma ser exigente com as parcerias ao redor do mundo, que devem se comprometer com sua “declaração de missões”. Este ano, a empresa abriu em São Paulo seu primeiro spa da América Latina.

Durante a cerimônia, realizada no Instituto Real de Arquitetos Britânicos, em Londres, um cardápio totalmente vegano foi servido por uma equipe vestida com jalecos de cientistas, enquanto os convidados bebericavam sucos e drinques em tubos de ensaio.

“Quando criança, me lembro de ter visto num livro sobre medicina que se abriam animais sem anestesia e pensei: ‘Que coisa mais bárbara!’ Aqui hoje tenho certeza que teremos um futuro sem testes em animais”, discursou a ativista Carol Baker, uma das ganhadoras do troféu em 2013 que foi contratada pela empresa.

Fonte: Revista Marie Claire

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Fotógrafo brasileiro clica ‘baleia-unicórnio’

Macho de baleia narval fotografado por Daniel Botelho (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Macho de baleia narval fotografado por Daniel Botelho (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Fotógrafo brasileiro com experiência em clicar imagens subaquáticas e animais marinhos, Daniel Botelho participou de uma expedição de dez dias ao Polo Norte, no início do mês de junho, e retornou ao Brasil há cerca de uma semana. Ele fotografou icebergs, paisagens de gelo e grupos de baleias narval – animais naturais do Ártico, conhecidos pelo macho possuir uma presa parecida com um “chifre”, que é, na verdade, um dente de marfim que se projeta por até três metros da cabeça. O cetáceo, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), também é conhecido como “baleia-unicórnio”.

“É um animal raro de ser fotografado”, disse Botelho. A viagem começou em Ottawa, no Canadá, e seguiu para um povoado remoto no norte do país chamado Arctic Bay. De lá, o fotógrafo seguiu de trenó por dois dias até chegar ao acampamento do grupo da expedição, que foi montado em uma região congelada do oceano.

O grupo explorou regiões de neve próximas à beira do mar, onde o gelo é fino e rachaduras formam-se com facilidade. As temperaturas fora da água chegavam a 30 ºC negativos, conta Botelho. “Nosso acampamento-base ficava recuado desse limite. Às vezes eram centenas de metros de gelo partido a partir de um certo ponto, que nos impediam de prosseguir. Isso foi uma das maiores dificuldades”, relata.

Grupo de baleias narval nada no Ártico próximo a fotógrafo (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Grupo de baleias narval nada no Ártico próximo a fotógrafo (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Roupas especiais, máscaras, luvas e equipamento de mergulho foram usados por Botelho, além de aparelhagem de fotografia preparada para imagens dentro do mar. “Eu pensava: ‘vou ficar com dor, vou queimar o rosto, mas eu sei que a vantagem de estar ali é interagir o máximo de tempo com o animal [baleia narval], para ele se acostumar à minha presença'”, afirma o fotógrafo.

Tanto esforço foi recompensado: Botelho chegou a nadar cerca de um quilômetro para longe do grupo, de expedição em um dos dias em que entrou na água, próximo ao local onde imaginava que as “baleias-unicórnio” estariam. O dia estava escuro, o clima era terrível, conta ele. Mesmo assim, uma baleia macho passou pelo explorador e se deixou fotografar.

Depois de algumas imagens, o fotógrafo decidiu nadar de volta para próximo de onde estava o grupo da expedição. “Aconteceu uma das coisas mais incríveis. Eu olho para o lado, sinto um cutucão na perta esquerda, é uma narval fêmea me cutucando, perto”, conta. Ele disse ter ficado chocado com o contato tão próximo do animal, que o seguiu. “Foi um momento muito especial”, relata.

“[O Ártico] É um ambiente lindo, singular, mas ao mesmo tempo um lugar onde é possível morrer facilmente” devido ao frio e às condições adversas, explica o fotógrafo. Ele ressalta que é a primeira vez que viaja à região do Polo Norte. Botelho chegou a ficar quatro horas dentro da água para fazer imagens de icebergs. O território, diz ele, é “maravilhosamente mortal”.

Baleia narval fêmea se aproxima de fotógrafo enquanto ele nada  (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Baleia narval fêmea se aproxima de fotógrafo enquanto ele nada (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Fonte: G1

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Criança é hospitalizada após sumiço de cachorro

Segundo seus familiares, logo assim que soube do desaparecimento de Oscar, Jr. Peçanha, 3 anos, apresentou febre alta e batimento cardíaco irregular
Mesmo no Hospital Beth Israel, Jr. Peçanha, 3 anos, pergunta constantemente a família pelo cão desaparecido (foto)

Desde a tarde da última sexta-feira (6), familiares do menino Jr. Peçanha, 3 anos, filho de imigrantes brasileiros, vêm fazendo um apelo à comunidade na busca por “Oscar de La Renta”, um cão de 5 anos de idade da raça mini-pincher, desaparecido na Walnut St., no centro do Bairro do Ironbound, em Newark (NJ). Segundo seus familiares, logo assim que soube do desaparecimento de Oscar no dia seguinte, o menino aparentemente não se conformou e apresentou febre alta e batimento cardíaco irregular. Levado ao parque, ele se recusou a brincar, como geralmente fazia, e quis sequer caminhar.

Preocupados, seus familiares o levaram ao Hospital Trinitas, em Elizabeth (NJ), sendo transferido posteriormente ao Hospital Beth Israel, onde encontra-se internado sob observação médica. O menino está sendo submetido a vários testes para determinar a razão dos súbitos sintomas. Mesmo no hospital, ele pergunta constantemente pelo cão desaparecido.

A busca por Oscar levou seus tutores a abrigos públicos de animais perdidos em Belleville, Bloomfield e Newark, sem sucesso. Segundo seus familiares, desde que Jr. nasceu ele mantinha contato frequente com Oscar e, consequentemente, desenvolveu uma intensa afinidade com o animal.

A cor do pelo de Oscar é marrom escura, ele pesa menos de 5 libras e portava uma coleira estilo “Army” quando desapareceu. Seus donos recompensarão quem, por ventura, o encontra-lo e devolvê-lo à família.

Mais informações podem ser obtidas através do tel.: (908) 966-6012, falar com Hilda.

Fonte: Brazilian Voice

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Concurso mostra fotos de pássaros ameaçados de extinção

A foto de uma espécie de papagaio da Nova Zelândia registrada por Shane McIness venceu o concurso na categoria “Extinto na natureza ou sob grave ameaça”.

Foto: Divulgação/Shane McInnes - The World Rarest Birds

Um brasileiro foi um dos premiados no concurso Os Pássaros Mais Raros do Mundo, o qual as fotos serão publicadas em um livro homônimo. Sávio Freire Bruno conquistou o segundo lugar com uma foto que mostra um pato-mergulhão e seus filhotes.

Foto: Divulgação/Savio Freire Bruno - The World Rarest Birds

Diversos fotógrafos de todas partes do mundo participaram enviando suas fotos. A ideia do concurso vem de uma iniciativa não lucrativa para chamar atenção para aves em risco de extinção.

A competição teve três categorias: Extinto na natureza ou sob grave ameaça; Ameaçado ou com dados insuficientes e Espécies migratórias criticamente ameaçadas de extinção.

Veja as outras fotos aqui.

Fonte: Terra

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Você é o Repórter

Preguiça é resgatada na Vila Industrial de Mogi das Cruzes

DJ Beto

dj@djbeto.com.br

Foto: s/c
Foto: Arquivo pessoal Enio R. Carreiro

Esta preguiça (foto) apareceu próximo da via perimetral no bairro da Vila Industrial de Mogi das Cruzes no dia 13 de janeiro deste ano. Por sorte  – e por ajuda de dois guardas municipais – não foi atropelada. Ela foi contida pelos dois homens que passavam por ali e, em seguida, acionaram o Setor de Zoonoses.

Com cuidado, ela foi retirada da parte traseira do veículo da guarda municipal quando se pode notar sua principal característica: a docilidade. Juntando isso aos movimentos lentos, o animal vira presa fácil para caçadores e comerciantes.

O primeiro passo quando uma preguiça é recolhida pelo setor é livrar o animal do stress (mantendo-o pendurado, postura ideal para a espécie) e verificar lesões (se o animal chegar ferido é encaminhado imediatamente ao médico veterinário para avaliação e cuidados).

Para evitar a translocação de animais, esta preguiça foi imediatamente solta no parque Municipal da serra do Itapety, em Mogi das Cruzes, onde outras 16 já foram devolvidas ao habitat pelo setor de Zoonoses.

Curiosidades

A preguiça, ou bicho-preguiça, é um mamífero brasileiro da ordem Xenarthra (anteriormente chamada de Edentata ou Desdentada, a mesma dos tatus e tamanduás). Passando a maior parte do tempo dormindo e de hábitos inusitados: não bebe água e tanto urina quanto defeca apenas a cada 7 ou 8 dias, sempre no chão, próximo à base da árvore em que costuma se alimentar. Com isso, há uma reciclagem dos nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, parcialmente devolvidos á árvore através dos seus dejetos.

Tem grandes garras, responsáveis pela sustentação do animal nos galhos, sua postura normal – não fica em pé e só se sente confortável dependurada. O pelo cresce em sentido diferente dos demais mamíferos,na direção do ventre ao dorso. Esta adaptação se dá ao fato de a preguiça passar quase o tempo todo de cabeça para baixo. O sentido dos pelos ajuda a água da chuva a correr sobre o corpo do animal.

Na hora de comer, a preguiça é muito seletiva: se alimenta apenas de folhas e frutos de poucas árvores da mata Atlântica (preferem a gameleira, a ibiruçu, a tararanga e a embaúba, conhecida como a árvore da preguiça e muito comum na serra do Itapety.

O bicho-preguiça tem, em média, de 60 a 65 centímetros de altura e costuma pesar de 3,5 a 6 quilos. Possue de 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhe possibilita girar a cabeça até 270° sem mover o corpo. Ganhou este nome por apresentar movimentos sempre muito lentos e por dormir cerca de 14 horas por dia. Sua temperatura corporal é sempre muito próxima da do ambiente, por isso sendo considerado um animal homeotérmico imperfeito.

Distinguir machos e fêmeas não é difícil – o macho tem, nas costas, um desenho marrom e amarelo que lembra uma flecha. A gestação dura 11 meses e a mãe ainda carrega o filhote pendurado ao pescoço por mais seis ou sete meses.

Apesar de lentas em terra, as preguiças são excelentes nadadoras. Vale lembrar: além de captura e manutenção proibidas, a preguiça jamais viverá como animal doméstico, tendo a morte como fim na maioria dos casos.

Pesquisa: Animais da Mata Atlântica, HELOISA F. WHATELY, 2004 e Sites diversos Texto: Enio R. Carreiro (Beto) – Funcionário da PMMC e Oficial de Controle Animal reconhecido pelo ITEC e WSPA.

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Tráfico de animais: uma ameça aos ecossistemas brasileiros

Só uma mudança radical de atitude por parte da população pode acabar com o terceiro comércio criminoso mais lucrativo do mundo e um dos principais fatores de desequilíbrio dos ecossistemas brasileiros: o tráfico de animais silvestres.

Embora não haja números precisos sobre a quantidade de animais silvestres capturados ilegalmente nos ecossistemas brasileiros, existem estatísticas da fiscalização: são cerca de 40 mil animais apreendidos anualmente, apenas no Estado de São Paulo! Calcula-se que o tráfico de animais seja o terceiro comércio criminoso mais lucrativo no mundo, movimentando, segundo a Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestre (Renctas), aproximadamente US$ 20 bilhões anuais, abaixo apenas do tráfico de drogas e armas. Em torno de 10% disso seria no Brasil. Segundo Dener Giovanini, coordenador geral da Renctas, esta atividade ilegal pode ser responsável pela retirada de até 38 milhões de animais dos ecossistemas brasileiros, todos os anos.

Neste mês de março, uma operação coordenada pela Política Federal prendeu 72 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que vendia animais silvestres brasileiros dentro e fora do País. Apelidada de Operação Oxóssi – orixá do candomblé associado à caça e à prosperidade – a ação levou mais de um ano em investigações e mostrou que a quadrilha agia em nove estados e movimentava cerca de R$ 20 milhões ao ano com comércio de 500 mil animais, a maioria de espécies em extinção.

A tragédia cresce se levarmos em conta as perdas devido aos maus tratos durante a captura e o transporte. A crueldade a que esses animais são submetidos já é motivo para se execrar e combater esse crime. Mas não é tudo: as consequências ambientais são também devastadoras, ameaçando levar à extinção tanto as espécies traficadas, como as espécies a elas relacionadas, desequilibrando todo o ecossistema que as envolve.

O tráfico de animais é uma das causas da chamada síndrome das florestas vazias, objeto de preocupação de pesquisadores como o biólogo Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ele trabalha em fragmentos de Mata Atlântica, onde a falta de animais para fazer a dispersão de sementes pode levar à extinção várias espécies da flora brasileira. Segundo Galetti, cerca de 10% das plantas utilizam chuvas, ventos ou rios na dispersão de sementes, enquanto 90% pegam ‘carona’ nos animais frugívoros. Sem a dispersão de sementes, a floresta não tem como se regenerar. Um animal retirado da mata deixa de cumprir sua função ambiental: não se reproduz, não combate pragas, não dissemina sementes nem poliniza flores, não serve de alimento para outras espécies.

“Em uma época de valorização do reflorestamento, por conta das mudanças climáticas e da falta de água, é bom lembrar que os bichos plantam árvores melhor do que os humanos”, diz Airton de Grande, analista ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “O açaí e a castanha que comemos foram plantados por bichos, assim como o pinhão. Uma gralha azul é capaz de plantar mais de mil pinheiros de araucária por hectare e 90% das sementes ingeridas pelo jabuti se tornam propícias à germinação. Cada animal retirado é um jardineiro a menos na natureza”.

De Grande aponta, ainda, que a falta desses animais pode acarretar problemas econômicos no abastecimento hídrico, pragas na agricultura, falta de matéria-prima para o extrativismo. “Ao trazer animais silvestres para as cidades, pode-se colaborar também para o surgimento de zoonoses (doenças transmitidas ao homem por animais) e acidentes, como ataques e mordidas de macacos e onças”, diz.

O destino dos animais traficados é variado. As espécies raras – e mais valorizadas – normalmente vão para colecionadores. Algumas são destinadas a pesquisas e biopirataria. E grande parte se torna bicho de estimação, vira lembrança ou amuleto (couros, dentes, penas etc.). Estima-se que 60% dos animais traficados sejam comercializados no País.

Uma das maiores dificuldades para combater o tráfico é a cumplicidade da população brasileira, que não acredita fazer mal ao comprar pássaros, papagaios e tartarugas. Isso vale para animais comprados em feiras, estradas, lojas ilegais e, às vezes, até em lojas legalizadas. “É comum ouvirmos pessoas contarem que compraram o bicho por pena, porque pareciam maltratados. Mesmo nesse caso, ainda estão colaborando com o tráfico”, alerta Antonio Ganme, agente de fiscalização da Superintendência do Ibama em São Paulo.

Mudar essa cultura é um dos objetivos do Ibama, que realiza campanha para os meios de comunicação deixarem de mostrar espécies silvestres como animais de estimação. “É preciso lembrar que a logística utilizada para transportar os animais é a mesma usada para drogas, armas e madeira. Quem leva uma coisa, traz a outra e assim por diante”, explica Ganme.

Fonte: EPTV

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