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Austrália volta a exportar animais vivos em navios


O governo que tinha suspendido a prática voltou a transportar animais vivos.


Por Heloiza Dias


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Fonte: ABC NET

A Austrália suspendeu a medida temporária que proibia o transporte de animais vivos em navios e a primeira carga rumo ao Oriente Médio levou mais de 60 mil ovelhas a bordo.

Após imagens reveladas em abril de 2018, onde ovelhas são vistas sofrendo de calor e estresse durante essas viagens, onde muitas delas chegam a morrer, ativistas protestaram a favor de uma reforma brutal da indústria o que obrigou o país a suspender a atividade.

O governo tinha sido proibido temporariamente, de transportar animais vivos durante o verão do hemisfério norte, que vai de junho a setembro deste ano.

As novas diretrizes adotadas a partir de 2018, exigiam que os exportadores aumentassem o espaço garantindo que as ovelhas pudessem se mover durante o transporte e garantissem a inclusão de observadores independentes viajassem em todos os navios, sob pena de multa e prisão por não conformidade.

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Fonte: AFP

Ativistas argumentam que as medidas adotas em 2018 não são suficientes para que as ovelhas sejam transportadas e afirmam que os animais vão continuar sofrendo um grande período de estresse térmico em condições cruéis. Eles defendem que esse tipo de comércio seja cada vez mais restrito e que práticas como essas sejam desencorajadas pelo governo.


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Notícias

Vídeo mostra a barbaridade cometida por matadouro em Madri

Vídeo divulgado por uma ONG revela as condições de crueldade dentro de um matadouro em Madri, na Espanha.


Por Heloiza Dias


Um vídeo divulgado por uma ONG, denuncia irregularidades em um matadouro em Madri, na Espanha. No vídeo, animais são espancados e até pisoteados por trabalhadores, alguns não conseguem permanecer de pé e são apenas jogados uns contra os outros na esteira que os conduz para a morte.

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Frame do vídeo disponibilizado no site do El País

A Associação Ambiental Equalia, responsável pela divulgação do vídeo, apresentou uma queixa criminal contra o matadouro em um tribunal espanhol. A principal acusação é a violação da lei europeia, que obriga estabelecimentos desse tipo a prezarem pelo bem-estar do animal e por condições sanitárias adequadas. A empresa, apesar da divulgação de imagens que comprovam os crimes, nega todas as acusações.

O matadouro é comandado por três irmãos, que recebem cordeiros, ovelhas, cabras e vacas que são mortos e posteriormente, colocados à venda em regiões de Madri e Toledo. Foi verificado que até o início deste ano, a empresa possuía o certificado Halal, onde uma das premissas é de que os animais sejam deixados inconscientes para evitar maior sofrimento.

“Um deles foi enforcado ainda consciente por cerca de meia hora”, diz David Herrero membro da Equalia.

A realidade das imagens registradas mostra o absurdo que se passa dentro das paredes do negócio de família, animais são torturados e agonizam por horas.

“O matadouro não cumpre seus deveres, alguns cordeiros passam pela produção sem que seu sangue seja drenado adequadamente e são pendurados ainda vivos junto com o resto dos animais mortos”, explica David Herrero, coordenador geral da Equalia, responsável por lançar campanhas contra matadouros em Segóvia e Ávila.

Descaso total com a vida dos animais

No vídeo uma ovelha não consegue andar, provavelmente, devido a maus-tratos, e um trabalhador apenas a atira contra outros animais sem se preocupar com a dor causada ao animal, sem o menor respeito por sua vida. A lei exige que, quando um animal não consegue se locomover ele deve ser morto no local, sem que seja arrastado ou jogado, como mostram as imagens.

A etiqueta de identidade, é uma medida de segurança, responsável por manter a rastreabilidade dos animais e deve ser colocada assim que eles entram no recinto, caso contrário, não existe como fazer a rastreio de modo eficaz. No vídeo, podemos ver as etiquetas sendo colocadas em cordeiros já dentro do matadouro, evidenciando a negligência com simples normas de segurança.

Equalia pede que câmeras sejam instaladas 

A Equalia, além de expor as condições absurdas do tratamento que esses animais recebem, também tem um projeto que visa implementar o CFTV (Circuito Fechado de TV) que é um sistema de monitoramento interno, realizado através de câmeras que são distribuídas e conectadas a um sistema central de televisores.

“Pedimos que elas sejam instaladas onde quer que os animais vivos sejam manipulados e que as imagens sejam armazenadas por um mês em estrita conformidade com a legislação de proteção de dados. Além disso, solicitamos que essas imagens sejam analisadas pelo mesmo operador ou pelo serviço de segurança alimentar do governo regional de Madri. “, declara David Herrero.

Assista o vídeo.


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Jornalismo cultural, Notícias

Ativistas entram com ação inédita para impedir abate de bovinos resgatados da farra do boi

A ACP foi pedida em caráter liminar para proteger os bovinos agora na Quaresma (Imagens: Divulgação)

O movimento Brasil Contra Farra (BCF) encomendou com o Grupo de Advocacia Animalista Voluntário de São Paulo (GAAV) uma inédita Ação Civil Pública (ACP) pedindo o fim do abate sanitário dos bois sem brinco e a construção de um santuário, custeado pelo Estado, para tutelar os animais resgatados da farra do boi. A titularidade da ação foi assinada pela ONG Princípio Animal.

A justificativa é que quando os animais são recolhidos da farra, ainda assim são abatidos. Se não pelas mãos dos farristas, acabam mortos pelas mãos do Estado devido às rígidas normas de vigilância sanitária da Cidasc.

Os farristas retiram o brinco do animal para que não seja identificada a procedência, ou seja, o emissário do boi, porque isso configuraria o crime. Diante do fato, a Cidasc alega que bois sem brinco são bovinos sem procedência e, portanto, podem conter doenças e contaminar todo o rebanho.

A ACP demonstra que os argumentos da Cidasc são inválidos, porque se os farristas retiram o brinco do animal, isso significa que os bovinos têm a orelha furada – logo já estiveram outrora com brincos, comprovando que são animais vacinados e saudáveis.

O fato também evidencia que os brincos foram criminosamente retirados com o objetivo de ocultar a origem do bovino. A ACP requer o direito de, após os animais serem recolhidos da farra mediante horas de tortura e linchamento, permanecerem em quarentena, sendo examinados para descartar qualquer doença a fim de serem “rebrincados”; até mesmo em caráter educativo contra os crimes com animais.

A ACP foi pedida em caráter liminar para proteger os bovinos agora na Quaresma. No entanto, foi negado o caráter emergencial do direito à vida dos animais. Contudo, a ACP está correndo e pedimos que se faça pressão pública.

O direito à preservação do meio ambiente é considerado um direito difuso e coletivo, e a proteção à fauna (animais) se enquadra dentro desse conceito, podendo ser debatido em uma ação civil pública.

Colaboração de Luciane Pires, publicitária, brander, ativista e infoativista pelo direito dos animais e formadora de opinião no Instagram @luhpires_

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Notícias

Ação movida pela ANDA suspende leilão de bovinos em São Carlos (SP)

Ativistas pelos direitos animais acionaram a Associação Brasileira das Advogadas e Advogados Animalistas (ABRAA) para denunciar um leilão de 34 bovinos, entre bois, vacas e bezerros, resgatados de situação de maus-tratos e de abandono em vias públicas, promovido pela Prefeitura Municipal de São Carlos (SP), a ser realizado nesta segunda-feira (6).

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

A advogada da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), Letícia Filpi, que é vice-presidente da ABRAA, fez uma representação pelo cancelamento do leilão público extrajudicial dos bovinos através da ANDA no Ministério Público do Estado de São Paulo. A solicitação, no entanto, foi negada pelo promotor de Justiça responsável pelo caso.

Enquanto isso, ativistas de São Carlos organizaram um evento de repúdio ao leilão e participaram, junto de defensores dos direitos animais de Araraquara e da advogada da ANDA, de três reuniões realizadas com representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal de São Carlos. Ao final das reuniões ficou decidido que seria necessário uma ordem judicial para que o leilão fosse suspenso.

Assim sendo, uma ação cautelar, proposta pela ANDA, foi protocolada na vara de Fazenda Pública de São Carlos e o pedido de suspensão do leilão foi acolhido pela juíza Dra. Gabriella Atanasio, que também deferiu pela doação, formalizada pelo município de São Carlos, dos bovinos a entidades de proteção animal previamente conveniadas, e pelo impedimento de que os animais voltem a circular pela cidade ou sejam entregues aos infratores que foram responsáveis pela situação em que se encontram.

“Segundo a lei municipal de São Carlos, os animais devem permanecer no canil público até que sejam adotados por organização previamente registrada na Prefeitura, de modo que o leilão não está autorizado na lei, nem é o procedimento adequado para tratamento de animais apreendidos de maus-tratos. Assim, o evento padece de fundamento legal para acontecer e deve ser impedido”, diz a ação cautelar ao se referir a lei n.º 18.059, de 22 de dezembro de 2016, sobre o Código de Proteção Animal de São Carlos.

Na ação, é apontada ainda a intenção da Prefeitura de São Carlos de não só comercializar ilegalmente os animais, como de entregá-los a qualquer pessoa que pagar o preço cobrado por eles. “A venda em leilões é conduta temerária, que submete os animais à humilhação, mudança de ambiente e colocação dos mesmos sob o poder de pessoas que podem maltratá-los”, explica o documento. “Além de não resolver o problema do abandono, a decisão da prefeitura padece de falta de ética e compaixão com seres que sofreram abusos no passado, abrindo caminho para que sejam novamente maltratados por abusadores”, completa.

A senciência animal também foi abordada pela ação como argumento para impedir a realização do leilão. “Leiloar em praça pública é conduta que impõe humilhação a qualquer criatura consciente, ainda que ela não demonstre esse fato na linguagem dos humanos. A diferença na forma de expressar a dor física e mental não pode ser substrato para a atuação imoral da negação de direitos ou para o não cumprimento da lei relativa à proteção animal”, diz.

A possibilidade dos animais serem comprados para que sejam explorados e mortos também foi discutida no documento como forma de mostrar que objetificar animais, leiloando-os, é uma prática que os coloca em risco. “É bastante provável, portanto, que eles sejam adquiridos com o intuito de servirem de alimento ou de fonte de renda para os compradores, tornando-se novamente vítimas da crueldade humana. Assim, o Município há de perpetuar o ciclo de exploração e maus-tratos, ao invés de fazê-lo cessar, como seria seu dever, incorrendo novamente no tipo descrito pelo artigo 32, por viabilizar estes abusos através da venda irresponsável dos animais. Logo, é  completamente ilógica e injustificável (e até criminosa) a iniciativa da Prefeitura de realizar o referido leilão, pois este vai na contramão das ações por ela mesma promovidas visando proteger os animais em questão”, afirma.

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A injustiça é cega, surda e sem olfato, mas os bovinos não

Por um lado, a Desembargadora Dra. Diva Malerbi, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (2ª instância), decidiu, na tarde do dia 3/2/2018, pela MANUTENÇÃO DA LIMINAR que proibiu a exportação de animais vivos em todo o território nacional.

Por outro lado, a Desembargadora Federal, Presidenta daquele tribunal, Cecília Maria Piedra Marcondes, derrubou, na noite de 5/2/2018, a Liminar que proibia a exportação de animais vivos do Brasil, por qualquer dos seis portos que o fazem regularmente: Barcarena, Itaqui, Rio Grande, Imbituba, São Sebastião e Santos.

Os animais seguem perdendo sua alegria de viver e suas vidas, tratados como cargas, transportados em navios desenhados para levar contêineres, não seres sencientes, cheios de necessidades e padecendo os horrores dos gases, do contato direto e permanente com as fezes, a urina, o ar ácido, a comida seca sem forrageiras, sem água na quantidade devida.

E sabem por que não dão água na proporção devida, que seria de pelo menos 10 a 15 litros por dia por animal, para aquele peso bovino? Porque se derem essa água devida, junto com aquela farinha seca, a acidez para digerir piora e eles só terão diarreia, o que faz perder peso, morrer e inundar de vez o caixote-porão com fezes líquidas. Não ganham capim nem forrageiras, necessários para processar a fermentação natural no sistema digestório bovino, que evoluiu, de fato, para digerir apenas gramíneas, não para acumular calorias, fornecidas pela farinha ou concentrado.

Gases que não podem ser expelidos por um sistema digestório atormentado acumulam-se no animal, causando-lhe dores terríveis e até mesmo a morte por asfixia, pois o estômago não é esvaziado e incha, pressionando os pulmões e o coração. O calvário de tormentos infligidos aos animais não tem fim. Muitos morrem ali mesmo. Os gases liberados pelo processo cadaverizador juntam-se aos liberados pelos arrotos, pums e pela mistura de excreta e urina acumuladas sobre o piso no qual estão atolados os animais.

Os que caem desidratados pela sede e exauridos pelo ar ácido e pelo zumbido ensurdecedor, são pisados pelos que precisam de espaço para ficar de pé. Baias de 18 m2 com 23 animais, não na sala VIP filmada por políticos, obviamente, oferecem menos de um metro quadrado por animal.

Bovinos têm o olfato extremamente sensível, a ponto de identificarem sal a mais de quatro km de distância, ou de sentirem o cheiro dos predadores próximos a seus bezerros a mais de dois km de distância. Imaginemos o tormento deles tendo que inalar os cheiros das fezes, urina e gases exalados nos porões do navio por milhares de outros.

Somado a tudo isso, o som dos ventiladores é ensurdecedor e atormenta os animais 24 horas por dia. Bovinos precisam descansar pelo menos 10 horas por dia, das quais quatro são de sono. Cruel é pouco para designar tal prática comercial para o serviço da glutonia.

Vou precisar escrever outro texto longo para descrever o tormento deles do desembarque aos matadouros.

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Caminhão carregado de bovinos tomba em Bauru (SP)

Por João Rodrigues Filho

 (Foto: Samantha Ciuffa)
(Foto: Samantha Ciuffa)

Um caminhão carregado de bovinos tombou na tarde de hoje (27) em Bauru (SP). Aproximadamente 30 animais estavam no veículo, sendo que aproximadamente a metade deles não resistiu e morreu ou foram induzidos à morte no local em virtude de ferimentos graves.

Todos os sobreviventes já foram retirados da via e encaminhados ao matadouro para onde eram transportados.

Ativistas e advogados se mobilizam para tentar obter a liberação desses animais, considerando eventuais irregularidades no transporte, além de que o acidente os torna impróprios ao consumo.

Caso semelhante ocorreu no ano passado, quando uma carreta com porcos tombou no Rodoanel. À época, o frigorífico responsável pelos animais liberou os sobreviventes, que hoje vivem em um Santuário.

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Ativistas criam colar que brilha para salvar animais de acidentes na Índia

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Observers
Reprodução/Observers

Frequentemente, cães abandonados e vacas percorrem as ruas da Índia e são atingidos por motoristas, especialmente durante a noite. Por isso, ativistas da cidade de Chennai encontraram uma maneira simples para evitar os acidentes: eles estão colocando colares refletivos nos pescoços dos animais.

Arun Prassana é o diretor do People for Catlle in India, uma organização sem fins lucrativos em Chennai que hoje trabalha em prol do bem-estar de todos os animais. Um ano atrás, a sua organização lançou o programa “Magic Collar”, informa o portal Observers.

“Durante anos, tentamos salvar cães e o gado que encontramos feridos após a ocorrência de acidentes. Não foi fácil, os animais morriam. O gado, em particular, morria devido a feridas nas pernas, os animais não podiam mais se levantar e paravam de comer”, disse ele.

Segundo Prassana, na Índia, não há tecnologia adequada disponível para salvá-los: “Então começamos a tentar encontrar formas de prevenir que os acidentes aconteçam em primeiro lugar”.

Não havia uma maneira de manter os bovinos e cães longe das estradas, pois eles estão sempre andando à procura de comida e são atraídos pelo calor do pavimento das estradas, especialmente à noite.

Reprodução/Observers
Reprodução/Observers

O grupo conversou com motoristas e descobriu que os acidentes ocorriam porque eles não enxergavam os animais quando escurecia.

“Nossas estradas são mal iluminadas, portanto, os motoristas só veem os animais no último minuto quando já é tarde demais. Também percebemos que esses acidentes, quando envolviam motos ou outros veículos de duas rodas, muitas vezes resultavam em ferimentos graves em seres humanos também”, explicou Prassana.

Era preciso encontrar uma maneira de tornar os animais visíveis a uma distância maior e o grupo lembrou-se dos coletes refletivos usados por trabalhadores da construção civil na rodovia, e percebeu que o material iria funcionar bem em colares de animais.

Com o financiamento de amigos, o grupo começou a colocar estes colares em animais abandonados em Chennai. Todos os voluntários que ajudam o grupo estão acostumados a lidar com os animais.

Os colares são feitos com velcro e cabem em vários tamanhos de pescoço, além de levarem alguns segundos para serem ajustados.

“Até agora, foram colocadas colares em 800 cães e 200 bovinos. Ainda há muito trabalho a fazer, pois segundo as autoridades, há 80 mil cães desabrigados em Chennai, e um número desconhecido de bovinos. Esperamos fazer muito mais este ano”, contou Prassana.

Segundo ele, o trabalho tem inspirado ativistas pelos direitos animais de outras cidades: “O que é encorajador é que ativistas em muitas outras cidades nos pediram colares. Entre as cidades de Nova Deli, Bangalore, Hyerabad, Combaitore e Vellore, pelo menos outros mil colares foram postos em animais”.

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Notícias

Músicos comprovam que bovinos gostam de música ao tocarem em santuário‏

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary
Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary

Às vezes se diz que bovinos gostam de música, e uma singela experiência realizada nos Estados Unidos veio comprovar isso.

Foto: YouTube
Foto: YouTube

Em tempos em que muito se fala sobre a inteligência e a sensibilidade dos animais criados para consumo humano, uma história de 2014 relembrada pelo site The Dodo serve para demonstrar a delicadeza dos sentidos desses animais mais uma vez.

Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary
Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary

Na ocasião, músicos da Orquestra de Cleveland visitaram o Woodstock Farm Sanctuary com uma missão especial em mente: testar se animais resgatados de fazendas apreciam os doces sons de instrumentos por profissionais – violinos, guitarras e oboés.

Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary
Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary

“As vacas realmente gostariam de música?”, perguntaram-se os artistas.

Assim que um violinista começou a tocar, uma das vacas mais tímidas do santuário, Maybelle, começou a caminhar na direção dele.

Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary
Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary

E então ela parou, ouvindo-o com atenção.

Logo a vaca Kayli e o boi Mike Jr. juntaram-se a Maybelle, provando serem também fãs do oboé…

Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary
Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary

…embora haja uma observação no vídeo de que Mike seja “um bovino mais adepto do punk rock”.

Até mesmo a pequena Maribeth parou para ver do que tratava toda aquela comoção, e decidiu ficar por perto também.

E assim nasceu a “Bovine Music Appreciation Society” (“Sociedade Bovina de Apreciação de Música”), como os músicos apelidaram o acontecimento, que continua sendo divulgado nas redes sociais até hoje.

Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary
Foto: YouTube/Woodstock Farm Sanctuary

Esse cenário particular parece acrescentar ainda um pouco mais de legitimidade a um estudo realizado em 2001 pela Universidade de Leicester (Reino Unido), que concluiu que as vacas são grandes fãs de músicas lentas. No entanto, para chegarem aos resultados, os cientistas utilizaram um método controverso, avaliando se a música relaxante ajudaria as vacas a produzirem mais leite.

Conforme a reportagem, os resultados foram inconclusivos devido à escala mas, em todo o caso, não há nada melhor que atestar que as vacas apreciam ouvir Bach dentro dos limites de um bom santuário.

Assista ao vídeo:

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Destaques, Notícias

Autoridades prosseguem na execução do plano de matar bisões selvagens em Yellowstone

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

A administração do Parque já matou 150 indivíduos em Yellowstone, e planeja matar 900 ao todo. Foto: Native News
A administração do Parque já matou 150 indivíduos em Yellowstone, e planeja matar 900 ao todo. Foto: Native News

Guardas começaram a capturar bisões selvagens com armadilhas no Parque Nacional de Yellowstone (EUA). Desde o dia 20 de fevereiro, aproximadamente 150 dos últimos búfalos selvagens da América foram mortos. De acordo com funcionários do parque, todos estão destinados à morte.

“A matança dos bisões de Yellowstone carece de razões científicas, bem como de apoio público”, disse Stephany Seay, da organização Buffalo Field Campaign (BFC).

A Park Service afirma que está fazendo isso para reduzir a população de bisões selvagens devido à ameaça da doença “brucelose”, uma moléstia que ataca rebanhos de bovinos originalmente introduzida na América do Norte por animais levados da Eurásia até o continente. No entanto, segundo a reportagem do Native News Online, nunca houve sequer um caso documentado de bisão selvagem que tenha transmitido a doença a bovinos domésticos. Os alces, que também podem ser portadores da brucelose e já teriam transmitido a doença inúmeras vezes em Idaho, Montana, e Wyoming, estão livres para migrar de Yellowstone, embora também sejam mortos pela caça pontual sob o argumento de manter números “saudáveis” de população.

Darrell Geist, coordenador de habitat da BFC, disse que o estado de Montana e o Parque Nacional de Yellowstone se recusaram a fazer o manejo da população de búfalos como faz com os alces, uma alternativa que iria deixar o governo de fora da captura dos búfalos para propósitos de extermínio.

Animal ferido durante a perseguição, em foto registrada pela BFC. Foto: Buffalo Field Campaign
Animal ferido durante a perseguição, em foto registrada pela BFC. Foto: Buffalo Field Campaign

“Montana é abençoada com uma abundância de terras públicas, mas é amaldiçoada por um estatuto que insiste em lidar com o búfalo selvagem migratório como uma espécie selvagem”, disse Geist. “Poucas pessoas sabem que a matança é quase inteiramente patrocinada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), ou seja, com financiamento público vindo do pagamento de impostos pelos contribuintes.

O Parque Yellowstone e a Interagency Bison Management Plan, em parceria, declararam que querem matar mais de 900 bisões selvagens só neste ano. Mais de quatrocentos já foram mortos por caçadores, em um processo que começou no ano passado conforme publicado recentemente pela ANDA. As agências pretendem exterminar milhares desses animais a cada ano até que a população se enquadre nos números desejados por elas – que são de 3.000 animais. Esse objetivo é resultado da pressão da indústria pecuária para lidar com os temores infundados da brucelose, e com a falsa premissa de que há um “excedente” na população de bisões.

Dan Brister, diretor executivo da BFC, questiona a política equivocada sob a qual estão operando os parceiros.

“Não existe algo como ‘excedente’ de bisões selvagens”, disse Brister. “Rebaixar a população desses animais em Yellowstone para 3 mil animais nada mais é que um número político, que não tem nada a ver com um gerenciamento sustentável”.

Foto: Buffalo Field Campaign
Foto: Buffalo Field Campaign

Pelo contrário, conforme explicam os especialistas, a captura dos bisões afetará negativamente a imunidade natural da população selvagem a doenças introduzidas, incluindo a brucelose, e aumenta o risco de surtos mais virulentos e persistentes. Impactos cumulativos dessas ações representam uma ameaça significativa à vida selvagem remanescente em Yellowstone.

Entretanto, sob o acordo entre o Interagency Bison Management Plan, o Parque de Yellowstone e outras agências de gerenciamento, o plano continua a operar sob falsas bases e informações ultrapassadas, em contradição aos princípios das instituições, que afirmam seguir sempre “a melhor ciência disponível para tomar decisões e informar o público”.

Para manifestar-se contra o ato arbitrário de matança dos animais, assine a petição.

Nota da Redação: A matança de bisões é errada nesses termos, e seria errada igualmente se fosse permitida como o é a dos alces, que ainda pode ser feita em situação de caça sob pretexto de evitar a super população. Animais selvagens devem viver livres e suas populações devem seguir o seu curso sem interferência humana, que já provou ser a grande causadora de todos os desequilíbrios de ecossistemas da Terra.

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Israel deverá ter câmeras em fazendas sob pretexto de impedir abusos

Por Jessica Sarter/One Green Planet (Tradução: Bruna Oliveira/Agência de Notícias de Direitos Animais)

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Atrocidades cometidas contra em fazendas e indústrias não ficarão mais escondidas em Israel. Foto: One Green Planet

As indústrias de carne e produtos lácteos tentam enganar as pessoas, dizendo que os animais correm livres por colinas e pastos verdejantes. No entanto, quase todos os animais criados para consumo vivem dentro dos limites de fazendas e fábricas, armazéns gigantes onde são submetidos a alguns dos piores tratamento imagináveis. Paul McCartney disse uma vez: “Se matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos.” Bem, agora existe um país que está colocando algo melhor equivalente nestes lugares: câmeras ao vivo.

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Israel está tomando a atitude inédita de instalar câmeras em seus matadouros. Este plano, definido para ser concluído até o final de 2016, vem em resposta aos vários vídeos secretos que mostram animais sendo abusados por trabalhadores de fábricas. “Fomos testemunhas de vários casos graves em matadouros por toda Israel. Por um lado, não podemos generalizar, mas por outro temos de aumentar o monitoramento ou então estes casos nunca vão parar “, disse Uri Ariel, ministro da Agricultura.

A primeira instalação de câmeras ocorreu em julho de 2015, depois que um canal de notícias divulgou um relatório revelando atividades abusivas em um matadouro de aves de Soglowek. A câmera escondida anonimamente por grupos de direitos animais filmou trabalhadores arrancando com toda a força frangos presos em gaiolas, chutando-os, empilhando um em cima do outro aos montes. Tudo isso enquanto esses funcionários balançavam os animais, dançavam e riam.

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Foto: Noam Moskowitz

O ministro encerrou as operações no local na mesma noite em que as filmagens foram ao ar. De acordo com o Jerusalem Post, outros incidentes foram relatados. Em junho do ano passado, o Ministério da Agricultura fechou temporariamente o matadouro da empresa Dabbach – o maior de Israel, onde cerca de metade dos bezerros e cordeiros do país são mortos – depois de investigações que mostraram trabalhadores da fábrica quebrando caudas, pendurando animais conscientes e eletrocutando-os vivos.

Para conter esses abusos, Israel tem um plano de instalar 400 câmeras em 50 matadouros no país. As informações serão exibidas ao vivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, por uma empresa do exterior ou voluntários da Veternarian Monitoring Services (Serviços de Monitoramento Veterinário). Enquanto os grupos de direitos apoiam as novas medidas, eles também exigem que os representantes das organizações de direitos dos animais possam assistir as filmagens, salientando que tal medida é necessária devido ao fracasso dos órgãos responsáveis em cumprir a lei.

“Esperamos que se descobrirem violações aos direitos animais nas filmagens, que elas sejam punidas com rigor”, disse o comunicado dos grupos de direitos animais. “Até agora não há acusações registradas sobre os assuntos Soglowek e Dabbah, apesar das muitas horas de provas gravadas em vídeo terem sido apresentadas ao Ministério da Agricultura.”

Um passo na direção certa

A proposta de Israel é um grande salto em frente para o futuro dos animais dentro de fazendas industriais e matadouros. Durante anos, vídeos secretos foram a única maneira de mostrar ao público de onde seu “alimento” realmente vem. Testemunhar estes horrores mudou completamente a maneira como a população vê a indústria da carne e produtos lácteos recentemente. Isso tem ajudado a estimular uma tendência crescente em direção aos direitos animais em Israel (4% do país se identifica como vegano, mais do que qualquer país do mundo). A nova instalação de câmeras ao vivo irá continuar a lançar luz sobre esta indústria notoriamente sigilosa e limitar a extrema crueldade que estes vídeos secretos expuseram.

“As imagens que vimos são terríveis e intoleráveis. Já disse antes que vou aplicar uma política de tolerância zero para essas coisas “, disse Ariel em seu anúncio oficial. Ele também explicou que o ministério irá trabalhar para aprovar a legislação que proíbe a crueldade contra os animais e realizar inspeções em matadouros, além de implementar punições mais fortes para aqueles que violarem as leis.

Enquanto as filmagens de matadouros em Israel é angustiante, o abuso sistemático que ocorre é semelhante à crueldade descoberta por vídeos secretos em matadouros americanos. No entanto, em vez de colocar câmeras nos matadouros dos EUA para ajudar a restringir tais práticas, alguns estados estão fazendo o possível para manter as lentes do lado de fora. A lei que torna ilegal a filmagem no interior de matadouros foi aprovada em oito estados, sob a influência de grandes corporações que continuam a lutar para manter as suas práticas em segredo. Tais leis visam esconder o sofrimento de milhões de animais em fazendas industriais e permitem que os maus-tratos continuem despercebidos. Estas iniciativas legislativas protegem o abusador em vez do abusado. Felizmente, os tribunais estão derrotando esses conglomerados aos poucos, mas os esforços da indústria para manter o público desinformado continua.

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Foto:The Dodo

Como ajudar

Há muita coisa que você pode fazer para exigir mais proteção aos animais. Junte-se em campanhas locais, tornando-se um ativista e juntando-se aos protestos contra a crueldade animal, assinando e estimulando assinaturas em petições. Às vezes, ir contra essas grandes corporações pode parecer uma missão impossível, mas a verdade é que todos nós temos uma voz quando se trata de bem-estar animal.
Naturalmente, a melhor maneira de garantir que os animais não sejam cruelmente vitimados em fazendas industriais é a de não apoiar estas indústrias. A maneira mais eficaz de fazer essas atrocidades pararem é não financiar os abusadores. Confira a campanha #EatForThePlanet do Green Planet para aprender a trocar carne e produtos lácteos para versões à base de plantas. Clique <ahref=”http://www.onegreenplanet.org/eatfortheplanet/”>aqui para começar.

Nota da Redação: As câmeras nos matadouros, embora venham a expor o que se faz lá dentro e talvez faça com que os funcionários se sintam intimidados e pensem melhor antes de cometer atrocidades, não eliminarão o cerne do problema, que é a morte dos animais para consumo, o erro maior. Pode ser que a implantação das câmeras, por outro lado, seja mais um ponto positivo no sentido de tornar mais crueldade acessível ao público, levando, caso as imagens realmente sejam liberadas, mais pessoas a se tornarem veganas. Talvez sejam essas as “paredes de vidro” às quais McCartney se referiu.

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Província prevê vacinar mais de 26 mil animais

Em declarações hoje terça-feira, à Angop, o chefe de departamento dos serviços de veterinária na província, António Miguel, informou que dos 26 mil e 500 animais a serem vacinados, vinte mil são pequenos ruminantes, cinco mil e 500 bovinos e mil animais domésticos.

Fez saber que a campanha terá a duração de 3 meses, e para o êxito da mesma, estão disponíveis oito mil e 100 vacinas anti rábicas, aguardando apenas recepção das vacinas para os bovinos e pequenos ruminantes.

Sem avançar números de mortes por raiva, o responsável revelou que em 2014 foram registados 65 casos de mordedura.

António Miguel disse que a vacinação nos municípios estará a cargo das administrações municipais que irão criar as condições para que os técnicos veterinários vacinem por cada município 100 animais domésticos.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: ANGOP

 

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