De olho no planeta

Boston pode proibir uso de sacos plásticos descartáveis

 

Foto: Infrastructurene

A medida agora será encaminhada ao prefeito Marty Walsh, que afirmou que está revisando a proposta, que exige que as empresas cobrem pelo menos cinco centavos para outros tipos de sacos de compras, como sacos reutilizáveis, sacos plásticos compostáveis e sacos de papel recicláveis.

“Mais de 350 milhões de sacos de plástico descartáveis chegam às ruas de Boston apenas neste ano, a maioria acaba em nossos aterros sanitários, poluindo nossas comunidades e nosso ar quando queimada em incineradores”, declarou Kirstie Pecci, diretora do Zero Waste Project da Conservation Law Foundation.

Pecci observou que dezenas de municípios vizinhos adotaram políticas semelhantes há anos: “Este novo decreto protege a saúde de nossos bairros e do nosso meio ambiente e simultaneamente alivia o peso sobre os contribuintes e economiza milhões para os varejistas locais. Estamos otimistas de que o prefeito Walsh irá seguir a liderança de 59 outras cidades de Massachusetts e transformar isso em lei”.

Se a lei for aprovada, ocorrerá um período de implementação de um ano antes que ela entre em vigor. Durante esse período, os membros do conselho planejam trabalhar com a Boston Housing Authority, Office of Energy, Environment and Open Spacee e grupos comunitários para disponibilizar sacos reutilizáveis gratuitamente.

Walsh foi contrário a uma versão da proibição em 2016 devido ao seu impacto potencial em famílias de baixa renda e em pequenas empresas, segundo o Ecowatch.

A American Progressive Bag Alliance, que faz lobby para fabricantes de sacolas de plástico, pressionou o prefeito democrata a vetar a medida, argumentando que isso incentivaria a utilização de produtos que são “piores para o meio ambiente” do que os sacos que o conselho proibiria.

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Dezenas de pássaros morrem de causas desconhecidas nos EUA

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução / Fox News
Reprodução / Fox News

Dezenas de pássaros caíram do céu sobre bairro de Dorchester, em Boston. Todos os 48 pássaros eram grackles, um tipo de ave do gênero quiscalus.

De acordo com o The Boston Herald, 33 dos pássaros acabaram morrendo. “Os pássaros que tentavam voar, saindo das árvores ou dos telhados, iam gradativamente caindo no chão,” disse Alan Borgal do Animal Rescue League of Boston, ao New England Cable News.

Uma moradora da área, Shelora Levaud, contou à CBS Boston que parecia que as aves estavam paralisadas em um lado do corpo.

“Eu tentei movê-los um pouco, e quanto tentava colocá-los de pé, eles simplesmente caíam”,  contou.

Os pássaros não foram as únicas vítimas. Willien Pugh, outro morador, encontrou sua amada gata, Sally B, à beira da morte  em torno das 8 horas da manhã. O jornal NECN reportou que um segundo gato da área morreu de repente e um terceiro apresentou um quadro semelhante à paralisação corporal.

Os investigadores estão tentando determinar se as mortes foram o resultado de doença, veneno ou alguma outra causa.

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O estranho caso dos pássaros caídos do céu de Boston

Ao todo, foram socorridos 47 pássaros The Animal Rescue League of Boston
Ao todo, foram socorridos 47 pássaros The Animal Rescue League of Boston

As autoridades norte-americanas estão a tentar perceber o que levou à queda de perto de meia centena de pássaros dos céus de Boston e à morte de mais de 30 dessas aves e de um gato.

O fenômeno, para o qual não há ainda uma explicação, ocorreu na passada quinta-feira. Nesse dia, perto de 50 aves caíram ao chão quando sobrevoavam o bairro de Dorchester. Todas elas seriam de uma espécie típica da América do Norte: os zanates (Quiscalus quiscula).

No seu site, a Liga de Salvamento de Animais de Boston (Animal Rescue Legue of Boston, no original) explica que tomou conhecimento do caso a partir do contacto de um residente da Bakersfield Street, que alertou para o facto de o seu gato estar doente e de haver vários pássaros a cair de árvores.

A liga acrescenta que socorreu, sem sucesso, o gato, que acabou por morrer. Socorridos foram também 47 pássaros, que “estavam a cair ao chão, doentes e incapazes de voar, ou encontrados inanimados”. De acordo com a mesma entidade, 12 das aves foram encontradas já sem vida e 20 acabaram por morrer mais tarde.

A liga explica que está a trabalhar com diversas entidades, incluindo o departamento de Estado da Agricultura, o Departamento de Saúde Pública de Massachusetts, o Departamento de Serviços de Inspecção da Cidade de Boston e a Comissão de Saúde Pública de Boston, para determinar a causa deste “incidente pouco comum”.

Segundo o “The Guardian”, os animais mortos foram enviados para a Tufts University, que tentará encontrar uma explicação para o sucedido. Enquanto não há conclusões, o que só deverá acontecer nas próximas semanas, um vírus, algum tipo de poluição ambiental e envenenamento são algumas das hipóteses em cima da mesa.

O jornal “Boston Herald” falou com o responsável, dentro dos Serviços de Pesca e Vida Selvagem norte-americanos, pelas aves migratórias. Segundo Scott Johnston, fenómenos como o que ocorreu na passada quinta-feira não são desconhecidos. “Já vi mortes como esta quando estorninhos ou outros pássaros entraram num campo que tinha sido recentemente pulverizado”, declarou, acrescentando como outra causa possível “uma infecção que se propaga por um bando muito rapidamente”.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Público PT

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Prefeitura de Boston proíbe venda de animais vindos de reprodutores

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A prefeitura de Boston (EUA) votou e aprovou com unanimidade a proibição da venda de cães, gatos ou coelhos que foram gerados em reprodutores comerciais. O Prefeito Martin J. Walsh assinou a lei, que está sendo chamada “puppy mill bill” (“lei contra fábricas de filhotes”). Atualmente não há pet shops na cidade que vendam animais oriundos desses estabelecimentos, mas existe pelo menos uma cadeia de lojas que segue essa prática e que esperava se expandir na cidade.

“Essa é uma mudança de lei muito importante, que acontece após denúncias das empresas conhecidas como ‘fábricas de filhotes’ “, disse o vereador Matt O’Malley, que propôs a iniciativa. A nova lei também irá proibir a venda de cães em ruas ou estacionamentos.

Mais de 120 outras cidades, incluindo Los Angeles e Chicago, aprovaram recentemente leis semelhantes. Infelizmente, as pessoas ainda poderão comprar animais diretamente de reprodutores, mas os pet shops irão trabalhar com animais de abrigos, para encorajar clientes a realizar a adoção. No mês passado, Jim Gentile, dono de uma pet shop há 41 years, disse que a proibição irá “espantar o comércio para fora da cidade”.

Defensores de direitos animais, no entanto, estão contentes com a nova lei e esperam que outras cidades sigam o exemplo.

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Gato despenca do 19º andar de prédio e sobrevive

Foto: Reprodução/Daily Mail

Imitar um esquilo voador pode ter salvado a vida do gato Sugar. O felino, morador de Boston, nos Estados Unidos, sobreviveu sem lesões graves a uma queda de 19 andares. Sugar caiu do prédio depois que a sua tutora, Brittany Kirk, resolveu abrir a janela por conta do calor inesperado que fazia na capital. A Liga de Resgate Animal calcula que o gato tenha despencado de uma altura entre 45 e 60 metros.

A destreza natural de Sugar evitou que ele sofresse qualquer fratura óssea ou corte, apenas algumas contusões pulmonares. Segundo o veterinário Hugh Davis, quando percebem que vão cair de uma grande altura, os gatos estendem as patas para adotar uma posição que ele descreveu como a de “um esquilo voador”, o que permitiria uma descida mais lenta.

A tutora de Sugar, no entanto, preferiu creditar a sobrevivência do animal ao sobrenatural. Em entrevista à emissora de televisão WBZ-TV, Brittany Kirk classificou o ocorrido como um “milagre”. A mulher também acredita que o felino gastou “uma ou duas de suas vidas”, em alusão à crença de que os gatos possuem sete vidas.

Sugar, no entanto, não terá outra oportunidade de repetir o feito: os administradores do edifício instalaram uma grade na janela, logo após o acidente.

Fonte: Yahoo

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Cachorro faminto pula de terceiro andar e sobrevive

Miracle pode ter passado até dois meses abandonado. Foto: BBC

Um cachorro faminto pulou de uma janela do terceiro andar em Boston, nos Estados Unidos, após ser abandonado pelos tutores e sobreviveu.

O pitbull de dois anos, batizado de Miracle, ou Milagre, estava em um apartamento vazio com outro cachorro e, segundo as equipes de proteção aos animais, pode ter passado até dois meses sem receber cuidados.

O apartamento estaria infestado de pulgas e imundo.

“O pulo foi uma última tentativa desesperada de encontrar comida”, disse a gerente do abrigo de animais Forever Paws, Erin Pacheco.

Após a queda, Miracle teve de passar por uma cirurgia de emergência no quadril e está recebendo tratamento veterinário.

Filhote

No primeiro andar do mesmo prédio, as equipes de proteção aos animais encontraram ainda uma filhote de quatro meses que estava desnutrida.

Ela recebeu o nome de Gracie e acabou tendo de ser hospitalizada para se recuperar, após passar tanto tempo sem alimentos.

O administrador do prédio disse que o último inquilino do apartamento havia se mudado dois meses antes sem deixar informação de contato.

A Polícia de New Bedford está investigando o caso. Os cachorros estão sob os cuidados do abrigo Forever Paws.

Fonte: BBC

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Gato sai ileso após saltar do topo de poste durante resgate nos EUA

Caso foi registrado na cidade de Boston.
Gato subiu no poste após ser perseguido por cão.

Gato saltou do poste, mas não ficou ferido. (Foto: Reprodução)

Um gato, que ficou preso no topo de um poste após ser perseguido por um cão em Boston, nos EUA, acabou saltando do poste durante a operação de resgate. Apesar do susto, o felino não ficou ferido, segundo reportagem da emissora de TV “WLKY”.

Fonte: G1

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Atenção para os cuidados com os cães em dias de muito calor

A temperatura elevada nesta época do ano aumenta a preocupação também com o bem-estar dos animais domésticos. Mas pequenas alterações na rotina garantem a saúde dos cães. “Diferentes do homem, os cachorros não trocam calor pela pele. Respirando é a forma principal de controlar o processo de refrigeração e manutenção do corpo deles”, afirma a médica veterinária da Tiscoski Agroshop, Lais Saccol.

O processo chamado hipertérmica ocorre quando os cães não têm condições de perder o calor. O risco aumenta para o cachorro filhote, idoso, obeso ou de focinho curto. “As raças boxer, buldogue, pug e lhasa são as com maior dificuldade em manter o equilíbrio térmico”, aponta Lais.

O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertérmica a temperatura corporal pode atingir até 42º C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, paradas cardíacas e até mesmo chegar ao estado de coma. Já o contrário pode acontecer, de acordo com a veterinária, os tutores que quiserem deixar seus animais no ar-condicionado em temperatura gelada ou ambiente, pode deixar. “O único risco que o cão pode sofrer é se ficar mudando de temperatura, saindo e retornando ao quarto, ele tem que ficar no mesmo local para que seu organismo se acostume, porque as vezes o animal em função da mudança brusca de temperatura pode resultar em uma bronquite”, informa.

Segundo a veterinária, os cães braquicéfalos, que tem o focinho curto, como os Bulldogs, Pugs, Boxers, Shitsus, Lhasas Apso, Boston entre outros, sofrem mais com as altas temperaturas devido à anatômica dificuldade de respirar e perder calor. “Por isso não devemos nunca submeter os cães a situações de intenso calor ambiental, passear em horários muito quentes, ficar dentro de carros parados ou em viagem longas, e outras situações de estresse”, alerta. Nessa época do ano os animais devem ficar em ambiente agradável e sombreado, com água fresca disponível.

Alguns cuidados:
– Não deixe seu cão dentro do carro
– Evite passeios sob o sol forte, principalmente entre às 10 e 16 horas e em locais com gramas e asfalto que dificultam a troca de calor.
– Espalhe bebedouros pela casa
– Coloque uma piscina no quintal
– Aumente a frequência de banho e tosa
– Passe filtro solar em áreas desprotegidas

Fonte: A Tribunanet

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Justiça dos EUA intima gato para participar de júri

Sal Esposito foi intimado para compor um júri popular em Boston, nos EUA. O problema é que Sal é um gato.

Os tutores do animal entraram com pedido para anular a intimação, mas a justiça negou a solicitação.

Segundo Guy e Anna Esposito, tutores de Sal, a confusão começou quando eles registraram o gato como um membro da família no último censo. Anna Esposito incluiu Sal no trecho dedicado a “animais de estimação”.

“Eu apenas escrevi ‘Sal Esposito’, risquei a palavra ‘cão’ e escrevi ‘gato'”, diz.

O gato Sal deverá comparecer ao tribunal do condado de Suffolk no próximo dia 23 de março. Se não houver a anulação do pedido, Anna diz que ela simplesmente terá que levar o animal até a corte.

Veja a história no vídeo disponibilizado pelo canal de televisão americano KGW. Áudio original em inglês.

Fonte: Bol

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Veterinária faz respiração boca a boca e salva cão que tinha sido atropelado

Murphy foi salvo pela respiração boca-a-boca . Foto: Cortesia Brian Adams/MSPCA-Angell/ Reprodução People Pets

A Dra. Clara Blake só queria chegar em casa. A veterinária da região de Boston (EUA) estava resolvendo tarefas na sua cidade natal no início deste mês, quando o tráfego parou. “Não foi tão ruim, mas um pouco mais do que o esperado para um sábado”, ela disse. Clara olhou pela janela para ver qual era o problema, e avistou um cachorrinho branco largado no meio da estrada, imóvel. Ela sabia o que tinha de fazer.

Clara saltou de seu carro e correu para o cão, perguntando o que havia acontecido. Seus temores foram confirmados: o pequeno terrier Jack Russell tinha sido atropelado por um carro depois de saltar de braços de seu tutor. Ele não tinha pulso, não estava respirando sozinho e tinha cortes na parte superior da cabeça. “Eu só instruí as pessoas a ligar para as clínicas locais para ver se eles poderiam lidar com uma emergência”, lembra ela. “Eu sabia que ele necessitava de atenção imediata.”

Como o tutor do cachorro correu para casa para pedir ajuda, a veterinária começou a fazer os procedimentos de primeiros socorros. “Eu fiz algumas compressões torácicas e algumas respirações boca-a-boca, chequei o pulso e não senti nada, então eu continuei”, diz ela. Após outra tentativa, Clara sentiu uma pulsação muito fraca, seguido por outra. “O pulso estava realmente ficando mais forte e mais forte, então ele finalmente respirou por conta própria”, explica.

Mas o cão, que é adotado e se chama Murphy, não havia escapado ainda: quase recuperando a consciência, ele apresentava movimentos anormais nos olhos, indicando traumatismo craniano. Após consulta com o tutor de Murphy (que quis manter o anonimato), Clara decidiu levar o cão à clínica na Sociedade de Massachusetts para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (MSPCA), onde é residente de cirurgia, pois sabia que o pessoal lá estaria pronto para recebê-lo.

“Esse é o fim da minha história”, diz ela, humildemente. “A equipe o tratou no fim de semana e ele voltou para casa na terça-feira.” Murphy está descansando confortavelmente em casa e se tornou uma celebridade local, aparecendo em programas de notícias de Boston e na imprensa.

Clara, por sua vez, não se considera uma heroína. “Eu não pensei duas vezes. Uma vez que eu notei que ele não tinha pulso, eu estava bastante pessimista, mas achei que não tinha nada a perder. Mas o timing foi perfeito, e isso mostra que primeiros socorros realmente funcionam.”

Fonte: People Pets

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Entrevistas

O veganismo pela via da educação

Eric Prescott (centro) durante um evento de educação vegana

Eric Prescott é um ativista vegano que mora em Boston, nos Estados Unidos, onde atua através da Boston Vegan Association, que ele co-fundou. Abolicionista, Eric concentra seus esforços em educação vegana. Um de seus projetos é um documentário chamado I’m Vegan (Sou Vegano), que reúne depoimentos subjetivos de veganos com o objetivo de desfazer preconceitos sobre o veganismo.
Nessa entrevista exclusiva dada ao repórter da ANDA, Lobo Pasolini, Prescott fala sobre seu trabalho, as formas efetivas de ajudar para que as pessoas se tornem veganas e dá conselhos e sugestões para outros ativistas e aqueles que desejam se juntar à causa animal.


ANDA – Qual a forma mais efetiva de conseguir que as pessoas se tornem veganas e respeitem os animais como entidades livres?

Eric Prescott- Se o objetivo é conseguir que os humanos respeitem os não humanos como indivíduos senscientes com o direito moral de não ser propriedade, então os meios devem lembrar os fins para serem eficazes. Em outras palavras, nosso ativismo vegano deve girar em torno de educação de direitos animais abolicionistas e não de argumentos que não conduzam a uma visão abolicionista. Sendo assim, nós devemos educar as pessoas para que eles levem os interesses dos animais a sério, particularmente o interesse deles em não serem usados como propriedade humana. Na maioria dos casos, isso quer dizer ajudá-los a “ligar os pontos”. Muitas pessoas pensam que elas respeitam os animais. Por exemplo, elas pensam que é errado fazer mal aos animais (como gatos e cães) sem necessidade, mas elas não vêem que usar e consumir partes animais e produtos derivados também faz mal aos animais. Se nós conseguirmos ajudar-las a fazer essa conexão, nós teremos uma chance maior que as pessoas escolham o veganismo em solidariedade com o interesse dos animais de não serem usados como propriedade. A medida que mais pessoas pararem de usar animais porque elas acreditam que a exploração animal é errada, nós efetivamente faremos crescer um movimento abolicionista.

ANDA – Como o legista e filósofo Gary Francione, você é bastante crítico de reformas bem-estaristas como o abate humanitário, ovos de galinhas criadas “fora de gaiolas” etc. Qual é o problema com essas idéias e tendências e como elas podem obstruir o caminho até os direitos animais de fato?

Eric Prescott- Eu vou recapitular alguns pontos centrais de Francione aqui, porque eu não tenho nada para acrescentar ao que ele já escreveu. Primeiro, tentar reformar um sistema que considera os animais propriedade legitimiza o sistema, cuja premissa é que é moralmente justificável usar animais para o nosso benefício. A visão de direitos nos compele a desafiar essa presunção fundamental, e não conseguiremos isso enquanto ignorarmos a raiz do problema e focarmos em campanhas de reforma que nunca acabam. Como Francione diz, bemestarismo apenas leva a mais bemestarismo. Além do mais, essas campanhas tendem a beneficiar os exploradores de animais. Como Francione já demonstrou, as únicas reformas adotadas pela indústria são aquelas que geram benefícios de custo. É claro que está em seu interesse econômico explorar os animais de formar mais eficiente. Além disso, essas reformas tendem a proteger os exploradores de animais ao dar ao público a impressão de que os animais estão sendo “bem” tratados. Assim, reformas aliviam a consciência do público. Por fim, essas campanhas não protegem significativamente os interesses dos animais de não sofrerem. Os animais ainda são considerados propriedades e seus interesses são subjugados aos interesses dos seus “proprietários” humanos. Galinhas criadas fora de jaulas ainda sofrem muito como resultado de sua exploração. Fazer campanha por ovos de galinhas criadas fora de gaiolas ou por abate em atmosfera controlada é fazer campanha para causar sofrimento aos animais de uma forma e não de outra. Não tem nada a ver com proteger de forma significativa o interesse do animal de não ser propriedade. Com nosso tempo e recursos limitados, nós devemos focar nossos esforços na raiz do sofrimento animal, que é, em primeiro lugar, o fato de que nós os usamos. Recursos usados em reformas são recursos que poderiam ser usados para fazer crescer o movimento abolicionista através da educação vegana.

ANDA – O foco no sofrimento animal é um dos instrumentos principais do ativismo vegano. Em sua opinião, qual a eficácia das investigações de câmera escondida que mostram animais sendo abusados, torturados e mortos?

Eric Prescott – Eu sou um tanto quanto dividido nessa questão. Eu acho que mostrar evidência que os animais sofrem através do seu uso rotineiro é uma maneira forte de provar para as pessoas que a exploração animal, na melhor das hipóteses, machuca. Eu não acho que investigações em vídeo mostrando animais sendo feridos de formas atípicas são úteis para o abolicionista porque a ênfase nesse caso é em abuso e não no uso padrão. Isso pode dar a impressão que o problema é que o animal não está sendo usado devidamente e não de que o problema é que o animal está sendo usado como propriedade. Além disso, é fácil perder de vista o problema subjacente quando o foco é nos males individuais causados aos vários animais explorados para usos diversos. Essa é a razão pela qual eu acredito que é importante focar em uso rotineiro e explicar nesses casos porque o dano ocorre, amarrando isso com o argumento pela abolição da condição de propriedade dos animais. Algumas pessoas talvez não queiram ver esse tipo de imagem, e talvez prefiram ler sobre o assunto ou ouvir da boca de um ativista. Panfletos podem ser úteis também. A chave da questão é educação sobre a questão fundamental da exploração institucional, e quaisquer materiais usados no ativismo devem sempre trazer isso a tona e não simplesmente focar no modo como os animais são (mal) tratados.

ANDA – O que você diria a um vegetariano/uma vegetariana que resiste a tornar-se vegano?

Eric Prescott – Para os vegetarianos éticos (em contraste com os vegetarianos pela saúde), eu parto do mesmo princípio com eles de que nós dois entendemos que eles são vegetarianos porque nós acreditamos que é errado causar mal desnecessário aos animais. Então eu demonstro que ovo e laticínios são desnecessários e que essas indústrias fazem mal aos animais, e desfaço o mito de que os animais não são mortos por essas indústrias. Daí é uma questão de ajudá-los a entender que os animais sempre sofrerão enquanto eles forem usados como propriedade. Sendo assim, a única forma de evitar esse mal é não usá-los para nenhum propósito, isso é, tornar-se vegano.

ANDA – Diante de tantos obstáculos e enorme resistência cultural, o que os ativistas podem fazer para permanecer motivados?

Eric Prescott – Eu não posso dizer o que funciona para todo mundo, mas o que me mantém motivado é saber que eu simplesmente não posso não fazer algo. Eu não posso permanecer em silêncio. Eu não acredito que nós devemos permanecer em silêncio sobre o sexismo, racismo e assim por diante, e o mesmo se aplica ao especismo. Claro, é motivante saber que muitas pessoas tornaram-se veganas por causa do meu trabalho ou influência, mas mesmo se eu não soubesse sobre essas pessoas (e deve haver várias sobre as quais eu não sei), ainda assim eu permaneceria motivado pela minha certeza de que eu tenho que falar contra a injustiça. Eu também tento ser realista. Tudo o que eu posso fazer é me educar bem e depois educar os outros para plantar as sementes da mudança vegana. Algumas pessoas serão receptivas logo de cara, outras não. Não devemos perder o estímulo se não conseguirmos convencer todo mundo que encontramos a tornarem-se veganos. É além de nossa habilidade convencer todo mundo a mudar, mas nós podemos dar-lhes informação que pode convencê-los a mudar seu comportamento por vontade própria. Elas são responsáveis por suas decisões.

ANDA – O que você diria para aqueles que desejam tornar-se ativistas veganos?

Eric Prescott – Eduque-se. Leia seus livros e o blog abolitionistapproach.com [que inclui textos em português. Uma versão traduzida do blog encontra-se aqui]. Esse material dá uma noção boa da abordagem abolicionista e o ajudará a tornar-se um ativista vegano mais eficiente.

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Cientistas monitoram golfinhos e baleias com rastreadores GPS

Depois de um resgate de onze golfinhos encalhados na península de Wellfeet, em um lamaçal perto de Boston, cientistas colocaram rastreadores GPS nos mamíferos libertados para assegurar que voltem seguros ao oceano.

O uso de monitoramento via GPS, para rastrear a vida marinha, tem crescido rapidamente nos últimos anos, graças aos avanços na precisão e na miniaturização. Os rastreadores GPS comercialmente disponíveis podem ser engatados como colares, que podem ser colocados em toda a vida marinha.

A tecnologia é temporária e pode ser removida depois que os cientistas estiverem certos de que o animal está seguro, ou quando um projeto está finalizado. Alguns dos aparelhos são pequenos o bastante para serem colocados internamente. Esse monitoramento permite uma clara informação de localização de baleias e golfinhos, bem como o comportamento desses mamíferos.

Fonte: InfoGPS

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