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Após fugir de fazenda, boi é baleado e esfaqueado na rua: ‘banalização da vida’

Momentos antes do boi ser morto de maneira cruel (Foto: Divulgação)

Um boi foi morto de maneira brutal em Passos, no estado de Minas Gerais, na manhã da última quinta-feira (23). Após fugir de uma fazenda que havia sido alvo de um assalto, o animal foi baleado e esfaqueado na rua, em frente à população, que ficou horrorizada. Um vídeo registrou a barbárie – veja ao final da reportagem (as imagens são fortes).

O Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA) revelou que o animal fugiu após criminosos assaltarem a casa da fazenda onde ele vivia e deixarem a porteira aberta. O boi, então, caminhou até a cidade. Assustado, ele deu uma cabeçada em um homem, que precisou ser hospitalizado. A ação do animal, motivada por seu instinto de defesa, foi o suficiente para decidirem condená-lo a extremo sofrimento.

Já imobilizado por uma corda, o boi foi baleado após parar em frente à delegacia de Polícia Civil. Uma testemunha que deu entrevista ao jornal Estado de Minas em condição de anonimato disse que policiais militares tiraram a vida do animal “da pior forma possível”. Ela denuncia que os agentes não fizeram o isolamento adequado e deram quatro tiros de fuzil – no vídeo, percebe-se que pelo menos dois deles atingiram o boi.

“Os policiais disseram que já tinham feito contato com médicos veterinários em busca de um sedativo e que não conseguiram. Quando cheguei ao local, comecei a fazer os contatos, mas eles disseram que já estavam decididos a sacrificar o animal. Pedi calma, disse que conseguiríamos um sedativo. O animal já estava imobilizado e bem mais calmo”, contou.

Apesar de ter sido baleado repetidas vezes, o boi não morreu. No vídeo que registrou a cena, o boi aparece caído ao chão, debatendo-se de dor. “Pega uma faca boa”, diz um policial. Agonizando, o animal levanta a cabeça e é esfaqueado em seguida.

Para a coordenadora do MMDA, Adriana Araújo, “o ato configura um desserviço para a evolução de nossa espécie. A banalização da vida do animal diante da população contribui para seu embrutecimento e violência, conforme a Teoria do Elo”.

O caso será levado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) através de denúncia que será formalizada pela entidade para solicitar que os maus-tratos sejam investigados.

Embora o boi estivesse calmo e imobilizado no momento em que foi baleado, o 12º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) alega que o animal estava arredio e desorientado e que foram “exauridas todas as possibilidades de contenção e captura” – apesar do sedativo não ter sido usado e de um especialista em animais não ter participado da ação.

A PMMG afirmou ainda que “fez-se necessário o disparo de arma de fogo e abate do bovino, conforme preconiza os protocolos de atuação policial militar em casos de utilização de arma de fogo.”

Banalização da vida

A banalização da vida animal pontuada pela testemunha que, perplexa, assistiu à crueldade a qual o boi foi submetida se explica pela forma como nossa sociedade está estruturada. Quando animais como bois são tratados como coisas a serviços dos seres humanos, abre-se espaço para que barbáries como essa ocorram.

De acordo com dados do IBGE, no Brasil mata-se um porco, um boi e 180 frangos por segundo. A naturalização da exploração e da morte desses animais constrói no imaginário social a ideia de que essas vidas nascem apenas para serem tiradas em algum momento.

Sob a perspectiva do sofrimento, o que os bois vivem em um matadouro não se difere muito do registrado em Passos. Nesses locais, eles ficam desorientados, assustados, com medo, assim como o boi de Minas Gerais. Também, assim como ele, sentem dor física e psicológica. E embora provavelmente esse animal tenha sentido mais dor do que um boi em um matadouro, todos sofrem. A diferença é que no matadouro as cenas estão escondidas atrás de quatro paredes. Se fossem expostas, chocariam tanto quanto a morte presenciada pelos moradores de Passos na manhã da última quinta-feira.

Ademais, quando nos acostumamos a tirar a vida de um animal após condená-lo a uma vida inteira de sofrimento, apenas para degustar, em questão de poucos minutos, sua carne, objetificamos esse animal. E se ele é um objeto que pode ser morto para consumo, por qual razão não poderia ser esfaqueado e baleado?

É necessário construir uma sociedade que repudie a exploração animal, que veja na palavra “matar” algo inaceitável e que não se deleite com pedaços de corpos de animais que só conheceram a crueldade. Só assim teremos seres humanos incapazes de balear e esfaquear um boi inocente.

Confira abaixo o vídeo do momento em que o boi é morto (as imagens são fortes):


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Boi fica triste ao ser separado de bezerro e foge para procurar o animal

Foto: Arquivo Pessoal

Gigante, como é chamado um boi que vive em São Vicente, no litoral de São Paulo, fugiu de casa na madrugada da última quarta-feira (27) para tentar encontrar um bezerro com o qual convivia. Os animais foram separados recentemente e o boi tem sofrido com o distanciamento.

Após a fuga, o boi foi encontrado em frente ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da cidade. Apesar do risco de atropelamento, o animal não se acidentou e voltou para casa em segurança.

A tutora soube do paradeiro do boi depois de um vídeo, no qual o animal aparece na frente do VLT, repercutir na internet e chegar até uma rádio, que noticiou o caso. Conforme explicou ao G1, a tutora ouvia a rádio quando a notícia sobre o animal foi veiculada.

“Assim que escutei, meu marido pegou o caminhão para ir buscar o Gigante”, contou. O animal vive com a família há quatro anos. Ele foi levado de volta para casa em um caminhão.

“Foi um alívio, ele só confia na nossa família, não sairia de lá sem a gente”, disse a tutora. Ela explicou que um bezerro que convivia com Gigante foi vendido e que, desde então, o boi está triste, sentindo a falta do filhote que ele adotou.

“Nossa vaca veio faz um ano para casa, e já estava grávida. Ela teve o bezerro, e o Gigante adotou ele. O filhote mamava com a mãe, mas ia dormir com ele, ficava grudado o dia inteiro. Precisamos vender, e o Gigante ficou triste”, afirmou.

Foto: Arquivo Pessoal

Conforme explicou a tutora, Gigante fica solto em um terreno grande e nunca tinha estado no perímetro urbano da cidade até fugir. O desaparecimento do animal preocupou a família.

“Ele ficou andando sem rumo, mas voltou para casa e está em segurança aqui com a gente”, disse.

Nota da Redação: o fato do boi estar sentindo a falta de outro animal e só confiar em seus tutores para ir embora do local onde estava é mais uma das tantas provas de que animais, inclusive aqueles que são explorados e covardemente mortos para consumo, criam laços de afeto não só entre eles, mas também com humanos, gerando vínculos e uma relação de confiança e amor. Diante disso, a ANDA, como defensora dos direitos animais, faz um apelo aos leitores para que eles repensem seus hábitos, deixando de lado o consumo de produtos de origem animal e fazendo a transição para o veganismo, em um ato de respeito à vida de animais como o Gigante.


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Farra do boi volta a ser registrada em meio à pandemia em Santa Catarina

Divulgação/GOR

Mais uma ocorrência de farra do boi, prática proibida por lei, foi registrada durante a pandemia de Covid-19 em Santa Catarina. Desta vez, o caso foi encaminhado ao Grupo de Operações e Resgate (GOR) pela Polícia Militar na terça-feira (21), em Porto Belo.

O animal, que foi resgatado, havia sido visto no morro de acesso a Bombinhas, para onde a equipe do GOR se deslocou. O trânsito teve que ser interrompido no limite entre as duas cidades por cerca de uma hora, até que o boi fosse resgatado.

Testemunhas afirmam que o animal fugiu após ser submetido a maus-tratos durante a farra realizada no bairro Araçá. Após o resgate, o boi foi entregue à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). As informações são do portal NSC Total.

O caso é o segundo registrado durante a quarentena. Ao invés de respeitar o período de isolamento social, imposto como forma de combate ao coronavírus, há quem opte por ir às ruas para submeter um animal a uma prática cruel e exploratória.

Neste ano, na região atendida pelo GOR Costa Esmeralda, três casos foram registrados, em Governador Celso Ramos, Bombinhas e Porto Belo. No ano passado, 48 ocorrências foram feitas em Santa Catarina durante a quaresma.

A preocupação do presidente do GOR, Pedro Henrique da Silva, é de que os organizadores das farras deixem de realizá-las apenas na quaresma, o que também configura crime, e aumentem a realização desses eventos, estendendo-os para o restante do ano.

“Deu uma diminuída considerável (nos casos), até por conta da quarentena. O que a gente acha é que os praticantes desse crime vão continuar fazendo a farra de boi, só que fora da quaresma”, disse.

O GOR solicita que a população se mantenha atenta e, ao tomar ciência de ocorrências de farra do boi, faça a denúncia através do 190.


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Boi engole R$ 1,5 mil e tutor tira a vida do animal para recuperar o dinheiro

Um agricultor tirou a vida de um boi na cidade de Francisco Santos, em Teresina, para recuperar um dinheiro que o animal havia engolido acidentalmente.

Foto: Pixabay/Capri23auto/Imagem Ilustrativa

O boi foi morto no último domingo (12), após engolir R$ 1,5 mil. Segundo o G1, o dinheiro tinha sido deixado em uma sacola, pendurada em uma árvore.

Em um momento de distração do agricultor, o boi caminhou até a árvore e comeu as notas. A preocupação do homem, então, não foi com a saúde do animal, que poderia sofrer alguma consequência negativa por ter consumido a sacola e as notas, mas sim com o dinheiro. E, então, o animal pagou pelo descuido do tutor com a vida.

Ao perceber que o boi estava comendo o dinheiro, o agricultor tentou impedi-lo, mas não houve tempo. Em seguida, ele contatou o dono de um matadouro, que é seu amigo, e o animal foi morto.

Com a morte do boi, o agricultor conseguiu recuperar R$ 1.330,00 do dinheiro que ele havia engolido.

Foto: Reprodução

Objetificação animal

Na sociedade brasileira, assim como em outros países do mundo, bois são animais objetificados – isso é, tratados como objetos. Vistos como mercadorias e não como seres sencientes capazes de sofrer e dignos da garantia do direito à vida, esses animais são explorados e mortos sem que exista qualquer pesar na escolha por tirar suas vidas.


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Proibida por lei, farra do boi é realizada em meio à pandemia em SC

Em meio à pandemia de Covid-19, que assola o país e obriga a população a ficar em quarentena para se proteger, um grupo de pessoas realizou uma farra do boi em Santa Catarina.

O evento, proibido por lei e repleto de crueldade animal, foi promovido na sexta-feira (3) na cidade de Bombinhas. Ninguém foi preso.

Foto: Grupo de Operações e Resgate/Divulgação

Um boi explorado na farra foi resgatado pela Polícia Militar, em parceria com uma ONG de proteção animal.

Traumatizado por conta dos maus-tratos sofridos, o boi estava bastante agitado, o que dificultou o resgate, que durou aproximadamente três horas e meia.

Após o resgate, o animal foi encaminhado à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), explicou ao G1 o Grupo de Operações e Resgate.

A farra do boi foi denunciada na quinta-feira (2). No mesmo dia, equipes foram até o local e encontraram o boi, mas não conseguiram resgatá-lo porque ele estava muito assustado. Na sexta-feira, o animal foi encontrado na região central da cidade.


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Tutora oferece R$ 10 mil a quem devolver boi e vaca sequestrados

Fredy e Marly, como são chamados os animais, fazem parte da família da educadora física Juliana Bigaton


A educadora física Juliana Bigaton está oferecendo R$ 10 mil a quem devolver um boi e uma vaca sequestrados na zona rural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, na madrugada do último sábado (11).

A tutora dos animais percebeu que eles haviam sido levados da propriedade após chegar no local e não encontrá-los. Além disso, o mourão estava fora do lugar e a cerca que protegia os animais estava cortada. Juliana também observou marcas de pneu no chão.

Fredy e Marly, como são chamados os animais, fazem parte da família de Juliana e agora ela tenta trazê-los de volta para casa. As informações são do G1.

De acordo com a educadora física, Fredy tem a cabeça preta e o número sete ao contrário no meio da testa. Marly, por sua vez, é da raça Jersey, tem o bigode branco e está grávida.

Juliana divulgou o caso nas redes sociais e anunciou a recompensa de R$ 10 mil. “Uma forma de talvez chamar mais a atenção. A pessoa que está com eles, se tem objetivo de vender para algum lugar, alguma pessoa ou para um matadouro, a gente cobre esse valor”, afirmou Juliana.

Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia e o caso é investigado.


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Pesquisa revela que holandeses consideram comer carne diariamente um hábito ultrapassado

Foto: Joel Alvarez - norden.org
Foto: Joel Alvarez – norden.org

Um estudo encomendado pela organização ambiental Natuur & Milieu – consultou a população da Holanda sobre suas atitudes em relação à carne. A pesquisa constatou que quase metade dos entrevistados concorda com a afirmação: “Comer carne todos os dias não é um hábito contemporâneo”.

O estudo incluiu mil pessoas. Em torno de 37% dos participantes disseram que comem de forma vegetariana ou vegana pelo menos um dia por semana.

A empresa responsável pelo estudo comentou que o resultado “oferece boas razões para esperar uma mudança em um futuro próximo”.

Povo holandês abandonando a carne

Outras pesquisas do início deste ano, analisaram os hábitos alimentares dos holandeses. Em um estudo com 20 mil pessoas, a empresa responsável pela análise descobriu que mais de 30% das pessoas diminuíram significativamente o consumo de carne motivadas principalmente pelo bem-estar animal e por preocupações ambientais.

As vendas de carne de origem animal estão em declínio, enquanto as carnes de origem vegetal estão se tornando mais populares nos supermercados holandeses. Em agosto, a empresa de pesquisa de mercado IRI Nederland divulgou dados mostrando que o número de produtos de carne vegana nos supermercados holandeses havia aumentado 51% desde 2017. No mesmo período, as vendas de carne bovina, suína e de caça (animais selvagens) caíram 9%.

Produtores de carne X queda de demanda

Cada vez mais produtores de carne estão recorrendo a alimentos à base de vegetais para se manterem relevantes. A gigante holandesa de carne Vion acaba de anunciar planos de transformar uma instalação de processamento de carne em uma fábrica de carne vegana. A instalação fica em Leeuwarden, na Holanda. Uma vez chegou a produzir em carne o equivalente a 2.500 vacas por semana. Agora a fábrica será usada para fazer a nova linha de carnes à base de vegetais da Vion, chamada ME-AT.

A marca de alimentos holandesa Unox da Unilever, com 81 anos e conhecida por vender carne enlatada, presunto e linguiça defumada, agora vende linguiça defumada vegetariana (Rookworst).

A Unox solicitou a ajuda da agência de publicidade Anthem para projetar a embalagem do novo produto. Sara Jones, diretora de design da Anthem, comentou: “Estamos orgulhosos de ter ajudado a equipe da Unox a responder e capitalizar as mudanças nos desejos dos consumidores e estamos animados em continuar explorando o design para um mundo em transformação, à medida que a marca procura diversificar sua gama de produtos”.

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Pecuária é classificada como a causa principal da mudança climática em novo relatório

Foto: Adobe
Foto: Adobe

A pecuária foi classificada como a “principal causa das mudanças climáticas” em um novo relatório.

Publicado pelo Dr. Sailesh Rao, Diretor Executivo da Climate Healers e Produtor Executivo de documentários, incluindo What The Health and Cowspiracy, o documento afirma que a criação de animais é responsável por 87% das emissões anuais de gases de efeito estufa.

O relatório também afirma que as emissões anuais de metano provenientes da pecuária causam um aquecimento global mais incremental do que as emissões anuais de CO2 de todas as fontes de combustíveis fósseis combinadas.

Mudança “urgente”

“Neste artigo, mostraremos que essa estratégia de se concentrar exclusivamente na redução da queima de combustíveis fósseis acelerará as mudanças climáticas, potencialmente a um ponto em que não haja mais retorno”, diz o estudo.

“Este artigo também ilustra claramente por que a comunidade científica, instituições governamentais, empresas e meios de comunicação, que subestimam amplamente o papel da criação de animais e se concentram principalmente na redução do uso de combustíveis fósseis, precisam mudar urgentemente suas prioridades para serem eficazes”.

“Uma economia global baseada em vegetais”

Em sua conclusão, o relatório ilustra “a necessidade de fazer a transição para uma economia global baseada em vegetais e que a eliminação cega do uso de combustíveis fósseis vai em primeiro lugar acelerar o aquecimento do planeta”.

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Cantor Leonardo é criticado após marcar pele de bois com ferro quente

O cantor Leonardo foi criticado por diversos seguidores após publicar em rede social uma foto na qual aparece usando ferro quente para marcar a pele de bois.

Reprodução/Instagram/Leonardo

“Aproveitando a segunda-feira de folga pra carregar um pouquinho de pedra rsrs… Marcando um gado aqui na fazenda! Vamos trabalhar meu povo, se não o Brasil não ‘progrodi’!! Boa semana pra vocês!!”, escreveu Leonardo no Instagram.

A publicação indignou parte dos seguidores do cantor. “Isso é crime contra os animais… você gostaria de ser queimado?”, disse uma seguidora.

“Que triste ver que após tantos anos ainda fazem essa crueldades com os animais. Marcar os bois com ferro quente. O ser humano fazer tatuagem é uma escolha, agora os animais não escolhem ser feridos. Decepção”, disse outra. “Como seria se fosse ao contrário”, questionou uma internauta, tentando fazer Leonardo se colocar no lugar do animal.

Nota da Redação: queimar a pele de animais com ferro quente é apenas um dos diversos procedimentos cruéis aos quais os animais são submetidos para a fabricação de produtos de origem animal. Explorados e forçados a viver vidas medíocres, repletas de sofrimento, os animais são transportados em caminhões superlotados, separados de seus filhotes, e condenados a viver a dor física e psicológica da morte, momento no qual sofrem não só pelo ato em si, mas também por terem consciência de que serão mortos, vivenciando sentimentos como medo, agonia e desespero – o que ficou comprovado por um estudo que levou à elaboração de um manifesto, assinado por vários neurocientistas, que comprovou que os animais têm consciência. A única forma de se posicionar contra esse horror é adotando o veganismo.


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Cachorro que ajudou a criar bezerrinho ainda cuida dele depois de adulto

Foto: BGFS
Foto: BGFS

Um cão da raça pastor australiano chamado Lincoln leva muito a sério suas obrigações como irmão mais velho – embora, ou talvez porque, seu irmão mais novo seja uma vaca.

Desde que Calvin veio morar no santuário Black Goat Farm and Sanctuary, em Ontário, no Canadá, em julho passado, Lincoln dificilmente deixou saiu do lado de Calvin.

Talvez o cão leal se sentisse naturalmente protetor do bezerrinho – e ele tinha razão para estar. Calvino foi salvo de uma fazenda de gado leiteiro onde, assim que nasceu, sua vida estava em perigo.

Foto: BGFS
Foto: BGFS

As vacas em fazendas de gado leiteiro precisam continuar dando à luz para que continuem produzindo leite – mas os bezerros geralmente são enviados para serem criados por algum tempo e mortos em seguida com apenas alguns dias de vida.

Felizmente, algumas pessoas na fazenda queriam dar a Calvin a oportunidade de ter um futuro e então o santuário entrou em cena e o acolheu.

Foto: BGFS
Foto: BGFS

Assim que Calvin foi retirado de sua cela de concreto e levado para os campos do santuário, ele mal podia conter sua excitação.

“Ele nunca esteve ao ar livre ou esticou as pernas e apenas correu!” Megan Mostacci, co-fundadora da Black Goat, disse ao The Dodo na época. “Você pode ver o quanto ele ama correr.”

Foto: BGFS
Foto: BGFS

Uma vez que Calvin conseguiu gastar um pouco de sua energia, ele conheceu o indivíduo que se tornaria muito significativo para sua nova vida: Lincoln.

O cão leal parecia se sentir responsável e dedicado ao bebezinho – e isso era muito bem recebido por Calvin, que havia sido tirado de sua mãe ainda muito jovem.

Foto: BGFS
Foto: BGFS

Meio ano depois, é revigorante ver que que relacionamento de Calvin e Lincoln não mudou quase mada – exceto que Calvin está ficando enorme.

Mas Lincoln ainda parece ver seu pequeno irmão bovino como bebê que ele já foi um dia.

Enquanto Calvin pasta nos campos, Lincoln está sempre lá fazendo suas tarefas fraternais, observando cada movimento do boi.

Foto: BGFS
Foto: BGFS

“Seis meses depois, Lincoln ainda acha que precisa vigiar Calvin”, observou Mostacci.

Lincoln leva sua responsabilidade por Calvin muito a sério – mesmo quando ele está apenas relaxando na grama ao lado dele.

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Jumentos podem estar extintos em 4 anos no Quênia

Matadouro de burros em Mogotio, Condado de Baringo no Quênia | Foto: NMG
Matadouro de burros em Mogotio, Condado de Baringo no Quênia | Foto: NMG

Se a taxa atual em que os matadouros de burros tem crescido e a demanda por carne de burro no Quênia continuar, o país pode não ter um único burro até 2023.

Burros (também chamado de jumentos) são animais extremamente inteligentes, capazes de memorizar situações, lugares e roteiros, criar vínculos e compreender o mundo ao seu redor. Assim como os cavalos muitos são mantidos como animais domésticos, devido à sua docilidade e carisma. Em alguns países de língua inglesa os burros machos são chamado de “jack”, uma fêmea de “jenny” ou “jennet”; já o burro mais jovem é universalmente conhecido como potro.

Curiosamente, os burros também podem se reproduzir com zebras, se assim o desejarem (machos e fêmeas da espécie demonstram receptividade aos pares) , e seus filhos são chamados de “zonkeys”. Mas parece que esses maravilhosos animais logo vão se extinguir no Quênia se a taxa de morte na espécie não for controlada.

Foto: africanexponent
Foto: africanexponent

De acordo com um relatório recente da Africa Network for Animal Welfare – Rede de África para o Bem-Estar Animal (ANAW, na sigla em inglês), o crescente aumento nos números de matadouros no Quênia ameaça acabar com o animal.

Em muitas partes da África, os burros se tornaram um substituto mais barato para a carne bovina, e isso aumentou drasticamente sua demanda. O animal também é vendido para muitos clientes desavisados no lugar da carne de boi, já que a carne de ambos os animais se parecem em sabor e textura.

O estudo realizado pela ANAW mapeia em números o problema com a classificação de burros e cavalos como animais de alimentação há sete anos.

Os relatórios afirmam que a legalização de burros e cavalos como carne de consumo levou ao estabelecimento de mais matadouros de burros para satisfazer a demanda crescente dos mercados locais e internacionais.

Como hoje, existem quatro grandes matadouros de burros no Quênia: Goldox Kenya Limited em Mogotio, Baringo County, Star Brilliant Matatto em Maraigushu em Naivasha, Silzha Ltd em Nakwaalele em Turkana e Fuhai Machakos Trading Company Ltd.

Os grupos de defesa dos direitos animais continuaram a pressionar pela retirada das licenças dos matadouros até que sejam tomadas medidas rigorosas para garantir a proteção dos animais que correm risco de extinção.

Eles acreditam que o comércio de carne e pele de burro deve ser interrompido até que sejam estabelecidos regulamentos adequados para garantir a proteção da espécie.

Foto: The Donkey Sanctuary
Foto: The Donkey Sanctuary

O relatório foi compilado por Josiah Ojwang, Dennis Bahati e Sebastian Mwanza da Rede Africana de Bem-Estar Animal; e Bernard Atsiaya da Sociedade do Quênia para a Proteção e Cuidado dos Animais.

“A maioria dos burros em Moyale vem da Etiópia através de pontos de entrada não oficiais”, diz o relatório.

Eles também querem uma repressão ao contrabando transfronteiriço de burros. O CEO da Brooke East Africa, Fred Ochieng, disse que as comunidades devem trabalhar juntas para lutar pela sobrevivência dos burros.

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Destaques

Bezerro foge de matadouro e tem a garganta cortada em estacionamento ao ser pego

Foto: Bloomfield Police Department
Foto: Bloomfield Police Department

Imagens fortes flagram o momento em que funcionários de um matadouro perseguem, cercam e cortam a garganta de um filhote de vaca no estacionamento de loja de construção Connecticut nos Estados Unidos Home Depot. O bezerro tinha acabado de fugir do matadouro e corria pelo local assustado e sem rumo.

A filmagem foi feita pela câmera de uma viatura da polícia que seguia o animal em baixa velocidade e pretendia prender o filhote com uma corda após cercá-lo em um canto no estacionamento. No vídeo é possível ver os funcionários perseguindo a vaca jovem e matando-a para logo em seguida deixá-la se contorcendo no chão ao lado da loja em Bloomfield.

A perseguição sangrenta começou quando o bezerro escapou da loja de carnes e matadouro Saba, que mantém os animais no local, e atravessou a rua indo parar no estacionamento da Home Depot, segundo a NBC Connecticut.

O empregado do Saba, Badr Musaed, correu atrás do filhote com uma faca de 30 centímetros e foi acompanhado por Andy Morrison – um empreiteiro que trabalhava na construção da lanchonete, que por acaso tinha um arco e flecha, que disparou contra o animal, errando o alvo, conforme informações da NBC.

No vídeo, Musaed pode ser visto a vários metros de distância, cortando a garganta do filhote – para grande infelicidade dos policiais e outros espectadores, entre eles uma criança.

Depois, um policial pode ser ouvido dizendo a Musaed ele responderá pela maneira como o animal foi morto, de acordo com a NBC.

“Isso não é algo que pode ser feito”, diz o policial. “Vocês deveriam ter pego uma corda, levar o animal daqui, essa criança aqui viu você cortar a garganta da vaca.”

Embora contatado para dar uma declaração o trabalhador da Saba se recusou a comentar sobre o incidente.

Desrespeito e crueldade

Vacas, bois e bezerros são animais sencientes, com sua capacidade de amar, sofrer, criar vínculos e compreender o mundo ao se redor comprovada cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012.

Nada justifica a crueldade ou a morte a que são submetidos esses seres diariamente, seja por seu leite, por sua carne ou por sua pele.

Foto: Reedit/Reprodução
Foto: Reedit/Reprodução

O total desrespeito a esses animais assim como à todos os outros é uma consequência do especismo, crença que rege a sociedade e que vê os animais como seres inferiores, disponíveis para que o ser humano disponha de suas vidas como bem entender.

Belos, únicos, companheiros de planeta e iguais em direitos aos seres humanos, essas vidas indefesas tem sido vítimas da ganância e crueldade humanas por séculos. Explorados para entretenimento, trabalho, comida, remédios e uma imensidade de outros fins, eles seguem silenciosamente subjugados à vontade humana.

O episódio flagrado pelas câmeras policiais foi um exemplo que veio a público entre milhões de outros que permanecem nos cativeiros escuros de fazendas de criação, matadouros e tantos outros locais de morte e sofrimento de animais.

Lutando pela vida, tentando escapar da prisão em que vivia, esse bezerro apenas encontrou o destino que lhe estava reservado entre as paredes de um matadouro: a morte certa.

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