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SeaWolrd fecha última atração que homenageava a orca “Shamu”

Shamu foi uma orca criada e explorada em cativeiro durante anos pelo SeaWorld. A baleia foi capturada quando tinha apenas 3 anos de idade.

Segundo informações, a mãe de Shamu foi morta por baleeiros e a jovem orca se recusou a sair do lado dela. Então ela foi capturada e vendida para o SeaWorld San Diego, onde foi privada de comida para aprender truques e treinada para se tornar a primeira orca do parque.

Ela foi usada em shows até um incidente em 1971 no qual uma funcionária do parque foi instruída a montar nas costas do animal para uma campanha publicitária.

Foto: Jeff Kraus | Flickr

Refletindo o estresse a que era submetida e as precárias condições de sua minúscula piscina, Shamu, mordeu a perna Annette Eckis e foi aposentada dos shows. A triste realidade da orca não serviu de exemplo ao parque, que capturou dezenas de animais para serem exploradas como ela.

A pobre orca foi escravizada no SeaWorld por seis anos depois de sua captura em 1963, morrendo em 1971 por uma infecção uterina. Desde então, seu nome foi dado a shows do parque e a outras orcas como uma “homenagem”.

A última atração que levava o nome de Shamu. Foto: Divulgação

Esta semana, o SeaWolrd em San Antônio, no Texas, anunciou que a montanha-russa com tema Shamu foi fechada. As informações são do Live Kindly.

De acordo com Orlando Weekly, a atração será reaberta antes da temporada de 2019 e renomeado como “Box Car Derby da Super Grover”.

As orcas em cativeiro do SeaWorld

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, onde instrutores e ex-funcionários do parque se uniram para revelar a triste verdade das vidas das orcas cativas, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. Por causa disso, o parque está saindo da moda entre os visitante, com a venda de ingressos e os lucros  caindo.

O filme mostra a triste história de Tilikum, outra orca criada em cativeiro, que matou sua treinadora, como consequência do estresse causado pelo confinamento e exploração.

Apesar de encerrar seu programa de criação de orcas em 2016, o parque ainda mantém 21 orcas cativas ao lado de vários outros animais, incluindo pinguins, focas e golfinhos.

Ativistas, celebridades e membros do público pedem incessantemente para que as orcas sejam transferidas para um santuário marítimo, encerrando suas apresentações para sempre.

A personal trainer das estrelas Kathy Kaehler recentemente se juntou à organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) para mostrar uma rotina de exercícios simulada para orcas. Com movimentos como nadar em círculos minúsculos, gritando para o seu bebê, rangendo os dentes e flutuando indiferente, o vídeo destaca o quão pequeno são os tanques no parque e como as orcas podem ficar deprimidas.

“Até que o SeaWorld envie os animais para um santuário à beira-mar, é isso que todas as orcas de lá fazem… bem, além disso, elas morrem muito mais cedo do que na natureza”.

 

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Ex-CEO do SeaWorld
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Investigação criminal ao SeaWorld é encerrada

A investigação realizada devia-se à acusações de fraude cometidas pela empresa contra seus investidores, mentindo sobre o impacto do documentário “Blackfish” nas ações do SeaWorld. Ao ser encerrada a investigação, o ex-CEO, James Atchison, declarou que “nenhuma pena será cumprida.”

Ex-CEO do SeaWorld
Jim Atchison, ex-CEO do SeaWorld. Foto: Getty Images

Tudo isso foi devido ao grande impacto do documentário “Blackfish”, responsável por expôr a maneira como os animais são tratados nos parques aquáticos, conscientizando a população sobre o horror que está por trás dessas empresas.

Celebridades apoiaram uma campanha de boicote ao parque e a frequência de visitantes ao SeaWorld diminuiu em meio milhão de pessoas.

Essa, entre outras causas, resultaram numa perda de mais de 832 milhões de dólares, cerca de 3,5 bilhões de reais, no valor das ações da empresa.

Em setembro, a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos anunciou uma pena de 4 milhões de dólares para o SeaWorld, mais 1 milhão de dólares para Atchison, por acusações de fraude. A empresa não admitiu ou negou sua culpa.

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Jornalismo cultural, Notícias

SeaWorld terá de pagar mais de U$ 5 milhões por ocultar impacto financeiro causado pelo documentário “Blackfish”

O processo envolvendo fraude de títulos começou a ser movido contra o SeaWorld em 2014 (Acervo: Kimmela Center for Animal Advocacy)

O parque aquático SeaWorld vai ter que pagar mais de cinco milhões de dólares aos seus acionistas depois de ocultar o negativo impacto financeiro causado pelo documentário “Blackfish”, que denuncia o tratamento rigoroso e cruel dispensado às baleias.

A conduta do SeaWorld deu origem a uma ação de fraude de títulos, de acordo com a Securities and Exchange Comission (SEC) dos Estados Unidos. O processo começou a ser movido contra o parque em 2014, um ano após o lançamento de “Blackfish”, quando o parque passou a amargar queda no número de visitantes.

“Esse caso ressalta a necessidade de uma empresa fornecer aos investidores informações oportunas e precisas sobre o impacto negativo em seus negócios”, disse o codiretor da SEC, Steven Peikin, em comunicado oficial.

Mesmo com inúmeras denúncias de maus-tratos e o endosso de celebridades e organizações alertando a população sobre a realidade dos animais usados como entretenimento, a direção do parque aquático ainda nega que eles não vivam em boas condições. No ano passado, o SeaWorld registrou queda de 1,2 milhão de visitantes.

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Santuário dos golfinhos ganha força graças ao impulso do diretor de “Game Changers”

Diretor apoia santuários para golfinhos e atua ativamente na militância por estes animais | Foto: Jorge Sanz
Diretor apoia santuários para golfinhos e atua ativamente na militância por estes animais | Foto: Jorge Sanz

Este mês, ao longo do litoral da Cascadia, no Canadá, Louie Psihoyos, o diretor do documentário vencedor do Oscar, The Cove, e do recentemente lançado documentário vegano Game Changers, estará procurando por locações, mas dessa vez não é para um novo filme.

Desde o lançamento de seu documentário The Cove em 2009, e com a ajuda do filme Blackfish em 2013, Psihoyos diz que milhões de pessoas em todo o mundo se tornam cada vez mais receptivas à idéia de aposentar os golfinhos que vivem em cativeiro de sua vida de espetáculos. De fato, nos últimos anos os protestos contra os golfinários aumentaram em número e tamanho e os manifestantes costumam citar os filmes.

“Os golfinhos merecem respeito e certamente não são felizes em um tanque de concreto estéril, assim como um prisioneiro não é em uma prisão”, diz Psihoyos. “Esses animais não escolheram uma vida de fazer truques em troca de comida, um espetáculo de golfinhos é um grotesco espetáculo de dominância e poder”. Dito isso, Psihoyos, que atualmente é diretor executivo da Oceanic Preservation Society, com sede no Colorado, deu seu apoio ao projeto do Whale Sanctuary de construir um asilo marinho para mamíferos em cativeiro. Ele está prestes a ser o primeiro santuário de baleias da América do Norte.

O projeto, que está atualmente na fase de seleção de potenciais locais – um local na Nova Escócia ainda está em cima da mesa – resgata o termos que os ativistas dos direitos animais defendem como a “correção” dos erros de décadas passadas. Entre eles, por exemplo, a captura de quase uma geração inteira de baleias do sul durante os anos 60 e 70 para fins de exibição. O levantamento, de acordo com a NOAA Fisheries, teve um efeito duradouro na população agora ameaçada.

“Para criar uma geração de seres humanos que respeitem esses animais, precisamos nos desculpar criando um santuário para que eles possam pelo menos viver suas vidas em um habitat oceânico mais natural”, diz Psihoyos, apontando um dos motivos pelos quais sua organização, e outras, estão apoiando a idéia do Projeto Santuário das Baleias. “A indústria do entretenimento alega que liberaria alguns golfinhos de volta à vida selvagem, mas não há instalações adequadas. Ao criar um santuário, acabamos com essa desculpa”.

Com o santuário pronto para ser construído, seria justo dizer que os golfinhos têm um status privilegiado entre alguns ativistas? Sim, de certa forma. A dra. Naomi Rose, cientista especializada em mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, e membro do conselho do Whale Sanctuary Project, acredita que a razão para essa preferência pelo mamífero marinho, além dos recentes documentários que defendem o seu bem-estar, pode estar ligada a compreensão e inteligência incomparáveis que os golfinhos possuem.

Durante anos, esse “fascínio” alimentou a existência dos parques de mamíferos marinhos, sem mencionar os altos lucros. Ele abriu caminho para pesquisas sobre esses animais que ajudaram a compreendê-los melhor. Por exemplo, novos estudos sugerem que as orcas não apenas vivem em estruturas sociais complexas na natureza, mas também são animais de longo alcance que podem se sentir dolorosamente apertados em seus cativeiros atuais. As baleias selvagens podem nadar até 100 quilômetros por dia. E estas são apenas duas críticas que os ativistas têm contra a captura e a manutenção de mamíferos marinhos em cativeiro.

Apesar das recentes mudanças culturais, Psihoyos conta que algumas pessoas no ramo de exibições de golfinhos ainda se sentem ameaçadas pela construção de um santuário para os golfinhos que vivem em cativeiro, um lugar entre o cativeiro e a reabilitação completa de volta à natureza. “Quando selecionarmos um local, precisaremos de toda a ajuda que pudermos conseguir, tanto política quanto social, a indústria vai recuar porque um santuário compromete o cativeiro como modelo de negócios”, diz ele.

Embora o revide seja esperado, ele não serviu de desculpa para parar de sonhar e preparar um local para aposentar os golfinhos de cativeiro. No final, a Dra. Rose afirma que, se outros animais tivessem um apelo tão grande para o senso humano de admiração quanto os golfinhos tem, eles seriam melhores protegidos. Ou talvez as pessoas precisem olhar mais profundamente para os animais, porcos, vacas, insetos, bodes, etc., até começarem a ser tomados por um encanto sobrenatural.

“Se há alguns ativistas que acham que os cetáceos são especiais, essa é a prerrogativa deles, mas de um ponto de vista ecológico e evolutivo, nenhuma espécie é privilegiada, e isso inclui os seres humanos”, diz ela. “A biodiversidade é essencial para a evolução e a saúde ecológica, todas as espécies desempenham seus papéis. Nenhuma espécie deve ser colocada acima de qualquer outra”. Muito menos os seres humanos.

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Os maus-tratos intrínsecos ao tratamento das baleias no SeaWorld são informações relevantes para que o público se torne contra a esse tipo de “entretenimento” com animais. (Foto: Awionline)
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Público do SeaWorld despenca em mais de meio milhão de visitantes

O parque SeaWorld despencou em números de visitantes: mais de 500 mil em relação ao ano de 2017, uma queda representativa, de 14% do público.

De acordo com o San Diego Union-Tribune, a participação geral do público nos parques do SeaWorld caiu uma média de 5,5%. Perdas líquidas de mais de 170 milhões de dólares foram registradas apenas no segundo trimestre de 2017 – tal queda brusca foi creditada à “equívocos” públicos,sobre os tratamentos da vida marinha nos parques, de acordo com o SeaWorld.

Os maus-tratos intrínsecos ao tratamento das baleias no SeaWorld são informações relevantes para que o público se torne contra a esse tipo de “entretenimento” com animais. (Foto: Awionline)
Os maus-tratos intrínsecos ao tratamento das baleias no SeaWorld são informações relevantes para que o público se torne contra a esse tipo de “entretenimento” com animais. (Foto: Awionline)

Nem todos os parques do SeaWorld divulgam informações anuais sobre os visitantes, mas é provável que a unidade de San Diego não seja a única localização que teve um número decrescente de visitantes ou queda significativa de lucros.

Conforme informação do Live Kindly, o início deste ano, o CEO da empresa, Joel Manby renunciou ao cargo em meio à contínua queda de participação e lucros. A atitude de Manby fez com que outros dois executivos do SeaWorld também saíssem de seus cargos, sendo eles o diretor criativo da Creative, Anthony Esparza, e o vice-presidente do parque temático Experience Design, Brian Morrow.

Um grande fator determinante dessa reação do público foi o lançamento do documentário da Netflix de 2013, “Blackfish”, que mostra as condições abusivas e exploratórias das orcas nos parques do SeaWorld. Também, a pressão pública no local controverso levou movimentos de boicote ao parque.

O futuro do SeaWorld é questionável, assim como o de circos e lugares que usam animais como entretenimento. (Foto: SeaWorld)
O futuro do SeaWorld é questionável, assim como o de circos e lugares que usam animais como entretenimento. (Foto: SeaWorld)

As mortes de orcas são apenas o começo de preocupações relacionadas ao bem-estar animal levantadas sobre o parque marinho. Os maus-tratos intrínsecos ao tratamento das baleias, presas em tanques, separadas de suas famílias e medicadas devido ao estresse são informações relevantes para que o público se torne contra a esse tipo de “entretenimento” com animais.

Além disso, celebridades de grande alcance midiático, como Harry Styles, se posicionaram contra o SeaWorld, o que ajudou com que turistas frequentadores do estabelecimento começassem o boicote.

Um número crescente de pessoas está se informando, em busca de tomar escolhas mais éticas. Sendo assim, o futuro do SeaWorld é questionável, assim como o de circos e lugares que usam animais como entretenimento, promovendo os maus-tratos como base para o tratamento de espécies abusadas.

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Juiz reconhece status de ação coletiva de processo contra SeaWorld

Um grupo de investidores entrou com o processo inicial no Sul da Califórnia porque o SeaWorld falhou em divulgar o impacto financeiro que o documentário de direitos animais “Blackfish” teve na companhia.

Foto: Reprodução, VegNews

“Como acionista e membro do processo contra o SeaWorld, a PETA espera o dia em que o efeito de ‘Blackfish’ force o SeaWorld a libertar os mamíferos marinhos que ainda mantém em cativeiro para os santuários litorâneos”, disse Tracy Reiman, vice-presidente da PETA.

Segundo a VegNews, Anello decidiu expandir o escopo do processo – que agora inclui requerentes não nomeados que tinham ações na companhia entre 29 de Agosto de 2013 e 12 de Agosto de 2014 – após processos judiciais revelarem uma série de e-mails trocados entre os executivos do SeaWorld que constataram que o documentário estava prejudicando a empresa.

“O declínio dos preços das ações e dos ingressos, o escândalo e a perda de lucros confirmam que a companhia não pode mais ignorar ou enganar um público ultrajado que agora sabe que as orcas nadam passivamente e morrem prematuramente nos seus pequenos tanques de concreto”, continuou Reiman.

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Juiz permite que acionistas do SeaWorld prossigam com ação judicial contra o parque

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Click Orlando
Reprodução/Click Orlando

Um grupo de investidores que afirmou que os executivos do SeaWorld os enganou sobre o efeito do documentário “Blackfish”, que expõe os maus-tratos das orcas exploradas pelo parque, na queda dos visitantes poderá continuar a mover sua ação judicial contra a empresa, um juiz federal decidiu.

“O Tribunal acredita que os Requerentes têm provas suficientes sobre o elemento de falsidade com base em alegações feitas por testemunhas confidenciais, as alegações de publicidade negativas do SeaWorld e a queda do público em parques do SeaWorld”, escreveu o juiz distrital Michael M. Anello.

Os advogados do SeaWorld tentaram retirar a ação judicial, argumentando que os investidores não conseguiram apresentar provas suficientes sugerindo que a empresa possa ter enganado os  acionistas. Após uma audiência no mês passado, o juiz negou a moção do SeaWorld para descartar o caso de acordo com registros judiciais.

Em 2014, depois que “Blackfish” foi lançado, o SeaWorld de Orlando sofreu um declínio de 8% no número de visitantes e o SeaWorld de San Diego perdeu 12% do público, enquanto os parques da Disney e da Universal registraram aumento de público segundo a ação judicial.

Na época, os executivos SeaWorld culparam o mau tempo, o calendário de feriados e os aumentos de preços de bilhetes pela diminuição dos visitantes, informou o Click Orlando.

“Dados demonstram que o declínio dramático de visitantes nos parques SeaWorld em 2013 e 2014 foi resultado de ‘Blackfish’ e não das outras desculpas genéricas oferecidas pelo SeaWorld”, diz a ação.

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Saiba por que manter orcas em cativeiro é perigoso

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Na última semana, depois de muitos anos sob pressão de acadêmicos e organizações de defesa dos animais, o parque temático americano SeaWorld anunciou que o término gradual dos espetáculos com orcas adestradas.

A decisão ocorre em meio a uma enxurrada de histórias, divulgadas pela imprensa, sobre os graves problemas de saúde que atingem orcas em cativeiro, ou sobre casos em que os animais atacaram – e até mataram – seus treinadores.

Muitas das notícias dos últimos tempos se concentraram em uma orca chamada Tilikum, que vive no SeaWorld de Orlando, na Flórida. O animal já esteve envolvido em três mortes e agora, segundo a administração da franquia, está muito doente por causa de uma infecção bacteriana em seus pulmões. Mas será que casos como o de Tilikum são realmente provocados pela vida em cativeiro?

Condições estressantes
O assunto é polêmico há muitas décadas, mas foi um incidente em 2010 que trouxe o problema à tona. Em frente a uma multidão de visitantes, Tilikum arrastou a treinadora Dawn Brancheau para o fundo do tanque e a matou.

A orca já tinha participado de um ataque junto com outros dois animais que resultou no afogamento de um adestrador, em 1991. Em 1999, Tilikum também teria afogado um homem que invadiu o parque.

Apesar da reação de choque aos incidentes, inclusive com a opinião pública pedindo que Tilikum fosse induzida a morte, especialistas em mamíferos marinhos se apressaram em culpar o parque e seus funcionários.

O documentário Blackfish, lançado em 2013, argumentava que os rompantes violentos da orca eram resultado direto das condições estressantes de sua vida em cativeiro.

A tese ganhou força quando, depois de décadas de observações de orcas em seu habitat, cientistas concluíram que o animal não é naturalmente violento com o homem. Não há casos registrados de mortes humanas provocadas por orcas, por exemplo.

“No cativeiro, nós forçamos essa proximidade artificial com o ser humano. Então as orcas às vezes reagem e acabam matando quem estiver por perto. Elas são muito grandes para ficarem presas”, afirma Naomi Rose, bióloga especialista em mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, em Washington.

A orca (Orcinus orca) também é conhecida como “baleia assassina”. Mas, na realidade, elas são golfinhos e não baleias – apesar de essas espécies pertencerem à mesma sub-ordem, a dos cetáceos. Segundo a ONG Whale and Dolphin Conservation, pelo menos 150 orcas foram capturadas e levadas a cativeiro desde 1961 em todo o mundo.

Há 35 anos, o SeaWorld deixou de capturá-las em seu habitat e investiu em um programa de reprodução em cativeiro. Mas, em outras partes do planeta, a prática continua. Na Rússia, 14 animais foram capturados desde 2002.

Hoje, de acordo com a Change for Animals Foundation, há 56 orcas em cativeiro – parte de um total de 2 mil golfinhos vivendo nessas condições.

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“Mais sociáveis do mundo”
A vida das orcas em cativeiro é claramente diferente daquela em seu habitat. Muitos pesquisadores argumentam que o confinamento não atende às mais básicas necessidades do animal.

Basta pensarmos na vastidão dos oceanos, o habitat natural das orcas. “São animais que coordenam seus movimentos em uma escala de dezenas de quilômetros. É muito difícil reproduzir isso em um aquário”, afirma o biólogo conservacionista Rob Williams, da Oceans Initiative, em Seattle, nos Estados Unidos.

Muitas orcas se deslocam por mais de 100 quilômetros por dia. Ainda não se sabe a distância que elas percorrem em um ano, mas uma equipe de cientistas conseguiu rastrear um grupo de orcas que nadam frequentemente entre a Península Antártica e a costa do Brasil, depois voltam.

A situação das orcas se agrava ainda mais se considerarmos o comportamento típico desses animais na natureza. “Trata-se do mamífero mais sociável da Terra, mais até que o homem”, diz Williams.

Isso ocorre porque elas vivem em grupos formados por espécimes de várias gerações e que permanecem juntos praticamente durante toda a vida.

Uma orca macho nunca abandona sua mãe. Ele pode deixar o grupo para acasalar, mas sempre volta. As orcas são os únicos mamíferos em que esse comportamento é observado.

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Comunicação e alimentação específicas
Além disso, cada família de orcas pode ser identificada por um chamado particular e costuma caçar presas diferentes, o que significa que esses grupos – ou “ecotipos” – têm uma cultura que é transmitida de geração a geração.

No cativeiro, o ecotipo ao qual uma orca pertence nem sempre é levado em consideração. Elas não são alimentadas com aquilo que preferem nem são cruzadas com espécimes do mesmo ecotipo.

Na natureza, ecotipos distintos não se unem, portanto a convivência forçada entre eles pode ser problemática. Em 1989, durante um show no SeaWorld de San Diego, uma fêmea dominante chamada Kandu investiu contra um novo membro do grupo, rompendo uma artéria e morrendo por hemorragia.

“Esse nível de agressividade nunca foi observado na natureza. Os dois animais envolvidos no incidente vinham de oceanos diferentes. Eles nunca teriam se encontrado se estivessem em seus habitats”, afirma Rose.

As organizações que mantêm orcas e golfinhos em cativeiro argumentam que a prática ajuda cientistas e membros do público a aprender mais sobre esses animais.

Mas muitos pesquisadores acreditam que o comportamento dessas espécies muda no cativeiro, o que é evidenciado por algumas atitudes repetitivas que estão ligadas ao estresse.

“As orcas estão constantemente se esfregando nas paredes dos tanques, e algumas até arruinaram seus dentes, sofrendo de dores e infecções. É o começo de um ciclo de danos físicos”, afirma Lori Marino, ativista de defesa dos direitos dos animais. Além disso, dados coletados pelo órgão de administração oceânica e atmosférica dos Estados Unidos mostram que as orcas em cativeiro vivem menos que aquelas na natureza.

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Qual a solução?
Devolver esses cetáceos ao oceano pode parecer uma solução simples. Mas na prática, a readaptação é muito difícil.
Apesar do famoso caso da orca Keiko, estrela do filme Free Willy, que morreu um ano depois de voltar para a natureza, outras histórias mostram que, com os cuidados corretos, o animal pode ser reintroduzido a seu habitat.

Hoje, algumas organizações estão investindo em santuários artificiais no mar onde as orcas possam se habituar antes de serem libertadas. “É um processo que leva tempo e que necessita de muito conhecimento”, afirma Marino.

Fonte: BBC

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Documentário pode ter levado SeaWorld a desistir de criar orcas

Tratadores e veterinários do SeaWorld cuidam de Unna (Foto: Reprodução/Facebook/SeaWorld)
Tratadores e veterinários do SeaWorld cuidam de Unna (Foto: Reprodução/Facebook/SeaWorld)

Gabriela Cowperthwaite e seus filhos já haviam visitado o parque aquático SeaWorld antes de a morte de um treinador de orcas, conhecidas como ‘baleias assassinas’, estimulá-la a fazer o documentário “Blackfish” em 2013.

Nesta quinta-feira (17) se atribuiu ao filme, seu segundo de não-ficção, a decisão do parque de parar de criar baleias e encerrar as apresentações dos mamíferos marinhos, apelidados pela SeaWorld de “Shamu”.

“Este é um momento transformador. O fato de que a SeaWorld está desistindo de criar orcas representa uma mudança verdadeiramente significativa”, disse a diretora, que vive em Los Angeles, em um comunicado.

Ativistas dos direitos animais logo deram a “Blackfish” o crédito por ter conseguido a mudança.

“Enorme respeito por @blackfishmovie por colocar as orcas em cativeiro no @SeaWorld na pauta”, disse o Greenpeace UK Oceans no Twitter.

A crítica Melissa Silverstein, fundadora do site “Women and Hollywood”, disse que as ações do parque mostram o impacto que um filme pode ter.

“Blackfish” só arrecadou magros 2 milhões de dólares nas bilheterias norte-americanas, mas depois de ser exibido na CNN, em canais digitais por demanda, festivais de cinema e escolas, o documentário foi visto por mais de 60 milhões de pessoas, contou Gabriela em 2014.

Fonte: G1

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SeaWorld admite que infiltrou funcionários em protestos de ativistas de direitos animais

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O Diretor Executivo do SeaWorld, Joel Manby, admitiu nesta quinta-feira (25) que funcionários do parque de diversões aquático receberam ordens para se infiltrar em protestos contra o suposto mau tratamento dado às orcas e golfinhos pela empresa.

“Essa ação foi tomada como parte dos esforços para manter a segurança de nossos funcionários, clientes e animais diante de ameaças críveis”, explicou Manby ao justificar as táticas usadas por McComb. O empregado foi desmascarado e exposto como um funcionário infiltrado do SeaWorld por manifestantes do Peta no último verão do Hemisfério Norte, segundo o jornal The Guardian.

O CEO afirmou hoje que os diretores do SeaWorld deram ordens para que “os gestores ponham fim à prática na qual alguns funcionários se passam por ativistas dos direitos dos animais”.

A revelação de Manby ocorreu durante uma teleconferência com investidores, após a divulgação de mais um balanço desapontador. Nesta quinta, o SeaWorld perdeu mais de R$ 632 milhões (US$ 160 milhões) em valor de mercado, após suas ações caírem 11%, para US$ 17,60. Em 2013, elas chegaram a valer US$ 39.

McComb, o funcionário descoberto pelo Peta, atuava com o nome falso de Thomas Jones. Ele ainda trabalha para o parque de diversões – porém, agora, em outro departamento, a empresa esclareceu num comunicado.

Enquanto estava infiltrado, o empregado teria incitado outros manifestantes a “acabar” com o SeaWorld e usado o Facebook e o Twitter para incentivar outros ativistas a “serem um pouco agressivos” e “esvaziarem os tanques no #SeaWorld”.

Em julho de 2014, ele teria encorajado outros manifestantes a “pegar seus tridentes e tochas: é chegada a hora de acabar com o SeaWorld”.

“As finanças do SeaWorld seguem um fiasco, enquanto os animais continuam a ser encontrados mortos em seus minúsculos tanques, com uma morte todos os meses desde novembro. Se o SeaWorld tivesse bom senso e tino para os negócios, ele iria se modernizar criando santuários litorâneos e exposições de realidade virtual, ao invés de construir mais montanhas russas e prisões de golfinhos. Os vergonhosos shows de orcas e as táticas desprezíveis de espionagem estão afundando o navio do SeaWorld”, afirmou Tracy Reiman, vice-presidente executivo do Peta.

No 4° trimestre de 2015, o parque de diversões aquático teve prejuízo de R$ 43,45 milhões (US$ 11 milhões). No ano passado, as receitas recuaram R$ 26,86 milhões (US$ 6,8 milhões), para R$ 5,4 bilhões (US$ 1,37 bilhão).

O SeaWorld tem sido alvo de intensa pressão desde o lançamento em 2013 do documentário Blackfish. O filme denuncia os supostos maus tratos de orcas e golfinhos.

Para enfrentar o descontentamento dos consumidores, inclusive de celebridades, o SeaWorld decidiu mudar. A companhia irá substituir seu show da Shamu na Califórnia – no qual as orcas pulam e mergulham, de acordo com ordens de seus treinadores, por “uma nova experiência focada no ambiente natural dos animais” até 2017.

Como parte de sua estratégia de mudança, a companhia substituiu na semana passada dois executivos do alto escalão responsáveis pela segurança dos animais e pelas operações dos parques de diversão. “As alterações na liderança anunciadas são outro importante passo na direção do crescimento”, diz Manby.

Fonte: Época

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SeaWorld enfrenta forte declínio e continua a investir no cativeiro de animais marinhos

(da Redação)

BLACKFISH
Foto: Reprodução

E os problemas do SeaWorld persistem, como mostra seu relatório de lucros do quarto trimestre, divulgado esta quinta (26). O número de visitantes e os ganhos continuam a cair e a empresa sofreu uma perda líquida de 25,4 milhões de dólares no final de 2014. As informações são do The Dodo.

Essa tem sido uma semana complicada para a companhia de entretenimento. Uma beluga morreu em um de seus tanques em Orlando (EUA), provavelmente em razão de luta com outros animais da mesma espécie. A mesma SeaWorld Orlando foi obrigada a cancelar um projeto controverso que permitia que visitantes alimentassem os golfinhos com as próprias mãos – e sem supervisão.

Os números não dão pista de que a coisa vai melhorar. No último trimestre de 2014, a receita da empresa foi de 264,5 milhões de dólares, uma queda de 7,4 milhões, ou 3%, comparado ao mesmo período de 2013. Comparando-se a renda total de 2014 com a de 2013, a queda foi de 6%.

A frequência de público também sofreu perdas: diminuiu em 2,2% em comparação com o último trimestre de 2013.

Em 2013, o documentário Blackfish revelou um histórico preocupante da empresa em relação à segurança dos treinadores e aos cuidados com as orcas. O filme também foi o estopim para uma reação violenta contra a companhia, com direito à introdução de novas leis em Nova York, Califórnia e Washington para proibir a manutenção de orcas em cativeiro.

Em 2014, as ações da SeaWorld caíram 50%.

Com a proibição do cativeiro de orcas na Califórnia, as ações caíram 7%. Dali em diante, sua participação na bolsa foi ladeira abaixo: os preços despencaram 33% depois do anúncio dos números desanimadores do relatório de renda em Agosto e caiu abaixo dos 16 dólares pela primeira vez em Dezembro. Este último recorde negativo foi resultado de uma ação movida contra a SeaWorld por seus próprios investidores, que alegaram que a empresa não havia divulgado corretamente o impacto do documentário em seus negócios.

Além da desvalorização das ações, parceiros corporativos também estão abandonando o barco, ou o tanque. Companhias como Southwest Airlines, Virgin America, Hyundai, Taco Bell e Panama Jack cortaram seus laços com a empresa em 2014.

No meio do “efeito Blackfish“, o diretor executivo da empresa, Jim Atchison, entregou o cargo em Dezembro. Até agora, ninguém foi nomeado para seu lugar.

O diretor interino David D’Alessandro afirmou aos investidores quinta pela manhã (26) que eles estão cogitando uma campanha de marketing abordando “a verdade sobre o SeaWorld” como forma de tentar limpar as manchas feitas à reputação da empresa. Ele também afirmou que eles têm sabido lidar com publicidade negativa desde dos “tempos de Free Willy”.

Apesar de todo o impacto negativo, a companhia tem se recusado a aceitar que seus consumidores não querem mais ver orcas presas em tanques. Ela tem ignorado pedidos para acabar com seu programa de reprodução de orcas e enviar os animais para santuários marinhos. Pelo contrário: insiste em construir novos parques, desta vez no Oriente Médio, onde o drama dos cetáceos mantidos em cativeiro é menos conhecido.

No entanto, parece claro que se o SeaWorld não mudar seu rumo, escutar os consumidores e libertar as orcas, seus percalços irão continuar.

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Bruna Marquezine protesta contra parque aquático dos Estados Unidos na rede

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Bruna Marquezine se revoltou com o parque aquático SeaWorld, da Florida, neste domingo (14), depois de assistir ao documentário Black Fish, que fala do tratamento que as baleias têm no resort, que vende ingressos para espetáculos dos mamíferos todos os dias.

Tentando alertar os fãs sobre os maus tratos aos animais no parque, ela escreveu um texto no Instagram. “Eu já tinha ouvido falar muito sobre esse documentário, já tinha pesquisado sobre o assunto, mas só hoje consegui assistir. Ele sempre me causou muito interesse, e de uns tempos pra cá, muita indignação! ASSISTAM BLACKFISH! Eu fui ao SeaWorld com a minha família quando era mais nova! Assisti a apresentação da ‘Shamu’ e eu lembro que saí de lá encantada, invejando a criança que tocou nela, e achando que aqueles treinadores tinham o melhor trabalho do mundo! E eles te contam milhares de mentiras. Dizem que as baleias vivem mais no parque do que na natureza porque lá elas recebem toda a assistência veterinária que precisam, que todas as baleias são da mesma família e que elas amam estar ali, fazem porque gostam e amam seus treinadores.

É tudo tão ‘mágico’ que você acredita! Na verdade não é nada mágico, é extremamente triste. Eu acredito que muitos dos treinadores realmente amavam esses animais e tinham o intuito de cuidar, se encantavam com esse trabalho, desenvolviam uma relação com o animal, criavam afeto! Mas isso é completamente ERRADO! Esses animais foram criados pra ser livres! Imagine se alguém te sequestrasse, te afastasse da sua família, e te prendesse numa BANHEIRA pro resto da sua vida! Junto com outras pessoas que não falam sua língua, que não se relacionam bem com você, e ainda ser obrigado a fazer tarefas todos os dias em troca de alimento?! Assistam #blackfish! O seu entretenimento foi sequestrado e sofre diariamente!”, escreveu a morena.

Durante sua última temporada nos Estados Unidos, onde filmou um longa em Los Angeles, Bruna foi ao Disney Hollywood Studios e conheceu outros pontos turísticos da cidade, mas evitou aquários e parque aquáticos para não ver tais imagens.

Fonte: O Fuxico

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