Bisão selvagem
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Primeiro bisão selvagem a aparecer na Alemanha em 250 anos é baleado por caçadores

Segundo ativistas, o animal era o primeiro bisão selvagem visto na Alemanha em 250 anos.

Bisão selvagem
Foto: DPA

“Dar permissão para balear um animal fortemente protegido sem uma ameaça potencial clara é um crime. Depois de mais de 250 anos, um bisão selvagem foi visto novamente na Alemanha e tudo o que as autoridades puderam pensar em fazer foi atirar”, ressaltou Chris Heinrich, membro do conselho da WWF, em um comunicado que explicou os motivos das acusações contra o chefe de um escritório de ordem pública em Brandenburg.

De acordo com a polícia, um homem avistou o bisão europeu ao lado do rio Oder, próximo à cidade de Lebus, e alertou as autoridades. O chefe do escritório local da ordem pública decidiu que o animal precisava ser morto para “proteger a população” e ordenou que dois caçadores locais o matassem.

As autoridades informaram que o animal era provavelmente um macho que vivia na região do Ujście Warty National Park, na fronteira entre a Alemanha e a Polônia, há algum tempo antes de ir para Bundesrepublik.

O bisão europeu é o maior mamífero terrestre da Europa. Os indivíduos da espécie são considerados vulneráveis por organismos de proteção internacionais e estão na lista dos “animais fortemente protegidos” do país, revelou o The Local.

A espécie não é conhecida por ser perigosa, explicou o ministro do Meio Ambiente de Brandeburgo, Jörg Vogelsänger. Caso fosse, “metade da Polônia, onde o animal é um símbolo nacional, teria que ser declarada uma zona perigosa”, afirmou.

Um porta-voz do Ministério do Meio Ambiente também sugeriu que um dardo tranquilizador, que poderia ser fornecido por qualquer veterinário poderia ser usado no animal ao invés de assassiná-lo.

Heinrich culpou a “falta de uma equipe profissionalmente treinada na área”. Ele adicionou que “o estado de Brandenburgo provou ser menos do que profissional no tratamento de animais selvagens no passado, como mostra a forma como lida com lobos e alces”.

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Bisão Helen e bezerro Oliver
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Bisão cego cuida de bezerro como se fosse seu próprio filhote

Quando o bisão se mudou para o Lighthouse Farm Sanctuary, as despesas com seus cuidados se tornaram muito altas para seu tutor.

Bisão Helen e bezerro Oliver
Foto: Anna Reed / Statesman Journal

Helen tinha um novo pasto de seis acres para caminhar, mas estava solitária. Porém, tudo mudou com a chegada de Oliver, um bezerro de quatro meses.

Ele é o bebê de Betsy, uma vaca resgatada de uma fazenda de laticínios em dezembro de 2016, e nasceu no Lighthouse Farm Sanctuary.

Oliver corre do celeiro para se juntar a Helen no pasto todas as manhãs, onde os dois compartilham refeições, pastam e aproveitam a luz do sol.

Antes da chegada do bezerro, Helen ficava nervosa ao redor de ovelhas, cabras e de um porco cego chamado Luke que compartilham o pasto, disse o diretor executivo do santuário, Gwen Jakubisin, apesar de esforços constantes para que ela fizesse novos amigos, informou a KGW8 News.

“Eu os observo cuidando um do outro, o que é incrível porque não acho que Helen já teve essa oportunidade de expressar o instinto materno antes”, disse Jakubisin.

“A mudança em seu comportamento é incrível, sua alegria é palpável”, acrescentou.

Jakubisin descreveu o relacionamento como o de uma babá amorosa que cuida de um bebê.

Betsy geralmente deixa Oliver na “creche” e caminha enquanto Helen cuida dele pelo resto do dia.

Jakubisin contou que o vínculo entre eles é tão forte que a cor do bezerro se ajustou à de Helen.

Oliver costumava ser da coloração da sua mãe, mas agora combina com a cor marrom de Helen. “Ele realmente se transformou em um bebê búfalo”, finalizou Jakubisin sorrindo.

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Quatro bisões são explorados e mortos em produção de filme no Canadá

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Yukon government
Reprodução/Yukon government

A Humane Society dos Estados Unidos está investigando a morte de quatro bisões explorados em um filme feito em Alberta, no Canadá. O caso foi reportado pela primeira vez no The Hollywood Reporter.

“Quando cheguei ao rancho, vi os assassinos dispararem em quatro bisões e depois os esquartejarem”, disse Dwight Beard, que trabalha no transporte de filmagens locais, diz a CBC.

Quando perguntado se os bisões poderia ter sido mortos por outra razão, Beard disse que é possível, mas improvável.

“Certamente, em minha opinião, eles começaram vivos e acabaram mortos em um set de filmagem, então eu não consigo pensar em qualquer outra razão”, disse ele.

O tutor dos bisões, John Scott, admite que os animais foram mortos para o filme.

Scott disse que corpos de animais verdadeiros foram usados em vez de imitações porque o filme queria mostrar a “pele saindo.”. Ele também não tem certeza de por que os animais reais foram usados em plena era de efeitos especiais e manipulação digital.

O filme “O Solutrean”, do Studio 8 Filmes, é uma adaptação de um livro que segue um jovem, 20 mil anos atrás, enquanto ele luta para retornar a sua tribo.

Roland Lines, o gerente de comunicações da SPCA de Alberta, disse que a associação recebeu um relatório de alegações, mas não tem poder para investigar mais.

“Não teríamos autoridade para investigar isso”, disse ele.

No entanto, ele disse que a SPCA discorda dos assassinatos e dividiu suas preocupações com a Humane Society dos Estados Unidos, que certifica filmes com o seu conhecido rótulo “nenhum animal foi prejudicados na realização deste filme”.

A Humane Society disse que trouxe um investigador “independente” para analisar as denúncias.

Lines enfatizou que se as alegações forem verdadeiras, a situação é “preocupante”, apesar do fato de nenhuma lei ter sido violada.
“Acreditamos que a grande maioria dos cidadãos de Alberta ficaria indignada ao saber que algo como isso ocorreu”.

“Certamente, se for descoberto que essas alegações são verdadeiras, gostaríamos de ver uma forte reação dos ativistas e até mesmo da província, do ministro da cultura, nós gostaríamos de ver algum tipo de declaração de que este tipo de prática não deve acontecer nos sets de filmagem em Alberta.”

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Animais selvagens icônicos dos EUA perdem seu habitat e correm grave de extinção

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Joel Sartore, National Geographic
Reprodução/Joel Sartore, National Geographic

O bisão americano acaba de ser eleito o mamífero oficial dos EUA. Mesmo assim, isso está longe de salvar o animal da extinção e seu futuro e o de outras espécies corre grande perigo.

Manadas de bisões costumavam ocupar do norte do México ao Alasca, mas hoje apenas 1% dessa região é habitada pelos animais, que vivem em áreas controladas, informa o News Scientist.

“Bisões correm mais risco de extinção do que imaginamos. Teremos que avaliar essa situação com muito cuidado neste ano”, diz Craig Hilton-Taylor, chefe da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza em Cambridge, no Reino Unido.

O bisão é apenas um dos icônicos animais americanos que está ameaçado. Aproximadamente 29 espécies e subespécies, consideradas símbolos oficiais de 24 estados, correm risco de extinção, revelou a análise do News Scientist.

Segundo a pesquisa, muitos animais viviam em diversas regiões ou eram pilares das economias regionais, mas agora constituem pequenas e frágeis populações na natureza.

Reprodução/Joel Sartore, National Geographic
Reprodução/Joel Sartore, National Geographic

A pantera “da Flórida” foi designada como animal oficial do estado em 1982, mas está quase extinta. Esta subespécie de puma, que existe desde o Canadá até a América do Sul, praticamente desapareceu do leste da América do Norte, exceto na ponta sul da Flórida.
Em 1967, quando o animal foi colocado sob a proteção da Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos, só existiam cerca de 30 panteras no estado.

Outro exemplo refere-se aos ursos pardos que foram extintos pouco mais de uma década após serem escolhidos para estampar a bandeira da Califórnia em 1911.

Em 2014, o Centro para a Diversidade Biológica em Tucson, no Arizona, entrou com uma petição pedindo para o Serviço de Vida Selvagem e de Pesca expandir para novos territórios os esforços para recuperação do animal.

Além desses animais, vários peixes, répteis e anfíbios estão ameaçadas de extinção, pois seus habitats estão desaparecendo devido à escassez de fontes de água.

“Seres humanos usam as águas em que vivem essas espécies para irrigação ou em suas casas. O problema é mais grave no oeste americano, que continua a ser atingido pela seca”, diz Brian Richter, que lidera o Programa de Água para Conservação da Natureza de Charlottesville, na Virginia.

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Estado da Índia classifica aves nativas e bisões como "pragas"

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Aves "peacok" e búfalos selvagens estão entre os animais que o governo de Goa quer classificar como "pragas". Foto: Getty/DNA India
Aves “peacok” e búfalos selvagens estão entre os animais que o governo de Goa quer classificar como “pragas”. Foto: Getty/DNA India

Aves nativas da espécie “Peacock’ e búfalos selvagens (bisões) estão entre animais que deverão ser listados como “pragas” pelo governo indiano de Goa.

“Nós listamos diversas espécies selvagens que incluem javalis, búfalos selvagens e peacocks como ‘animais’ incômodos’. Esses animais estão criando problemas para fazendeiros e destruindo seus cultivos em áreas rurais”, disse Ramesh Tawadkar, Ministro da Agricultura, a repórteres em Margao. As informações são do India Times.

A decisão do governo deverá causar indignação por parte dos ambientalistas, uma vez que o peacok é uma ave nacional e o búfalo selvagem é declarado como “espécie protegida” e nativa do estado de Goa, e a mudança irá torná-los vulneráveis.

Tawadkar disse que está completamente ciente de que esses animais pertencem a espécies ameaçadas, e afirmou que o governo terá de seguir um procedimento para validar a decisão e mudar a classificação dos animais.

“Nós teremos de compilar os registros de quantas queixas foram recebidas dos fazendeiros por destruição de lavouras por esses animais”, disse ele, acrescentando que há várias reclamações e que os fazendeiros estão demandando que o governo declare esses animais como ‘pragas’.

Durante uma reunião da Assembleia Legislativa, o Ministro Laxmikant Parsekar anunciou que o governo irá declarar os macacos e outras espécies como animais ‘parasitas’, pois representam uma ameaça de perda para os agricultores. Ele também apontou que foram descobertos casos de macacos doentes em certas partes do estado.

A reportagem não informa que providências serão tomadas com relação a esses animais se for aprovada a mudança proposta pelo governo, mas é certo que, se isso acontecer, eles poderão ser exterminados sem maiores consequências.

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Tribunal decide contra a caça de bisões no Parque Nacional de Yellowstone (EUA)

(da Redação)

bison

O Parque Nacional de Yellowstone (EUA) no mês passado iniciou uma campanha de caça para capturar e matar os bisões que vivem no local para impedi-los de vaguear fora dos limites do parque. Grupos agrícolas afirmam que esses animais podem espalhar brucelose para o gado. Outros acreditam que os búfalos são um incômodo quando autorizados a andar livremente. O Park County, o Park County Stockgrowers Association e o Montana Farm Bureau iniciaram petições contra a expansão do território dos bisões. As informações são do One Green Planet.

O parque é um dos poucos lugares na América do Norte, onde esses animais vivem em estado selvagem. Yellowstone estima que a população atual seja de aproximadamente 4.600.

Mas desta vez, os direitos animais triunfaram sobre os interesses agrícolas. No dia 12 de março, o Supremo Tribunal ao lado de partidários em defesa dos bisões decidiram em favor de deixá-los percorrer através de 70 mil hectares de pastagens fora do limite de Yellowstone. A decisão confirma o parecer de fevereiro de 2012 que concede o acesso desses animais à Bacia de Gardener até 1º de Maio de cada ano. Advogado do Earthjustice, Tim Preso, que lutou a favor dos bisões, diz: “A decisão de hoje do Supremo Tribunal representa uma vitória para todos aqueles que querem ver o bisão selvagem como uma parte viva da paisagem de Montana.”

Esses animais ainda são as únicas espécies selvagens confinadas dentro dos limites de Yellowstone, mas este caso pode abrir um precedente para permitir que eles, eventualmente, migrem para fora do Parque durante todo o ano.

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Carro totalmente revestido em couro de bisão está sendo vendido na Rússia

Por Tomás Floris Guadix (da Redação)

Um aficionado por automóveis de Moscou, na Rússia, está vendendo um único carro que está completamente revestido em couro de bisão do Canadá. Completamente? Sim, há pele do animal no interior, exterior e até no motor…

De acordo com a publicação no maior site de classificados da Rússia, o Avito, a lataria de fibra de vidro do veiculo está revestida em couro de bisão canadense elaborada por um mestre artesão do Oriente Médio.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A parte interna do carro, incluindo o painel, também está revestida no mesmo couro e outras peles caras. E como se isto não fosse suficiente, a parte interior do capô, o motor e outras partes também estão revestidas no mesmo material. O vendedor, conhecido como “Rustman”, acrescenta que o motor e o porta-malas contêm incrustações de cristal Swarovski.

Foto: Divulgação
Bisão europeu. (Foto: Divulgação)

A história das peles animais nos carros não é recente. O primeiro carro patenteado por Karl Benz, em 1886, possuía um sistema de freios que funcionava com uma correia de couro ligada ao eixo de transmissão.

O carro sempre foi um objeto de desejo e “luxo”. Os bancos de couro não demoraram a se estabelecer como um item muito procurado nos veículos mais caros, e hoje também nos mais populares. Somando assim ao histórico de crueldade com outras espécies, esta parece ser mais uma invenção na qual o ser humano confunde o útil com o fútil.

Infelizmente, Rustman não é o único. Segundo o jornal britânico The Sun, a Dartz Motor da Letônia lançará ainda este ano um carro revestido em pele de cobra!

Em épocas de mudanças, nas quais cada vez mais pessoas pedem por transformações na relação e tratamento dos humanos com os animais, esses exageros parecem provocações. Não assustem se quando estivermos prestes a eliminar a utilização de peles de animais no planeta alguém apareça com um prédio, ou um avião totalmente revestido em pele de coelhinhos brancos. O jeito é estarmos atentos, e alertar as pessoas da crueldade (e futilidade) por trás destas invenções.

Se me permitem uma apreciação pessoal e passageira, o limite entre o especismo e a cafonice é tão fino quanto um fio dental.

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Bisões americanos são ameaçados de morte por pecuaristas

Por Helena Terra (da Redação)

Foto: Reprodução/Planet Save

Devido às pesadas condições de neve e o duro inverno que assola dos Estados Unidos, o bisão norte-americano está sendo obrigado a procurar comida fora de seu habitat.

Segundo informações do site Planet Save, os últimos grandes bisões selvagens da América, e descendentes puros dos rebanhos de bisões originais norte-americanos, estão deixando o parque Yellowstone, onde vivem, pois a vegetação em que se alimentam está enterrada profundamente sob a neve.

O problema é que deixando o parque, fica com a polícia federal o poder de vida ou morte sobre eles. E sob a alegação de transmitirem doenças, esses inocentes animais estão sendo ameaçados de morte.

No momento, aproximadamente 400 bisões estão sendo mantidos em currais aguardando seu destino final.

Rancheiros e tribos locais tentam solucionar o problema esclarecendo à população, manifestando, reintroduzindo estes animais à sua cultura e apelando às autoridades.

Enquanto isso, os animais continuam presos nos currais, sendo permitidos sair apenas por algumas horas para o pasto. O curral foi construído para apenas 400 bisões. No parque há milhares de bisões. Não se sabe quantos ainda tentarão sair do parque em busca de comida.

Para ajudar a salvar a vida dos bisões, acesse aqui e assine a petição.

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Muro entre EUA e México ameaça o bisão americano

No passado, animal vagava livremente pela América do Norte, mas no final do século 19 sua população foi dizimada

Bisão é peça-chave no ecossistema de pastagens: sua influência no meio ambiente é muito maior do que o tamanho das manadas pode sugerir (Foto: Krause e Johansen/Divulgação)

Em alguns locais é uma vala metálica que impede a passagem de automóveis mas deixa circular livremente pessoas e animais; em outros, é uma barreira que homens e mulheres podem atravessar com dificuldades, mas que impede a entrada da fauna. Em certas regiões é uma gigantesca parede metálica na qual não se pode colar nem um alfinete. E, em alguns lugares, ainda não existe nada.

Se o projeto para construir um muro na fronteira entre México e Estados Unidos se tornar realidade, não apenas impedirá a imigração ilegal mas também vai barrar a livre circulação da fauna, o que colocará em grave risco um dos animais mais emblemáticos e ameaçados da América do Norte: o bisão americano (Bison bison).

“Atualmente, restam no México entre 300 e 500 bisões”, disse Rurik List, pesquisador do Instituto de Ecologia da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam). Desse total, cerca de 200 vivem em um hábitat que compreende os dois territórios.

“Uma das manadas mais ameaçadas pelo muro – entre 80 e 130 indivíduos – se move entre o município de Janos, em Chihuahua, e o condado de Hidalgo, no Novo México. A outra – com cerca de 80 – se encontra na zona fronteiriça de Coahuila”, explica o cientista.

O principal problema é que o muro divide o hábitat natural dessa espécie em duas partes. E estas duas metades do ecossistema de pastagens não são iguais entre si.

“No norte do México, há mais água que no lado americano, e nos Estados Unidos, com mais área para o gado, os animais têm mais pasto para comer. Por outro lado, são regiões áridas, extremas, e as condições climáticas podem mudar muito de um ano para o outro, e esses animais – que ingerem grande quantidade de alimento – necessitam movimentar-se por grandes áreas para buscar seu sustento”, explica List.

“Caso coloquem uma barreira que reduz a área de atividade dos bisões, estarão limitando o acesso aos recursos. Isso pode fazer com que vivam menos, que sobreviva um número menor de animais e que as populações desapareçam”, completa.

Por essa razão, List considera crucial conduzir estudos que analisem o impacto ambiental do muro e que se identifiquem as áreas-chave na fronteira, e que ali não se construa a parede.

Há quem duvide da validade de reintroduzir o bisão em território mexicano, argumentando que esta espécie não é oriunda do país. No entanto, a pesquisa conduzida por List e sua equipe – que analisou centenas de documentos históricos e arqueológicos, que não costumam ser as fontes mais consultadas por biólogos – demonstrou que o animal habitou pelo menos os estados de Coahuila, Chihuahua e Sonora (no norte do país) e até mesmo mais ao sul, no estado de Zacatecas.

Além de ser uma espécie nativa, o bisão é peça-chave no ecossistema de pastagens: sua influência no meio ambiente é maior do que o tamanho das manadas poderia sugerir.

“Para esfriar ou se livrar de parasitas, os bisões se esfregam no solo. Isso cria depressões de dez centímetros de profundidade e entre três e cinco metros de diâmetro que acumulam água durante o período de chuvas, criando condições ideais para a vida de anfíbios e invertebrados”, diz o pesquisador. “Além disso, as aves utilizam a lã dos bisões para construir seus ninhos. E, também, como os bisões geram grande quantidade de esterco e urina, adubam a terra, que produz mais pasto e facilita a existência de espécies que se alimentam de ervas.”

E, nos lugares onde há neve e é muito difícil deslocar-se, os bisões abrem caminhos que são aproveitados pelos outros animais. Por essas razões, ao colocar em perigo a vida dos bisões, o muro na fronteira entre o México e os Estados Unidos põe em risco o ecossistema de pastagens em sua totalidade.

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Nasce o primeiro filhote de bisão após 10 séculos, na Espanha

Por Danielle Bohnen (da Redação)

O primeiro filhote de bisão que nasceu na Espanha dos últimos dez séculos causou sensação e demonstra a capacidade de adaptação dessa espécie ameaçada de extinção e sua facilidade de viver na Cordilheira Cantábrica, no norte espanhol.

Foto: EFE/ Reprodução

Segundo o jornal El Informador, o filhote nasceu há dez dias na Reserva del Bisonte Europeo, em San Cebrián de Mudá, na província de Palência. Ainda não se sabe se é um macho ou uma fêmea. Nas terras no norte da província, que agora é o novo lar da família, não se convive com bisões desde o século XI.

Os habitantes de Cebrián de Mudá estão quase certos de que se trata de uma fêmea, a quem querem batizar de Cipria. Muitos visitantes já foram à reserva na esperança de avistar a cria. Para a Associação de Conservação do Bisão Europeu, na Espanha, o nascimento de um novo membro na família, até agora formada por cinco fêmeas e dois machos, é a melhor demonstração de que “seu lugar é aqui”, palavras do coordenador Fernando Morán.

Para os habitantes de Mudá é a prova viva de um projeto de mais de oito anos,  que começa a mostrar seus frutos, segundo Jesus Gonzalez Ruiz, o prefeito da cidade.

A Reserva del Bisonte Europeo começou sendo um sonho neste povoado de apenas 170 habitantes, no inverno, um pouco menos, que não se resignaram com o desaparecimento da população devido à exploração mineral. Por essa razão, San Cebrián de Midá se propôs a criar um projeto completo ao qual chamaram de Parque de Ocio Mundo Miner, baseado em sustentabilidade.

Uma parte deste projeto é a Reserva del Bisonte Europeo, onde desde dois meses atrás, abriga seus novos moradores, descendentes daqueles que alguns antepassados pintaram nas cavernas espanholas de Altamira, consideradas uma das obras mestras do Paleolítico.

Os animais chegaram em junho depois de uma longa viagem de mais de 4.000 km e trocaram os bosques polacos de Bialowieza e Pszczyna pelos carvalhos da Montanha Palentina. Em poucos dias, demostraram que os arbustos e escovas eram de seu paladar e além disso, converteram-se e verdadeiras destruidoras de escovas com seu apetite voraz, o que contribuiu para a prevenção de incêndios.

Começaram assim, a converter-se em animais bastante úteis para combater o abandono do campo por parte da população e deixaram de ser animais pré-históricos perigosos, para aprender a conviver com seu novo habitat de forma pacífica, quase tímida.

Mas, sem dúvida, a grande notícia é o nascimento de um novo membro da família; a fêmea líder deu à luz em terras espanholas sem que ninguém soubesse, além dela. Agora, todos pastam juntos como uma grande família e passeam pelos 20 hectares de terreno que a prefeitura de San Cebrián e seus habitantes cederam com prazer, porque se apaixonaram por seus novos vizinhos, a quem vigiam com todo o cuidado.

Alguns mais sonhadores e românticos dizem que observaram que a outra fêmea se separa constantemente e faz passeios sozinha pelo bosque, tal como fez a nova mamãe nas últimas semanas de gestação. Por isso, desejam com toda a força que a natureza lhes presenteie com uma nova surpresa.

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Conservacionistas querem processar governo Obama por negligência a espécies ameaçadas

Por Marcela Couto (da Redação)

Um grupo conservacionista ameaçou ir à justiça se Barack Obama não fizer progressos na listagem de animais ameaçados de extinção no país.

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O bisão é uma das espécies ameaçadas Foto: Don Bartletti / Los Angeles Times

Sem a inclusão adequada na lista, animais em alto risco de extinção podem perder o direito à proteção e tornarem-se vítimas de negligência.

O Centro pela Diversidade Biológica anunciou que vai processar o órgão responsável pela vida selvagem nos EUA, uma vez que o U.S. Fish and Wildlife Service falhou na decisão de proteger 144 espécies ameaçadas por suposta falta de fundos.

Valerie Fellows, do Fish and Wildlife, diz que a listagem foi prejudicada por falta de fundos durante a última década, mas que no próximo ano haverá dinheiro para acrescentar mais 50 espécies na política de proteção.

Com informações de Los Angeles Times

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Polícia e biólogos tentam descobrir o que está matando os animais no zoo de Goiânia

Sessenta e nove animais morreram, neste ano, no zoológico de Goiânia. Biólogos e policiais tentam descobrir o que está causando os óbitos. O bisão foi o último animal a morrer na unidade. Antes dele, morreram um casal de hipopótamos, um casal de girafas, um jacaré, uma onça e até um leão. “Cada morte é uma surpresa para nós. E uma tristeza ao mesmo tempo”, lamenta o tratador Vanderlei Tavares Vieira.

O zoológico foi interditado em 20 de julho pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e não recebe mais visitantes. Mesmo assim, os animais continuaram a morrer.

Força-tarefa

Por causa do alto índice de animais mortos, o Ibama resolveu criar uma força-tarefa no zoológico. A partir desta sexta-feira (28), não serão feitas apenas vistorias. Uma equipe formada por veterinários, biólogos e analistas ambientais vai passar o dia inteiro no local para acompanhar de perto os animais. “Essa comissão vai ter a competência e o poder de nos indicar caminhos que devem ser seguidos”, disse o superintendente do Ibama/GO, Ari Soares dos Santos.

O Ministério Público Federal e a Delegacia do Meio Ambientes também estão investigando o caso. “Em dez dias, vamos concluir esse inquérito e encaminhar ao Poder Judiciário”, calcula o delegado de meio ambiente Luziano Carvalho.

Especialistas dizem que o problema também pode estar na falta de estrutura para abrigar os bichos. O zoológico de Goiânia fica no centro da cidade. É um lugar barulhento e de muita poluição, considerado ultrapassado. “No recinto dos felinos, por exemplo, eles têm tronco, têm pedra, têm planta, mas não têm espaço. Esses animais caminham quilômetros por dia e estão restritos a esse espaço”, diz a veterinária Luciana Batalha de Miranda.

Fonte: G1

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