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Startup que substitui testes em animais vence Desafio Brasil

A PluriCell Biotechnologies, startup voltada à biotecnologia, venceu a 8ª edição do Desafio Brasil.

A primeira empresa a utilizar a nova tecnologia propõe que testes em animais sejam abolidos com a utilização de um sistema que utiliza células humanas, o que aumenta, também, a viabilidade dos produtos e a rapidez de produção. (Foto: Divulgação)
A primeira empresa a utilizar a nova tecnologia propõe que testes em animais sejam abolidos com a utilização de um sistema que utiliza células humanas, o que aumenta, também, a viabilidade dos produtos e a rapidez de produção. (Foto: Divulgação)

A competição premia as melhores startups nacionais e é organizada pelo Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). A premiação aconteceu nesta terça-feira (26) durante a realização da Open Innovation Week.

A PluriCell Biotechnologies tem a tecnologia para a geração de vários tipos celulares humanos a partir de células-tronco e com isso é capaz de substituir os testes que são realizados em animais. Em outubro, a startup ficou em primeiro lugar no 1º Prêmio Startup Campinas.

A primeira colocada receberá assessoria jurídica, assessoria contábil e seis meses de coaching oferecido pela SPVentures .

O Desafio Brasil 2013 teve inscrições de mais de 1.800 propostas que foram avaliadas e assessoradas por 611 especialistas-voluntários.

Veja abaixo o vídeo com o pitch do sócio fundador da Pluricell.

Fonte: Exame

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Cachorro passa por terapia com células-tronco para tratar “doença do carrapato”

Paciente zero: o vira-lata Nego foi o primeiro animal a passar pela terapia com células-tronco para tratar uma aplasia medular

Aos dois anos de idade, Nego era um vira-lata de pelo preto felpudo (daí seu nome) brincalhão e irriquieto. Por isso, sua tutora, a corretora imobiliária Patrícia Barbosa, de 29 anos, estranhou ao vê-lo sem apetite e recolhido aos cantos. Exames feitos no fim do ano passado revelaram uma aplasia medular, ou “doença do carrapato”, condição gerada por um parasita que interrompe a produção de células sanguíneas pela medula óssea.

Seis meses de tratamentos e transfusões de sangue depois, o futuro não era promissor para Nego. Foi quando sua veterinária soube que o hospital veterinário Sena Madureira iniciaria os testes com células-tronco. “Não tinha mais para onde correr. Se não fosse por isso, ele não estaria mais aqui”, diz Patrícia. Hoje, é possível esbarrar com o vira-lata ao lado da tutora em suas caminhadas pelas ruas de Itapecerica da Serra (SP).

Nego foi o primeiro paciente de uma terapia inédita no país. Células-tronco são como peças curingas de nosso corpo: em embriões, elas se transformam em todas as outras células que compõem órgãos, ossos, nervos, vasos, músculos e sangue. Graças a essa versatilidade e à capacidade de se multiplicar infinitamente, elas também ajudam na renovação de organismos adultos. Daí seu potencial para recuperar lesões e doenças crônicas. O uso terapêutico foi cogitado no início do século XX, mas as evidências de que funcionaria só vieram a partir dos anos 1960.

Os tratamentos emperraram na polêmica da obtenção dessas células. A coleta feita no primeiro estágio de desenvolvimento de um embrião o destrói, o que gera protestos de religiosos e conservadores. Os cientistas contornaram esse obstáculo ao encontrar essas células também em tecidos adultos, como a gordura. Em outubro, mais de um século depois de sua descoberta, as células-tronco embrionárias humanas começaram a ser testadas como tratamento. “Ainda há muitas questões abertas, porque há muitos tipos de células-tronco. É preciso entender qual é o melhor para qual doença, o melhor jeito de aplicá-las no organismo, como evitar rejeição”, diz Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano.

Alheia à polêmica, a terapia celular veterinária avançou bastante, graças aos testes em animais. Tratamentos de cães e gatos com problemas ortopédicos e de articulação são realizados nos Estados Unidos desde 2008 e custam em torno de US$ 3 mil. “Na veterinária, não há transplante, pois há muita rejeição de órgãos. Esse tipo de terapia pode ser uma alternativa”, diz Mário Marcondes, diretor clínico do hospital veterinário Sena Madureira.

Desde maio, o hospital faz triagem de animais para testar o uso de células-tronco como tratamento para doenças cardíacas, insuficiência renal, lesões na coluna e aplasia medular, em parceria com a empresa de biotecnologia CellVet. Mas só para bichos em estado terminal e que já tenham feito todos os tratamentos possíveis. Ao todo, 80 animais serão submetidos aos testes. O animal aprovado passa por três sessões mensais, em que são injetados 2 bilhões de células-tronco. Uma vez em contato com o tecido danificado do organismo do animal, as células podem vir a promover sua recuperação.

Após as aplicações, o paciente é avaliado a cada 15 dias, por seis meses, por uma equipe multidisciplinar de 30 pessoas. O tratamento ainda é experimental e, por isso, gratuito. Não há garantia de um bom resultado. Mas os primeiros testes se mostram promissores. “Já temos algumas reações positivas, mas precisamos avaliar por mais tempo para ter certeza de que houve recuperação completa”, afirma Marcondes. Nego é um bom exemplo disso.

Fonte: Época

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Cachorro passa por terapia com células-tronco para tratar "doença do carrapato"

Paciente zero: o vira-lata Nego foi o primeiro animal a passar pela terapia com células-tronco para tratar uma aplasia medular

Aos dois anos de idade, Nego era um vira-lata de pelo preto felpudo (daí seu nome) brincalhão e irriquieto. Por isso, sua tutora, a corretora imobiliária Patrícia Barbosa, de 29 anos, estranhou ao vê-lo sem apetite e recolhido aos cantos. Exames feitos no fim do ano passado revelaram uma aplasia medular, ou “doença do carrapato”, condição gerada por um parasita que interrompe a produção de células sanguíneas pela medula óssea.

Seis meses de tratamentos e transfusões de sangue depois, o futuro não era promissor para Nego. Foi quando sua veterinária soube que o hospital veterinário Sena Madureira iniciaria os testes com células-tronco. “Não tinha mais para onde correr. Se não fosse por isso, ele não estaria mais aqui”, diz Patrícia. Hoje, é possível esbarrar com o vira-lata ao lado da tutora em suas caminhadas pelas ruas de Itapecerica da Serra (SP).

Nego foi o primeiro paciente de uma terapia inédita no país. Células-tronco são como peças curingas de nosso corpo: em embriões, elas se transformam em todas as outras células que compõem órgãos, ossos, nervos, vasos, músculos e sangue. Graças a essa versatilidade e à capacidade de se multiplicar infinitamente, elas também ajudam na renovação de organismos adultos. Daí seu potencial para recuperar lesões e doenças crônicas. O uso terapêutico foi cogitado no início do século XX, mas as evidências de que funcionaria só vieram a partir dos anos 1960.

Os tratamentos emperraram na polêmica da obtenção dessas células. A coleta feita no primeiro estágio de desenvolvimento de um embrião o destrói, o que gera protestos de religiosos e conservadores. Os cientistas contornaram esse obstáculo ao encontrar essas células também em tecidos adultos, como a gordura. Em outubro, mais de um século depois de sua descoberta, as células-tronco embrionárias humanas começaram a ser testadas como tratamento. “Ainda há muitas questões abertas, porque há muitos tipos de células-tronco. É preciso entender qual é o melhor para qual doença, o melhor jeito de aplicá-las no organismo, como evitar rejeição”, diz Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano.

Alheia à polêmica, a terapia celular veterinária avançou bastante, graças aos testes em animais. Tratamentos de cães e gatos com problemas ortopédicos e de articulação são realizados nos Estados Unidos desde 2008 e custam em torno de US$ 3 mil. “Na veterinária, não há transplante, pois há muita rejeição de órgãos. Esse tipo de terapia pode ser uma alternativa”, diz Mário Marcondes, diretor clínico do hospital veterinário Sena Madureira.

Desde maio, o hospital faz triagem de animais para testar o uso de células-tronco como tratamento para doenças cardíacas, insuficiência renal, lesões na coluna e aplasia medular, em parceria com a empresa de biotecnologia CellVet. Mas só para bichos em estado terminal e que já tenham feito todos os tratamentos possíveis. Ao todo, 80 animais serão submetidos aos testes. O animal aprovado passa por três sessões mensais, em que são injetados 2 bilhões de células-tronco. Uma vez em contato com o tecido danificado do organismo do animal, as células podem vir a promover sua recuperação.

Após as aplicações, o paciente é avaliado a cada 15 dias, por seis meses, por uma equipe multidisciplinar de 30 pessoas. O tratamento ainda é experimental e, por isso, gratuito. Não há garantia de um bom resultado. Mas os primeiros testes se mostram promissores. “Já temos algumas reações positivas, mas precisamos avaliar por mais tempo para ter certeza de que houve recuperação completa”, afirma Marcondes. Nego é um bom exemplo disso.

Fonte: Época

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Laboratório que testa animais na Malásia poderá ser fechado

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Ativistas protestam contra o laboratório, Malásia. (Foto: AFP)

Conforme relata a AFP, a Malásia está considerando fechar um laboratório britânico que usa animais para testes se forem descobertas evidências de crueldade ali, segundo declarou um veterinário do governo no último domingo (13).

Manifestantes pelos direitos animais acusaram o laboratório Progenix Research, que usa macacos, cães, roedores e coelhos para testes toxicológicos, de envenenar os animais para a morte.

O diretor de serviçosveterinários Abdul Aziz Jamaludin disse que a companhia receberá uma ordem de fechamento caso o departamento ache que os animais foram vítimas de abuso.

“Se os testes em animais não podem ser conduzidos nos EUA ou Europa, não vejo motivo para que sejam permitidos aqui”, disse Abdul Aziz.

Abdul Aziz disse que as leis de bem-estar animal na Malásia – que almeja se tornar um importante polo de biotecnologia no sudeste asiático – não são tão firmes como as de nações desenvolvidas.

Mas ele disse que lá, na Malásia, existem leis para acusados de tratar mal um animal, e acrescentou que companhias de pesquisa deveriam usar cultura de células e tecidos no lugar de animais em testes de drogas e cosméticos.

“Tenho um relato (do laboratório) no qual irei trabalhar quando eu voltar”, ele disse de Pequim.

A British Union for the Abolition of Vivisection (BUAV), condenou a instituição, que fica no norte do estado de Penang e administrada pela empresa britânica Alpha Biologics.

“Estamos extremamente preocupados que a companhia britânica tenha um laboratório na Malásia”, disse Sarah Kite, a diretora de projetos especiais da BUAV.

“Esses animais estão sendo cruelmente usados para testes toxicológicos em um país onde não existe legislação para garantir seu bem-estar”, ela disse. “Os animais estão literalmente sendo envenenados para a morte.”

Oficiais da companhia não estavam disponíveis para comentar, mas o site da Progenix diz que se compromete a usar animais apenas em “pesquisas sem alternativas”.

P. Ramasamy, ministro deputado do estado de Penang, disse que o governo local se opõe ao abuso de animais, acrescentando que, “se houver alguma evidência de crueldade, iremos recorrer à lei.”

No mês passado, um líder local da Malásia criticou os manifestantes dizendo que Deus criara os animais para serem usados pelos homens.

Nota da Redação: A tecnologia de hoje, comprovadamente, oferece alternativas mais eficientes e éticas para os testes com animais. Hoje dispomos de recursos e conhecimentos para não utilizar a vida de seres sencientes em experimentos feitos em laboratório. Assim como os humanos, os animais não humanos também não são objetos a serviço de uma ciência perversa, prontos a ter seus cérebros abertos e seus olhos costurados. Portanto, somente a presença de um animal dentro de um laboratório de experimentação já caracteriza uma grande crueldade e violação aos seus direitos fundamentais. A ciência precisa ser sempre baseada na ética e no respeito por todos os seres.

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Células-tronco podem salvar cães e gatos com doenças crônicas

A promessa terapêutica das células-tronco começa a ser testada em animais de estimação no Brasil – trazendo a reboque, assim como nos experimentos clínicos humanos, uma série de dúvidas e preocupações. Um projeto pioneiro de uma empresa de biotecnologia e um hospital veterinário de São Paulo começou no mês passado a selecionar cães e gatos para testes clínicos com células-tronco adultas.

A meta inicial é escolher 40 animais portadores de cardiopatias e 40 com insuficiência renal para os primeiros experimentos, nos próximos meses. Animais com outras doenças ou traumas também poderão ser incluídos no estudo, desde que estejam em estado terminal e já tenham esgotado as opções de tratamento convencional.

“Estamos falando de um protocolo clínico igual ao que é usado para seres humanos. Diferente do que se faz com animais de laboratório”, explica o veterinário Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, que coordena o projeto em parceria com a empresa Celltrovet, responsável pela produção das células.

Ele faz questão de ressaltar que o tratamento, por ser experimental, é gratuito. E não há resultado garantido. “Não se pode cobrar por uma terapia antes que sua eficácia esteja comprovada.”

O primeiro e único animal a receber injeções de células-tronco dentro do projeto até agora foi um vira-lata chamado Nego, portador de aplasia medular ou “doença do carrapato”, condição em que um parasita transmitido por carrapatos compromete a produção de células sanguíneas na medula óssea.

Há três meses ele faz transfusões de sangue para viver. Quando recebeu a primeira injeção de células-tronco, há uma semana, sua contagem de leucócitos era 700 (o mínimo seria 6 mil). Três dias depois, subiu para 1,5 mil. “É um bom sinal, mas precisamos de pelo menos 30 dias de avaliação”, diz Marcondes.

Fonte: O Diário Online

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