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Ação humana é responsável por crescimento de focos de incêndios no Pantanal

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Em relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos incêndios no Pantanal cresceu aproximadamente 220% de 1º de janeiro a 31 de agosto em relação ao ano passado.

Dados revelam que durante o período foram contabilizados 10.153 focos de calor, em relação a 2019, que foram registrados 3.165 focos. Em relação ao ano de 2018 que teve 603 focos confirmados, o cenário deste ano representa uma alta de 1.700%.

Segundo o diretor de Justiça Socioambiental do WWF-Brasil, Raul Vale, “O total de focos de fogo de janeiro até agosto na Amazônia mostra um número 39% maior que a média dos últimos dez anos para o mesmo período no bioma”.

Júlio César Sampaio líder da Iniciativa Pantanal do WWF aponta que “O problema com os incêndios deve persistir nos próximos dias. Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) traz alertas para os estados de MS e MT, de grau de severidade em perigo: a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 12%”, finaliza

Segundo o WWF Brasil, o principal motivo para o recorde de queimadas no Pantanal é uma estiagem severa que também afeta a região, após o período de chuvas em 2020 já ter sido marcado pela baixa pluviosidade. Muitas áreas em agosto ficaram tomadas de uma vegetação seca, o que contribuiu para a proliferação do fogo.

Cassio Bernardino, analista de conservação do WWF-Brasil diz ” É fundamental que um novo sistema de manejo e combate ao fogo seja instalado, pois a crise tende a se repetir anualmente. Precisaremos nos preparar com sistemas de alerta, ferramentas de priorização, mobilização de voluntários e a criação de um aparato público de combate a este tipo de crise ambiental”.

Os estudos da Embrapa Pantanal apontam uma concentração de chuvas em períodos cada vez menores, enquanto pesquisadores da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) já demonstraram que sem um grande descanso (sem fogos) o bioma pode se tornar um deserto.


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Fundação O Boticário destina R$ 600 mil para apoio a 21 novos projetos de conservação

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza acaba de aprovar o apoio a 21 novos projetos de conservação da biodiversidade brasileira. Serão doados para estes estudos R$ 600 mil, distribuídos ao longo do período de duração dos projetos, que varia entre um e dois anos.

A instituição é uma das principais financiadoras de projetos na área de conservação do país. Desde a sua criação, em 1990, até novembro deste ano, o valor investido foi U$ 8,9 milhões em 1.197 projetos de 379 instituições em todo o Brasil.

Os 21 novos projetos contemplam o ambiente marinho e cinco dos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia, Pampas e Cerrado). São ações e pesquisas voltadas à conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; prevenção ou controle de espécies invasoras; e vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.

Além destas linhas de trabalho, a Fundação O Boticário também apoia projetos de políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais, conservação e regeneração de ecossistemas naturais, e criação ou manejo de unidades de conservação.

“A natureza conservada é um dos maiores bens que podemos deixar às futuras gerações. É fonte de vida. E o Brasil é o país com maior biodiversidade no mundo. Proteger todo esse patrimônio natural significa garantir os serviços ambientais que a natureza nos fornece, como água em quantidade e qualidade, manutenção do clima, qualidade do ar, fornecimento de matéria-prima para indústria e novos fármacos para a medicina”, afirma a diretora executiva da Fundação O Boticário, Malu Nunes.

A diretora executiva explica que o objetivo da Fundação O Boticário com o apoio a projetos é impulsionar o desenvolvimento científico no Brasil, ampliar o movimento em prol da conservação da natureza e contribuir para manter os ciclos ecológicos vitais para a sobrevivência de todas as espécies. “Investir em projetos que garantam a conservação da biodiversidade a médio e longo prazos é um dos caminhos para amenizar e evitar os impactos negativos da degradação ambiental”, diz.

O apoio a projetos de conservação já permitiu a descoberta de 37 novas espécies de plantas e animais, e contribui com a preservação de mais de 160 espécies ameaçadas de extinção. Além disso, 222 unidades de conservação contaram com recursos da Fundação O Boticário para a sua criação, proteção ou manejo.

Entre as espécies descobertas em projetos apoiados pela Fundação O Boticário estão a perereca Scinax peixotoi, encontrada na Ilha da Queimada Grande, em Itanhaém, litoral de São Paulo; e o lagarto Bachia oxyrhina, descoberto na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, no Cerrado.

Algumas das espécies descobertas receberam, inclusive, o nome Boticário em homenagem à instituição, como o peixe anual Aphyolebias boticario, encontrado no rio Purus, que faz parte da bacia Amazônica, no Acre; a rã Megaelosia boticariana, encontrada no Parque Estadual de Itapetinga, localizado na Serra da Mantiqueira, em São Paulo; e o peixe Listrura boticario, encontrado na Reserva Natural Salto Morato, criada e mantida pela Fundação O Boticário e localizada no litoral norte do Paraná. Além delas, outra homenagem recebida pela instiutição foi o nome dado ao maracujá Passiflora boticarioana Cervi pelo pesquisador que o descreveu, Armando Carlos Cervi, em agradecimento pelo acompanhamento de sua trajetória. A planta foi encontrada por um grupo de botânicos da Universidade Federal de Minas Gerais, na cidade de Bandeira, Minas Gerais.

Entre os projetos apoiados relacionados com a conservação de espécies ameaçadas, estão os que desenvolvem estratégias para a preservação do pato-mergulhão na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, realizados pela Funatura. O pato-mergulhão é considerado uma das aves mais ameaçadas das Américas. É classificado como criticamente ameaçado, tanto na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção quanto na Lista Vermelha dos Animais Ameaçados da IUCN. A população de pato-mergulhão está estimada em cerca de 250 indivíduos no mundo todo, e é um tipo de ave que necessita de requisitos específicos para sobreviver, pois habita áreas montanhosas com rios encachoeirados.

Como funciona

A Fundação O Boticário apoia projetos por meio de dois editais anuais, que têm como data limite 31 de março e 31 de agosto. As inscrições são realizadas pelo site www.fundacaoboticario.org.br.

Podem concorrer ao financiamento propostas desenvolvidas por organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades e que contribuam efetivamente para a conservação da natureza no Brasil.

O processo de seleção das propostas é independente. Os pareceres são emitidos por consultores voluntários e a aprovação final é feita pelos membros Conselho Curador da Fundação O Boticário.

São selecionados projetos que tragam resultados concretos para a conservação; tenham impacto duradouro para a conservação dos habitats e espécies alvos do projeto; gerem informações imprescindíveis para a tomada de medidas conservacionistas; elucidem aspectos relevantes ou promovam a conservação de espécies ameaçadas de extinção, de hábitats e de espécies-chave para o funcionamento do  ecossistema onde estão inseridas; e promovam o conhecimento e a conservação de ambientes naturalmente isolados. 

 “O apoio a projeto tem como premissa ser uma ação contínua, já que a proteção ao meio ambiente requer ações permanentes e urgentes, realizadas enquanto ainda há tempo para protegermos parte do que resta do rico patrimônio natural brasileiro”, afirma Malu Nunes.

Sobre a Fundação O Boticário

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza.

Criada em 1990 por iniciativa do fundador do Boticário, a atuação da Fundação O Boticário é nacional.

Além de financiar projetos de outras instituições, a Fundação O Boticário mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.

Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ecossistêmicos em regiões de manancial, o Projeto Oásis. Criado em 2006, o projeto premia financeiramente proprietários que protegem suas áreas de mananciais na região da Bacia do Guarapiranga, na Região Metropolitana de São Paulo. Com base na expertise adquirida com os trabalhos em São Paulo, a Fundação O Boticário oferece assessoria técnica para o Projeto Oásis Apucarana, no interior do Paraná, realizado pela prefeitura do município.

Fonte: Paranashop

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