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Castramóvel é sucesso na cidade de Biguaçu (SC)

(Foto: Reprodução/Portal da Ilha)

O “Castramóvel” foi criado para promover a esterilização de cães e gatos machos e fêmeas e educar a população, através da distribuição de folders e cartilhas educativas para orientar, esclarecer e conscientizar as pessoas sobre a guarda responsável e cuidados básicos com animais domésticos.

O médico veterinário Gilnei Gomes Garcez, salienta que “a procura por esterilizações é grande e a nossa lista de espera é extensa, é preciso paciência, mas garantimos que todo biguaçuense que queira castrar seu animal será atendido. Gostaria de informar a população que o “Castramóvel” não irá recolher animais de rua porque não possui, ainda, um local para colocá-los. Poderemos realizar a esterilização em animais abandonados, se algum morador se responsabilizar por ele e acompanha-ló no pós-operatório. Desta forma este será adotado pela comunidade local e terá o acompanhamento veterinário”.

O projeto de lei municipal que está sendo elaborado esclarece que o “Castramóvel” não é um Hospital Veterinário nem uma Clínica Veterinária, portanto não pode atender casos clínicos, como por exemplo, animais acidentados, que não corram risco de morte, animais idosos, que se alimentam e caminham normalmente, diarréia ou vômito eventual, fraturas e ferimentos diversos, etc. Estes deverão ser encaminhados para clínicas particulares.

Os profissionais responsáveis pelo projeto estão à disposição dos moradores de Biguaçu para esclarecer qualquer dúvida por meio do telefone 3039-8462, e também para cadastrar os interessados em castrar seus animais. Gilnei Garcez explica ainda que para estar apto à castração, o animal deverá estar com a carteirinha de vacinação em dia e ser desverminado periodicamente.

Fonte: Portal da Ilha

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Protesto contra instalação de estaleiro em Biguaçu defende a vida marinha

 

Protesto foi realizado no mar (Foto: Reprodução)

Cerca de 80 pessoas, moradores de Florianópolis de Biguaçu e Governador Celso Ramos, se reuniram na Praia de Jurerê Internacional, na Capital, para protestar contra a instalação do estaleiro OSX em Biguaçu, na Grande Florianópolis, no sábado de manhã.

Durante o protesto duas escunas levaram os manifestantes até o local onde será construído o estaleiro. No caminho, biólogos comentaram sobre as consequências da obra. Também participaram 12 barcos com bandeiras pretas que foram colocadas na areia e simbolizavam a morte da vida marinha.

A população de botos-cinza ou golfinhos da espécie Sotalia guianenses, que utiliza a área como hábitat, é a mais ameaçada pela instalação do estaleiro do empresário Eike Batista.

Com informações de Diário Catarinense

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Para instalar estaleiro em Biguaçu, empresa de Eike Batista deverá garantir preservação de golfinhos

Área onde vivem os golfinhos será dragada para que os navios passem por lá. (Foto: Hermínio Nunes)

A OSX protocolou na semana passada, na Fundação do Meio Ambiente (Fatma), um novo relatório que procura garantir a implantação, em Biguaçu, na Grande Florianópolis, de um estaleiro cujo investimento previsto é de R$ 2,5 bilhões.

No documento, a empresa do bilionário Eike Batista aponta soluções para os problemas ambientais identificados pela própria fundação e pelo Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que deu parecer negativo à implantação do estaleiro.

Entre os entraves citados pelo ICMBio estão a população de botos-cinza ou golfinhos da espécie Sotalia guianenses, que utiliza a área como hábitat, e a concentração de arsênio, que, com a dragagem prevista pela obra, sairia do fundo do mar e se espalharia pela coluna de água.

Na Fatma, o novo relatório ainda está em estudo, mas o presidente do órgão, Murilo Flores, garante que agendará as duas audiências públicas necessárias previstas pela lei para meados de julho. Uma será em Governador Celso Ramos e outra em Biguaçu.

“Até lá, vamos analisar o relatório e, se for preciso algo mais, vamos solicitar à empresa.”

O coordenador regional do ICMBio, Ricardo Castelli, também já distribuiu para o corpo técnico do instituto as novas informações da OSX e promete divulgar a avaliação em 10 dias, muito antes do fim do prazo legal, que é de 45 dias.

Na OSX, arsênio e golfinhos são tratados como os principais problemas. Durante uma conferência para a apresentação dos resultados do primeiro trimestre da empresa, o diretor de Sustentabilidade da OSX, Roberto Monteiro, abordou o tema.

“O ICMBio declara que a nossa dragagem afetaria a população de golfinhos na área, especialmente durante a época do acasalamento. Nós estamos oferecendo um programa de monitoramento para os golfinhos e a suspensão ou redução de parte da atividade de construção durante o período de acasalamento. O segundo ponto é o nível de arsênio na água, porque afirmam que há um nível natural no fundo da baía e, quando da dragagem, nós iríamos revolvê-lo. Nós temos questões técnicas em termos de dragagem para não revolver tanto, primeiro ponto. Segundo, isso é um fato natural, nós não estamos acrescentando nada ao meio ambiente, devemos apenas ter técnicas para reduzir esse impacto.”

São menos de 200 botos-cinza que habitam exatamente a região onde a OSX pretende dragar o canal de acesso ao estaleiro. Os cetáceos viraram uma espécie de barreira natural para o projeto. O professor de Oceanografia e Biologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) André Barreto afirma que essa população residente de golfinhos está ameaçada.

“O boto-cinza (ou golfinho) está na lista estadual de espécies consideradas vulneráveis e a taxa de nascimento é baixa, de um filhote a cada três anos, sendo que a fêmea só pode reproduzir depois dos oito anos. A APA (Área de Preservação Ambiental) de Anhatomirim existe especialmente para cuidar desses golfinhos.”

Barreto ressalta que os botos-cinza são muito sensíveis a perturbações sonoras, e a dragagem pode expulsá-los da área (que é o limite sul para essa população).

 “Só existem populações conhecidas nessa região e na Baía da Babitonga, entre Joinville e São Francisco do Sul. Eles não terão para onde fugir. São associados a proximidades com manguezais. E não há mais mangues ao sul. A dragagem vai alterar o ambiente, aprofundando o canal. E eles precisam de águas rasas para se alimentar e para atividades sociais.

“Administrar questões ambientais delicadas, como a dos golfinhos e a do arsênio, não chega a ser uma novidade para o Grupo EBX, dono da OSX. Em 2008, por exemplo, depois de a siderúrgica MMX instalada em Corumbá (MS) receber multas do Ibama, o grupo de Eike Batista assinou um acordo de cooperação com o ICMBio.

Pelo acordo, a EBX destinará R$ 8,9 milhões aos parques nacionais de Fernando de Noronha (PE) e Lençóis Maranhenses (MA), para investimentos em infraestrutura e manutenção pelos próximos 10 anos. O Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense também será beneficiado: receberá outros R$ 2,5 milhões, que serão aplicados até 2013.

Empresa afirma ter planos B e C

Caso o empreendimento seja inviabilizado em Biguaçu, a OSX garante que tem um plano B e até um C. Em documento público que transcreve a conferência telefônica com analistas estrangeiros sobre os resultados do primeiro trimestre, disponível no site da empresa (www.osx.com.br), o diretor de Sustentabilidade da OSX, Roberto Monteiro, diz considerar “muito baixa” a probabilidade de o licenciamento não ocorrer em SC.

No Relatório de Impacto Ambiental (Rima) inicial, protocolado na Fatma, estão apresentados quatro locais que foram avaliados para implantação do estaleiro em SC: Baía da Babitonga, entre Joinville e São Francisco do Sul; canal do Rio Itajaí-Açu, em Itajaí; Imbituba; e o local escolhido, a Baía de São Miguel, em Biguaçu. Portanto, é possível que os planos B e C estejam entre essas alternativas.

“Mesmo com essa probabilidade muito baixa (de não ficar em Biguaçu), temos um plano B. Nós não podemos revelar isso hoje, mas temos um plano B. Nós também temos um plano C. Depois dessa carta do ICMBio, nós tivemos muitos prefeitos e governadores nos oferecendo áreas para mudar o local do estaleiro”, afirmou Monteiro a analistas.

Mesmo assim, ele destaca que a mudança de plano é uma possibilidade remota porque o licenciamento ambiental está ocorrendo dentro de um processo considerado normal pelo grupo EBX.

“O que nós estamos fazendo em SC é o que deveria ser feito em qualquer tipo de licenciamento. Nós obtivemos mais de cem licenças, então nós temos um histórico nesse sentido. Acreditamos que esse processo é ruidoso como sempre, mas essa é a maneira de conseguir essas licenças.”

Questões jurídicas

Além dos entraves ambientais, questões legais também estão na agenda da OSX. Leis federais garantem o resguardo das áreas de proteção ambiental (APAs) e esses instrumentos precisariam ser revogados para a instalação do estaleiro em Biguaçu. O consultor jurídico da ONG Montanha Viva, Eduardo Lima, diz que o primeiro problema é a competência do órgão ambiental que vai conceder as licenças.

“Por ser área costeira, a competência é do Ibama por uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Tanto que é recomendação do Ministério Público Federal que o órgão competente seja o Ibama. Não é demérito da Fatma, é uma questão jurídica”, afirma.

Lima argumenta que a área escolhida para o empreendimento está entre três unidades de conservação federais, o que o inviabilizaria.

“A lei atual não permite qualquer atividade com impacto ambiental naquela região. Existem outras questões, como o plano estadual de gerenciamento costeiro, que não tinha qualquer previsão do empreendimento.

“A Montanha Viva apresentou várias indagações à Fatma sobre sua competência para licenciar o projeto. Pediu a revisão do EIA-Rima e encaminhou medidas ao Ibama/SC e ao Ministério Público Federal.

“No Ibama foi instaurado um processo administrativo que está em local incerto. No MPF, o procurador Eduardo Barragan emitiu uma recomendação e instaurou um inquérito civil para acompanhar o caso”, diz Lima.

Fonte: Diário Catarinense


Nota da Redação: Estranha o fato de o diretor de sustentabilidade da OSX considerar “muito baixa” a probabilidade de o licenciamento não ocorrer em SC, já que há questões graves envolvidas, tanto ambientais quanto legais. A área é de proteção ambiental e há leis garantindo sua preservação. Para que a obra seja instalada é necessária revogação pelo órgão ambiental competente.  Se a empresa tem planos B, C Y, Z, por que já não procurou uma área mais apropriada que não ameaçasse tanto a vida marinha? Esperamos que as cifras bilionárias que envolvem este caso não interfiram na liberação ou não dessa instalação. A vida dos animais e dos golfinhos é muito mais valiosa que qualquer empreendimento ou transação.  

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Aposentado internado autoriza doação de seus 50 animais

A história do policial militar aposentado que viveu em condições precárias com 48 gatos e 3 cachorros dentro de casa, em Biguaçu, teve final feliz. Diante da repercussão do fato na semana passada, a Prefeitura inicia hoje as adoções que foram autorizadas pelo próprio tutor, Hélio de Freitas, de 82 anos. O processo será por meio de termos de compromisso. Ainda internado no Hospital da Polícia Militar, Freitas se recupera bem da infecção causada por uma mordida. Ele não tratou da ferida.

Fonte: A Notícia

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Gatinhos de aposentado internado aguardam por adotantes

O telefone da Vigilância Sanitária de Biguaçu não parou de tocar e, até o fim da tarde da última quinta-feira, 10 pessoas já haviam se cadastrado, interessadas em adotar um dos 48 gatos do aposentado Hélio de Freitas, de 82 anos (saiba como deixar seu nome na lista).

Foto: Maurício Vieira
Foto: Maurício Vieira

Ele foi internado depois de ter sido atacado por um dos bichanos e não ter procurado tratamento. A Vigilância Sanitária visitou a casa do aposentado e acredita que colocar os animaizinhos para adoção é a melhor alternativa.

O Ministério Público deu autonomia à prefeitura para tratar livremente do caso, por considerar que se trata de uma questão de saúde pública. Porém, a Secretaria Municipal de Saúde aguarda os documentos oficiais do MP para começar a definir os detalhes como, por exemplo, se todos os gatos serão adotados ou se alguns permanecerão com Hélio.

Gatos só reagem se forem ameaçados

A agressão que o aposentado sofreu é uma exceção em meio a dezenas de outros casos de pessoas que têm gatos convivendo junto à família. O presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado, Geraldo Bach, afirma que é possível, sim, ter muitos gatos em casa e viver em intensa harmonia com eles, sem nenhum risco de agressão. A única regra é: o animal vai reagir sempre da mesma forma com que é tratado.

“O gato não é traiçoeiro, nem agressivo. Mas ele se defende se for provocado, como faria qualquer outro ser humano. E, claro, caso ele se sinta preso ou encurralado também irá reagir de todas as maneiras para se livrar da situação”, explica.

Por isso, é importante que os gatos — ou qualquer outro animal — circulem livres pela casa. A única recomendação que Bach dá é a de levar os animais ao veterinário a cada três meses e vaciná-los.

Fonte: Blog Mascotes

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