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Ativista consegue libertar 950 ursos das fábricas de extração de bílis

Mary Hutton mudou sua vida quando viu, num programa de TV, ursos mantidos em gaiolas do tamanho de caixões, incapazes de se mover, com cateteres para extração de bílis

Urso resgatado no Laos. Foto “Free the Bears Fund”

A ONG “Free the Bears Fund” (Fundo para Libertação dos Ursos) tem hoje santuários no Camboja, Vietnã, Laos e também um forte trabalho na India graças à determinação de Mary Hutton que, em 1993, ficou chocada ao assistir um documentário que mostrava imagens de ursos imobilizados para terem a bílis extraída por cateteres – um componente muito usado na medicina alternativa asiática.

Ela descobriu na ocasião que milhares de ursos estavam sendo mantidos naquelas condições horríveis por toda a Ásia. E foi nesse momento que ela mudou toda sua vida e abraçou uma missão: tirar os ursos de tamanho martírio. Ela coletou milhares de assinaturas contra a prática exploratória de ursos e reuniu um grupo de pessoas para, em 1995, conseguir registrar a “Free the Bears Fund”.

Mary Hutton com urso resgatado. Foto “Free the Bears Fund”

Apesar da extração de bílis de urso se tornar ilegal no Vietnã, Laos e Camboja, a organização estima que 800 animais ainda permaneçam em cativeiro no Vietnã e 150 no Laos (dados de 2018), além dos cerca de 10 mil ursos em fazendas da China explorados para o mesmo fim. Depois de resgatar um par de ursos no Camboja, Mary deu início à construção do Santuário do Urso daquele país e trabalhou fortemente na conscientização da população.

Em 2003, foi inaugurado o Centro de Resgate de Ursos em Luang Prabang, (Laos) e em 2008 outro no Vietnã. O “Free the Bears” ajudou a resgatar mais de 950 ursos nos três países onde atua. Mas também juntou-se ao “Wildlife SOS” e ao “International Animal Rescue” para libertar os ursos dançarinos da Índia. O primeiro grupo de 25 ursos foi resgatado na véspera de Natal de 2002. Nos sete anos seguintes, o “Free the Bears” ajudou a fornecer dinheiro para mais de 500 famílias que viviam da exploração de ursos dançarinos para estabelecer novos meios de subsistência. Em 2009, o último dos ursos dançantes da Índia foi entregue e a tradição secular terminou.

Os ursos ficam em santuários do Laos, Camboja e Vietnã. Foto “Free the Bears Fund”

“Enquanto houver ursos necessitados, o Free the Bears se esforçará a fim de parar seu sofrimento. Além de resgate e reabilitação, continuamos a enfrentar as ameaças aos ursos da Ásia. Essas ameaças são numerosas e endêmicas, mas com um esforço consistente das comunidades locais até os governos nacionais, acreditamos que é possível acabar com o sofrimento dos ursos”, diz Mary que hoje tem 81 anos e assina uma árdua luta que completa 25 anos.

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Filho de Trump recebe permissão para caçar urso pardo do Alasca

Donald Trump Jr foi uma das três pessoas que se candidataram a 27 vagas para caçadores não residentes no Alasca


 

Créditos: Legends de Caça

Recentemente, Donald Trump Jr recebeu a permissão para caçar um urso pardo no noroeste do Alasca, disse uma autoridade do estado no dia 21/02.

Para que conseguisse a permissão para caçar, o filho do presidente dos EUA, Donald Trump foi uma das três pessoas que se candidataram a 27 vagas para caçadores não residentes no Alasca, que visam caçar ursos pardos em uma região designada da península de Seward, local com grande quantidade de ursos pardos, no noroeste do Alasca, disse Eddie Grasser, diretor de conservação da vida selvagem do Departamento de Peixes e Caça do Alasca ao site Daily Mail (22).

O estado disponibiliza com frequência licenças para caçar ursos, mas também renas, alces e outros animais em várias regiões. Os vencedores são escolhidos por uma espécie de loteria, onde eles podem apostar números de caça por meio de aplicativos de celular direcionados à caça.

No entanto, no caso da licença de caça ao urso que o filho do presidente ganhou, houve pouca concorrência. As outras duas pessoas que também conseguiram as licenças de caça junto com o filho do presidente, também foram anunciados no dia 21/02.

Para acompanhar a caça aos ursos, Trump Jr também deverá pagar uma taxa de US$ 1.000 (cerca de R$4.390 reais), em função de não ser residente do local e  comprar uma licença de caça de US$ 160 (cerca de R$703) para não residentes, disse Grasser.

O filho mais velho do presidente é caçador frequente e já fez várias viagens para caçar no Alasca e no Canadá, além disso, ele também está planejando ir ao Alasca no final de 2020, para caçar veados e patos.

Confira mais matérias sobre as caças de Donald Trump Jr, AQUI. 


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