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Abutres-pretos já têm ninhos artificiais para reprodução em Portugal

O Centro de Estudos da Avifauna Ibéria (CEAI) iniciou na semana passada a colocação de ninhos artificiais para abutres-pretos, uma espécie globalmente ameaçada e dada como quase extinta como reprodutora em Portugal. Os ninhos estão sendo colocados na região de Barrancos e os trabalhos deverão estar concluídos nesta semana.

“O objetivo é proporcionar as condições necessárias para que casais reprodutores venham se reinstalar na região”, justifica Alfonso Godino, coordenador das ações relativas ao abutre-preto, no quadro do projeto Life Habitat Lince/Abutre. O recurso a esta solução radica no pressuposto de que os ninhos artificiais podem contribuir para que a espécie volte a reproduzir-se na região. Há pelo menos meio século que “são raros” os registos de casais a nidificarem em território nacional, acentua a organização ambientalista.

O CEAI preparou esta operação após vários meses de trabalho de campo, na identificação dos melhores locais para a instalação dos ninhos artificiais, seguindo o exemplo vindo de Espanha, onde o método já tem, comprovadamente, resultados positivos.

Para se reproduzirem, os abutres-pretos têm requisitos ecológicos muito exigentes. São necessárias extensas manchas de habitat favorável, localizadas em encostas com declives acentuados e suficientemente afastadas de fontes de perturbação humana. Daí a escolha de Barrancos, um território com uma presença humana muito baixa. Além disso, é fundamental a existência de árvores suficientemente sólidas que suportem um ninho que pode pesar mais de 200 quilos.

A experiência espanhola mostra que o número de exemplares de abutres-negros tem vindo a aumentar, assim como a sua área de distribuição. Esta tendência, resultante dos projetos de conservação em curso, representa uma oportunidade para que esta espécie volte a nidificar em território português.

Um dos fatores que têm levado ao declínio da espécie em Portugal está associado ao fato de estas aves comerem iscas envenenadas que são utilizadas pelo homem para eliminar predadores de espécies pecuárias ou cinegéticas (como raposas, lobos e saca-rabos) e animais vítimas de envenenamento.

Fonte: Ecosfera

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Abrigo intermunicipal da Amalga acolhe 37 animais

(Foto: Reprodução/ Rádio Pax)

O Canil/Gatil Intermunicipal da Amalga, um projeto conjunto dos municípios de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Moura, Serpa e Vidigueira, já está em funcionamento. Esta infraestrutura vem dar resposta à problemática dos animais abandonados na região.

Neste momento o canil/gatil está recebendo cães e gatos provenientes dos municípios que integram o projeto. O canil acolhe neste momento 37 animais.

António João Colaço, presidente da Amalga, afirma que já foi comprada uma viatura e encomendado um reboque para que seja feito o transporte de cães e gatos. A captura de animais abandonados vai continuar a ser feita pelas autarquias.

Fonte: Rádio Pax

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Pesquisadores da UFPR monitoram desova de tartatuga-de-couro

Aproximadamente 500 tartarugas-de-couro, espécie mais conhecida como tartaruga-gigante, deverão nascer na primeira quinzena de fevereiro, entre os balneários de Barrancos e Atami Sul, em Pontal do Paraná, no litoral do Estado.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Desde novembro, quando uma tartaruga dessas veio ao litoral desovar, a equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (Lec/Cem) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acompanha o animal que botou de 70 a 100 ovos em cinco diferentes ninhos. A tartaruga-de-couro está ameaçada de extinção. Em todo o Brasil, apenas 20 animais estão em processo de desova.

De acordo com a pesquisadora colaboradora do Lec/Cem, Liana Rosa, o nascimento de tartarugas dessa espécie no Paraná pode ser considerado ocasional, uma vez que esse tipo de animal tem como comportamento desovar em locais com águas mais quentes, como em regiões acima do Rio de Janeiro.

“Esse mesmo animal tinha vindo em 2007 desovar no Paraná. Naquela época pensamos que ela havia se perdido, mas ao ver ela retornar nessa temporada concluímos que a tartaruga escolheu o nosso litoral como local para colocar seus ovos. Para nós é um privilégio”, diz. Naturalmente, a tartaruga-gigante bota ovos com um intervalo que pode variar de 2 a 3 anos.

Na madrugada daquele dia, a equipe do laboratório monitorou, juntamente com o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, a desova na restinga do balneário de Atami Sul.

No entanto, de acordo com Liana, a maior dificuldade em acompanhar esse processo é garantir que os animais nasçam perfeitamente, pois a cada mil nascimentos, apenas uma tartaruga chega ao tamanho do exemplar que está vindo no litoral do Paraná.

“Por isso, estamos protegendo o local onde estão os ninhos para que ninguém cave por curiosidade. Também estamos informando a população com placas explicando a importância da área de desova, bem como do cuidado com a espécie”, diz. O local para nascimento das tartarugas deve ser protegido por restinga e com pouca luminosidade.

Para garantir o perfeito nascimento, o Laboratório de Ecologia e Conservação monitora os ninhos diariamente. Os biólogos verificam a temperatura dos ovos, que é essencial para o desenvolvimento dos embriões.

“Tudo está seguindo perfeitamente para o nascimento das tartarugas, o que deve acontecer na primeira quinzena de fevereiro. Estamos esperando ansiosamente pelo nascimento”, frisa a pesquisadora.

Fonte: Paraná Online

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