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Tinta aplicada em cascos de barcos pode intoxicar peixes na Amazônia, diz estudo

Kanenori/Pixabay

A tinta aplicada em cascos de embarcações pode intoxicar peixes que vivem na Amazônia, segundo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, no Amazonas.

A intoxicação pode ser causada por substâncias anti-incrustantes presentes nas tintas. Nanopartículas de cobre são nocivas, segundo a pesquisa, ao aparelho respiratório de peixes de pequeno porte.

Os pesquisadores estudam duas espécies de peixe: o cardinal (Paracheirodon axelrodi) e o cará-anão (Apistogramma agassizii).

O objetivo do estudo, iniciado em 2015, é observar a forma como os peixes lidam com agentes tóxicos despejados na água em quantidades relativamente pequenas. Presentes em tintas aplicadas em barcos, o metal cobre dissolvido e a nanopartícula de cobre tiveram seus efeitos sobre os animais avaliados pelos pesquisadores.

A pesquisa de mestrado é de autoria da bióloga Susana Braz-Mota. Ela explicou ao G1 que essas tintas impedem que organismos grudem no casco dos barcos. “No entanto, essa tinta libera cobre continuamente para o ambiente e causa impacto nos sistemas fisiológicos e bioquímicos dos animais”, disse.

As nanopartículas aderem às branquias, órgão respiratório dos peixes, modifica suas estruturas e dificulta a respiração em longo prazo.

“O dano às brânquias afeta toda a estrutura de modelagem respiratória, o que tem como consequência alterações na fisiologia do peixe. Isso foi notado em análises histológicas, que mostraram que os animais expostos tiveram o aparelho respiratório danificado”, explicou ao G1.

O estudo concluiu que a tinta gera danos como fusão das lamelas, proliferação celular, descolamento da parede celular e outros problemas de saúde que afetam a respiração, a osmorregulação e o metabolismo dos animais.

Os pesquisadores descobriram ainda que a tinta gera um aumento de radicais livres e alterações na capacidade de manter os sais internos nos organismos dos peixes, o que interfere na capacidade do animal de se adaptar ao meio ambiente. Os radicais livres são moléculas de oxigênio que podem causar danos em proteínas, no DNA, em lipídios e na membrana das células. O estudo revelou que os peixes podem sofrer desde consequências mais leves – como envelhecimento das células – até danos mais graves – como o surgimento de células cancerígenas.

“Tudo isso pode afetar a capacidade de reprodução e locomoção dos animais. Suspeita-se que, em longo prazo, dependendo do tempo de exposição e da capacidade desses animais em lidar com essas substâncias tóxicas, esses danos podem impactar até na quantidade populacional desses animais, reduzindo o número de indivíduos de algumas espécies”, concluiu Braz-Mota.


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Justiça libera turismo embarcado de observação de baleias franca em SC

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) liberou, de maneira provisória, o turismo embarcado de observação de baleias (TOBE) na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, por um período de 30 dias.

Foto: Pedro Castilho/ PML/ Divulgação

O turismo, realizado no período no qual as baleias franca ainda estão no litoral catarinense, será acompanhado pelo ICMBio.

“É imprescindível a realização de pesquisas científicas com objetivo de avaliar os impactos da utilização de embarcações para observação de baleias para, além do nível de ruídos subaquáticos, o comportamento das baleias franca antes, durante e após a aproximação das embarcações, para determinar como a atividade afeta o cotidiano dos animais, que buscam as enseadas da APA da Baleia Franca para terem seus filhotes e os amamentar”, afirmou a desembargadora Vânia Hack de Almeida. As informações são do G1.

De acordo com o ICMBIo, as condicionantes exigidas foram cumpridas, dentre elas os estudos, o plano de manejo e a autorização do órgão ambiental estadual para a execução do turismo embarcado.


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Golfinhos encurralados por caçadores se unem antes de serem mortos no Japão

Perseguidos e levados até uma enseada de onde não têm como escapar, os golfinhos se aproximam uns dos outros até se tocarem, como forma de se confortarem perante o destino iminente


 

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

Um vídeo feito pela ONG americana de proteção aos cetáceos, The Dolphin Project, em Taiji, no Japão, mostra um grupo de golfinhos (espécie também conhecida como baleias-piloto ou golfinhos-piloto) muito próximos uns dos outros, reunidos, assustados e encurralados em uma enseada por caçadores japoneses.

As imagens comoventes mostram a família se aglomerando como forma de se proteger pouco antes de ser cruelmente morta.

A filmagem, descrita pela ONG, como uma das cenas mais difíceis de assistir já presenciada por eles, se desenrolou nas águas da enseada. Na quarta-feira última (11) o grupo de golfinhos foi cruelmente perseguido por horas e depois conduzido por barcos de caça até águas rasas. Exausta e traumatizada, a família veio à tona para espiar ao redor e recuperar o fôlego.

Após as redes terem sido jogadas, seu destino foi selado, e eles nadavam em um círculo apertado, sempre se tocando. A matriarca do grupo também podia ser vista nadando ao redor dos demais, sempre se esfregando contra os demais membros de sua família. Sem comida ou abrigo, os caçadores deixaram a família sozinha da noite para o dia.

Os golfinhos foram levados pelos barcos de caça para uma enseada (um beco sem saída no mar) perto de Taiji, no Japão, enquanto esperavam seu destino cruel.

No dia seguinte, logo após o nascer do sol, os caçadores chegaram à enseada para começar o dia de trabalho. Os golfinhos ainda estavam nadando juntas, tentando entender o que estava acontecendo. Os barcos começaram a separar a família, a fim de iniciar a seleção dos animais em cativeiro.

Os golfinhos estavam desesperados para fugir dos caçadores, mas também para ficarem juntos. Os observadores da ONG contam que o som da luta dos cetáceos no mar ecoou na direção deles, que estavam na colina assistindo às tentativas desesperadas dos animais que lutavam pela liberdade e pela vida. Alguns golfinhos desta família foram levados para passar o resto da vida em cativeiro. Eles provavelmente nunca mais conhecerão a liberdade do oceano aberto e agora terão que implorar e ganhar suas refeições, fazendo truques antinaturais para uma plateia.

Observadores dizem que oito dos animais foram capturados para serem levados para cativeiros, enquanto o restante foi morto.

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

Relatos da ONG contam que último grupo de golfinhos ficou esperando na margem da enseada até que um barco veio para levá-los embora. Enquanto os cetáceos estavam presos e esperando, os caçadores começaram a matá-los. Aqueles que tinham sido capturados ficaram ali mesmo presos, assistindo e ouvindo enquanto sua família era morta bem ao lado deles.

“Foi comovente testemunhar isso e saber como essa família estava emocionalmente ligada”, diz o The Dolphin Project em um post no Facebook.

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

Os animais cativos que foram levados para as baias marítimas no porto também tiveram que assistir a família morta sendo arrastada por eles no caminho para o porto. Os barcos eram carregados com mais cadáveres antes de seguir em direção ao porto. Outros golfinhos e baleias que estão em cativeiro nas baias do porto ouvem e observam massacres semelhantes todos os dias.

“Eu imagino que eles possam reviver esse trauma e nunca esquecer o que aconteceu com eles”, escreve a ONG.

O processo de morte dos animais foi longo, sangrento e barulhento. Os golfinhos se debatiam muito contra a água enquanto estavam morrendo. A ONG transmitiu ao vivo todo o horror do massacre. A entidade conta que os caçadores mataram essa família em fases, provavelmente por causa de seu tamanho.

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

“Eles pareciam matar três a quatro indivíduos de cada vez; portanto, aqueles que esperavam sua vez na morte precisavam nadar em águas ensanguentadas e testemunhar sua família morrendo lentamente. A matriarca foi morta sozinha, ela foi levada para o açougue. Pudemos ver o corpo dela flutuando na superfície enquanto o barco se preparava para levá-la embora”.

Os observadores responsáveis pelas imagens contam que ver seu corpo flutuando na água foi uma das imagens mais comoventes que eles presenciaram. Apenas 24 horas antes, ela estava guiando sua família através do oceano, enquanto o grupo cuidava dos filhotes e uns dos outros.

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

“No final, parecia que os membros do grupo que foram mortos por último também para de lutar e resistir. Os sons de suas batidas não eram tão altos quanto os membros da família mortos antes deles e isso nos fez pensar se eles tinham acabado de ceder ao seu destino. Eles haviam visto toda a família e sua líder corajosa e bela morta diante de seus olhos e os membros da família que não foram mortos foram levados à força para nunca mais serem vistos”, dizia o texto da ONG em seu site.

Os eventos que acontecem em Taiji são massacres de crueldade indescritível contra a vida de seres indefesos, inteligentes e capazes de sentir, amar e sofrer.

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

As caças realizadas em Taiji são legalizadas no Japão, os golfinhos e baleias são perseguidos e mortos por pescadores que recebem uma permissão (licença) do governo japonês.

Postes de metal, que criam uma parede de som, confundem os animais e os direcionam para a enseada (cove), onde são presas fáceis.

Quase 16 mil golfinhos e baleias são mortos em todo o Japão durante as caçadas, que ocorrem de setembro a fevereiro.

Foto: The Dolphin Project
Foto: The Dolphin Project

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Gansos tem a cabeça arrancada por competidores de barco em festival espanhol

Conhecido como “Dia do Ganso” o evento cruel envolve a morte de várias aves que são amarradas de cabeça para baixo em cordas no porto da cidade, o time que arrancar mais cabeças vence a competição

Foto: Naharnet/Reprodução
Foto: Naharnet/Reprodução

Batizado de “Antzar Enguna” ou “Day of the Geese” (Dia do Ganso) o festival de decapitação de gansos é realizado há 300 anos é o maior evento da cidade basca de Lekeitio, na Espanha.

Todos os anos, homens saem em barcos e remam sob as aves aquáticas, previamente untadas com óleo, que ficam suspensas em cordas, os competidores então tentam agarrá-las e arrancar suas cabeças.

Para tornar as coisas mais difíceis, os espectadores de ambos os lados do porto podem esticar as cordas e deixá-las frouxas, lançando assim qualquer ganso no ar ou afundando-o na baía.

O objetivo da comemoração que se iniciou dia 5 de setembro é pegar o ganso, segurar até o pescoço quebrar-se e a cabeça da ave ser removida.

Atenção: Imagens fortes.

O turno dura até o competidor cair e o time que for mais rápido a decapitar o ganso e decapitar mais gansos vence.

Empates são decididos por uma corrida de barco pelo porto.

Todos os anos, milhares de habitantes de Lekeitio participam das festividades vestindo a tradicional camisa azul e o lenço de pescoço.

O dia termina com música e performances de rua.

Foto: Rafa Samano/Getty Images
Foto: Rafa Samano/Getty Images

Historicamente, um pássaro vivo era usado, mas, após pressão do público, o animal agora deve estar morto antes de ser amarrado.

No entanto, grupos que atuam em defesa dos direitos animais condenam a prática e pedem o seu fim, pois trata a morte de um animal como forma de diversão prática desumana e cruel.

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Cinco baleias grávidas estavam entre as 96 mortas nas ilhas Faroe

Imagens chocantes feitas pela ONG Sea Shepard mostram sangue e morte em mais um dia de caça às baleias nas águas da ilha dinamarquesa


Foto: Sea Shepherd/Jam Press
Foto: Sea Shepherd/Jam Press

por Eliane Arakaki

A temporada anual de caça às baleias nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, é um dos exemplos mais violentos de crueldade contra os animais já documentados. Encurralados pelos barcos pesqueiros, os animais são massacrados por arpões e golpes de remo, morrendo de forma horrível e lenta.

Em uma das “saídas” de caça desse ano cinco baleias grávidas estavam entre os corpos dos 94 animais mortos, as imagens foram registradas em fotos que mostram os cadáveres dos cetáceos espalhados pela praia.

Uma imagem forte e comovente até mostra um filhote por nascer dentro do ventre de sua mãe, morta após a caça às baleias, que durou cinco horas.

As fotos das cenas tocantes foram tiradas pelo grupo que atua em defesa do meio ambiente dos animais, Sea Shepherd UK, que afirma que não é a primeira vez que isso acontece este ano.

Foto: Sea Shepherd/Jam Press
Foto: Sea Shepherd/Jam Press

Imagens perturbadoras mostram sangue das baleias colorindo o mar de vermelho e as baleias mutiladas, muitas com as vísceras pra fora.

Os corpos parecem ter sido cortados, pois as fotos mostram marcas de serra nas baleias mortas.

Os barcos haviam perseguido e encurralado as baleias durante a caçada, segundo o Daily Mail.

Os restos mortais dos animais foram então jogados no mar.

As imagens divulgadas mostram pessoas chocadas na cena, olhando para as baleias mortas.

Foto: Sea Shepherd/Jam Press
Foto: Sea Shepherd/Jam Press

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, acontece anualmente, nela as baleias são assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das Ilhas Faroe afirma que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A ONG Sea Shepherd comparece periodicamente ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

“Como de costume, o processo classificado como ‘humanitário’ pelos caçadores, para matar as baleias estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias”, disse o ativista.

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Filhote de baleia é cortado do ventre da mãe na caçada anual das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd
Foto: Sea Shepherd

Uma baleia grávida morta na caça anual das ilhas Faroe teve o filhote cortado fora de seu útero, uma cena forte e comovente, registrada por ativistas. A temporada de caça é comumente referida pelos locais como uma “rotina” da região.

A caça, que pode ser descrita como um verdadeiro mar de sangue, dada a cor que ficam águas após a morte dos animais, levou a morte de 23 baleias, assassinadas friamente por sua carne e gordura. Mas o governo das ilhas Faroe afirmam que a atividade é “sustentável” e “regulada por lei”.

A organização ambientalista Sea Shepherd compareceu ao local da matança na baía de Hvalvik para documentar o massacre descrito pela entidade como “bárbaro”.

Foto: Sea Shepherd
Foto: Sea Shepherd

Uma visão angustiante

“Como de costume, o processo descrito como “humanitário” pelos caçadores, para matar as baleias-piloto estava longe disso, com várias tentativas frustradas de paralisar os animais com a lança sendo observadas em vários grupos”, disse um porta-voz da entidade.

“Tendo observado anteriormente outras baleias pilotos, nossa tripulação notou que este grupo de baleias estava claramente desgastado ou resignado ao seu destino tanto que muito pouco ou nenhum grito foi ouvido das baleias.

“Enquanto as famílias se deitava nas docas, imagens ternas e ao mesmo tempo perturbadoras de crianças saltando e brincando com os animais mortos podiam ser vistas. À medida que o processo continuava, a tripulação testemunhou uma baleia jovem sendo perseguida até a morte e a angustiante visão de um filhote não nascido sendo cortado do ventre de sua mãe”.

‘Semanas antes de nascer’

A Sea Shepherd afirma que o filhote parecia estar a “meros dias ou semanas apenas de nascer” – e, portanto, seria “despejado sem a menor cerimônia” de volta ao mar.

“As Ilhas Faroe costumam falar da tradição por trás da rotina de morte e, especificamente, do respeito mostrado às baleias-piloto”, acrescentou a instituição.

“Vídeos e fotografias mostram claramente que isso não é o caso, com imagens de pessoas e turistas tirando selfies com as baleias assassinadas.

Foto: Environmental Investigation Agency
Foto: Environmental Investigation Agency

“As crianças brincavam com barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andando sobre elas e, despreocupadamente, podiam ser vistas correndo pelo cais carregando as facas tradicionais que são usadas como parte da matança”.

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Crocodilos são explorados para entretenimento humano

FOTO: REUTERS
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Crocodilos são animais selvagens, e como tal tem seu habitat específico, considerados os maiores predadores de água doce do mundo eles habitam a Terra há 200 milhões de anos.

Vítimas da vaidade humana, esses répteis magníficos são perseguidos pelo couro de suas costas usado na confecção de bolsas e sapatos.

Mas não é apenas pelo couro de seus corpos que esses animais estão sendo ameaçados, agora eles têm sido incomodados em seu habitat para entreter turistas ávidos por shows e alienados quanto às questões de bem-estar animal.

FOTO: REUTERS
FOTO: REUTERS

Recentemente um homem foi fotografado beijando um crocodilo para uma plateia de turistas que assistia a cena durante uma viagem de barco na Costa Rica.

Juan Cerdas disse que é um dos seus “hobbies” alimentar e beijar as criaturas para turistas assistem no “tour do rio dos crocodilos” que navega no rio Tarcoles.

O rio, na província de Puntarenas, tem uma das maiores populações de crocodilos do mundo.

Muitos deles são crocodilos americanos, que são tipicamente encontrados na Flórida e são uma das únicas espécies que podem andar sobre quatro patas.

Eles podem crescer até 17 pés de comprimento e pesar centenas de libras.

FOTO: REUTERS
FOTO: REUTERS

Mas Juan, de forma inconsequente, diz que eles “não são tão agressivos quanto nos querem fazer acreditar”.

O rio tem sido explorado como uma grande atração turística nos últimos anos.

Turistas se reúnem para visitar uma ponte sobre o rio Tárcoles, que ficou conhecida como “puente de cocodrilo”, ou “ponte do crocodilo”.

Por baixo da ponte, os crocodilos tomam sol à tarde.

Essa semana o Mirror relatou cenas horríveis de crueldade com animais, enquanto centenas de crocodilos foram espancados até a morte por uma multidão de aldeões enfurecidos, depois que um morador local foi aparentemente devorado por um dos répteis.

Os crocodilos viviam em um lago em uma propriedade do empresário Sorong Regency, no oeste de Papau, na Indonésia, e foram culpados pela morte de um morador na sexta-feira.

Os moradores locais irados invadiram sua propriedade para se vingar cruelmente dos animais no sábado.

Um vídeo mostra a multidão sedenta de sangue arrastando crocodilos de dois metros de comprimento da água antes de espancá-los até a morte com picaretas e outras ferramentas.

Seja no turismo ou nas reações em massa o ser humano continua carente de bom senso e compaixão ao lidar com animais selvagens e respeitar os limites naturais e ecossistêmicos desses seres.

Animais selvagens são propícios a interações com humanos e se provocados ou ameaçados eles vão reagir como o instinto lhes ordena: em defesa própria.

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Destaques

Fotos mostram as primeiras baleias mortas no recente retorno à caça dos cetáceos pelo Japão

Foto: Masanori TakeiSource/AP
Foto: Masanori TakeiSource/AP

Imagens das primeiras baleias mortas pelos barcos baleeiros japoneses em mais de três décadas, no recente retorno do país à caça dos cetáceos, foram transportadas de volta ao Japão, foram divulgadas ontem.

O Japão retomou a caça comercial dia 01 de julho depois de 30 anos de abstenção da prática cruel, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Comissão Internacional da Baleia (IWC).

As embarcações comerciais que partiram dia 01, pegaram a primeira baleia minke até as 17h, de acordo com os ativistas defensores das baleias que as seguiram, e uma segunda foi capturada pouco tempo depois, de acordo com o The Washington Post.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP
Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Ano passado, o Japão anunciou que se retiraria da IWC para retomar a prática de matar baleias com fins lucrativos. O país retirou-se formalmente no domingo.

A medida foi condenada pelos demais membros da comissão, assim como por grupos ambientalistas e celebridades que assinaram cartas abertas pedindo ao país para reconsiderar a decisão.

Os japoneses têm uma longa história de matar e comer baleias, mas estudos sugerem que a popularidade e a demanda dos consumidores pela carne dos mamíferos estão diminuindo.

Foto: Masanori TakeiSource/AP
Foto: Masanori TakeiSource/AP

Fotos de baleias minke sendo retiradas de barcos em portos no Japão ontem, tomaram as redes sociais, as imagens mostram os animais com os ventres cortados e expostos, enquanto trabalhadores do porto e pescadores se aglomeram em torno das baleias mortas.

Uma baleia enorme foi fotografada sendo descarregada em um porto em Kushiro, na ilha mais ao norte de Hokkaido. Seu corpo era grande demais para o barco em que ela estava sendo carregada, o que fazia com que sua boca ficasse pendurada no final da embarcação.

Outra foto mostra uma baleia minke com o estômago aberto, enquanto os trabalhadores se aglomeram em torno dela, tocando seu corpo e jogando saquê em sua ferida.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP
Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

As cotas do Japão para a caça às baleias incluem a morte de 220 baleias no período de outubro a dezembro deste ano. Isso inclui além das baleias minke, as baleias de Bryde (Balaenoptera brydei), e baleias sei Balaenoptera borealis).

Os baleeiros japoneses concordaram em conduzir suas pescarias nas águas do próprio país.

Governos do mundo todo condenaram a decisão. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, e o ministro do Meio Ambiente, Sussan Ley, deram uma declaração em conjunto falando contra a decisão do Japão de retomar a caça comercial pela primeira vez desde 1988.

Foto: Masanori TakeiSource/AP
Foto: Masanori TakeiSource/AP

“Enquanto o governo australiano dá as boas-vindas ao fim da caça às baleias no Oceano Antártico, estamos desapontados que o Japão tenha se retirado da convenção e esteja retomando a caça comercial”, afirmaram os ministros em um comunicado conjunto divulgado na última terça-feira (02).

“Continuamos a pedir ao Japão a retornar à convenção e à comissão como uma questão prioritária”. O chefe da Associação Baleeira Pequenas do Japão, Yoshifumi Kai, falou aos jornalistas ontem, dizendo que estava “empolgado” com o retorno de seu país à caça comercial de baleias.

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Islândia cancela a temporada de caça às baleias de 2019

Baleia-comum | Foto: LifeGate
Baleia-comum | Foto: LifeGate

A Islândia não caçará baleias-comuns (Balaenoptera physalus) este ano, poupando a vida de mais de cem mamíferos marinhos.

A Hvalur hf., única companhia na ilha nórdica que caça baleias-comuns, anunciou que não vai matar os cetáceos neste verão. A empresa recebeu sua licença de caça às baleias muito tarde para terminar de consertar seus barcos a tempo para a temporada.

“Não haverá temporada de caça às baleias”, disse Ólafur Ólafsson, o capitão do navio baleeiro Hvalur 9, disse ao Stöð 2. “Assim [as baleias] poderão nadar em paz pelo país. Nós vamos ‘pegar mais leve’ nesse meio tempo”.

“A permissão chegou tão tarde”, disse ele. “Não havia chegado até o final de fevereiro, e peças de reposição precisam ser encomendadas. Isso leva de seis a oito semanas, até dez semanas, e os navios precisam receber manutenção. Naquela altura, a temporada de caça já havia acabado”.

Os dois navios baleeiros operados pela empresa Hvalur, que mataram cerca de 146 baleias em 2018, permanecerão no cais durante a temporada. Algumas baleias ainda serão mortas por barcos na Islândia este ano; Hrafnreyður está autorizado a caçar baleias-anãs nesta temporada e planeja fazê-lo no final deste mês, segundo a Iceland Review.

Por que as baleias-comuns são caçadas?

A segunda maior espécie de baleias da Terra depois da baleia azul, a baleia-comum foi comercialmente caçada no século passado por petróleo, carne e barbatanas. As baleias-comuns no Atlântico Norte estão listadas como ameaçadas de extinção, segundo o World Wildlife Fund (WWF).

A organização não-governamental acrescentou que a perda de habitat, o lixo tóxico no oceano e a mudança climática também estão diminuindo os números da população da espécie.

A caça comercial de baleias ainda é uma ameaça para as baleias-comuns. A Islândia retomou a caça comercial à baleia em 2013 depois de um hiato de dois anos, anunciando que permitiria que mais de 2 mil baleias fossem mortas durante um período de cinco anos.

A medida foi tomada apesar do declínio do interesse da população em comer carne de baleia – a maior parte da carne vai para os mercados japoneses – e do fato de a Comissão Internacional da Baleia proibir a caça comercial de baleias desde 1987.

Mais pessoas estão se voltando para os frutos do mar baseados em vegetais para evitar a crueldade aos animais e os danos ecológicos.

A exploradora da National Geographic, bióloga marinha e oceanógrafa, Dra. Sylvia Earles, afirma que os frutos do mar livres de crueldade e vegetarianos poderiam ajudar a salvar nossos mares.

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Piloto vegano Lewis Hamilton condena matança bárbara de baleias e golfinhos

Foto: f1i.com
Foto: f1i.com

O atleta de ponta e amante dos animais se manifestou contra a crueldade com os animais mais uma vez nas redes sociais

O campeão de Fórmula 1 vegano, Lewis Hamilton, condenou o massacre bárbaro de baleias e golfinhos para seus 11,4 milhões de seguidores no Instagram.

O atleta, que criticou a indústria da carne por “tortura animal” no ano passado, republicou uma imagem gráfica da Save The Reef da matança anual de cetáceos que ocorre nas Ilhas Faroe.

Enojado

Hamilton, que primeiro revelou que adotou uma dieta baseada em vegetais em 2017, escreveu: “Isso é tão perturbador. Como você pode honestamente fazer isso com outro ser? Nojo!”.

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd
Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Ele também incluiu a legenda original da foto, que descreve como os animais são mortos – uma ‘tradição’ que supostamente vem acontecendo desde 1584.

Perfurados com uma lança na coluna

“Os pescadores entram na água em barcos e assim que os grupos de baleias chegam perto da baía, os caçadores as cercam e as levam para a terra para serem encurraladas e mortas”, diz o post do Instagram.

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd
Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

“Quando as baleias estão próximas o bastante, um gancho é inserido em seus orifícios respiratório para arrastá-los até a costa e seus pescoços são esfaqueados com uma lança serilhada e suas medulas espinhais cortadas, o que reduz ainda mais o suprimento de sangue para o cérebro.

“A baleia perde a consciência e morre em poucos segundos”.

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Centenas de golfinhos e baleias são mortos por barcos nas Ilhas Canárias anualmente

Baleias atingidas por navios | Foto: Supplied
Baleias atingidas por navios | Foto: Supplied

Uma dúzia de cetáceos mortos em consequência de acidentes foram recuperados nas Ilhas Canárias desde o início do ano, com a comunidade científica ressaltando de forma veemente a gravidade da situação.

Relatórios oficiais sugerem que o número médio de mortes por ano é de apenas de 2,5 animais, mas especialistas acreditam que esse número seja uma enorme subestimação da realidade. Alejandro Quintana, advogado especializado em direito ambiental, disse: “Isso não é nem a ponta do iceberg”.

Embora as baleias e os golfinhos sejam as maiores vítimas das colisões, os acidentes representam um perigo para as embarcações também, de acordo com Quintana.

O problema é exacerbado porque não existe um protocolo anticolisão específico com diretrizes para os estados-membros da Organização Marítima Internacional (OIM), o que poderia reduzir o risco de acidentes.

Quintana disse: “Quando um capitão da marinha percebe algo fora da rotina é feito um registro, existe um protocolo a ser seguido, mas não há procedimento para os cetáceos, o que não faz sentido algum.”

As tentativas do advogado de obter uma emenda parlamentar à Lei de Transporte Marítimo solicitando a criação, em um período não superior a seis meses, de um protocolo para a prevenção do problema, foram bloqueadas por interesses políticos em forma de MPs (medidas parlamentares) da Coalizão Canária e do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Ele acrescentou: “Uma baleia cachalote morta pareceu apenas quatro dias depois disso”.

O setor marítimo das Ilhas Canárias é um negócio lucrativo, estimado em 400 milhões de euros, que envolve interesses do setor empresarial da região. Quintana afirma que para piorar a situação, navios ilegais, que não pagam impostos, não possuem seguro e não pagam as contribuições para a Segurança Social, invadem frequentemente as águas ao redor do arquipélago, acrescentando: a intrusão neste setor é terrível.

“Em um santuário de cetáceos você não pode andar em qualquer velocidade que quiser, é preciso se adaptar aos critérios de conservação ambiental.”

Natacha Aguilar, bióloga marinha e candidata a doutorado na Universidade de La Laguna, disse que a implementação de medidas para enfrentar o problema em andamento é urgente e devem ser prioridade absoluta.

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Barco feito com garrafas de plástico
De olho no planeta

ONG usa garrafas de plástico para construir barcos e proteger o meio ambiente

A Madiba & Nature, uma ONG dos Camarões, encontrou uma maneira incrível de reutilizar o plástico: usando-o para fazer barcos. Para construir os barcos, a organização usa garrafas de plástico descartadas.

Barco feito com garrafas de plástico
Foto: Reprodução/ Youtube, Lets Go There Allons Visiter

O projeto foi criado por Essome Ismael – um jovem camaronês que possui uma visão muito clara quando se trata de seus objetivos.

Ismael quer reduzir o desperdício de plástico nos ambientes marinhos e urbanos do país, o que possibilitaria uma melhor adaptação às mudanças climáticas, informou o One Green Planet.

A organização é composta por estudantes pesquisadores camaronenses que descrevem seu trabalho como algo “para promover a economia circular com o objetivo de assegurar a conservação da natureza e sua biodiversidade”. O projeto não apenas reutiliza um grande número de resíduos plásticos, ajudando na proteção do meio ambiente, como também ajudado a comunidade local.

 

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