valdir colatto
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Integrante da bancada ruralista aceita convite para ser chefe do Serviço Florestal

O deputado Valdir Colatto (MDB-SC) confirmou hoje (17/01) ter aceitado o convite feito pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para ser o novo chefe do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Colatto é integrante da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso, conhecida como a bancada ruralista.

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Foto: Câmara dos Deputados

O deputado disse que já informou a ministra da Agricultura sobre sua decisão de aceitar o convite e que será um “grande desafio” assumir o comando do SFB. Colatto deve tomar posse do cargo em fevereiro.

De acordo com ele, nesta quinta-feira (17) haveria uma reunião com a ministra Tereza Cristina e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para discutir o trabalho do Serviço Florestal e como ele poderá ser dividido entre as duas pastas.

O Serviço Florestal Brasileiro, criado em 2006, era vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Após o presidente Jair Bolsonaro editar uma medida provisória (MP) no dia 01 de janeiro, o serviço passou a ser vinculado ao Ministério da Agricultura. Segundo o site do órgão, cabe ao Serviço Florestal “promover o conhecimento, o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal, tornando a agenda florestal estratégica para a economia do país”.

A cobertura de vegetação no Brasil é de pelo menos 67% do território, com 63% sendo de florestas e 4% de vegetação nativa, como os campos gaúchos, de acordo com o MapBioma, o maior levantamento sobre o assunto já feito no Brasil, que envolve o período de 1985 a 2017.

De acordo com o engenheiro florestal Tasso Rezende de Azevedo, coordenador do MapBioma e ex-diretor Serviço Brasileiro Florestal, considerando apenas a vegetação preservada desde 1985 até 2017, a cobertura passa para 48% do território do Brasil. Este percentual não considera áreas onde a vegetação foi desmatada e voltou a crescer.

O engenheiro, responsável pela primeira estruturação do Serviço Florestal Brasileiro, criticou a escolha feita pela ministra para o cargo. “O Serviço Florestal foi criado para ser uma organização técnica, de alta capacidade técnica. Todos os dirigentes e funcionários, desde sua criação, em 2006, têm que ter alta capacidade técnica. Foi assim com todos os dirigentes. Se fazia comitê de busca para buscar os melhores profissionais. O que é o espanto é a gente ter abandonado isso num governo que diz que quer ter gente técnica para trabalhar.”

Nota da Redação: é inaceitável que um cargo de tamanha importância para a conservação da vida selvagem e de seu habitat seja dado a alguém que defende a caça de animais silvestres e o desmatamento da floresta amazônica. Os interesses humanos e capitalistas não devem jamais se sobrepor ao interesse dos animais e do meio ambiente. Esta foi uma decisão muito imprudente e perigosa, visto que o deputado Valdir Colatto poderá causar sérios estragos ambientais como o novo chefe do Serviço Florestal. Quando nem mesmo o governo reconhece a importância de se proteger a floresta e os animais, cabe a nós a função de salvar aqueles que não têm como se defender sozinhos.

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Jornalismo cultural

Quem banca a Bancada Ruralista?

Arte: MM Congresso

De acordo com o historiador e assessor do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Edélcio Vigna, a Bancada Ruralista, fortemente representada pelo PMDB, que tem mais de 40 deputados na bancada, é composta por mais de 200 membros, porém apenas “meia dúzia” definem as pautas, os rumos da bancada e orientam as votações.

As reuniões da Bancada Ruralista são realizadas em uma mansão em Brasília, de onde partem ações que não costumam ser discutidas previamente na Câmara dos Deputados ou no Senado. Segundo Edélcio Vigna, as pessoas precisam entender que esses políticos são financiados por bancos, grandes empresas agroalimentares e agroquímicas. E claro, se compramos produtos dessas empresas que os financiam, somos nós que damos condições para que essas empresas os financiem.

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Notícias

Bancada ruralista faz resistência a projetos em defesa dos animais

Deputados da bancada ruralista são hoje os maiores adversários dos projetos prioritários para ativistas dos direitos dos animais.

Segundo articuladores dos defensores dos animais, os ruralistas têm demonstrado preocupação em relação às consequências que alguns desses projetos possam ter no campo, na atividade pecuária.

A própria CPI dos Animais está na mira dos ruralistas em função dessas preocupações. Alguns temem que a comissão concentre atenção nos abatedouros.

O projeto 7291/06, que proíbe exploração de animais em circos, também está ameaçado. E nesse balaio, o texto 6602/13, que proíbe uso de animais em testes da indústria cosmética, deverá ser alterado para que testes realizados em Universidades e que não sejam da indústria cosmética não sejam afetados.

Fonte: IG

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