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Derretimento do gelo ameaça focas do Báltico e traz debate sobre reabilitação

Redação ANDA – Agência de Notícias dos Direitos Animais

Reprodução/KaidoHaagen
Reprodução/KaidoHaagen

A foca anelada do Báltico é rodeada de várias subespécies de foca que vivem em todo o Ártico. Cerca de 200 mil dessas focas viviam na região no início do século 20.

Embora a caça seja proibida desde a década de 1980, a população desses animais diminuiu para cerca de 10 mil, informa o National Geographic.

Segundo a Comissão de Proteção do Meio Marinho do Báltico, no Golfo da Finlândia, a espécie está em declínio devido a uma nova ameaça: o derretimento de camadas de gelo.

Com o aquecimento dos oceanos causado pelo aquecimento global, o gelo do mar Ártico tem diminuído em um ritmo contínuo. Segundo a NASA, desde o final dos anos 1970, o gelo diminuiu em 12% a cada década e essa situação se agravou após 2007.

Nos últimos 100 anos, a extensão de gelo no mar Báltico caiu 20% e a duração da estação de gelo no Golfo da Finlândia encurtou em 41 dias, relata a comissão.

Diante desse cenário, é preciso perguntar se é necessário reabilitar ou não as focas.

“Há 10 anos, ficou evidente que a mudança climática terá impactos negativos sobre esses animais “, diz Vyacheslav Alekseyev, veterinário que dirige o Centro de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Marinhos.

Ao lado de sua esposa, Alekseyev tenta ajudar as focas a sobreviverem. Desde 2013, a organização cuidou de sete focas do Báltico.

Esses centros de reabilitação de focas não são exclusivos da Rússia, e cientistas como Verevkin muitas vezes são cautelosos com a necessidade de conservação.

“Nem todo filhote de olhos fofos e arregalados precisa de intervenção de seres humanos e quando isso acontece ele deve ser libertado dentro de duas semanas”, diz Verevkin.

A atenção da mídia pode aumentar a atenção das pessoas sobre os animais, fazendo com que ocorram “resgates” mesmo quando não há perigo.

Além disso, a reabilitação prolongada torna os animais menos medrosos e, possivelmente, os encoraja a regressar aos portos e, portanto, acabarem presos nas redes de pescadores.

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