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Jabuti morre após ser atingida por bala perdida no Rio de Janeiro

A violência no Rio de Janeiro não poupa nem os animais que vivem na cidade. Uma jabuti de 20 anos morreu depois que teve o casco perfurado após ser atingida por uma bala perdida no quintal de casa. O réptil foi levado para fazer uma radiografia no Centro de Apoio Diagnóstico Veterinário Veterinário (CAD), na Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio.

Foto: Reprodução Twitter / Radar Brasil

Segundo a tutora do animal, que pediu para não ser identificada, policiais atiraram contra um homem que estava fugindo numa rua do bairro de Higienópolis, na Zona Norte, onde ela mora com a mãe. Com medo dos disparos, ela e a mãe se trancaram dentro de casa. Ainda de acordo com a tutora do animal, o suspeito foi baleado no quintal da casa dela e foi levado pelos policiais na viatura. Ao saírem de casa, as duas perceberam que o jabuti foi baleado na ação.

“Corremos para o veterinário, mas a bala era do tipo que estilhaça dentro do corpo e tivemos que sacrificá-la. Tem marca de uns dois tiros no meu quintal, poderia ter pego em nós. O policial quando pediu para abrir o portão não deu informações para nos tranquilizar e nos certificar que estávamos seguras”, contou.

(Foto: Reprodução Twitter / Radar Brasil)

De acordo com a veterinária que atendeu a jabuti para realização de um raio-x, o animal estava clinicamente estável, mas precisava de avaliação do veterinário para decidir como proceder. Horas depois do exame, segundo a Vigilância Sanitária do município, o animal morreu numa clínica.

“O jabuti estava clinicamente estável, mas o caso provavelmente é cirúrgico, tem que tirar o fragmento da bala, que é tóxico. A bala atingiu a parte interna da jabuti e provavelmente perfurou o pulmão e pode comprometer a região abdominal. Ela é até jovem, tem 20 anos”, contou a veterinária.

Fonte: Extra

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ONG carioca atende em média 5 cães vítimas de bala perdida todo mês

O veterinário Luiz Eduardo Castro, de 38 anos, que há 15 dá expediente na Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suípa), localizada na entrada do Jacarezinho e nas imediações do Complexo de Manguinhos, já se acostumou a uma triste rotina: quando há tiroteio numa das favelas da região seu trabalho vai aumentar.

Veterinário cuidando de cão baleado
Veterinário atende casos cães vítimas de bala perdida no Rio (Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo)

A mesma violência que assusta os humanos no Rio está afetando também os animais. Os dois poodles levados esta semana num arrastão na Rodovia Presidente Dutra com o carro dos tutores e depois reencontrados e as aves alvejadas por rajadas não são exemplos isolados. Segundo o profissional, somente este ano, de janeiro a junho, atendeu cerca de 30 casos de animais feridos por tiros. Uma média de cinco por mês, quando nos dois anos anteriores era um a cada 21 dias. As principais vítimas são cães, mas também há registros de cavalos e até porcos.

“O que percebemos aqui é um reflexo da violência urbana, que também atinge os animais. É um termômetro da insegurança na cidade, que transforma os animais também em vítimas”, analisa o veterinário.

Segundo o profissional em situações de tiroteio, os cães — que são em grande número nas favelas — costumam ficar estressados e, desorientados, acabam no meio do fogo cruzado. Os feridos acabam sendo levados para a Suípa, pela certeza do atendimento gratuito. A maioria é atigida por projétil de baixo calibre, como pistolas, mas já houve casos de ferimentos por fuzil. Maior parte é das favelas vizinhas, mas alguns vêm de longe, feridos em comunidades como a da Serrinha, em Madureira, e até mesmo de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Do total de atendimentos na Suípa, só um terço entra para a estatística oficial do órgão, porque a maioria dos responsáveis pelos animais evita qualquer tipo de registro para não se comprometer ou sofrer represália. Alguns chegam a abandonar o animais no local e, após recuperados, são encaminhados para adoção. É o caso de um cão sem raça definida, encontrado amarrado à grade da Suípa, há cerca de um mês, ferido de raspão no pescoço. Ainda em recuperação, o animal será rebatizado e encaminhado para adoção. O veterinário acredita que ele tenha sido atingido numa troca de tiros no Jacarezinho ou em Manguinhos

“Muitas vezes o responsável pelo animal não quer aparecer, nem fazer nenhum tipo de registro conosco. Não posso ser omisso, mas também não tenho como exigir documento. Essa é uma realidade com a qual convivemos” afirma o médico, que se orgulha de nunca ter registrado um óbito de animal que chegou baleado.

Cão foi deixado na Suipa após ser baleado
Cão chegou em janeiro deste ano, baleado em uma das patas (Foto: Reprodução / Extra)

A vítima da violência urbana mais recente, atendida na Suípa foi um cão atingido, sem gravidade, na pata, há três semanas. Mas os casos de bala perdida não são os únicos recebidos pela equipe da Suípa.

“Já pegamos animais esfaqueados e até violentados sexualmente. Mas, o que mais chama atenção são as vítimas de tiros, por serem em número maior” revela profissional, que conta com ajuda de uma equipe composta por 34 profissionais, além dos 150 funcionários que dão apoio ao atendimento a mais de 5 mil animais abrigados no local, além da demanda diária da população, por outros serviços, como castração.

Entre os casos atendidos pela Suípa de animais vítimas da violência, o mais grave foi registrado há pouco mais de um ano e ganhou as páginas dos jornais e noticiários de TV no Brasil e no exterior. Netinho Coragem, como foi rebatizado o cão sem raça definida, foi resgatado em Coelho Neto, no começo de junho do ano passado, depois de ficar no meio de um fogo cruzado e levar cinco tiros (na virilha, no pescoço, na coxa, na axila e no fêmur). Depois de recuperado, o animal foi colocado em adoção e ganhou uma nova família.

Fonte: Extra

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Aves são novas vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro

Aves estão em abrigo de ONG
Animais foram atingidos por tiros

Os animais estão sendo tratados no abrigo para animais da ONG SOS Aves e Cia em Saquarema, há de 100 quilômetros ao norte do Rio.

O ambientalista Paulo Maia afirma que nunca viu um caso de bala perdida em animais em seus 30 anos de profissão. “Os três estão em estado crítico”.

As três aves foram encontradas no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro e próximo à favela da Rocinha, onde há constantes tiroteios entre traficantes e policiais.

Maia, diretor e presidente da SOS Aves e Cia, lamentou “o nível de violência tão grande” no Rio de Janeiro, que além das pessoas, também afeta os animais.

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Gato morre após ser atingido por bala perdida em Juazeiro do Norte (CE)

Um gato morreu nesta terça-feira, após um jovem sido vítima de uma tentativa de homicídio em Juazeiro do Norte (CE).

O rapaz, de 20 anos, estava em frente a uma casa quando se aproximaram dois homens em uma moto, os quais efetuaram quatro disparos. A vítima foi atingida no pé e o gato, que estava com ele no local, foi baleado.

Segundo moradores da vizinhança, dois homens tinham passado momentos antes no interior de um carro de cor branca e ainda pararam rapidamente, olhando para o interior da casa onde o jovem trabalhava. Depois, seguiram adiante e, provavelmente, retornaram na moto.

O gato não pode ser socorrido, pois morreu na hora.

Fonte: Folha do Sertão

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