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Cães azuis de Mumbai: fábrica que causou poluição é fechada

Pelagem de pelo menos cinco cães ficou azul após contaminação em rio poluído (Foto: The Guardian/Divulgação)

Autoridades de Bombaim, na Índia, fecharam uma fábrica que despejava substâncias químicas e corantes no rio Kasadi, onde animais costumam nadar. Moradores da região procuraram o Conselho de Controle de Poluição de Maharashtra para denunciar o caso após encontrarem cães com pelagem azul vagando pelas ruas.

De acordo com o chefe da Unidade de Proteção Animal de Nova Bombaim, Arati Chauhan, cinco cães foram vítimas do poluente, que será proibido nas indústrias. “Foi chocante ver como o pelo branco do cachorro ficou completamente azul”, afirmou Chauhan.

A poluição da área industrial de Taloja arruina os componentes da água, comprometendo a saúde não somente dos cães que vivem próximo ao rio, mas também de répteis e pássaros.

Uma investigação feita pelo conselhou confirmou que a poluição provocada pela indústria foi responsável pela mudança na cor dos cães. Uma agência de bem-estar animal avaliou a condição de apenas um animal afetado e concluiu que não há outras enfermidades. Não há informações sobre o estado de saúde dos outros quatro animais.

A área industrial de Taloja, que fica nos arredores de Mumbai, possui 977 fábricas químicas, farmacêuticas e de engenharia de processamento de alimentos, de acordo com pesquisa da ONG Watchdog Foundation.

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Gatinho usado como "brinquedo" para cães é resgatado e aguarda adoção na Califórnia

Divulgação
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Um gatinho usado como “brinquedo” para cachorros que havia sido abandonado em uma caixa na rua, tingido de tinta azul, se recupera de ferimentos múltiplos em um refúgio na Califórnia, nos Estados Unidos.

O animalzinho foi batizado como Smurf, por ter sido encontrado pintado de azul. Esse é o fato que levanta as suspeitas de que o pequeno felino foi utilizado como “brinquedo” para algum cachorro.

O filhote de gato apresentava em torno de 20 ferimentos causados por perfurações distribuídas em todo o seu corpo, provocadas pelas mordidas de cachorro que recebeu. Por esse motivo foi necessária a realização de uma cirurgia exploratória para buscar feridas internas, dada a gravidade de suas lesões externas.

No momento do resgate, Smurf tinha por volta de dois meses de idade e pesava pouco mais de um quilo. Ele foi encontrado na cidade de San José, dentro de uma caixa de papelão, junto com sucatas de tecido e pedaços de limão.

A pessoa que o resgatou o levou para um refúgio local, que decidiu transferi-lo para uma associação protetora em Redwood City.

No meio de seu infortúnio, Smurf teve a sorte de ser acolhido por Nine Live (Nove Vidas), fundação que realiza, entre outros trabalhos, a tarefa de amparar gatos abandonados ou que possivelmente terão a morte induzida em outros abrigos.

Quando a história de Smurf se tornou pública, milhares de pedidos de adoção foram recebidos pela Nine Lives, inclusive do exterior. Além disso, muita gente foi até a associação para conhecê-lo pessoalmente.

No entanto, Mônica Rudiger, diretora da associação, adverte que grande parte dos interessados foram atraídos apenas pelo detalhe da cor azul, já que há uma grande quantidade de gatos esperando para serem adotados e que não despertam o mesmo entusiasmo.

Mas Rudiger também teme que a trágica história de maus-tratos de Smurf, o gatinho azul, inspire pessoas desumanas a utilizar outros gatos como brinquedo ou isca para cães.

A diretora também adverte sobre os perigos que estão sujeitos os animais que são tingidos, podendo até provocar a sua morte por intoxicação.

Fonte: Meus animais

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Novembro Azul: atenções voltadas para o câncer de próstata em cães

(Foto: Imagens Google)
(Foto: Imagens Google)

O homem não é o único ser que sofre com a doença de próstata. A chamada Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) também pode afetar os animais adultos não castrados. Um cão pode chegar à sua maturidade com 80% de chance em desenvolver a patologia, mas, diferente do homem, a probabilidade em desenvolver um tumor maligno é muito pequena. Apesar desse baixo risco, a HPB pode causar vários problemas para os cães, comprometendo a sua qualidade de vida e o seu bem-estar.

A próstata é uma glândula sexual acessória presente no homem, nos cães e em outros animais, localizada na pelve próxima à bexiga e que envolve parte da uretra. Isso significa que, de alguma forma, participa do processo reprodutivo e sofre influência dos hormônios sexuais produzidos nos testículos.

Quando os cães são castrados antes da puberdade, acabam por ter muito pouco tecido prostático, pois a ausência da produção de testosterona inibe o seu crescimento e, consequentemente, a formação de um tumor na glândula. A ausência da próstata não causa nenhum dano à saúde do cão, já que sua única função é o apoio nutricional aos espermatozóides.

Se a castração acontece na idade adulta, ou seja, quando o animal já tem a próstata em tamanho normal ou aumentada, o procedimento tende a diminuir em aproximadamente ¾ do tamanho normal da próstata em alguns meses.

O diagnóstico de Hiperplasia Prostática e/ou Prostatite pode ser realizado na avaliação clínica do animal utilizando o método de toque retal. Ao realizar esse exame, o médico veterinário é capaz de sentir a próstata e avaliar se está aumentada e/ou irregular. A confirmação se dá através do exame de ultrassom abdominal e de possível citologia, também guiada por ultrassom.

Os sintomas mais comuns de que algo não está bem com a próstata do animal são: desconforto no cão na região pélvica, dificuldade em urinar (urina em jatos finos demorando mais para esvaziar a bexiga) e muito esforço e dor ao defecar.

Quando a próstata aumenta de tamanho, ela empurra o reto para cima contra a pelve, diminuindo o espaço de passagem das fezes do intestino grosso para o reto. Nessa situação, o cão normalmente se estica para forçar a passagem das fezes, o que causa desconforto e dor se a próstata estiver inflamada. No caso de inflamação, é comum a presença de sangue na urina e infecções urinárias persistentes. Essa seria a causa mais comum de constipação e esforço fecal no cão macho não castrado.

Ainda, se a próstata estiver muito dolorida, o cão tende a caminhar de modo diferente e, muitas vezes, esses esforços constantes ao defecar podem causar o aparecimento de hérnia perineal (que seria um aumento de volume ao lado do ânus, causando muito mais dor e dificuldade em defecar e urinar).

O tratamento depende da origem do aumento de próstata, mas a castração do cão macho deve ser indicada para todos os cães em que este aumento foi notado, seguido ou não de tratamento com antibiótico, drenagem de cistos prostáticos e em alguns casos remoção cirúrgica da próstata.

Para finalizar, como a campanha Novembro Azul tem foco na prevenção, é importante alertar: mais de 90% das doenças prostáticas poderiam ser impedidas se os cães fossem castrados no primeiro ano de vida.

Marcelo Quinzani é médico veterinário e diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care.

Fonte: Segs

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Novembro Azul para prevenção de câncer de próstata em cães e gatos

Por Fátima ChuEcco (Da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em 17 de novembro é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata e por essa razão o mês foi escolhido para as campanhas de prevenção dessa doença, inclusive, em animais. Esse tipo de câncer é raro em gatos, mas frequente em cães entre 7 e 15 anos de idade. Segundo Sylvia Angélica, veterinária nutróloga responsável pelo site Cachorro Verde, a partir dos 7 anos de idade é importante submeter, anualmente, principalmente o cachorro macho não-castrado a uma ultrassonografia abdominal para checar o aspecto da próstata e testículos. Machos não-castrados e sem vida sexual estão mais sujeitos à doença e é preciso ter mais atenção com eles.

Ela diz que lambedura excessiva do local, presença de secreção com sague ou esverdeada no pênis e eliminação de fezes em formato de fitas (achatadas) são alguns dos sintomas mais comuns, mas vários animais podem ter a próstata alterada e serem assintomáticos por um bom tempo. “Em caso de hiperplasia prostática benigna (HPB), que é o aumento da próstata causado por hormônios, pode-se tentar primeiro um tratamento com nutracêuticos como licopeno e zinco, entre outros. A HPB é tão comum que especialistas citam que 100% dos cães não-castrados idosos apresentam essa condição. Quando o caso é mais sério pode-se usar antibióticos e até a castração que acaba com o problema dentro de pouco tempo”, explica.

A ONG Pró-Bichos, de Navegantes (SC) abraçou desde o ano passado a campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama e, neste momento, está engajada na divulgação do Novembro Azul com cartazes que têm como protagonistas animais machos resgatados e, obviamente, castrados. A ideia, segundo a ONG, é conscientizar os tutores sobre o câncer de próstata e motivar a castração dos machos, pois, muita gente se preocupa em castrar as fêmeas, mas evita castrar os machos com medo de ficarem mansos demais, não protegerem a casa e engordarem. Vale lembrar que a castração colabora com a obesidade se o animal comer demais e não fizer exercícios e caminhadas, mas não altera a personalidade dos bichos.

Cão Jowjow. Foto: Divulgação
Cão Jowjow. Foto: Divulgação

Casos mais graves, outros procedimentos
A quimioterapia é utilizada quando existem chances do tumor se espalhar para outras partes do corpo do cão ou gato. Em linfomas e leucemias pode ser indicada como único tratamento eficaz. São usadas as mesmas drogas que em humanos, porém em doses menores. Os veterinários dizem que os efeitos colaterais são também menores em animais, mas muitos bichos apresentam náuseas, diarreia, anemia e queda de pelos. Existe uma terapia de suporte para amenizar esses sintomas.

A radioterapia serve para controle do tumor, mas nem sempre cura a doença. As pesquisas mostram que a tolerância a esse método, no entanto, é boa em grande parte dos animais. De novidade existe a eletroquimioterapia que é uma combinação do medicamento quimioterápico em associação a aplicação de um campo elétrico especifico. São poucas as clínicas que oferecem. Tem sido mais comum seu uso em humanos. Existe ainda a imunoterapia, mais usada em pacientes com melanoma.

Os sintomas de vários tipos de câncer se parecem muito com o de outras doenças como emagrecimento progressivo, feridas que não cicatrizam, perda de apetite, cansaço em excesso, sangramentos, problemas para urinar e defecar. Qualquer anomalia precisa ser investigada. Caso outras doenças sejam descartadas e se chegue ao diagnóstico de câncer, o sucesso do tratamento vai depender do tipo e tamanho do tumor, estágio da doença e, claro, resposta individual do animal a algum tipo de tratamento.

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Especialista em vida selvagem narra avistamento de Arara Jacinto no Brasil

Por Claudia Doppler (da Redação)

Em seu segundo episódio vindo do Brasil, Chris Moss viaja “além de lugar nenhum” para ver um pássaro azul com um futuro rosa. Matéria publicada no Telegraph, em 14 de agosto.

 “Nós fomos presenteados por uma apresentação de um dos maiores e mais bonitos pássaros do mundo: a arara jacinto”. Foto: Chris Moss

“Nós fomos presenteados por uma apresentação de um dos maiores e mais bonitos pássaros do mundo: a arara jacinto” (Foto: Chris Moss)

Cheguei com meu grupo no Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba muitas horas depois de escurecer, tendo voado do Rio, via Brasília, para uma cidade chamada Barreiras, pois precisávamos nos transferir a um micro-ônibus, para uma viagem de seis horas. O parque é no estado do Piauí, que meu anfitrião – e naturalista especialista – Charlie Munn, disse que significa “além de lugar nenhum” na língua ameríndia local. “Diga a qualquer um no Brasil que você foi ao Piauí durante suas férias,” ele disse, “e eles dirão: para que? Não há coisa alguma lá”.

Mas, ao acordar na manhã seguinte, este “nada” resultou em algo. Nós estávamos em um acampamento pertencente a Lourival Lima, um antigo rastreador de araras que, disse Charlie, “veio para o lado bom da floresta” em 1994. Agora suas consideráveis habilidades e esperteza são empregadas buscando animais que visitantes podem admirar.

O acampamento é estabelecido na paisagem conhecida no Brasil como Cerrado. Uma complexa savana tropical, é o segundo maior bioma na América do Sul (depois do Amazonas), mas está entre os menos estudados e menos protegidos. A terra desolada estava seca depois de meses sem chuva, mas não estava sem graça ou enfadonha.

Árvores retorcidas pontilhavam a terra vermelha e cada depressão significante parecia ser preenchida com vegetação densa. Pés de buriti e ipê acrescentam borrifadas de verde-limão viçoso, amarelo e rosa pálido, e há altas falésias vermelho-ferrugem e colinas margeando áreas abertas de savana dourada.

Viajamos para cá para ver o lobo-guará, um dos “Cinco Grandes” mamíferos do Brasil, mas antes fomos presenteados por uma apresentação de um dos maiores e mais bonitos pássaros do mundo: a arara jacinto. Um metro da cabeça à cauda e envergadura de asa para combinar, é um favorito dos observadores de pássaros e um emblema da conservação da América do Sul. Quando Lourival ainda estava no “lado mau” da floresta ele capturava estas belezas azul-púrpura e as vendia para exportação para ricos colecionadores particulares na Europa, América e Ásia.

Assistimos às araras de um esconderijo enquanto elas tagarelavam, brincavam, se tratavam e usavam seus bicos afiados como navalha e duros como rocha para abrir grandes nozes de palmeira e chegar à polpa macia e doce do interior. Charlie disse que araras se alimentam destas frutas de sabor de coco desde os tempos da megafauna: preguiças gigantes comiam as nozes, queimavam as camadas exteriores com seus ácidos digestivos e então expeliam o miolo saboroso. Agora as araras tinham que fazer todo o trabalho duro sozinhas.

Sociáveis, curiosas e muito divertidas de se olhar, as araras apresentaram um espetáculo explosivo de vida selvagem. No nascer do sol suas penas estavam majestosamente matizadas e seus salientes olhos circulados de amarelo estalados contra o cenário da folhagem verde-escuro.

“Agora elas estão salvas”, diz Charlie, “Elas permanecerão assim enquanto podemos trazer números de visitantes até aqui e demonstrar a Lourival que ele pode ganhar um sustento tão bom com turismo quanto quando ele comercializava araras. Mas, sim, as araras jacinto têm um futuro rosa”.

Aquela mesma manhã vi um preá e alguns saguis e talvez vinte novas – para mim – espécies de pássaro, incluindo um gaviãozinho, um beija-flor tesoura e uma aratinga-de-testa-azul. Também havia suiriris, bem-te-vis e tucanos-toco, todos dos quais eu havia visto antes – embora nunca vá deixar de apreciar tucanos pairarem através da copa mais alta. O Parque das Nascentes do Rio Parnaíba é um longo caminho vindo da corrente principal do circuito turista brasileiro (o qual o Amazonas e Pantanal dominam facilmente), mas rivaliza com alguns dos melhores chamarizes de vida selvagem da América do Sul quando ocorre para observações de pássaro espontâneas e ecléticas.

Foto: Chris Moss
Foto: Chris Moss

Especialistas ainda vêm, bem como produtores de documentários de vida selvagem. Mas Charlie diz que muitos locais – incluindo um que visitamos para nos maravilharmos com macacos-prego barbudos usando pedras para abrir nozes de palmeira – recebem apenas umas poucas dúzias de visitantes por ano.

“As pessoas vêm para ver a onça-pintada, o que é obvio, e vão ao Pantanal para isso. Mas precisamos usar a onça-pintada para trazê-los aqui e ver os macacos e as araras”, diz Charlie.

 Basicamente, Chris Moss espera espionar a onça-pintada (Foto: Chris Moss)
Basicamente, Chris Moss espera espionar a onça-pintada (Foto: Chris Moss)
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Cronicato – Animais e Outros Bichos

O azul mais bonito


Imagem: Luna Ilustrações

O barquinho ia tão devagar, que o mar resolveu ajudar. Mandou dezenas de golfinhos brincarem por perto, pra fazer a água rodopiar e o barquinho andar. E a água era tão clara que até os corais lá no fundo apareciam. E parecia que dançavam as anêmonas. Eram azuis de neon, e laranja de neon também. E outras cores que eu nem sei dizer que cores eram. Cardumes multicoloridos faziam força pra ficar ali, de tão forte que a correnteza ia. Tinha uma moreia escondida. Acho que ela se acha feia, por isso que se esconde. Uma arraia enorme voava beijando o fundo, fazendo poeira, até que sumiu. Coberta de areia, acho que foi dormir. Ou esperar o jantar passar, sei lá. A água-viva, que é o resumo do mar, também apareceu. Fez uma dança tão bonita, que eu sonhei com ela uns três dias. E lá se foi o barquinho que ia devagar até o vento chegar.

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Baleia é encontrada morta no Litoral Sul de Santa Catarina

A baleia apresentava coloração esbranquiçada devido o estágio avançado de decomposição  Foto: Divulgação/PBF-Brasil
A baleia apresentava coloração esbranquiçada devido o estágio avançado de decomposição Foto: Divulgação/PBF-Brasil

Uma baleia do tipo rorqual foi encontrada morta neste domingo no costão da Praia de Itapirubá, entre Imbituba e Laguna, no Litoral Sul de Santa Catarina. O animal, de cerca de 15 metros de comprimento, estava em adiantado estado de decomposição e sem a cabeça.

De acordo com a bióloga do projeto Baleia Franca, Audrey Amorim, a baleia, encontrada por moradores, foi trazida já morta pela maré. O Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA Sul), vinculado ao Ibama, é o órgão que vai providenciar a retirada da carcaça. Isso será feito por meio de uma embarcação que vai levar o animal até uma praia mais afastada onde ele possa ser enterrado.

Audrey comentou ainda que devido as condições do mamífero, não foi possível fazer o reconhecimento da espécie:

— Trata-se de uma baleia rorqual, que significa ser possuidora de um conjunto de pregas na pele do ventre. Entre as baleias rorquais estão a Baleia-de-Bryde, Minke, Azul, Jubarte, Fin e Sei, cetáceos pertencentes à família Balaenopteridae. A identificação exata da espécie ainda não foi possível devido à posição em que o animal se encontra.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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