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Cachorrinha traz um brinquedo para cada convidado que visita sua casa

Foto: Kyla Pearce
Foto: Kyla Pearce

Educação e gentileza são qualidades inerentes à personalidade de Atlas, uma cadelinha sem raça definida de 6 anos de idade. Desde que Kyla Pearce trouxe a cachorra para casa a dela, adotando-a da ONG The Animal Love Foundation, suas maneiras sempre foram impecáveis.

O doce temperamento de Atlas, que transparece naturalmente no dia a dia, parece causar impacto em todos que a conhecem. “Ela é muito calma e dócil”, disse Pearce ao The Dodo. “Até pessoas que não gostam de cachorros tendem a gostar de Atlas porque ela não as incomoda”.

Foto: Kyla Pearce
Foto: Kyla Pearce

Mas o que é mais perceptível em Atlas é o quão boa anfitriã a cachorrinha é – certificando-se de nunca receber os convidados de mãos vazias. Enquanto outros cachorros latem para as visitas na porta, Atlas corre para presenteá-los com uma lembrança: um (ou mais) de seus brinquedos de pelúcia favoritos.

“Eu notei pela primeira vez o comportamento de saudação dela quando Atlas tinha cerca de um ano e meio de idade”, disse Pearce. “Ela ficava muito animada com as visitas e pegava tantos brinquedos quanto fosse possível.”

Foto: Kyla Pearce
Foto: Kyla Pearce

“Se ela, por acaso, é pega de surpresa sem um brinquedo, você consegue ver seus cálculos mentais sobre se deve ir cumprimentar o convidado primeiro e depois pegar um brinquedo ou pegar o brinquedo primeiro”, acrescentou Pearce. “Ela tende a fazer algumas falsas partidas em direção ao visitante e depois o brinquedo vence”.

Por que trazer um brinquedo para a porta é tão importante para a Atlas? A maioria pode supor que o objetivo do comportamento da cachorrinha é convidar a nova pessoa para brincar com ela, mas a resposta certa é um pouco mais complicada do que isso.

“Quando ela lhe traz um brinquedo para brincar, coloca-o na sua mão para que você pegue”, Pearce explicou. “Mas, com o comportamento de saudação, ela apenas segura e, se você tentar pegar, ela virará a cabeça para o lado. Não para provocá-lo, apenas uma ligeira mudança para que você saiba que ela quer mantê-lo.

Foto: Kyla Pearce
Foto: Kyla Pearce

Como Pearce escreveu em um post do Reddit (rede social): “Todo mundo é presenteado com a exibição de um brinquedo. Não leva, no entanto. O presente é apenas para o seu prazer visual.

Se alguém consegue tirar o brinquedo de Atlas, a cadelinha educado não fica chateada. Ela sabe exatamente como resolver esse equívoco comum. “Os convidados geralmente pensam que ela quer brincar e eles tentam levar o brinquedo”, disse Pearce. “Ela fica muito envergonhada se alguém consegue agarrá-lo e tirá-lo dela e vai sair de pertos das visitas e buscará outro brinquedo!”

Os brinquedos que Atlas escolhe trazer podem ter um significado especial. Se Atlas trouxer um bicho de pelúcia, conhecido como “Apology Pig”, Pearce disse que isso significa que há 70% de chance da cachorrinha ter mastigado algo enquanto sua mãe estava fora.

Foto: Kyla Pearce
Foto: Kyla Pearce

Recentemente, a família Pearce presenteou Atlas com um novo brinquedo – um dragão vermelho e azul – que assumiu o mesmo significado. Quando Atlas cumprimenta sua mãe com “Désolé Dragon” e olhos tristes, Pearce já sabe o que pode estar esperando por ela do lado de dentro da porta.

Mas não importa o brinquedo que Atlas trouxer, sua mãe está feliz em vê-la se divertindo. Desde o momento em que ela era um cachorrinha bebê, Atlas parecia ser mais esperta do que sua idade demonstrava, e sua mãe não consegue nem imaginar a vida sem ela.

“Ela sempre é capaz de levantar meu ânimo”, disse Pearce. “Ela rompe as barreiras das pessoas, com seu jeito doce e gentil”.

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Unidades de conservação da Amazônia possuem animais ameaçados de extinção

No total, foram compilados 1.293 registros de 314 espécies da fauna ameaçada em 194 UCs federais

Parque Nacional de Anavilhanas, unidade de conservação federal localizada no Amazonas (Divugação/ICMBio )

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do Ministério do Meio Ambiente, lança nesta segunda-feira (11), o Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção que residem em Unidades de Conservação Federais.

Somente no Estado no Amazonas, existem 26 unidades de conservação federais, entre parques nacionais, reservas biológicas, estações ecológicas, reservas extrativistas e florestas nacionais, entre outras.

No Amazonas, duas das espécies mais ameaçadas são o peixe-boi e a onça-pintada.

Segundo informações da assessoria de comunicação do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (IMCBio), há peixes-bois ameaçados em várias unidades de conservação federais do Amazonas.

Entre elas, estação ecológica de Curiã e florestas nacionais do Amazonas, de Humaitá, Pau-Rosa, Inauini e Purus.

A onça-pintada localizada no Parque Nacional do Jaú e Campos Amazônicos também está ameaçada. Há também registros de animais ameaçados na Reserva Extrativista do baixo e médio Juruá e rio Jutaí.

No total, foram compilados 1.293 registros de 314 espécies da fauna ameaçada em 194 UCs federais.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente do Instituto, Rômulo Mello, estarão presentes.

Conforme informações da asessoria de comunicação do ICMBio, o trabalho é resultado do esforço de mais de uma centena de pessoas que buscaram informações sobre ocorrências de espécies, fotos, sugestões e todo tipo de apoio para tornar possível a elaboração do projeto.

O objetivo do Atlas é possibilitar uma primeira avaliação da eficiência do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) na proteção das espécies da fauna ameaçadas de extinção.

Também serão lançados no evento a revista eletrônica Biodiversidade Brasileira, BioBrasil, e o novo portal na internet do ICMBio.

A revista BioBrasil é voltada para a divulgação de informações técnico-científicas relativas ao conhecimento, manejo e conservação das das espécies ameaçadas de extinção e das unidades de conservação federais.

Fonte: A Crítica

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Atlas dos anfíbios e répteis de Portugal quer ajudar a proteger espécies das alterações climáticas

Sapos e rãs, tritões e salamandras, cobras e cágados serão os primeiros a sentir os efeitos das alterações climáticas. Para ajudar essas espécies, uma equipe de biólogos percorreu o país à sua procura, em rios, ribeiros e charcos. O novo Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal, que mostra onde estão 52 espécies, será apresentado publicamente amanhã em Lisboa e estará nas livrarias no início de 2010.

De 2003 a 2006, durante três ciclos biológicos, uma equipe de seis pessoas andou de galochas à procura da rã-verde, da salamandra-lusitânica, do cágado-de-carapaça-estriada e de outras dezenas de espécies autóctones em Portugal continental. No final, conseguiram três mil pontos de observação, num total de 84 mil registos de observação. Para cada um deles assentaram as espécies que lá encontraram e a data.

Armando Loureiro, coordenador do trabalho, considera que este é um atlas “de nova geração”. Até agora, a informação disponível consistia num atlas publicado em 1989, que fez a “compilação de referências bibliográficas”, contou ao Público. Agora, “estamos a falar de uma cartografia com mapas georreferenciados”, resultado do trabalho da Universidade do Porto (CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos) e da Universidade de Lisboa (CBA – Centro de Biologia Ambiental), com coordenação do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

A equipe do projeto, financiado pelo Programa Operacional do Ambiente (POA), “andou no campo à procura das falhas de informação sobre aquelas espécies”. “Sem conhecermos não podemos conservar”, salientou.

Cada espécie tem a sua distribuição num mapa e uma ficha com a sua caracterização, notas sobre principais ameaças e medidas para a sua conservação.

A base de dados, com o mesmo formato usado na Espanha, já está sendo utilizada num estudo ibérico, em execução neste momento, para estudar a suscetibilidade das espécies aos impactos das alterações climáticas na biodiversidade. “Os modelos informáticos que estão sendo criados poderão ajudar a identificar quais as espécies mais vulneráveis e mostrar as regiões onde se encontram”, explicou Armando Loureiro.

As espécies de anfíbios são particularmente vulneráveis às alterações do clima devido à sua baixa mobilidade e elevada dependência da água. “Sabemos, por exemplo, que no Alentejo há anos em que determinadas espécies não se reproduziram. No entanto, compensam noutros anos. Ou seja, ainda não há dados suficientes para podermos traçar uma tendência”, acrescentou.

O Atlas foi publicado no ano passado e distribuído por escolas e bibliotecas. Uma segunda edição deverá estar nas livrarias no início de 2010, Ano Internacional da Biodiversidade.

Fonte: Público Última Hora

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