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Atiradores matam cadela no Afeganistão e dizem que mulheres não podem tutelar cães

“Nunca pensei que minha querida Aseman viveria apenas sete meses e depois seria morta”, disse Sahba Barakzai, que luta para lidar com o luto pela perda de sua cadela


Atiradores mataram a husky siberiana Aseman, de 7 meses de idade, e afirmaram que mulheres não poderiam tutelar cães, segundo a tutora do animal, Sahba Barakzai. O caso brutal aconteceu no Afeganistão.

SAHBA BARAKZAI

Sahba passeava com a cadela e com sua família em uma região montanhosa próxima a sua casa, no oeste do Afeganistão, quando o animal foi morto, em fevereiro. A suspeita, no entanto, é de que o ato tenha sido cometido em represália às aulas esportivas que Sahba  oferece a meninas.

“Ainda não sabemos sobre o objetivo deles, mas achamos que é por causa da profissão dela”, disse a irmã Setayesh à BBC. “Ela é a primeira mulher a ter seu próprio clube (de esporte) e essas coisas são tabus”, completou.

Professora de karatê em Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão, ela ensina a arte marcial a crianças há 10 anos e está acostumada a ser ameaçada. Sahba também fundou um clube de ciclismo para jovens e adolescentes.

Meninas andando de bicicleta na cidade, segundo Setayesh, também é um tabu. Essa atividade, inicialmente, foi atacada com agressividade por parte da comunidade.

“A principal inspiração foi a situação das mulheres em Herat porque ela (Sahba) é uma pessoa ativa na comunidade”, explicou Setayesh. “(Nossos pais) estavam muito preocupados porque a vida dela estava em perigo — e vimos com nossos próprios olhos”, acrescentou.

Sahba estava com o pai e duas irmã, incluindo Setayesh, quando a cadela foi morta. Aseman, cujo nome significa “céu”, em referência aos olhos azuis do animal, era muito amada pela família.

SAHBA BARAKZAI

“Estávamos andando, fazendo piqueniques e tudo o mais como sempre”, disse Sahba à BBC. “Nós vamos lá quase toda semana, mas naquele dia foi diferente”, completou.

Após cerca de duas horas caminhando com a família, Sahba viu um homem se aproximar, parecendo um pastor, e atirar na cadela. “Eu gritei e corri em direção a Aseman e pedi para o homem não atirar”, disse Sahba à agência de notícias afegã Khaama. “O criminoso não se importou e deu mais quatro tiros no peito de Aseman”, contou à BBC.

Depois de balear a cadela, o atirador, ao qual outros homens se juntaram, exigiu que a tutora largasse o animal, deixando o corpo de Aseman com eles. O homem disse ainda que, por ser mulher, ela não tinha o direito de ter um cachorro.

A família teve que deixar a cadela e fugir. O caso não foi denunciado porque, segundo Sahba, seria inútil acionar a polícia.

“Eu sabia que nada aconteceria”, disse ela a Khaama. “Dezenas de seres humanos são mortos todos os dias no país e ninguém é condenado”, lamentou.

SAHBA BARAKZAI

Setayesh afirmou que a família ficou chocada com a morte da cadela. “Ficamos realmente em choque. Nunca estive nesse tipo de situação antes, virou uma lembrança terrível para todos nós”, desafabou. “Aseman era como uma filha para Sabha”, disse.

O crime foi tão doloroso e assustador para Sahba que a levou a abrir mão dos seus clubes esportivos, que foram fechados, representando uma perda imensa para as meninas da comunidade. Sahba decidiu ainda tentar atravessar a fronteira para buscar uma vida mais segura no Irã.

“No dia em que eu trouxe a Aseman, pesquisei por quantos anos um cão pode viver e percebi que um cachorro pode viver cerca de 14 anos ou mais”, disse Sahba. “Fiquei chateada quando soube que Aseman poderia viver apenas 14 anos comigo. Nunca pensei que minha querida Aseman viveria apenas sete meses e depois seria morta”, concluiu.


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Dois cães são baleados e um deles está em estado grave em Macapá (AM)

Dois cachorros foram baleados na Zona Leste do município de Macapá, no Amapá. Um mesmo atirador teria sido o responsável por atirar nos dois cães, segundo a Polícia Militar (PM). Os ataques ocorreram na região do Igarapé das Mulheres. Uma investigação policial tenta, agora, localizar o criminoso.

Cachorro baleado está internado (Foto: Marcelo Moraes/Arquivo Pessoal)

Um dos cachorros, que está internado em estado grave, foi resgatado pela própria tutora. O outro foi salvo por uma moradora da região que pediu auxílio a militares na sede do 6º Batalhão da PM. Após o pedido de ajuda, dois policiais encaminharam o cão a uma clínica veterinária, onde ele foi submetido à cirurgia. O procedimento custou R$ 1 mil e foi pago pelo tenente Marcelo Moraes. O tutor do animal não foi encontrado.

A ação do atirador preocupa policiais e moradores não só por colocar a vida de animais em risco, mas porque um dos tiros foi disparado em um local onde havia crianças e, segundo o tenente, o criminoso “está atirando a esmo”. As informações são do portal G1.

De acordo com relatos de testemunhas, o atirador circula em um carro pequeno de cor preta. “São dois dias seguidos que esse carro passa e atira em cachorros”, disse o tenente, que suspeita que a arma utilizada seja de calibre .22 e pequeno porte.

“Eu e uma soldada que faz parte de uma ONG que cuida de animais maltratados estamos verificando os veículos que têm essas características e fazendo abordagem”, disse Moraes.

 

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Atirador invade zoo interditado e mata animais na Bahia

Foto: Divulgação

O crime ocorreu na noite de quarta-feira (6) e foi percebido por guardas municipais que fazem a segurança no local. Eles ouviram os tiros e chamaram a Polícia Militar para dar reforço. Na fuga, os criminosos deixaram dois animais para trás.

Cada animal, que é nativo das matas da América Latina, pesava 14 quilos, segundo a polícia, e era explorado pelo zoo há mais de cinco anos. A polícia não soube informar quantos animais estão no zoológico atualmente e se este foi o primeiro caso de mortes no local.

O zoológico de Itapetinga está interditado desde Abril de 2016 por decisão da Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que constatou diversas irregularidades no local, dentre elas a falta de automatização de funcionamento por parte de autoridades ambientais estaduais e federais.

O MPF apurou na época que os recintos onde os animais ficavam abrigados estavam, em sua maioria, totalmente inadequados para as espécies que acolhiam ou muito deteriorados, necessitando de melhorias para garantir não só a saúde e o bem-estar dos animais, mas também a segurança dos visitantes.

O zoológico é de administração da Prefeitura de Itapetinga. É lamentável que, além de viverem confinados em um zoo, os animais tenham sido mortos. Para o deputado estadual Marcell Moraes (PV), que atua na defesa dos direitos animais e acompanha a situação do zoológico há anos, o crime na Matinha “é o reflexo da irresponsabilidade da administração pública com o equipamento ambiental”.

“Há anos, luto pelos animais da Matinha. Já realizei uma visita técnica com a Comissão da Assembleia Legislativa, entrei com ação no Ministério Público solicitando o fechamento do parque e o governo do estado insistiu em negligenciar o maior Parque Zoológico do interior da Bahia. Já tive notícias que essa não é a primeira vez que invadem o parque. Sistematicamente, animais silvestres são roubados e mortos por criminosos e ninguém faz nada para conter esses crimes. Não vou descansar enquanto essa situação não for resolvida”, declarou o parlamentar.

Fonte: Acorda Cidade

 

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Homem que pratica ‘tiro ao alvo’ em animais quebrou a perna de um cão, em Chapadão do Sul (MS)

Um cão da raça Fox Paulistinha, de apenas quatro meses, teve a perna esquerda quebrada por um projétil disparado propositalmente por um homem acostumado a alvejar animais no Bairro Esplanada. A Polícia Militar foi acionada e conduziu um suspeito à delegacia sob a acusação de “Praticar Atos de Abuso, Maus-Tratos, Ferir ou Mutilar Animais Silvestres, Domésticos, Nativos ou Exóticos” artigo 32 da Lei 9.605-98. O crime foi denunciado pelo pedreiro Dalmir Belchior Divino, tutor do animal.

Ao ser alvejado o animal correu para dentro de casa uivando de dor, com a perna quebrada. A PM foi acionada e se deslocou até a rua Maracanã, próximo da Seriema (Planalto). O pedreiro acusou uma pessoa que não permitiu que a PM entrasse em sua residência sob a alegação da falta de um Mandado Judicial e a negativa de ter arma de fogo.

Como a vítima não mostrou convicção a PM optou por não entrar no imóvel. Somente na delegacia Dalmir afirmou que seu pai viu o atirador alvejar o animal e ser autor de outros crimes semelhantes no bairro. O caso deverá parar na mesa do promotor Rodrigo Yshida Brandão, conhecido pelo rigor com o qual trata crimes contra animais.

Fonte: Chapadense News

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Homem que pratica 'tiro ao alvo' em animais quebrou a perna de um cão, em Chapadão do Sul (MS)

Um cão da raça Fox Paulistinha, de apenas quatro meses, teve a perna esquerda quebrada por um projétil disparado propositalmente por um homem acostumado a alvejar animais no Bairro Esplanada. A Polícia Militar foi acionada e conduziu um suspeito à delegacia sob a acusação de “Praticar Atos de Abuso, Maus-Tratos, Ferir ou Mutilar Animais Silvestres, Domésticos, Nativos ou Exóticos” artigo 32 da Lei 9.605-98. O crime foi denunciado pelo pedreiro Dalmir Belchior Divino, tutor do animal.

Ao ser alvejado o animal correu para dentro de casa uivando de dor, com a perna quebrada. A PM foi acionada e se deslocou até a rua Maracanã, próximo da Seriema (Planalto). O pedreiro acusou uma pessoa que não permitiu que a PM entrasse em sua residência sob a alegação da falta de um Mandado Judicial e a negativa de ter arma de fogo.

Como a vítima não mostrou convicção a PM optou por não entrar no imóvel. Somente na delegacia Dalmir afirmou que seu pai viu o atirador alvejar o animal e ser autor de outros crimes semelhantes no bairro. O caso deverá parar na mesa do promotor Rodrigo Yshida Brandão, conhecido pelo rigor com o qual trata crimes contra animais.

Fonte: Chapadense News

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Instituição de proteção animal repudia 'caridade' de atirador do Realengo, no RJ

(da Redação)

Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, o assassino que matou 12 crianças em uma escola em Realengo (RJ), deixou uma carta em que expressa num trecho seu desejo de doar sua casa em Sepetiba para instituições que cuidam de animais.

Leia o que ele escreveu:  “Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço que eu passei meus últimos meses seja doado à (sic) uma dessas instituições, pois os animais são seres desprezados”.

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, órgão que representa uma centena de entidades de proteção animal de todos os estados brasileiros, no entanto, manifestou repúdio à doação oferecida pelo assassino.

Leia abaixo carta aberta divulgada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal:

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, órgão colegiado que agrega uma centena de entidades de proteção animal de todos os estados brasileiros, vem a público manifestar sua solidariedade às famílias das vítimas alvejadas na manhã desta quinta-feira, 7 de abril, na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro.

Nós, que nos dedicamos a defender os animais da crueldade e da violência, lastimamos todo e qualquer derramamento de sangue, e sobretudo, lamentamos a perda de vidas inocentes. Desejamos ardentemente que o pais e familiares das crianças feridas e assassinadas encontrem algum consolo nesta hora de dor imensurável.

Chegou ao nosso conhecimento que o autor da referida barbárie manifestou, em sua carta suicida, o desejo de doar um imóvel para alguma entidade de proteção animal. Afirmamos, porém, que nenhuma instituição dedicada à defesa da vida haverá de se interessar pela pretensa bondade póstuma de um assassino.

Também não entendemos como um ser humano capaz de tamanha atrocidade contra crianças poderia ter algum sentimento positivo em relação a outras formas de vida. Decerto, seu comportamento pode e deve ser creditado a uma perturbação mental de extrema gravidade, que, infelizmente, teve como desfecho esta tragédia.

Nós, protetores de animais, também somos pais, mães, irmãos e irmãs, filhos e filhas, avós, netos… E assim podemos nos colocar no lugar dessas pessoas que agora choram a perda, ou o risco de perda, da vida de seus entes mais queridos.

Com profunda consternação, subscrevemo-nos,

Sônia Peralli Fonseca
Presidente – Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal


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