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Bairro fluminense lança projeto para castração de animais de rua

Diante do quadro atual das ruas de Volta Redonda, RJ, com um grande número de animais abandonados, o Grupo Vira-Lata, em parceria com a Associação de Moradores e Amigos do Comércio do Aterrado (Amaca), lança no bairro um projeto de castração de animais de rua, promovendo o bem-estar dos animais e a conscientização da comunidade em relação ao direito do animal.

Em Volta Redonda, desde o ano passado, é cumprida parcialmente a Lei Municipal 4.108, que determina a castração, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, dos animais dos moradores, mas não inclui os animais de rua. Este regulamento é parte da lei Estadual 4.808 – artigo 22, que determina: “O controle da população de cães e gatos deverá ser feito pelo poder público através de programas de esterilização permanentes, vedada a utilização da eutanásia com essa finalidade”.

Segundo Liz Guimarães, membro do grupo Vira-Lata, o papel da comunidade é essencial para o desenvolvimento do programa. “A população precisa estar ciente sobre o projeto e solicitar ajuda aos moradores na identificação e recolhimento dos animais. Só com a ajuda de todos vamos alcançar os objetivos, melhorando a qualidade da saúde pública da nossa comunidade e, ao mesmo tempo, tornando mais digna a condição de vida dos animais domésticos”, acredita Liz.

A castração de animais traz benefícios ainda maiores, pois é uma saída cirúrgica para a crise de superpopulação animal. Segundo o grupo Vira Lata, um casal de cães pode gerar em seis anos a soma de 67 mil descendentes.“Precisamos da ajuda da comunidade nesta campanha para localizar os animais e levá-los até o centro de zoonoses para que seja realizada a castração”, pede Kika Monnteiro, presidente da Amaca.



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