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Dois filhotes de elefantes órfãos e gravemente feridos são resgatados da morte certa

Kadiki que foi atacada por um leão quando tinha apenas um dia de idade, sofrendo profundas feridas na tromba e no rabo | Foto: Roger Allen
Kadiki que foi atacada por um leão quando tinha apenas um dia de idade, sofrendo profundas feridas na tromba e no rabo | Foto: Roger Allen

Perdidos, sozinhos, sofrendo de dores atrozes resultado de ferimentos fatais e no meio da savana africana devastada pela seca, o futuro parecia sombrio para esses dois filhotes de elefante órfãos.

Kadiki havia sido atacada por um leão quando tinha apenas um dia de idade, sofrendo profundas feridas deixadas pelas garras do felino na tromba e danos terríveis no rabo. Ela era tão jovem que ainda não havia sido alimentada por sua mãe.

Em um incidente separado no calor escaldante do Zimbábue, Bumi, de um mês, ficou preso de alguma forma estranha entre as rochas e sofreu queimaduras solares graves. Geralmente, os filhotes de elefante são protegidos do sol pela sombra de suas mães.

Bumi, de um mês de vida, ficou preso entre as rochas e sofreu queimaduras solares graves antes de ser resgatado | Foto: Roger Allen
Bumi, de um mês de vida, ficou preso entre as rochas e sofreu queimaduras solares graves antes de ser resgatado | Foto: Roger Allen

Felizmente, os socorristas os encontraram a tempo e agora sua sobrevivência já pode ser anunciada, mesmo contra as todas as probabilidades, e foi registrada nessas imagens encantadoras.

Kadiki e Bumi foram acolhidos pela resgatadora de animais veterana Roxy Danckwerts, 53, fundadora da ONG de proteção animal Wild Is Life (Selvagem é a Vida) e do Zimbabwe Elephant Nursery (Orfanato de Elefantes do Zimbábue) conhecido como ZEN, o único santuário de elefantes bebês do país.

Desde que os filhotes foram transportados de avião para o orfanato apoiado pelo Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW, na sigla em inglês), perto de Harare, ela e sua equipe ficaram ao lado deles.

Kadik já consegue caminhar, ela segue ao lado de seu cuidador que segura seu acesso | Foto: Roger Allen
Kadik já consegue caminhar, ela segue ao lado de seu cuidador que segura seu acesso | Foto: Roger Allen

Kadiki, cujo nome significa “o pequeno” no idioma local de Shona, passou por uma cirurgia para amputar parte de sua cauda e tratamento para sua tromba. Agora com cerca de dez dias, ela está bem o suficiente para andar de novo, apesar de estar recebendo soro e medicação endovenosa ainda.

Quanto a Bumi, a equipe do berçário diz que agora ele está “quase irreconhecível” desde a sua chegada, desenvolveu uma personalidade travessa e adora brincar com pneus.

Não se sabe o que aconteceu com suas mães. Assim como por causa da seca, os filhotes podem acabar sozinhos ou feridos devido à caça, cair em valas, separar-se de seus rebanhos ou sofrer ataques de predadores, diz a IFAW.

Roxy Danckwerts com Kadik | Foto: Roger Allen
Roxy Danckwerts com Kadik | Foto: Roger Allen

Graças a um projeto inovador entre a ONG Wild é Life e a IFAW, com a criação do orfanato ZEN, o primeiro do gênero no Zimbábue, eles e outros elefantes resgatados têm a chance de um futuro totalmente novo, de volta à natureza, onde podem andar em segurança com outros rebanhos em uma vasta reserva florestal, protegida contra caça.

À medida que o restante do rebanho do santuário continua aprendendo as habilidades necessárias para sobreviver na natureza, nove dos elefantes residentes originais já estão parcialmente realocados, tendo sido transportados 17 horas via terrestre no ano passado para Panda-Masuie, uma reserva florestal de 86 mil acres perto da cidade de Victoria Falls. As entidades IFAW e ZEN garantiram juntas um belo futuro para esta antiga terra de caça.

Bumi medicado das queimaduras brinca com pneus | Foto: Roger Allen
Bumi medicado das queimaduras, brinca com pneus | Foto: Roger Allen

Danckwerts, que resgatou mais de 20 elefantes nos últimos cinco anos, disse: “Os elefantes são altamente inteligentes, com necessidades físicas e emocionais incomparáveis em outros mamíferos”.

“A conservação do quadro geral de populações da espécie é extremamente importante. Ao trabalhar com a IFAW, estamos fazendo isso acontecer e estou feliz por podermos criar juntos um legado de proteção a longo prazo”, concluiu a conservacionista. As informações são do Daily Mail.

Bumi medicado das queimaduras brinca com pneus | Foto: Roger Allen
Bumi medicado das queimaduras brinca com pneus | Foto: Roger Allen

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Cachorrinha morre de insolação após ser deixada fechada em van por seus cuidadores

Foto: Gazette Media
Foto: Gazette Media

Davina Boyes, 34, ficou inconsolável depois que seu cachorro morreu de insolação quando os cuidadores contratados por ela deixaram o animal preso  numa van em um dia quente de verão.

A cachorrinha da raça bulldog de dois anos, Betty, ficou sob os cuidados de cuidadores da empresa Petpals, enquanto ela trabalhava.

Mas quando ela deixou Betty pela manhã, não fazia ideia de que ao final do dia seria informada que sua cachorrinha havia morrido.

A tutora e seu marido Steve, 43 anos, ficaram devastados, o casal recebeu um pedido de desculpas da cuidadora – que já ficara com Betty muitas vezes no passado e a levara para passear – quando ela deu as trágicas notícias à família.

Desde então, a Petpals pagou 3 mil libras (cerca de 16 mil reais) como compensação ao dano causado, mas a tutora disse que o dinheiro nunca trará de volta um membro da família. Davina, que vive em Guisborough, North Yorkshire, disse ao Metro UK em matéria de 21 de novembro: “Não há como compensar financeiramente a perda de alguém que se ama”.

“Sinto-me absolutamente destruída, ficamos arrasados com o que aconteceu com a nossa amada cachorra e isso poderia ter acontecido com qualquer outro cachorro também”, acrescentou ela. “Você acha que seu cão está seguro, especialmente usando os serviços de uma grande empresa. O que poderia dar errado?”.

A Petpals insiste que suas vans são climatizadas e o veículo ainda estava frio quando os cuidadores voltaram ao veículo depois de passear com outros cães. Davina disse que acredita que um grupo de cães foi levado para passear na praia de Redcar.

Foto: Gazette Media
Foto: Gazette Media

Depois que o primeiro grupo, incluindo Betty, foi levado para caminhar na praia, os cães foram deixados na van enquanto a próxima turma foi passear.

Davina disse: “Eles exercitaram o primeiro grupo e colocaram os cães de volta na van. Quando foram deixar o segundo grupo, Betty estava vomitando. Eles a levaram ao veterinário, mas quando chegaram lá ela já estava com morte cerebral e insolação grave. Pagaram as contas do veterinário, enviaram flores, pediram muitas desculpas, mas isso realmente não importa quando o seu cachorro está morto”.

Davina continuou: “Ficamos arrasados. Tivemos que assinar os papéis para que ela fosse sacrificada, foi de partir o coração porque Betty era nossa família”.

A tutora descreveu Betty como “enérgica, engraçada e fofa” e disse que desde então acolheu outro cão da raça buldogue, Barbara, de quatro meses de idade, que agora faz parte da família e desde que entrou em suas vidas está ajudando o casal a lidar com a perda.

Kevin Thackrah, diretor da Petpals, disse: “Revisamos a correspondência e a investigação realizadas na época e, embora não neguemos que Betty tenha morrido sob os cuidados de nossa franquia Redcar, não estava claro que isso se devia inteiramente ao fato de ela ter sido deixada na van por 20 minutos, pois o veículo era climatizado e estava ainda fresco quando os cuidadores voltaram  depois de passear com outros cães. Acreditamos que a insolação deveu-se principalmente a uma caminhada em um dia muito quente. Nenhum dos outros cães sob responsabilidade dos cuidadores sofreu dano naquele momento”.

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Bolsonaro diz que políticas ambientais prejudicaram o crescimento do país

Bolsonaro destacou as riquezas naturais da Amazônia e falou sobre a cobiça internacional em relação à floresta


Em discurso feito na quarta-feira (27) durante a 1º Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus, no Amazonas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar as políticas ambientais do Brasil e a demarcação de terras indígenas.

José Dias/PR

“Nós temos no estado Amazonas, hoje, a maior parte tomado por reservas indígenas, áreas de proteção ambiental, estações ecológicas, parques nacionais, entre outras políticas ambientalistas que, em parte, prejudicaram o crescimento do nosso Brasil. E a Zona Franca de Manaus veio exatamente para mostrar que o Brasil é nosso, para integrá-lo ao resto do nosso país”, disse Bolsonaro.

De acordo com o presidente, há uma cobiça internacional em relação à floresta amazônica, que teve suas riquezas minerais e de biodiversidades destacadas por Bolsonaro.

Para o presidente, a maior parte dos índios é condenada a viver como “homens pré-históricos”. Isso, na opinião dele, tem que ser mudado. Bolsonaro afirmou que os indígenas querem produzir, plantar e garimpar em suas terras para desfrutar dos “benefícios e as maravilhas da ciência e da economia” e que seu governo é voltado para isso.

“Quantos entre vocês aqui são descendentes de índios? Por que reservar o espaço dentro de uma terra onde você não possa fazer nada sobre ela? Eu quero, e o que depender de mim e do nosso parlamento. Nós queremos o índio fazendo dentro da sua terra exatamente o que o fazendeiro faz do lado, na sua terra. Possa, inclusive, garimpar”, disse.

O presidente é conhecido por atacar políticas ambientais e demarcação de terras indígenas. Logo após ser eleito, ele afirmou que permitir que os índios permaneçam em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos.


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Governo é pressionado a proibir fogos de artifício após animais morrerem de ataque do coração

Foto: Adobe
Foto: Adobe

Mais de 185 mil pessoas assinaram uma petição pedindo ao governo do Reino Unido a proibição dos fogos de artifício.

Quando as petições enviadas ao Parlamento e ao Governo do Reino Unido atingem 100 mil assinaturas, elas são consideradas para debate no Parlamento. Espera-se que a data do debate seja anunciada amanhã.

A petição, lançada por Elizabeth Jayne Harden, ganhou apoio nas mídias sociais depois que várias mortes de animais foram relatadas como resultado de fogos de artifício.

“Morreu de susto”

Uma mulher revelou em um post no Facebook que seu filhote de 18 semanas, Molly, morreu de um ataque cardíaco neste fim de semana:

“Por favor, pense nos animais. Molly morreu de pavor causado por fogos de artifício. Ainda estamos tentando entender o que aconteceu. Estamos temendo os fogos de artifício novamente esta noite”.

Susan Paterson, de South Yorkshire, escreveu: “Devido a enorme quantidade de fogos de artifício com fortes estrondos ao redor de Wombwell e Darfield na noite passada, perdemos um jovem terrier que teve um ataque cardíaco”.

Um post público no grupo PAW – Ajudando Cães em Necessidade no Facebook detalhou como uma gata de 12 anos “passou a noite toda tremendo atrás do sofá” antes de morrer. Os usuários da rede compartilharam suas experiências com animais domésticos que morriam de ataques cardíacos como resultado dos barulhos altos e luzes brilhantes.

“É hora de parar com isso”

A petição diz: “A cada ano, mais e mais pessoas, animais e animais selvagens se machucam por causa dos fogos de artifício. Está na hora de algo ser feito para impedir isso. Existem grupos especializados em fogos de artifício são organizados o suficiente para que possamos desfrutar dos fogos de artifício com segurança, sem a venda deles ao público em geral”.

“O barulho dos fogos de artifício causa uma grande quantidade de medo, estresse e ansiedade em animais selvagens. Fogos de artifício também podem causar danos ambientais por meio de incêndios e pela liberação de produtos químicos venenosos e fumaça carregada de partículas, o que não é apenas inalado pela vida selvagem, mas contamina o ambiente natural”.

“Na Inglaterra, no ano passado, 4.436 pessoas compareceram ao Accident & Emergency Department ou A&E (Departamento de Emergências e Acidentes) em rezão de uma lesão causada por fogo de artifício – mais que o dobro dos 2.141 em 2009/10. Cerca de 40% dos cães do Reino Unido estão assustados com fogos de artifício”.

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Golfinho é encontrado morto com uma lança na cabeça

Por Rafaela Damasceno

Um golfinho-nariz-de-garrafa foi encontrado morto na Ilha Upper Captiva, no condado de Lee, na Flórida. O macho adulto era conhecido na região por pesquisadores e costumava nadar perto dos barcos de pesca. Ele foi encontrado por oficiais da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida.

O golfinho coberto de ferimentos e sangue
Foto: Florida Fish and Wildlife Conservation Comission

As autoridades pediram para que qualquer pessoa com alguma informação relate o que sabe, para que possam investigar o assassinato cruel. O mamífero foi perfurado na cabeça por um objeto pontiagudo e, segundo a necropsia, estava vivo no momento do ataque.

A natureza da ferida sugeriu que ele poderia estar em uma posição de súplica quando foi apunhalado, o que indica que já sabia o que aconteceria. Ela media pouco mais de 15 cm e o objeto perfurou o topo do crânio do animal.

Há uma recompensa de 38.000 dólares (cerca de 142.700 reais) para quem tiver alguma informação que leve até a identificação do assassino.

Infelizmente, esse não foi o único ataque a ocorrer neste ano. Em janeiro, duas focas grávidas foram encontradas mortas em um rio em Essex, no Reino Unido. Uma delas foi atingida diretamente no coração por um rifle.

Sobre o caso, o Programa de Investigação dos Cetáceos Encalhados do Reino Unido afirmou que a necropsia constatou que a causa da morte foi o tiro. A bala, que foi recuperada durante o exame praticamente intacta, perfurou parte do coração e a lateral do pulmão esquerdo.

Todos os assassinatos permanecem sem informações concretas acerca dos culpados.


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Destaques

Égua explorada ao extremo de suas forças desmaia e morre durante corrida

Foto: CBS News
Foto: CBS News

Um cavalo cruelmente explorado além do limite de suas forças nas cruéis pistas de corrida, desmaiou e morreu pouco depois de assumir a liderança durante uma “competição” em Maryland (EUA) no fim de semana, se tornando pelo menos o 12º cavalo de corrida a morrer este ano no estado.

Follow the Petals, uma égua de 5 anos de idade, aparentemente sofreu um ataque cardíaco, de acordo com o jornal Baltimore Sun.

Autoridades aguardam a realização de uma necropsia. A morte de domingo leva o número de cavalos que morrem durante uma corrida só no estado para pelo menos 10, informou o jornal, citando a Comissao de Corridas de Cavalo, Maryland Racing Commission.

Considerado um “esporte” pelos exploradores e apostadores envolvidos no negócio, as corridas não passam de palcos de horror e sofrimento onde os animais são obrigados a correr até o limite de suas forças enquanto o público aposta dinheiro nos cavalos e os empresários lucram com o desempenho dos animais.

Foto: Maryland State Archives
Foto: Maryland State Archives

Muitos morrem vítimas dessa situação horrível, só nessa competição dois outros cavalos morreram durante o treinamento. Um vídeo postado no YouTube pelo Maryland Jockey Club mostra Follow the Petals, liderando a corrida de 1,6 km no Laurel Park, enquanto os seis cavalos passam pelo trecho.

O vídeo então corta para a linha de chegada com o locutor observando que a égua Follow the Petals entrou em colapso e desmaiou. O jóquei Frankie Pennington não se feriu no incidente, disse um porta-voz da pista ao jornal Sun.

A égua venceu duas das sete corridas que correu este ano e ficou em segundo lugar em mais duas corridas, segundo o jornal. Follow the Petals havia sido obrigada a corrrer 35 corridas durante sua carreira rendendo cerca de 200 mil dólares ao seu explorados.

A morte de domingo ocorreu após 29 cavalos terem morrido no parque Santa Anita, na Califórnia, desde dezembro. O Grupo Stronach é dono do Laurel Park e Santa Anita.

O grupo pede – em uma infrutífera tentativa de defesa própria – que as regras de medicação em corridas de cavalo sejam reformadas. Na semana passada, Santa Anita anunciou a formação de uma equipe de revisão de cinco membros para avaliar cavalos antes das corridas finais da temporada e decidir se eles são saudáveis o suficiente para competir.

A temporada de Santa Anita termina no domingo. Em uma declaração ao jornal Sun, o grupo de defesa de direitos animais, PETA, solicitou a Maryland que seguisse o exemplo do sul da Califórnia.

“Cavalos mortos não serão mais ignorados pelo público”, disse a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.

Repeito e dignidade – Follow the Petals

Cavalos não são produtos para serem vendidos, comprados e explorados em corridas. Esses animais são seres sencientes, capazes de amar, sofrer, criar vínculos e entender o mundo ao se redor.

Abusados ao extremo eles morrem em silêncio vítimas da ganância e crueldade humana. Vidas preciosas e belas perdidas por interesse e ignorância.

Follow the Petals jamais vai poder ter os bebês potros que poderia, ou amamentá-los e assisti-los crescer, ela jamais vai correr livre pelas planícies e montanhas como nasceu para fazer, nunca mais vai sentir o vento em sua crina e o sol em seu pelo novamente. Durante os cinco anos em que viveu ditaram o seu destino e decidiram sua vida.

Follow the Petals esta finalmente livre.

Foto: Wallhere
Foto: Wallhere

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Cachorra tem que ser sacrificada após ter ácido jogado sobre todo o seu corpo

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News
Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

O animal doméstico da família foi levado , Hannah Marriott, depois de apareceu em sua porta com ferimentos causados pela substancia corrosiva

Um cão da raça bull terrier de staffordshire teve que ser sacrificado via morte induzida depois de ter sido submetido a um ataque cruel e fatal com ácido corrosivo.

O animal doméstico da família foi levado por Hannah Marriott depois que apareceu em sua porta com ferimentos severos e graves.

Hannah, que reside em Newry, na Irlanda do Norte, disse: “Quem fez isso com esse pobre cachorro está doente, totalmente louco”.

O cão ferido foi encontrado no bairro de Parkhead na cidade na última terça-feira (28).

Foto: The Mirror/Reprodução
Foto: The Mirror/Reprodução

Centenas de pessoas foram às mídias sociais para desabafar o horror de que ficaram tomadas ao tomar conhecimento do crime violento e repugnante praticado contra animal, relata Belfast Live.

Uma delas disse: “O tutor do cachorro foi notificado e eles estão traumatizados com o que aconteceu com seu animal doméstico, que era um membro da família”.

Grupo de bem-estar animal local Animais de Estimação Perdidos e Achados na Irlanda do Norte está pedindo qualquer um com informações sobre o ataque que contate a polícia.

Um porta-voz do grupo disse: “O ataque aconteceu na área de Newry, o pobre cachorro estava coberto de ácido. Se alguém tiver informações sobre esse incidente ou o cachorro, por favor, procure as autoridades”.

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK
Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

O inspetor McCullough, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte, disse: “A polícia recebeu uma denúncia sobre um cão ferido na área de Pound Road, em Newry, aproximadamente às 18h10 de terça-feira, 28 de maio”.

“O animal foi levado a um veterinário local, no entanto, devido à gravidade de seus ferimentos, o cão teve que ser sacrificado.

“Os inquéritos estão em andamento”.

O veterinário de Newry que teve que sacrificar o após o ataque com ácido disse que é o “pior caso de crueldade contra animais” que ele já viu.

Liam Fitzsimons, do Centro Veterinário de Newry, recebeu o cão em sua clínica na terça-feira.

A polícia foi chamada por volta das 18hs para a região de Pound Road depois que Hannah Marriott encontrou o animal coberto de queimaduras pelo corpo.

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News
Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

O médico disse que o cachorro foi morto por indução mais tarde devido à “gravidade de seus ferimentos”.

O Sr. Fitzsimons disse à BBC News que “havia apenas uma opção” quando o cão chegou a sua clínica.

“Você podia sentir o cheiro de carne queimada exalando do animal e a pele estava caindo”, acrescentou ele.

“A língua do cachorro estava toda ulcerada por ele ter lambido o ácido de sua pele.

“Em trinta anos de prática, nunca vi nada assim. Este é o pior caso de crueldade com animais que eu já encontrei”.

O veterinário de Newry disse que a visão do animal levou uma enfermeira veterinária às lágrimas.

“Vou levar este caso comigo para a sepultura”, disse ele.

“Há um monstro à solta em Newry. Se esse criminoso pode fazer isso com um cachorro, ele pode fazer isso com um humano também”.

David Wilson, porta-voz da USPCA em Newry, disse à BBC News NI que o cão é considerado um membro da família que vivia com ele.

“Este foi um ataque horrendo a um cão indefeso com uma substância corrosiva”, disse Wilson.

Ele convocou a comunidade local para ajudar a polícia em sua investigação e para revelar qualquer informação que possa estar ligada ao caso.

O conselheiro local, Gavin Malone, visitou a mulher que encontrou o cão e disse que ela estava “devastada”.

“Tem havido problemas contínuos na área com comportamento anti-social”, disse ele.

“Mas eu não acho que houve um motivo de vingança envolvido no crime. Eu acho que foi até a pura maldade”, concluiu ele.

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Explorado, e sob intensa pressão, leão reage violentamente ao interagir com treinador

Foto: One Green Planet/Reprodução
Foto: One Green Planet/Reprodução

Leões são originários da savanas africanas, geneticamente preparados para correr grandes distancias, em velocidades que alcançam 56km/h, eles vivem em bandos, caçam e convivem com os demais animais, além de tudo isso, esse mamífero majestoso é o maior predador de sua cadeia alimentar.

De posse dessa informação fica fácil entender porque esses animais selvagens não se adaptam ao cativeiro. Sua saúde física e mental sofre impactos terríveis e muitas vezes irreversíveis. Os leões explorados em circos, especificamente, são extremamente abusados para serem usados como entretenimento humano.

Esses animais são ensinados a fazer truques anti-naturais mediante punições severas, o treinamento para tais truques envolve métodos cruéis como espancamento com bastões, chicotes, fome e muito mais.

Considerando sua situação infeliz, vivendo uma vida afastado de seus pares, sendo obrigado a obedecer comandos sem sentido e sofrendo todo tipo de crueldade, é simples compreender porque um animal aprisionado em cativeiro pode se tornar agressivo.

Alguns dos comportamentos agressivos e anormais que eles exibem são: andar de um lado para o outro sem parar, bater as cabeças contra as gaiolas e automutilar-se.

Em outros ambientes cativos, como zoológicos, os animais até atacam e matam uns aos outros. Um exemplo de um incidente violento desses foi quando um urso dançarino russo atacou seu treinador na frente de uma multidão. Recentemente, uma situação semelhante aconteceu envolvendo um leão em um circo na Ucrânia.

O auto-entitulado “domador” de leões, Hamada Kouta, foi recentemente atacado na Ucrânia durante um show. No vídeo, nota-se que o leão claramente já esta farto do circo. Ele pode ser visto batendo no treinador com as patas antes de atacá-lo, mordendo-o no ombro.

Apesar da escolha infeliz de carreira, onde o objetivo é subjugar animais selvagens para submetê-los a sua vontade, o treinador sobreviveu ao ataque. O leão não mordeu propositalmente o pescoço do treinador, o que provavelmente resultaria em morte.

Kouta diz que eles geralmente dão aos animais três dias para se acostumarem a um novo local, mas eles começaram a se apresentar imediatamente e ele acredita que é por isso que o leão estava estressado.

Embora a programação de viagem de um circo certamente deva causar mais pressão e estranheza aos animais em cativeiro, está provado que os animais de circo vivem vidas continuamente estressantes devido ao fato de estarem sendo mantidos presos. Eles não podem caçar, andar pela selva ou seguir seus instintos de tantas outras maneiras que eles poderiam se estivessem na natureza.

O treinador não culpou o leão e afirmou que ele era o culpado pelo ataque pois ele havia “perdido o tempo certo”, Kouta ainda se referiu aos animais do circo como seus “filhos”. O que é assustador levando-se em conta o tipo de abuso que esses animais sofrem.

Muitos dos animais encontrados em cativeiro são tirados de suas mães ainda bebês a para serem criados em ambientes solitários, onde eles “desenvolvem doenças relacionadas ao estresse, depressão, ansiedade e extrema frustração”, segundo informações do One Green Planet.

Kouta também mencionou que sua maior preocupação no momento do ataque era não assustar as crianças que visitavam o circo, infelizmente é uma mensagem perigosa a que esta sendo passada para as crianças, dizer que os grandes felinos são como crianças para ele.

Esse tipo de “show” cruel ensina às crianças que elas podem dominar os animais selvagens e submetê-los à sua vontade, prendendo-os e entretendo-se com eles, o que não é verdade. Ser mantido em cativeiro por humanos é o pior crime que se pode cometer contra os leões ou qualquer outro animal selvagem.

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Adeptos da caça atacam van com ativistas pelos direitos animais

Um vídeo gravado recentemente mostra o suposto ataque de um grupo pró-caça a uma van lotada de ativistas pelos direitos animais.  A investida começou depois a van dos ativistas foi estacionou em um pub.

As cenas chocantes mostram um grupo de ativistas pelos direitos animais sendo atacados por partidários da caça do lado de fora de um pub, em Cheshire.

Um homem mascarado é visto pulando no capô do veículo e arrancando um limpador depois que os sabotadores de caça foram encurralados. Outro homem também foi filmado batendo na van com uma taco de sinuca antes que o motorista conseguisse manobrar e escapar por uma outra saída do Wheatsheaf Inn em Onneley, Cheshire.

Os Sheffield Hunt Saboteurs afirmam que estavam se reagrupando com outras equipes quando foram alvos de torcedores “frustrados” da North Staffordshire Hunt na tarde do último sábado – depois que o protesto deles interrompeu um encontro de caçadores. As informações são do Daily Mail.

A polícia de Staffordshire informou que seus policiais foram chamados ao local, mas nenhuma prisão foi feita e as investigações estão em andamento.

As imagens divulgadas pelos sabotadores de caça mostram várias pessoas em pé na frente de uma van, bloqueando a saída.

Os sabotadores de caça alegam que um homem empunhou um taco de sinuca depois da chegada do grupo.

Um homem que usa um boné de beisebol parece ameaçar os ocupantes com um taco de sinuca.

Dentro da van, um homem pode ser ouvido desesperadamente chamando a polícia para ajuda e diz ao operador que eles estão sendo atacados por caçadores.

Um segundo vídeo mostra o homem mascarado correndo atrás de outro furgão que também faz uma fuga apressada.

Em um comunicado, Sheffield Hunt Saboteurs disse: “Durante um encontro em um pub local, membros das equipes de Sheffield, West Yorkshire, Liverpool e Manchester foram sujeitos a um ataque não provocado por bandidos com tacos de bilhar que ameaçaram os sabotadores, danificaram um veículo.

“Os indivíduos envolvidos foram vistos após a caçada e se comportaram de maneira ameaçadora ao longo do dia – uma indicação clara de como a North Staffordshire Hunt estava frustrada em fazer as malas mais cedo.”

O suposto incidente aconteceu fora de um bar em Onneley, Cheshire

Um porta-voz da Polícia de Staffordshire disse: “Os policiais foram chamados ao Inn Wheatsheaf na Bar Hill Road, Onneley, por volta das 3:30 da tarde de sábado, após relatos de uma discussão entre um grande grupo de pessoas no estacionamento do pub. Um veículo também foi alegadamente danificado durante o incidente. Nenhuma prisão foi feita em relação ao incidente e as investigações estão em andamento”.

O grupo de caça disse em um comunicado: “O North Staffordshire Hunt terminou suas atividades legais de caça durante o dia e seus membros deixaram a área sem nenhum incidente no sábado, 5 de janeiro.

A caça não tolera nenhuma forma de violência, mesmo quando confrontada com provocações extremas, assédio pessoal, invasão maliciosa e outras ofensas. No entanto, com a constante intimidação e perseguição de ativistas aos apoiadores e proprietários de terras, não é surpreendente que membros comuns do público possam reagir dessa maneira a serem filmados ”.

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Peru resgatado de comemorações de Ação de Graças morre após 2 anos de liberdade

Na semana passada, um ataque de predadores provocou a morte de um dos perus mais famosos das redes sociais. Albert, assim como a companheira Princess, seus dois filhotes e o resto do grupo resgatado por Brant Pinvidic, foram encontrados mortos em seu viveiro. O tutor publicou a notícia nas redes sociais. Ele acredita que doninhas invadiram o local no meio da noite.

Depois do resgate de Albert, há dois anos, Pinvidic fundou a Albert and Friends, uma organização de resgate e adoção de animais. Ele promove um lar temporário para os animais até que encontrem uma família definitiva. (Foto: alberttheturkey/Instagram)

O ataque ao grupo de animais fez com que ele duvidasse da vocação. “Quando aconteceu, nós pensamos imediatamente que não podíamos mais fazer isso. Não podíamos mais sofrer esse tipo de perda. Mas precisamos continuar. Nós precisamos reconstruir nosso viveiro e resgatar mais perus. É o que fazemos”, disse Pinvidic ao The Dodo.

 

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I’m not sure how to say this or what to do but I have terrible news. This week we had a predator attack on our coop and Albert and our entire flock were killed. I’m so sorry to be telling everyone this, I’m still in shock. I can’t get into the gory details but they are saying most likely weasels as the bodies were all basically intact and everything was killed. It was simply horrific. I am thankful that it was me that found them and not my wife or kids. I really don’t know what to say, it’s a difficult thing to experience and the guilt and sadness are almost overwhelming. I know I don’t have to explain how special Albert was to me, he was part of our family. But I also raised Scout and Elizabeth from hatching and they spent their first 3 months in my arms everyday. I swam with Charlie our duck all summer. Last month my big horse Amigo got a liver disease and had to be put down. I couldn’t bring myself to tell anyone because it was too much, but this is different. I know from the last 2 years how many people Albert touched and inspired and it breaks my heart to have to share this news with you. My family is dealing with this reality, it’s been tough for my youngest. He wanted to say goodbye but he was at school when we cleaned everything up. Thank you @bethostern for being there last night to talk me through. She reminded me “this is what we do” and this is part of the process. It just been hard as someone who embraces the joy in life to face this side. With Max, Amigo and now this, it’s been a struggle. It’s one week till Thanksgiving and I’ve already rescued all 41 turkeys this year at the poultry farm for another year. I will bring one or two or more home and start again. I will continue to rescue and will not be deterred by this tragedy. Although it’s hard not to be today. It will take a while and a team of contractors till I’m going to be comfortable with securing our coop, but I’ll get there. Thank you everyone, I’m so sorry to have to share. Your love and support is always appreciated and if you want to donate to help me rescue the turkeys this year, please visit www.albertandfriends.org #alberttheturkey

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A história de Albert

Em 2016, Brant Pinvidic, um simples produtor de televisão, ouviu falar de uma fazenda em que as pessoas poderiam escolher os perus vivos para sua ceia de Dia de Ação de Graças. Eles então seriam mortos e depois levados pelos consumidores. Pinvidic, no entanto, já sabia que os animais que escolheria teriam um destino diferente.

Pinvidic adotou Albert e Princess, que passaram a morar em viveiro em seu quintal. No dia de Ação de Graças daquele ano, o homem deixou que o casal explorasse a vizinhança. Enquanto Princess andava pelo local, Albert ficou tão feliz que, quanto Pinvidic se ajoelhou, a ave correu para os seus braços.

 

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Albert and London are both a little jealous. I love them all. #jealousbird #allaboutalbert #albertandfriends #turkeystyle #turkeyhug #dontmesswiththeturkey

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Esse foi só o começo da amizade entre os dois. Desde então, Albert participou até das cerimônias de Natal da família. “Depois de uns 25 minutos, as pessoas nem reagiam mais ao fato de que ele era um peru. Ele só estava andando, na dele. As pessoas conversavam e ele entrava no meio”, disse Brant Pinvidic.

Redes sociais

Ele ganhou também um perfil na rede social, onde mais de 38 mil pessoas acompanhavam sua rotina. Albert ajudou, inclusive, a mudar a forma com que algumas pessoas enxergam esses animais. Logo ele ficou conhecido como “o peru mais amável do mundo”, por conta de sua sociabilidade e a atenção que estava ganhando.

“Diferente dos cachorros, os perus não tem muitos modos ou muita coisa para dizer. No entanto, Albert me deu tudo que tinha. Se eu olhava para ele, ele colocava as penas para cima. Se eu estava dentro de casa e ele fora, ficava batendo na porta até eu deixa-lo entrar. Se queria uma abraço, pulava no meu colo e pedia. Ele era parte da família assim como os outros animais”, lamentou Pinvidic.

 

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Ativistas protestam contra a exploração de burros em ilha na Grécia

Um grupo de ativistas pelos direitos animais foi atacado por homens responsáveis pela exploração de burros na ilha de Santorini, na Grécia. O protesto ocorria pacificamente contra o abuso de animais, que têm ficado lesionados ao carregar visitantes obesos pelas encostas íngremes do ponto turístico.

Um grupo de ativistas pelos direitos animais foi atacado por homens responsáveis pela exploração de burros na ilha de Santorini, na Grécia.
(Foto: Reprodução)

Membros do organização defensora do bem-estar animal Direction Action Everywhere de Atenas afirmaram que antes mesmo de iniciarem o protesto, os homens gregos já estavam gritando e zombando da iniciativa. Porém, conforme desciam uma escadaria na capital da ilha, Fira, eles aproximaram-se de forma violenta e começaram a ofender e agredir os ativistas.

Em um vídeo, é possível ver um dos homens gregos gritando, empurrando e arrancando cartazes das mãos dos integrantes do grupo, formado majoritariamente por mulheres.

Conforme as agressões se intensificaram, os manifestantes afirmaram que não conseguiram filmar pois os agressores tentavam tirar os celulares de suas mãos e até jogaram uma das bolsas pelo penhasco. “Eles estavam cuspindo em nós e não nos deixaram pegar nossos telefones, eles também foram verbalmente violentos”, afirmou líder da filial da organização em Atenas Maria Skourta.

A manifestante Elisavet Chatzi, disse que o grupo de homens atacou até sua filha, de 16 anos, com um soco no rosto. “Havia cerca de 30 homens que nos atacaram, havia apenas 10 de nós ativistas, a maioria de nós mulheres”, disse ela. Ela acrescentou que uma ativista deficiente foi atingida com tanta força que deslocou seu ombro, o que pode exigir cirurgia.

Um porta-voz do Departamento de Polícia de Fira, em Santorini, disse que estava investigando o incidente. “Conversamos com o grupo de ativistas, informamos seus direitos e ouvimos suas reclamações. Fora isso, não tivemos nenhuma comunicação com ninguém sobre esse incidente”, afirmou.

O protesto foi ocasionado após uma investigação revelar que os burros estão sendo afetados por transportar turistas obesos. Além disso, julho é uma época de alta temporada, e a ilha recebe até até cinco navios de cruzeiro por dia, com cerca de 1.200 turistas. Isso intensifica a exploração animal, já que os burros têm menos tempo de descanso e quase não bebem água em dias de calor intenso.

Os protestos resultaram em uma reunião entre a prefeitura, grupos de ativistas e tutores de burros para garantir “respeito pelos direitos e pelo bem-estar dos animais”.

A prefeitura disse que todas as partes aceitaram uma série de medidas, incluindo manter os animais à sombra durante os períodos de descanso e garantir bastante água e comida. A carga e as horas dos burros também seriam limitadas, enquanto os tutores que maltratassem seus animais seriam banidos.

Santorini tem lutado nos últimos anos para lidar com um grande número de turistas que visitam a ilha durante a alta temporada. A prefeitura já impôs limites ao número de navios de cruzeiro e pessoas autorizadas na ilha.

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Deputado do PSOL é atacado por parlamentar do PSB por defender PL dos Bois

O deputado João Paulo Rillo (PSOL) foi atacado, na última quarta-feira (18), pelo deputado Barros Munhoz (PSB) por defender o PL 31/2018, conhecido como PL dos Bois, que proíbe a exportação de animais vivos através de portos do estado de São Paulo. Munhoz é o responsável pela emenda que distorce o PL 31 com o intuito de manter as operações de embarque de animais nos portos do estado.

(Foto: Reprodução / Facebook / João Paulo Rillo)

Munhoz se posicionou de forma agressiva enquanto Rillo discursava na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). No momento em que foi atacado, o deputado afirmava que defender os animais que são maltratados e os protetores é um grande orgulho para ele e questionava a agressividade de Munhoz, que, segundo Rillo, é espantosa. “Realmente, alguém deve ter prometido alguma coisa para alguém aqui e não está conseguindo entregar”, disse Rillo.

No momento em que Munhoz respondeu a Rillo, de forma exaltada, o público presente na Alesp reagiu em repúdio à atitude do parlamentar. Em seguida, Rillo voltou a se posicionar na Casa Legislativa.

“Eu, sinceramente, não vou responder a esse tipo de agressão, essa tentativa de agressão de Barros, primeiro porque eu sempre o respeitei, eu sempre o admirei na Casa, sempre tratei com respeito. Estou espantado com a agressividade do deputado Barros Munhoz. Espero que pare por aí. Se, de fato, ele quiser entrar em uma discussão de ética e de biografia, estou preparado para discutir com ele. Espero que cesse por aí. Não vou entrar em baixaria, não vou partir para a agressão física, não vou partir para agressão pessoal, para a desonra, porque não faço política dessa maneira”, afirmou Rillo, que recebeu apoio do público presente.

Ao final do pronunciamento, Rillo pediu que o presidente da Alesp, o deputado Cauê Macris (PSDB), escolhesse um lado para defender. “Quero dizer isso, senhor presidente: está exposto aqui, é natural, o senhor tem que assumir uma posição. Tem um conflito na Casa, um conflito de interesses. Eu não tenho problema de assumir o meu lado, de que lado que estou. Para quem está com problema em assumir o lado, em expor a sua posição, eu não posso fazer nada. A vida é assim. E a parte boa deste grande contratempo que a assembleia vive é isso: as feridas e a verdade estão expostas de maneira muito clara para quem quiser ver”, concluiu Rillo.

Especismo e machismo

Em outro momento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o deputado Barros Munhoz fez mais uma declaração polêmica. Desta vez, a fala do parlamentar expressava desconsideração aos animais e às mulheres.

“Eu prefiro a companhia de boi do que a companhia de certas vacas políticas. De certas vacas políticas que só mentem, que só procuram enganar”, disse Munhoz.

A declaração do político – que apesar de afirmar preferir “a companhia de boi”, é favorável à cruel exportação de animais vivos – perpetua a ideia equivocada e especista de que temos que utilizar animais – no caso, vacas – como forma de ofensa e, ao mesmo tempo, reproduz machismo ao chamar mulheres de vacas como forma de diminuí-las e silenciá-las pelo simples fato de serem mulheres.

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