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Associação dos Amigos dos Animais de Chaves precisa de ajuda

O abandono de animais, quer da região de Chaves, ao norte de Portugal, quer do resto do país, é uma situação que, infelizmente se mantém constante devido, principalmente, à inconsciência e leviandade dos tutores dos animais que, no processo de compra ou adopção não ponderam devidamente o compromisso e os deveres que devem passar a ter com um animal.

logoaaacA maior parte dos abandonos ocorre neste período de férias. Pelo facto de pensar que não existem alternativas para deixar os animais, os tutores optam por se livrar dos “empecilhos” que não iriam permitir a estadia neste ou aquele hotel, optando muitas vezes por abrir a porta do carro em movimento, por exemplo numa auto-estrada, que o levará ao paraíso prometido e que provocará o inferno do animal. Se para os humanos as férias são momentos de alegria, para os animais abandonados são momentos de terror. A questão que vale a pena colocar é: que tipo de ser humano é que pode saborear umas férias sabendo que o cão/gato que ontem era o seu fiel animal, está naquele momento à sede, fome ou até ferido/morto?

Em entrevista à A Voz de Chaves, Milena Melo, presidente da Associação dos Amigos dos Animais de Chaves (AAAC), adiantou que neste momento estão ao cuidado na Associação mais de 150 animais. A AAAC foi fundada em 1998 e desde então tem vindo a combater a questão do abandono e de maus tratos infligidos a animais, tendo abrigado milhares deles, contudo hoje-em-dia está a atravessar um momento difícil. “A Associação não tem capacidade de resposta para lutar sozinha contra o problema do abandono, pois temos alguns apoios mas face à problemática do abandono, que cada dia aumenta mais está a ser praticamente impossível responder ao apelo, e sem a colaboração de todos…” adianta Milena.

A AAAC tenta a cada dia minorar o sofrimento destes animais sem lar e evitar que nasçam outros nestas condições. Um dos objectivos é a esterilização em massa de animais em situação de rua. Esta é a única forma ética e eficaz de controlar a população de animais sem lar, porque a Associação tem uma postura de “não à morte”, opondo-se à política de captura e abate destes animais que, infelizmente, muitos canis do nosso país levam a cabo. “Hoje em dia Chaves é conhecida a nível nacional por ter um canil que não mata os animais passado cinco dias de lá estarem. Os animais que estão no nosso canil ou morrem de velhice ou então morrem de doença, mas morrem dignamente” explica Milena.

Sabia que os animais nas rua vivem sem acesso a cuidados básicos, alimentação suficiente, abrigo ou conforto, vítimas de fome, doenças e maus-tratos, condenados a existências curtas e sem qualidade de vida? Claro que sabia, por isso não se limite a assistir ao sofrimento destes animais e ajude-os!

Existem várias formas de ajudar a AAAC: Pode fazer-se sócio da Associação pagando apenas 1€ por mês, uma quota anual de 12€; Adoptando ou Apadrinhando (ajudar financeiramente a cuidar de um animal sem o adoptar); Fazendo um donativo em dinheiro na conta da Associação; Fazendo-se voluntário (contacte as voluntárias da Associação e passe uma tarde no canil); Sendo madrinha/padrinho de esterilização; E fazendo um donativo em género como ração (bebés e adultos), cobertores/mantas, trelas, coleiras, casotas, baldes de água, medicamentos (uso animal), adesivos e compressas, água oxigenada, soro fisiológico, desparasitantes (internos e externos), betadine, lixívia, detergentes para desinfectar, materiais de construção como estrados de madeira, placas de madeira para construção de casotas, rede e gravilha. Para ajudar contacte as voluntárias da Associação 965 596 595 / 935 660 181 ou adicione a Associação no Facebook “Amigos Animais Chaves” ou “Os Amigos dos Animais de Chaves”.

O número de animais sem lar não pára de crescer e os recursos são muito limitados. A Associação não tem recursos financeiros e humanos para combater o problema de fundo dos muitos cães e gatos que procriam continuamente no domínio público. Por mais que queiram não conseguem atender a todos os casos com que se deparam, por isso toda a ajuda é bem-vinda! Cabe-nos a nós, enquanto cidadãos conscientes ajudar esta causa. Faça um donativo para o NIB: 0019 0029 0020 0057 5676 3 IBAN: PT50 0019 0029 0020 0057 5676 3 no Banco BBVA.

*Esta notícia está escrita em Português de Portugal.

Fonte: Diário Atual

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Tourada que será realizada em Portugal gera protestos de ONG e internautas

“Espetáculo” realiza-se amanhã no âmbito da Feira do Fumeiro

Está gerando protestos a Corrida de Touros prevista para amanhã, em Vinhais, no âmbito da Feira do Fumeiro local. A Associação dos Amigos dos Animais de Chaves deu início à discussão, lamenta que uma prática “cruel”, que nunca teve “tradição” em Trás-os-Montes e que está sendo “abolida” em todo o mundo, esteja sendo promovida na região. A organização do evento defende que se trata de uma questão de “opinião” e lembra que “só vai quem quer”.

A Associação dos Amigos dos Animais de Chaves (AAAC) está apelando à condenação da corrida de touros que consta do programa da Feira de Vinhais e que deverá realizar-se amanhã às 14h, na Praça de Touros construída pela autarquia local.

O pedido de adesão à causa está sendo feito por correio eletrônico e nas redes sociais. “Podemos não conseguir evitar que se realize esta tourada, mas tentaremos que não se volte a repetir. A união faz a força!”, lê-se no mail de correio eletrônico que a AAAC está fazendo circular e que pede para ser reenviado para os endereços eletrônicos do presidente da Câmara de Vinhais e do vice-presidente e dos respectivos vereadores. No mail em causa é feita uma descrição pormenorizadas dos tormentos a que os animais das touradas são sujeitos, como o “corte dos chifres a sangue frio” e o cravar das bandarilhas, que “podem ter comprimentos entre  8 e 30 centímetros e têm arpões na ponta para se prenderem à carne e aos músculos do touro, rasgando-lhe os tecidos”.

“Tanto nas touradas à portuguesa, sejam corridas de touros ou garraiadas, como nas largadas, (…) os touros e os cavalos são as vítimas de um espectáculo com características extraordinariamente cruéis, que envergonham Portugal por ser um país em que cerca de 3 mil touros e 100 cavalos por ano sofrem indefesos o mal que é a tourada. Se lhes fosse possível, todos fugiriam da arena”, pode ler-se no mail.

Confrontada com a posição da Associação, a responsável pela organização da Feira, Carla Alves, referiu que este tipo de manifestações são “normais” e remeteu-as para o campo das “opiniões”. “Quem quiser ir vai, quem não quiser ir não vai”, defende Carla Alves.

De acordo com a mesma responsável, a Praça de Touros foi contribuída essencialmente para a realização de chegas de bois, uma tradição no concelho, que entende que pode contribuir para a preservação da raça mirandesa. Quanto ao “espetáculo” da corrida de touros, diz que a sua realização se prende com a curiosidade que tem despertado na região sempre que um ou outro concelho, recorrendo a praças amovíveis, têm apostado nesse tipo de iniciativas.

A primeira tourada em Vinhais aconteceu em 2008 e repetiu-se em 2009. A autarquia lamentavelmente parece ver no espetáculo mais um motivo de atração para o concelho. Em 2009, o presidente da Câmara, Américo Pereira, disse querer fazer de Vinhais “uma terra de touros, de lutas de bois e de touradas”.

Fonte: Seminário Transmontano

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