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Asa Branca recebe ameaças após denunciar maus-tratos a animais em rodeios

As ameaças, no entanto, não fizeram Asa Branca voltar atrás na decisão de denunciar a violência sofrida pelos animais no rodeio


Asa Branca, que foi o maior locutor de rodeio da história do Brasil, e sua companheira Sandra Santos, estão recebendo ameaças após o ex-locutor denunciar os maus-tratos aos quais os animais são submetidos no rodeio.

O casal recebeu mais de trinta áudios via redes sociais por meio dos quais homens afirmam que Asa Branca merece o câncer com o qual foi diagnosticado por ser “ingrato” com o mundo do rodeio.

O ex-locutor chegou a ser ameaçado de morte por pessoas que afirmaram que se ele ir à cidade de Barretos (SP) não sairá vivo de lá.

As ameaças, no entanto, não fizeram o casal voltar atrás nas denúncias. “O Asa Branca segue sustentando o que disse: ele mesmo maltratou animais e apoiou uma indústria onde viu bois tomarem choques e serem cortados com ferramentas como esporas, sempre com o objetivo de fazer os animais pularem”, disse Sandra, em entrevista à revista Veja.

O casal sairá de Guarulhos (SP), onde mora atualmente, para viver no sítio de um amigo no interior do estado. “Como os médicos não podem fazer cirurgia ou quimioterapia, e o quadro de saúde dele é irreversível, vou levá-lo para o mato. Ver verde e lagoa, além de escutar passarinhos piarem, tem sido um desejo dele. O Asa se sente enjaulado dentro de um apartamento”, relatou Sandra.

Com um câncer em fase terminal, Asa Branca considera que a doença é uma punição que sofre pela violência que impôs aos animais.


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‘No rodeio, o público se diverte às custas da dor de animais’, diz ex-locutor de rodeio Asa Branca

Asa Branca, que foi o maior locutor de rodeios do Brasil, concedeu entrevista por meio da qual assumiu os maus-tratos aos quais submeteu animais explorados por rodeios e disse estar arrependido.

FOTO- LAILSON SANTOS

“No rodeio, o público se diverte às custas da dor de animais”, disse o ex-locutor à revista Veja.

Aos 57 anos de idade e com a saúde bastante debilitada, Asa Branca acredita que está sofrendo com um câncer terminal na garganta para pagar pelo sofrimento que impôs aos animais.

“Eu peço perdão a Deus, porque eu cheguei a machucar animal, cheguei a cortar animal”, disse Asa Branca. “Eu não queria ser um bezerro laçado e puxado pelo pescoço, eu acho que é maus-tratos”, afirmou.

O ex-locutor contou que feriu animais com esporas, que jogou pneus com arame farpado em cavalos para ensina-los a pular e que, ao se tornar locutor, incentivou práticas cruéis, como choques dados na pele dos animais.

Sem esperança de cura, Asa Branca está recebendo cuidados paliativos.

Confira, abaixo, a entrevista de Asa Branca, na companhia da ativista Luísa Mell.


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‘Peço perdão se incentivei a maltratar animais’, diz locutor de rodeio

O maior locutor de rodeio do Brasil, Asa Branca, de 56 anos, afirmou que “se fosse para ser um animal, não queria ser o de rodeio” e disse que diariamente pede perdão pelos maus-tratos incentivados. “Todo dia, antes de dormir, eu peço perdão para Deus se eu incentivei a maltratar os animais”, contou.

Apesar de dizer que não é a favor nem contra os rodeios, Asa Branca afirmou, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, que não vai mais usar o próprio nome para defender esses eventos “porque quem tem que dizer são os médicos veterinários. E a maioria é contra [os rodeios]”.

Asa Branca (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Se hoje o locutor dá declarações que confirmam a existência de maus-tratos em rodeios, na década de 1990 ele era um defensor ferrenho da profissionalização da prática e chegou a fazer campanha em 1994 para Fernando Henrique Cardoso com o objetivo de conseguir, em troca de votos para o político, a assinatura de uma lei que transformaria rodeio em profissão. FHC prometeu e cumpriu e, em 2002, homologou o projeto de lei que passou a reconhecer o peão como esportista profissional.

Classificar rodeio como esporte, no entanto, é algo questionado por especialistas, ativistas e parte significante da sociedade. A juíza Fernanda Orsomarzo, inclusive, ao acatar solicitação do Ministério Público do Estado do Paraná e proibir, há três anos, a realização da IV Festa do Laço Comprido em Rosário do Ivaí (PR), reforçou que “‘esporte’ em que um dos envolvidos não optou por competir não é ‘esporte’. É covardia”.

Na época em que o locutor buscava o apoio de Fernando Henrique Cardoso em prol dos rodeios, no entanto, muitas pessoas já se mobilizavam contra a prática. Uma delas era a cantora Rita Lee que, inclusive, no programa da Hebe Camargo, usou uma camiseta na qual estava escrito “odeio rodeio”.

Boi explorado em rodeio (Foto: Joel Silva / Folhapress)

Em 2005, em entrevista à Folha de S. Paulo, Rita Lee voltou a dizer que é contra rodeios e afirmou que tem “vasto material comprovando os maus-tratos que acontecem nos bastidores desses eventos” e que “rodeios são um lixo cultural americanizado”. Em parceria com o cantor Chico César, Rita escreveu a música “Odeio rodeio”, que também é interpretada pelo grupo O Teatro Mágico, cujo vocalista, Fernando, é vegetariano. “Me tira a calma, me fere a alma, me corta o coração. Se é luxo ou é lixo, quem sabe é bicho que sofre o esporão”, diz trecho da canção.

Foi o posicionamento de Rita Lee, à época, que fez com que Asa Branca decidisse pedir ajuda para FHC. “Fui pedir ajuda [para o FHC]. Disse que levaria ele nas festas, para ele conseguir votos. Mas em troca ele teria que assinar a lei que transformaria o rodeio em profissão. Aí ele prometeu: ‘Se eu for eleito, assino’”, revelou Asa Branca.

Confira a música de composição de Chico César e Rita Lee:

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Polícia Ambiental encontra mais de 60 aves criadas em sítio no Ceará

A Polícia Ambiental do Ceará encontrou mais de 60 aves que estavam sendo criadas ilegalmente, no norte do Estado.

Foi preciso fretar um caminhão para transportar os pássaros apreendidos.

As aves são de várias espécies. Entre elas, há pintassilgo, asa branca, patativa e canário do reino.

As aves ficavam num sítio, no município de Meruoca. Segundo a Polícia Ambiental, o proprietário do sítio mora em Fortaleza. Um dos empregados foi preso.

O dono do sítio vai responder processo por crime ambiental.

Fonte: Globo Rural

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Ninho feito de fios elétricos e arames é encontrado em São Paulo

PássaroA falta de gravetos e folhas fez um passarinho demonstrar seu instinto de sobrevivência e utilizar materiais inusitados para construir seu ninho na cidade de Atibaia, a 59 quilômetros de São Paulo. Um pombo da espécie asa-branca usou arames utilizados na amarração de ferragens de construção, fios elétricos, clipes e outros materiais industrializados para construir seu “lar”. O material era sobra de obras de casas construídas na região. É a primeira vez que os cientistas acham um ninho desse tipo no país.

A descoberta foi feita depois das últimas chuvas na cidade, que fizeram muitas árvores balançarem e provocaram a queda do ninho de um pinheiro. Para o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, que foi ao local, a estratégia de sobrevivência do pássaro está relacionada ao fato de na região não haver árvores de onde costumam cair folhas.

“Os paisagistas hoje em dia não querem folha caindo na grama, só escolhem plantas que não dão trabalho, mas que não atraem pássaros”, disse Frisch.

Os fios e arames que eram utilizados para a construção do ninhoEste é o primeiro ninho do gênero encontrado pelo especialista no Brasil. A edição de outubro deste ano do jornal americano Nature Society News mostrou um ninho feito com pregos, fios elétricos, parafusos, lápis e presilha de cabelo por um casal de andorinhas-azuis na cidade de Meraux, em Louisiana, graças ao estado castigado da região em 2005 pelo furacão Katrina.

Frisch teme por essa tendência do paisagismo atual, e diz que resorts do Nordeste, por exemplo, também têm preferido plantar árvores que não soltam muitas folhas, sem se preocupar com os pássaros. Para o especialista, o ninho “fora do padrão” encontrado em São Paulo mostra o acerto da teoria do cientista Charles Darwin.
ninho
“Tanto o casal de andorinhas-azuis, nos Estados Unidos, quanto o de asas-brancas, aqui no Brasil, construíram ninhos sem precedentes. Além de demonstrar uma inteligência e instinto de sobrevivência fora de série, as aves também deram testemunho do acerto da teoria de Darwin, que afirma que na natureza não são as espécies mais fortes ou mais belas que sobreviviam, mas sim as que sabem se adaptar ao ambiente”, disse Frisch.

Segundo ele, apesar de voarem para locais distantes para buscar alimentos para os filhotes, os pombos da espécie asa-branca, não vão longe para procurar material para construir seus ninhos. E como são muito territorialistas, preferem ficar na mesma região que conhecem, mesmo com a falta de gravetos, a se mudarem para outro local.

Na opinião de Frisch, apesar de muitos terem a preocupação de plantar árvores, não se pensa nos pássaros quando elas são plantadas.

“O erro hoje é essa mania de plantar árvores. Dizem ‘plantei 10 mil árvores’. Mas quantas delas servem para os pássaros fazerem ninhos?”, questiona.

Segundo Frisch, a capital paulista ainda tem muitos pássaros, mas eles são atraídos por árvores plantadas por moradores em residências e não nas ruas, pela prefeitura. Na opinião dele, a prefeitura tem preferido construir fontes com luzes a plantar árvores. Além disso, os pássaros têm sido cada vez menos frequentes em cidades do interior.

“As áreas verdes nas cidades hoje em dia estão ‘enxugando’ por causa dos impostos. Ninguém se dá ao luxo de ter um jardim enorme. E quando as pessoas têm jardins, ninguém se preocupa com os passarinhos”, disse.

Fonte: O Globo

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