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Homem é espancado ao ser flagrado fazendo sexo com uma égua, em Maceió (AL)

(da Redação)

Abdenar Carlos Araújo da Silva, de 49 anos foi agredido por algumas pessoas ao ser flagrado fazendo sexo com uma égua na Avenida Belmiro Amorim, no bairro da Santa Lúcia, em Maceió (AL).

Abdenar, que estava estuprando a égua, foi conduzido para a Central de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis para o caso, informou o site alagoano Primeira Edição.

Nota da Redação: Segundo o promotor de justiça Laerte Fernando Levai, colunista da ANDA, que atua na cidade de São José dos Campos (SP), a zoofilia, também conhecida como bestialidade – prática sexual cometida por seres humanos em detrimento de animais – pode ser considerada como crime previsto na Lei Ambiental. Ele afirma: “Basta analisar os verbos do artigo 32 da Lei 9.605/98 (abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais) para concluir que a zoofilia, mesmo que o animal seja induzido ou obrigado a participar, é uma forma típica de abuso.  Ora, abuso é o uso indevido, desproporcional, exagerado, que viola as leis da natureza e a própria dignidade daquele que o sofre. Parece-me evidente que, se deixados em condição natural, os cães jamais procurariam uma mulher para copular, assim como uma égua não aceitaria ser penetrada por um homem. Se isso acontece, é porque os animais foram levados a essa situação aberrante, tornando-se, na realidade, vítimas da ação abusiva humana. Vale lembrar, aliás, que a Constituição brasileira veda a crueldade para com animais, mandamento este que acabou sendo acolhido pelo legislador ambiental ao incriminar – dentre as condutas típicas – os atos de abuso em prejuízo deles”.

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Destaques, Notícias

Condenado homem que torturou cão em São José dos Campos (SP)

Durante o mês de julho de 2010, em São José dos Campos, interior de São Paulo, um homem chamado Diogo Luís da Cruz manteve seu cão rottweiler amarrado no quintal com fio metálico e de nylon em torno do pescoço.

A conduta cruel acarretou em séria infecção no animal aprisionado, cuja pele encobriu o arame e lhe causou muita dor e sofrimento. Quando os fatos chegaram ao conhecimento da proteção animal e da polícia, já era tarde: o cão em estado gravíssimo recebeu eutanásia na clínica veterinária onde foi socorrido.

A denúncia criminal, oferecida pelo promotor Laerte Levai, colunista da ANDA, atribuiu ao réu o delito do artigo 32 parágrafo 2º da Lei 9.605/98 (maus-tratos seguido de morte) e, em razão da gravidade do caso, não foi dado nenhum benefício ao infrator, para que ele respondesse a processo.

No dia 17 de fevereiro de 2011 o juiz Flávio Fenoglio Guimarães, do JECRIM, acolhendo o pedido do promotor Ricardo Framil, condenou o réu nos seguintes termos:

Diogo da Cruz foi denunciado no artigo 32 parágrafo 2º da Lei 9.605/98 (em continuidade delitiva) sob a acusação de ter, no dia 28 de julho de 2010 e datas anteriores, na Rua Bernardo Priante, 125, Vila Cândida, na cidade de São José dos Campos, maltratado e abusado de um cão rottweiler, mantendo-o preso pelo pescoço, permanentemente, com corda de nylon e um fio metálico, fato esse que acabou por lesionar o pescoço do animal a ponto de torturá-lo, ocasionando-lhe morte agônica.

A materialidade delitiva vem demonstrada pelo laudo clínico de fl. 16, pelas fotos de fls. 27 e pelo laudo pericial de fl. 44. A autoria também é certa. As
testemunhas ouvidas confirmaram os fatos como narrado na denúncia, estando plenamente caracterizado o delito imputado ao réu. O sofrimento do animal ficou evidenciado e, segundo informação do policial Walmir, aquele teve de ser sacrificado.

Nada justifica a conduta do acusado, que demonstra ausência de sentimento para com os animais, incidindo no artigo 32 parágrafo 2º da lei supracitada. (…) Concluindo pela condenação, passo à dosagem da pena. Saliente-se que o réu e primário e não ostenta antecedentes criminais. Assim, atento aos requisitos
constantes do artigo 59 do Código Penal, fixo a pena-base em 3 meses de detenção e 10 dias – multa, no valor unitário mínimo. Não há atenuantes ou agravantes a seres consideradas.

Elevo a pena em 1/3 em razão da causa de aumento prevista no parágrafo 2º do art. 32 da lei em questão, e o faço no máximo em razão das circunstâncias do crime, isto é, o acusado não só deu causa à morte do animal como o fez agonizar por dias a fio. Restam, portanto, 4 meses de detenção e 13 dias – multa, pena esta que torno definitiva. Com fulcro no artigo 44 parágrafo 2º do CP, substituo a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade por igual período, tendo em vista que a sanção pecuniária não se mostra suficiente para a reprovação da conduta.

Diante do exposto JULGO PROCEDENTE a ação penal e CONDENO o réu DIOGO LUIS DA CRUZ (…) por infração ao artigo 32 parágrafo 2º da Lei 9.605/98
(…)

São José dos Campos, 17 de fevereiro de 2011.
Flávio Fenoglio Guimarães, Juiz de Direito.

A sentença transitou em julgado no dia 28 de fevereiro passado,  transformando-se em jurisprudência que pode ser invocada em favor dos direitos animais.

Mais informações podem ser obtidas no processo nº 0039364-48.2010.8.26.0577, da Vara do Juizado Especial Criminal de São José dos Campos.

Nota da Redação: A ANDA parabeniza  os promotores Laerte Levai e Ricardo Framil, e o juiz Flávio Fenoglio Guimarães, do JECRIM.

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Você é o Repórter

Rádio dá búfalo como prêmio para promover pré-carnaval no interior do RS

Maurício Varallo
olharanimal@olharanimal.net

A Rádio Energia Pop FM, de Roca Sales/RS promoverá um pré-carnaval neste sábado, 26/02 e, através de seu site, convoca blocos de carnaval a participar e concorrer a prêmios. E anuncia que um dos prêmios será um búfalo de 250 kg.


Peço que protestem contra esse absurdo enviando uma mensagem para a rádio Energia Pop FM, com cópias para os promotores de Justiça estaduais Drs. André Eduardo Schröder Prediger e Leonardo Giardi de Souza, e para a imprensa. Use a mensagem abaixo como modelo se desejar.

E-mails: kk@energiapop.com.br, mpencantado@mp.rs.gov.br, pgj@mp.rs.gov.br, redacao@informativo.com.br, leitor@zerohora.com.br, atendimento@clicrbs.com.br

Assunto: Búfalo como prêmio

Srs. responsáveis pela Rádio Energia Pop FM

Escrevo para manifestar meu repúdio ao uso de um animal como premiação para blocos carnavalescos que desfilarão no próximo sábado, dia 26/02, nesta cidade de Roca Sales/RS, premiação promovida por esta emissora conforme informações do site www.energiapop.com.br, acessado em 23/02/2011.

Animais não são objetos para serem dados como prêmio, são seres sencientes, indivíduos com inteligência e sensiblidade, capazes de sentir pavor e dor, e de perceber o que ocorre com eles próprios. Estão protegidos pela legislação federal, como pelo artigo 225, parágrafo 1º da Constituição Federal e pelo artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais (9605/98), que remetem para um questionamento básico: como saber sobre as condições em que o búfalo será mantido se nem se sabe quem o receberá?

Solicito que seja cancelada a premiação divulgada pelos senhores. Copio esta mensagem para o Ministério Público do RS, para que tome as providências cabíveis caso insistam em manter esta ação promocional, já os informando sobre caso similar ocorrido em São José dos Campos/SP, sobre o qual o MPE abriu investigação: https://www.anda.jor.br/2010/03/15/promotoria-abre-inquerito-para-apurar-doacao-de-vacas-como-brinde/

Que a folia em Roca Sales não seja às custas do sofrimento animal.

(nome)
(cidade/estado)

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Você é o Repórter

PL que tiraria animais domésticos da proteção da lei é arquivado

Movimento Mineiro pelos Direitos Animais
movimentomineiro@gmail.com

O Projeto de Lei Federal nº 4548/98, de autoria do José Tomás Nonô (guardem bem esse nome para nunca o apoiarem), que visava retirar o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/98), artigo este que protege os animais domésticos de maus-tratos, foi arquivado dia 31/01/2011.

O objetivo alegado de tal PL era liberar as crueldades praticadas em rodeios, vaquejadas, farras do boi, rituais religiosos / uso de animais para oferendas através de sacrifícios sanguinários etc., sob alegação de que tais práticas representam tradições, cultura popular, gerando emprego e diversão ao povo brasileiro.

Nota da Redação: É importante que os protetores fiquem mobilizados porque o PL pode ser desarquivado a qualquer momento. O que aconteceu foi um trâmite previsto no Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Está longe de ser uma vitória.

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Carroceiro é condenado pelo Juizado de São José dos Campos por maus-tratos a um cavalo

(da Redação)

O juiz Marcos Alexandre Bronzatto Pagan condenou, no Juizado Especial Criminal de São José dos Campos, o carroceiro Edgard Fernandes da Silva por crime de abuso e maus-tratos a um cavalo alazão (artigo 32 da Lei 9.605/98), fixando a pena em 20 dias-multa e decretando a retirada do animal da posse do infrator.

A denúncia havia sido oferecida pelo promotor Laerte Levai – que também é colunista da ANDA – depois de colher o depoimento de três testemunhas, tendo uma delas filmado o indiciado forçando seu cavalo a movimentar uma carroça carregada de entulho, mediante chibatadas, em uma ladeira.

A situação abusiva foi confirmada, nos autos, pela zootecnista Juliana Lisboa, que forneceu laudo à promotoria. Após o início do processo o réu desapareceu e tornou-se revel, desfazendo-se do cavalo. A partir daí numerosas diligências foram feitas para encontrar o animal, sem êxito.

No fim de 2010 a Prefeitura de São José dos Campos conseguiu localizar o cavalo, que foi encaminhado ao CCZ para ser submetido a exames laboratoriais.

Pretende-se, em seguida, encaminhar o cavalo para um haras da região, onde ele viverá o resto de sua vida em liberdade.

Como o processo (n. 577.09.776418-9/JECRIM de São José dos Campos) já transitou em julgado, essa decisão judicial transformou-se em jurisprudência e pode ser invocada em outros casos semelhantes.

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Notícias

Ministério Público alerta a população sobre cativeiros de animais silvestres

A prática de cativeiro de animais silvestres em ambientes domésticos está cada vez mais frequente em todo o país. Visando mudar essa situação que está arraigada, o Ministério público (MP) em parceria com o Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa) vem trabalhando no sentido de educar contra esse hábito.

Segundo a promotora do MP e responsável pela campanha “Animal Silvestre não é Pet”, Dalva Tenório, é preciso levar a informação para essa geração, de que animais silvestres têm que viver em seus habitats naturais.

Os animais silvestres mais utilizados como pets são: jacaré, galo de campina, papa-capim, canário, sagui, tatu, tejo, capivara, porco espinho, cutia, cobra-jibóia, tucano, gavião, bicho-preguiça e, principalmente, o papagaio. “É uma coisa muito comum e os nordestinos gostam de uma forma geral. É uma cultura”, declara Dalva.

A promotora alega que jamais uma pessoa poderá reproduzir o ambiente natural dentro de casa. Existem alguns casos de pessoas que têm condições financeiras privilegiadas, que reportam o habitat do animal para seu sítio (ambiente doméstico), desta forma, o IBAMA concede a autorização, porém, não é uma coisa simples, uma vez que exige uma série de critérios, dentre eles a exigência de veterinário, relatório mensal, um local mais próximo do ambiente natural dele. “Mas de qualquer forma está se evitando essa prática, para não se incentivar esse criatório do animal que é uma prisão para ele”, lembra a promotora.

A partir do momento que a pessoa tira o animal do local em que ele vive e se reproduz livremente, e o coloca em um local que não é adequado, já é caracterizado como sendo maus tratos, e isso está previsto na lei de crime ambiental, no artigo 32, da Lei federal de n° 9.605 de 1998.

Vale lembrar que o MP está na fase de educar a sociedade. “É uma situação muito complexa, você invadir a casa do outro para fazer fiscalização/autuação. Estamos trabalhando em outra linha, a de educar e por enquanto não estamos punindo”, expõe a promotora acrescentando que o núcleo esta lançando esse trabalho de educação ambiental.

“Por enquanto não estamos trabalhando na base da lei, mas sim na educação, porque se não educar não adianta. Não queremos chegar logo punindo. As pessoas sabem que existe uma lei, e que é crime inafiançável, mas há insistência muito grande por conta da educação, uso e costume”, finaliza.

Lei

Abusos e maus-tratos contra animais configuram crime ambiental e devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. O artigo 32 diz que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime. De acordo com a “Lei de Crimes Ambientais”, quem tem um animal silvestre em casa está sujeito a prisão de seis meses a um ano, além de multa.

Dalva afirma que este é um trabalho contínuo, e que tem que ser ensinado em casa e nas escolas. É um trabalho que tem que ser feito pela Prefeitura, Estado, ONGs. “É um trabalho de sociedade, de educar o cidadão”, conclui.

Os animais silvestres são protegidos pela lei. Denúncias podem ser encaminhadas à Polícia Florestal (onde houver), ao MP, através do endereço denunciasambientais@mp.al.gov.br, ou ao próprio IBAMA, para onde são levados quando capturados.

Fonte: Alemtemporeal

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Notícias

Deputado federal recua e diz que vai retirar o pedido de votação do PL 4548/98

Por Silvana Andrade / Redação ANDA

Depois de milhares de manifestações pela internet de defensores de animais em repúdio à apresentação do pedido de votação, em regime de urgência, do PL 4548/98, de autoria do ex-deputado Thomás Nonô, que retira animais domésticos e domesticados do abrigo da Lei, o deputado federal Antonio Carlos Pannunzio (PSDB/SP) recuou da posição e disse que a solicitação será cancelada.

Conforme noticiado, nesta quinta-feira (05), na ANDA, no dia 03, terça-feira, o deputado Pannunzio, que tem base eleitoral em Sorocaba (SP), protocolou o requerimento à Mesa da Câmara para que o PL 4548/98 fosse votado imediatamente.

O projeto de lei retira cães, gatos, coelhos, cavalos, pássaros, bois, galinhas, cabras, porcos, ovelhas e tantos outros animais da proteção do artigo 32, o qual afirma ser crime “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa”.

O parlamentar alega que tudo não passou de um erro cometido pela assessoria do gabinete. “Apresentei requerimento para a inclusão na Ordem do Dia do PL em questão, quando deveria ter feito em relação ao PLP 306/2008, que regulamenta a transferência de verbas destinadas à saúde, entre os entes federados, nos termos da Emenda Constitucional n° 32, de 2001”, justificou, por email, o deputado Antonio Carlos Pannunzio.

Mas se o alegado equívoco não tivesse sido percebido pelos defensores dos animais, que se mobilizaram contra o requerimento, o PL poderia ter sido votado e aprovado – o que, para os direitos animais, significaria um retrocesso gravíssimo e inconcebível.

Nota da Redação: Como uma assessoria parlamentar comete um erro tão grosseiro e absolutamente raro como esse? Se ao menos os PLs tivessem números e temas semelhantes, a confusão poderia ocorrer e, ainda assim, o fato seria muito grave. Mais uma vez a mobilização da sociedade reverte uma situação que resvalaria para um terrível cenário. A ANDA agradece a todos que se manifestaram em defesa dos animais. A sociedade precisa permanecer alerta para que toda e qualquer ação que prejudique os animais seja percebida a tempo.

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Você é o Repórter

Curitiba aprova lei que pune maus-tratos a animais

Laelia Tonhozi
tonhozister@gmail.com

Caros amigos e amigas animalistas, 

Curitiba aprovou hoje, em primeiro turno, uma lei que pune quem pratica maus-tratos a animais. Segunda-feira, há uma votação que acredita-se ser apenas confirmativa. A lei prevê penas pecuniárias e sanções impeditivas do exercício pleno de cidadania. 

Há anos havíamos proposto esta lei. Ela sofreu algumas alterações, mas avaliamos que as transformações trouxeram, além do caráter punitivo, também o caráter educativo.

Sabemos que cultura demora a mudar e a nossa longa história de uso e maltrato do outro ainda exigirá muito de nosso investimento diário. Assim, podemos sem dúvida comemorar e até nos garantir de algum instrumento na hipótese da queda do art. 32 da Lei dos Crimes Ambientais.

São sempre instrumentos legais a oferecerem alguma garantia aos animais e nos dão respaldo para nossas denúncias. 

Assim, nos resta comemorar!

Saudações animalistas!

Laelia Tonhozi
Educadora Ambiental – Especialista
Movimento Animalista do Paraná
FDDA Curitiba

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Você é o Repórter

Dificuldade de inclusão do artigo 32 na Lei Federal é relatada por ativista

Vanice T. Orlandi

uipasp@uol.com.br

Em 2010, quando o Congresso Nacional retornar do recesso, será preciso enviar manifestações de repúdio aos congressistas contra o PL (projeto de lei) nº 4548/98, de autoria de José Tomáz Nonô, que retira da esfera de tutela penal os animais domésticos, ao alterar a redação do artigo 32 da Lei Federal nº 9605/98. Dessa forma, deixaria de configurar crime submeter animais domésticos a abusos e maus-tratos, uma vez que apenas silvestres, nativos ou exóticos, continuariam a ser contemplados pela norma punitiva.

No próximo ano, passaremos as instruções necessárias para que todos participem da campanha contrária à aprovação do projeto.

Na oportunidade, é interessante mencionar que a inclusão do referido artigo 32 na Lei Federal nº9605/98 ( Lei dos Crimes Ambientais) deu-se por obra da UIPA.

A ideia de tipificar a prática de maus-tratos como crime ambiental, convém registrar, já era uma antiga luta da militante e jurista mineira Doutora Edna Cardozo Dias. Paralelamente à iniciativa dessa jurista, a UIPA, entre os anos de 1996 e 1997, colhia assinaturas com a pretensão de tipificar a prática de maus-tratos. Pensava-se em convencer um parlamentar a apresentar um projeto de lei para inserir uma norma punitiva ao Código Penal ou, em último caso, apelar para a apresentação de projeto de lei de iniciativa popular.

Questionando a estratégia, fui informada por um de meus professores da faculdade de direito, o juiz Guilherme Nucci, de que havia uma comissão interministerial , composta por juristas, para redigir o anteprojeto de Lei dos Crimes Ambientais, em cujo texto poderia ser incluído um dispositivo que elevasse a crime a prática de maus-tratos. Até então, a UIPA não tinha conhecimento desse fato, despendendo tempo e energia em uma infindável coleta de assinaturas, coordenada por uma então diretora da entidade.

Mas a mudança de estratégia trazia outro desafio. Não era fácil despertar o interesse por questões relativas a maus-tratos com animais e já em fase de finalização dos trabalhos. Diga-se de passagem, que nem mesmo o acesso a esses juristas, nomeados pelo Presidente da República, representava uma tarefa simples.

Contei, então, com a colaboração de outro professor, o Promotor de Justiça Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que tinha acesso a um dos integrantes da comissão redatora do projeto, Vicente Grecco, que me solicitou que providenciasse o urgente envio de texto sobre a relevância da tipificação de maus-tratos e da sua inclusão na lei dos crimes ambientais, o que fiz, com a então diretora da UIPA.

Naquele momento, foi inestimável a colaboração do desembargador e jurista Alberto Silva Franco, que não só me instruía sobre os trâmites dos trabalhos da comissão interministerial , como apontava nomes, cujo convencimento seria determinante para o acolhimento da pretensão da UIPA. Vale lembrar que o jurista sugeriu minha ida até a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde estaria palestrando um dos integrantes da comissão, o Ministro Francisco Assis Toledo, que manifestou integral apoio ao propósito da UIPA.

Pouco tempo depois, a então diretora da entidade foi recebida pela comissão de juristas que, após votação, decidiu pela inclusão da tipificação de maus-tratos no projeto da lei de crimes ambientais, inobstante o voto contrário do jurista Paulo J. da Costa.

Aos 12 de fevereiro de 1998, era promulgada a Lei Federal nº 9605/98, conhecida por Lei dos Crimes Ambientais que, em seu artigo 32, tipificou como crime a prática de de maus-tratos e abusos com animais. Mas para tal, é forçoso reconhecer, não bastaram o empenho das ativistas e a nobreza da causa defendida.

Foi decisivo, por seu prestígio e influência, o papel da UIPA, com seu século de existência celebrado em meio a inúmeras homenagens, abrindo portas a quem militava em seu nome.

Vanice T. Orlandi
Presidente UIPA
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Você é o Repórter

Petição contra maus-tratos precisará ser refeita

Deolinda
http://www.petitiononline.com/9605×32/petition.html.

Ajude a impedir este retrocesso!

Manifeste-se contra o Projeto de Lei nº 4548/98, que quer retirar do artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais a proibição de maus-tratos aos animais domésticos ou domesticados.

Se for aprovado, nenhuma atrocidade cometida contra cães, gatos, cavalos, bois e outros poderá ser punida com base na Lei de Crimes Ambientais.

Caso você já tenha assinado a petição anterior, assine também a nova petição indicada abaixo, pois havia um erro de formato na anterior.

Para assinar a nova petição, acesse: http://www.petitiononline.com/9605×32/petition.html

Após clicar em “Preview Your Signature”, você ainda deverá clicar em “Approve Signature”.

Repasse esta mensagem!

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Você é o Repórter

Mobilização urgente contra derrubada do artigo 32

Maira Rocha
rocha_maira@yahoo.com

Caros colegas,
Através de uma ligaçao gratuita para a Câmara dos Deputados vocês
podem evitar uma catástrofe para a proteção dos animais!
Peço encarecidamente que vocês leiam o e-mail abaixo e façam a ligaçao
(vejam o número em verde). Eu já fiz!
Divulguem!
Um grande abraço a todos,

REJANE STRIEDER
Promotora de Justiça/Presidente da Comissão de Gestão Ambiental
MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO
Promotoria de Justiça de Brejo da Madre de Deus (PE)
Rua José Bonifácio, n. 47, Centro
Fone: (81) 37471321
Horário de funcionamento: 2a. a 6a. de 07:00 as 13:00 horas.
“Seja a transformação que você deseja para o mundo”
Mahatma Gandhi

“Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque
podia fazer muito pouco”

MOBILIZAÇÃO URGENTE CONTRA DERRUBADA DO ART 32 DA LEI FEDERAL DE
CRIMES AMBIENTAIS
AMIGOS,
ISSO É URGENTE, POR FAVOR, TELEFONEM E
REPASSEM PARA SEUS CONTATOS E PEÇAM QUE REPASSEM E REPASSEM.
EU JÁ TELEFONEI, é rápido.
Já está pronto para ser votado, o projeto de lei 4548/98 do
ex-deputado José Thomaz Nonô, que exclui os animais domésticos e
domesticados do artigo 32 da lei 9605/98 de crimes ambientais.. .
Se esse projeto de lei for aprovado, a farra do boi, rinhas etc
deixarão de ser consideradas crimes. Cães, gatos, cavalos, e outros
animais poderão ser tratados com toda crueldade que a polícia não
tomará nenhuma providência.
Precisamos que todos liguem, o mais breve possível, para a Câmara
Federal no telefone gratuito 0800-619619, dizendo que são contra o
projeto de lei 4548/98 do ex-deputado José Thomaz Nonô, que exclui os
animais domésticos e domesticados do artigo 32 da lei 9605/98 de
crimes ambientais.. .VAMOS NOS MOBILIZAR!!! ISSO É MUITO SÉRIO!!
PEÇA AOS SEUS AMIGOS PARA FAZEREM PARTE DESTA CORRENTE DE AJUDA AOS
ANIMAIS !!!!!ESTE PROJETO DE LEI FEDERAL É UM ESCÁRNIO ÀS NOSSAS
CONQUISTAS!! !!!!O SEU AUTOR É DEFENSOR DAS TOURADAS, RODEIOS E
VAQUEJADAS!! !!

Procedimento:
– Ao ligar, teclar opção 1 para falar com a atendente que lhe pedirá
nome completo e endereço. – Depois lhe dará opções para seu protesto
ser encaminhado.
– Uma delas é para os deputados de 3 estados (“quantidade” de
parlamentares) a outra será de lideres dos partidos (ao total 21 –
“qualidade”) .
– Na hora eu optei pela quantidade, mas, pensei depois que a qualidade
seria mais apropriada. – Porém, faça a opção que achar melhor.
ANOTE O DIA QUE LIGOU PARA QUE POSSAMOS COBRAR LISURA NO RECEBIMENTO
DOS NOSSOS PROTESTOS.
A LIGAÇÃO É GRATUITA , VC SÓ PERDERÁ ALGUNS MINUTOS E ESTARÁ AJUDANDO
TODOS OS ANIMAIS DOMÉSTICOS E DOMESTICADOS QUE PODERÃO SER MALTRATADOS
E TORTURADOS.. .E OS RESPONSÁVEIS NÃO PODERÃO SER MAIS
RESPONSABILIZADOS OU SOFRER QUALQUER PUNIÇÃO….. REPASSEM, POR FAVOR!

Obrigada

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Veterinárias acusam homem de matar cadela

Uma cena repugnante de violência contra um animal indefeso, assim descreveu a médica veterinária Alessandra Castro o que viu ontem de manhã na esquina das ruas Pandiá Calógeras e Salvador Correa, no Jardim Vergueiro. O pedreiro Silvio Cezar de Pontes, 34 anos, é acusado de chutar várias vezes uma cadela e depois jogá-la contra a guia da rua, batendo sua cabeça. O animal morreu. Silvio foi levado à delegacia do plantão sul e negou a violência.

O pedreiro deverá responder por crueldade contra animais, crime previsto no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. De acordo com Alessandra, outra veterinária, Camila, e mais uma mulher também testemunharam a agressão contra a cadela. Ela contou que estava num centro de diagnóstico veterinário, na rua Pandiá Calógeras, e escutou ganidos. Pensou que fosse alguém trazendo algum animal doente.

Segundo Alessandra, ela e Camila sairam à rua e viram Silvio chutando a cadela, que corria dele. A veterinária pediu para ele parar com aquilo. A cadela então atravessou a rua Salvador Correa, foi atropelada por um carro e ficou caída no asfalto. O pedreiro pegou o animal e o jogou contra a guia. Pensei que depois do atropelamento ele tivesse se arrependido, disse Alessandra.

A cabeça da cadela, que não tem raça definida, abriu-se. A veterinária acredita que o impacto maior não se deu no atropelamento, mas quando bateu a cabeça na guia. Mais pessoas apareceram e algumas quiseram bater em Silvio, descreve a veterinária. A Polícia Militar foi chamada e o levou à delegacia.

A veterinária e o pedreiro foram ouvidos pelo delegado Gilberto Salles Souza Júnior. Silvio disse que trabalha na reforma de uma casa na rua Capitão Nascimento Filho e o dono, que é seu parente, mantinha dois cachorros, que fugiram. Silvio contou que foi atrás deles, senão poderiam atacar alguém na rua. Afirmou que seguiu a cadela, que foi atropelada, mas negou que tenha dado chutes ou batido a cabeça dela na guia.

Na delegacia, Alessandra pediu o corpo da cadela para fazer exames, a fim de comprovar a causa da morte e o relatório depois ser enviado à polícia. O corpo porém foi entregue a José Weishaupt, que mostrou fotos da cadela ainda filhote para confirmar que era o tutor.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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