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Parque marinho contribui para a preservação de espécies ameaçadas em Portugal

No Ano Internacional da Biodiversidade (2010), o projeto Biomares, coordenado pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR), contribui com a adição de 220 novos registos de espécies para o Parque Marinho Professor Luiz Saldanha.

O Parque Marinho é integrado ao Parque Natural da Arrábida, que se estende por uma área de 10.800 hectares, abrangendo os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra, em Portugal.

A monitoração que o Projeto LIFE Biomares tem realizado no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha desde 2007 veio acrescentar 220 novas espécies à já longa lista de registros dentro do Parque Marinho. Esse acréscimo confirma, mais uma vez, a importância da região para preservação da biodiversidade, e eleva para 1.320 o número de espécies registradas para o local.

Esse acréscimo inclui, entre outros, 37 espécies de peixes, 21 espécies de crustáceos, 21 espécies de bivalves, 76 espécies de poliquetas e 4 espécies de equinodermes. Destaca-se que das 37 espécies de peixes, 11 são elasmobrânquios. Os peixes deste grupo, que inclui as raias e tubarões, têm características biológicas que os tornam particularmente vulneráveis à sobrepesca.

Duas das espécies que constam nos novos registos, o cação-liso, Mustelus mustelus e o cação-perna-de-moça, Galeorhinus galeus, são mencionadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do IUCN com o estatuto de ‘Vulnerável’. Uma terceira espécie, a raia-branca, Rostroraja alba, está mencionada com o estatuto de “Em perigo”. Muitas outras espécies observadas no Parque têm elevado valor comercial, como o tamboril (Lophius piscatorius) e o pregado (Psetta máxima), cuja proteção ganha hoje em dia particular importância devido aos indícios de declínio destas populações.

O projeto Biomares (BIOMARES – LIFE06 NAT P 192 – Restoration and Management of Biodiversity in the Marine Park Site Arrábida-Espichel) tem desenvolvido diversas atividades que visam à recuperação e gestão da biodiversidade no Parque Marinho Luiz Saldanha. Esta zona costeira, integrada no Parque Natural da Arrábida, está hoje sob diversas medidas de proteção (Resolução Cons. Min. Nº 141/2005, de 23 de Agosto) devido à sua riqueza ecológica.

Fonte: Distrito Online

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