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Tatu gigante é fotografado na área central do Brasil

Por Patricia Herman

Foto: Reprodução/BBC

Um tatu gigante raro foi visto por pesquisadores na área central do Brasil. Pouco se sabe sobre esses mamíferos misteriosos, que podem atingir cerca de 1,5 metros de comprimento e pesar até 50 quilos.

Já há algum tempo, a espécie noturna, de vida solitária, é um desafio considerável para os cientistas que desejam estudá-la.

Conservacionistas agora esperam aprender mais sobre esses animais utilizando armadilhas fotográficas automáticas. Até duas vezes o tamanho das espécies mais familiares, os tatus gigantes (Priodontes maximus) são conhecidos por viver na floresta intacta perto de fontes de água na América do Sul.

Mas a espécie tem uma distribuição desigual e passa o dia em tocas subterrâneas, por isso raramente é vista.

Pesquisadores passaram 10 semanas intensivamente buscando os mamíferos em uma região do Pantanal, uma das maiores áreas úmidas do mundo abrangendo o Brasil, Bolívia e Paraguai.

Usando câmeras especiais, a equipe foi capaz de captar imagens raras dos animais, que podem ajudar nos novos estudos.

As fotos permitem visualizar melhor a compreensão da história natural da espécie e, talvez, compreender as razões ecológicas de por que os tatus gigantes são tão raros.

A União Internacional para Conservação da Natureza lista o mamífero como vulnerável, com ameaças de caça e destruição do habitat, causando declínio da população.

As informações são da BBC.

Fonte: Hype Science

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Corredor verde protegerá espécies no Rio de Janeiro

Os fragmentos cada vez mais esparsos de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro – cerca 20% da vegetação original do território – vão finalmente se encontrar, num enorme corredor verde. Pequenas ampliações de três unidades de conservação e a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria Estadual do Ambiente, vão possibilitar a integração, numa faixa contínua, de mais de dez unidades de conservação entre as serras da Bocaina, no sul do estado, e a dos Órgãos, na Região Serrana. É o chamado corredor verde, que formará uma área protegida de quase quatro mil quilômetros quadrados – equivalente a mais de três vezes o município do Rio de Janeiro.

A criação do corredor verde traz diversos benefícios ao Estado. O fortalecimento da vegetação protege nascentes e, por sua vez, o abastecimento de água da população e evita deslizamentos de solo diante das tempestades e outros eventos extremos previstos devido à iminência do aquecimento global. Ele favorece ainda espécies de mamíferos de médio e grande portes, como a onça-parda, que sobrevive apenas em grandes áreas de vegetação contínua.

Para o diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), André Ilha, duas pequenas ampliações de unidades de conservação, por decreto, serão fundamentais na criação do novo corredor verde: “Vamos fazer uma pequena ampliação na Reserva Biológica (Rebio) de Araras até a margem da Estrada do Rocio. A Rebio do Tinguá, do governo federal, será ampliada até a outra margem da via. A medida liga definitivamente as serras dos Órgãos e do Tinguá”.

A conexão do Tinguá com o Sul Fluminense se dá por intervenção do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O corredor verde seguirá pela APA Guandu, mas depende de duas outras ações, de acordo com o ministro. Minc admite que, depois de realizadas todas as ampliações e os ajustes legais para o corredor verde, Estado e União terão que se esforçar para revitalizar vários trechos degradados das unidades.

Os primeiros sinais de recuperação começam a aparecer na floresta. Este ano, o Inea implantou uma armadilha fotográfica no Parque Estadual dos Três Picos, que faz parte do corredor verde, para tentar flagrar espécies não avistadas normalmente. O equipamento – que dispara a foto quando um sensor acusa a presença de algum animal – registrou a imagem de uma onça-parda.

Imagem: Divulgação / O Globo
Imagem: Divulgação / O Globo

De acordo com um estudo, a coordenadora de Áreas Protegidas da ONG The Nature Conservancy (TNC), Analuce Freitas, apresentou um estudo da Universidade Gama Filho que identifica, numa das regiões protegidas do corredor verde, 22 espécies de répteis e anfíbios, 131 de aves e 46 de mamíferos. Entre elas, uma ave – a saudade-de-asa-cinza, restrita a regiões entre 1.800 e 2.000 metros de altitude do Estado – e cinco mamíferos (sagui-da-serra-escuro, sauá, gato-maracajá, jaguatirica e gato-do-mato), que estão no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente, publicado em 2008.

Fonte: O Globo

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