Notícias

Queimadas ameaçam santuário de araras-azuis no Pantanal

PIXABAY

As queimadas no Pantanal ameaçam a existência da arara-azul, espécie considerada vulnerável à extinção. Em 1º de agosto, o fogo chegou à fazenda São Francisco de Perigara, que abriga aproximadamente 700 araras.

O local, situado em Barão de Melgaço, no Mato Grosso, é um dos maiores santuários da espécie no Brasil. E parte dele foi destruído pelas chamas.

Segundo a bióloga Neiva Guedes, o proprietário do local cercou e protegeu a fazenda para abrigar as araras há quase 60 anos, quando elas escolheram as árvores da propriedade para viver.

Em 2014, a arara-azul saiu do Livro Vermelho de Espécies Ameaçadas de Extinção do Brasil graças ao trabalho da pesquisadora, que estuda a espécie há 30 anos e é presidente do Instituto Arara Azul. Agora, os incêndios ameaçam esses animais e os brigadistas têm dificuldade para controlá-los.

“O fogo é muito rápido. A vegetação seca vira uma pólvora. Só vai acabar quando queimar tudo ou quando chover”, disse a especialista, em entrevista à BBC Brasil.

As equipes se esforçam para proteger pontos importantes da fazenda, como a sede, onde as araras dormem. E não tem sido em vão. Na quinta-feira (13), a situação melhorou. Logo os estragos devem ser avaliados. Os pesquisadores temem que os ninhos tenham sido atingidos – são 20 artificiais e 30 naturais.

A maior parte dos ninhos são instalados em cavidades de árvores. Como não conseguem abrir os buracos nos troncos, as aves dependem de árvores grandes e velhas para botar seus ovos. Para facilitar esse processo, ninhos artificiais são produzidos.

LUCIANO CANDISANI

Com a chegada do fogo, o número de árvores disponíveis é reduzido. Com isso, as araras passam a disputar o espaços com outras espécies. A oferta de alimentos, como castanhas, também diminui.

O temor em relação aos incêndios não é atoa. Em 2019, a fazenda Caiman, em Miranda (MS), sofreu com as queimadas. Abrigo da espécie, o local teve ninhos destruídos, inclusive com filhotes. A restrição alimentar também levou outras espécies a caçar as araras, além de seus ovos. “A gente nunca viu tanta arara adulta ser predada”, afirmou a bióloga.

Lesões também foram identificadas nas aves. A suspeita é que os ferimentos sejam decorrentes do estresse ao qual esses animais foram submetidos.

Apesar das dificuldades, a população da espécie aumentou na fazenda São Francisco nas últimas décadas. Em um período de 15 anos, a bióloga notou um crescimento de 234 a 708 aves. Entre 2013 e 2015, mais de mil animais foram registrados. Outros 60 filhotes nasceram na fazenda desde 2010.

As ameaças, no entanto, persistem. Além das queimadas, esses animais são alvos do tráfico. Para piorar, Guedes avalia que os incêndios estão cada vez piores. Segundo ela, há uma clara relação entre o fogo no Pantanal e o desmatamento na Amazônia.

BRIGADISTA PERDIGÃO

Com o desmate, altera-se o regime de chuvas e a umidade levada da floresta amazônica para outras regiões, inclusive o Pantanal. Com a seca, o fogo se propaga mais facilmente.

Especialistas temem que as condições que levaram à piora nas queimadas no Pantanal sejam o “novo normal”, o que colocaria o bioma em risco. No caso da fazenda São Francisco, a região registra os piores índices atuais de queimadas, o que preocupa os defensores das araras-azuis.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Ararinhas-azuis serão devolvidas ao habitat natural no Dia Internacional da Vida Selvagem

A ação, no dia 3 de março, visa chamar a atenção para a necessidade de salvar animais únicos e que correm risco de extinção como essa espécie brasileira

Foto Leonardo Milano/Divulgação

As ararinhas-azuis são consideradas extintas na natureza desde o ano 2000, devido às ações de caçadores e traficantes de animais. O esforço para salvar a espécie contou com  uma parceria entre os governos brasileiro e alemão e, no dia 3 de março, 50 aves vindas da Alemanha desembarcarão no Aeroporto de Petrolina / Senador Nilo Coelho (PE) e seguirão para a cidade de Curaçá (BA), onde um centro de reprodução foi construído para que as aves sejam soltas na natureza.

A data, 3 de março, foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo. Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), espécie exclusiva da Caatinga brasileira, teve sua população dizimada pela ação humana.

O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000, quando então a espécie foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.

A espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul (com 90,6 mil hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie e conservação do bioma da caatinga.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

​Read More
Notícias

Queimadas no Pantanal colocam em risco animais ameaçados de extinção

Outubro foi o mês em que mais focos de queimada foram registrados no Pantanal. Foram 2.430 em 2019, contra 119 no ano anterior


O número de queimadas no Pantanal cresceu 506% entre 1º de agosto a 31 de outubro, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Inpe. Com o fogo, vem as consequências: a vida de animais de diversas espécies, algumas ameaçadas de extinção, é colocada em risco.

Entre agosto e outubro de 2018, foram 1.147 focos de incêndio. No mesmo período de 2019 foram 6.958. O pior cenário foi registrado em outubro, que registrou 119 queimadas em 2018 e 2.430 em 2019. Em agosto, o número subiu de 243 para 1.641 e em setembro de 785 para 2.887.

Filhote de arara morto devido à queimada (THAMY MOREIRA)

“Ainda não há estimativa de quantas árvores e animais foram queimados”, afirmou à BBC a bióloga Carine Emer, do câmpus de Rio Claro, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Também é difícil dizer em quanto tempo a área vai se recuperar. Depende de até quando os incêndios vão durar, do que for destruído”, completou.

Não há, por parte do governo, um levantamento sobre o impacto dos incêndios em relação aos animais. No entanto, segundo o engenheiro florestal e especialista em restauração ambiental, Júlio Sampaio, gerente dos programas Cerrado e Pantanal, do WWF-Brasil, o prejuízo foi grande.

“Há vários relatos de animais incinerados ou asfixiados pela fumaça”, explicou. “Os que se locomovem mais lentamente, como os de pequeno porte e os répteis são os que sofrem mais com as queimadas”, acrescentou.

“Não há espécie da fauna brasileira que esteja adaptada para conviver com incêndios”, disse. “Isso faz com que o impacto (dos incêndios) seja muito maior para os animais do que para os vegetais. Mas não há estudos sobre isso, então é muito difícil estimar quantos animais foram mortos”, explicou.

Segundo o especialista, o fogo aumenta o risco de extinção de espécies ameaçadas, como o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, o lobo-guará e a arara-azul.

O Refúgio Ecológico Caiman (REC), maior centro de reprodução da arara-azul no Pantanal, que é administrado pelo Instituto Arara Azul, foi atingido pelo fogo. No local, há 98 ninhos, dos quais 52% são naturais e 48% são artificiais. “O fogo atingiu nossa fazenda no dia 10 de setembro”, contou a bióloga Neiva Guedes, presidente do Instituto e professora do programa de pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), de Campo Grande.

A maior parte das queimadas são causadas pela população (CARINE EMER)

O governo do Mato Grosso do Sul explicou que as queimadas estão ocorrendo em proporções nunca registradas e são causadas “pela estiagem e atos criminosos”. Em setembro, o governo estadual decretou estado de emergência na região.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, a maior parte das queimadas é intencional, e não natural.

“Historicamente sempre foi assim, nesta época do no ano coloca-se fogo. Mas este é o período mais seco do ano, por isso proibimos qualquer tipo de queimada entre agosto e outubro de todos os anos. Agora, como a situação está mais grave, prorrogamos a interdição até 30 de novembro, assim como o estado de emergência. Neste período, todas as queimadas são ilegais”, explicou à BBC.

De acordo com o secretário, 56 mil hectares de vegetação nativa foram devastados no Pantanal sul-mato-grossense de 20 a 31 de outubro. “Em todo o Estado, a área chega 1,3 milhão de hectares, das quais cerca de 500 mil foram na reserva dos índios cadiuéus”, disse.

Fogo ameaça a vida de animais silvestres (VICENTE ASSAD)

“A situação, já complicada nesta época do ano, se agravou, porque choveu apenas 30% do que é normal para este período”, contou. A baixa umidade do ar, a alta temperatura, ondas de calor, excesso de matéria orgânica seca e a grande velocidade do vento também contribuíram para a expansão das queimadas.

Para combater as queimadas, ainda segundo o secretário, o governo estadual está recebendo o auxílio do Mato Grosso, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Comando Militar do Oeste do Exército Brasileiro.

“Estão trabalhando dezenas de brigadistas do Ibama, bombeiros e militares. Além disso, estão sendo usados no combate ao fogo três aviões e quatro helicópteros. Entre os problemas que enfrentamos nesse trabalho estão dificuldades nas comunicações entre os municípios atingidos, pois os incêndios queimaram as fibras ópticas”, explicou.

No Relatório do Impacto do Fogo sobre as Araras Azuis, Neiva Guedes explica que dos 98 ninhos cadastrados, 39 eram de araras e 15 de outras aves, todos com ovos ou filhotes. Havia, também, 30 ninhos sendo preparados pela araras ou em disputa com outras aves e 14 vazios. Do total, 33% foram afetados pelo incêndio e dois foram completamente perdidos. O fogo matou 16 filhotes e atingiu 23 ovos.

O impacto negativo das queimadas, segundo Neiva, afetará as araras não só nesta estação reprodutiva, mas também no futuro.

O número de queimadas aumentou no Pantanal (GOVERNO DO MS/DIVULGAÇÃO)

“As perdas atuais serão sentidas nesta e nas futuras gerações, quando estes filhotes perdidos não entrarão na população reprodutiva daqui a 9 ou 10 anos”, lamentou.

“Queremos saber também o que acontecerá nos próximos anos com relação à alimentação, que até agora não era um fator limitante. Mas com os incêndios, hectares e mais hectares da palmeira acuri foram totalmente destruídos. Esta planta é chave não só para as araras-azuis, embora seja fundamental para elas, mas para várias outras espécies que se alimentam da sua polpa, inclusive os bois”, disse.

“De acordo com as pesquisas que temos realizado, os incêndios nas áreas mais sujeitas a inundações podem diminuir o número de espécies de árvores e arbustos que ocupam as partes baixas”, explicou à BBC o botânico Geraldo Alves Damasceno Junior, dos programas de pós-graduação em Ecologia e Conservação e em Biologia Vegetal, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

“Muitas árvores que tiveram suas copas queimadas não conseguirão rebrotar e a inundação que virá depois poderá impedir que sementes dessas espécies germinem, pois muitas delas precisam de um período prolongado de seca para nascer e crescer nesses ambientes”, acrescentou Damasceno.

Cobra é encontrada morta no Pantanal (VICENTE ASSAD)

Para a vegetação pantaneira, porém, as queimadas podem ter um ponto positivo. “Elas promovem aumento da biodiversidade das espécies herbáceas que ocorrem nesse ambiente”, explicou Damasceno.

“Como grande parte das plantas do Pantanal pertence a este grupo, no cômputo geral os incêndios podem promover um aumento na biodiversidade dos vegetais. Assim, o fogo é um elemento que na paisagem da região faz parte da dinâmica da vegetação, embora algumas espécies mais sensíveis possam desaparecer dos locais onde ele foi muito severo”, reforçou.

Além disso, em relação à recuperação, as plantas também saem na vantagem. “A vegetação se recupera muito rapidamente. Em poucos meses, ela vai rebrotar novamente. Entretanto, alguns efeitos podem ser bastante duradouros. Para árvores e arbustos, por exemplo, nós conseguimos captar efeitos danosos até seis anos após eventos de fogo”, disse.

A bióloga Carine estava no Mato Grosso do Sul para palestrar na Semana da Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande e decidiu ir ao Pantanal.

Araras comem coco no chão (CEZAR CORRÊA)

“Eu achei que era uma ótima oportunidade para dar um pulo até o Pantanal e conhecê-lo, afinal é o sonho de todo biólogo ver este sistema tão rico. Então organizamos uma pequena excursão para ir até a região do Passo do Lontra, que fica no município de Corumbá”, disse.

Ao chegar na região, no entanto, Carine se surpreendeu. “Estava tudo muito estranho, muito seco, e o rio Miranda tão baixo como nunca se viu”, explicou.

“Saímos para ver os animais, mas não ouvíamos nem víamos nenhum. No sábado de madrugada, aconteceu a mesma coisa. Poucas aves, o que é estranho, porque no Pantanal você visualiza muitos animais. Saímos de barco pelo rio e só o que víamos era fogo dos dois lados. Algo surreal, pois a gente vai para o Pantanal, a maior região alagável do mundo, e só vê incêndio por todos os lados e nada de animal”, lamentou.

Queimadas devastam o Pantanal sul-mato-grossense (CHICO RIBEIRO/PORTAL DO GOVERNO DE MS)

No domingo, ao passar de carro pela BR-262, o grupo praticamente não viu animais. “Só vimos um tamanduá-mirim na beira da rodovia e tudo seco, lagoas, riachos, vegetação”, revelou. “Vimos também jacarés mortos em poças secas”, acrescentou.

No final do dia, o grupo resolveu retornar para a cidade de Campo Grande. “Era por volta de umas 18 horas e começamos a ver muito fogo, nos dois lados da estrada e focos mais distantes. De repente, uma labareda gigantesca cortou a estrada e não nos pegou por questão de dois ou três segundos. Fizemos a volta e retornamos para Corumbá, muito assustados e com uma sensação de estar no Inferno de Dante. Quer dizer, não conheci o Pantanal, pois não vi animais, e quase morri”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Mais de 20 animais silvestres mantidos em cativeiro são resgatados no Acre

Araras vermelhas, periquitos, cobras, papagaios, tracajás, macaco e cotia foram encontrados em um imóvel


Mais de 20 animais silvestres eram mantidos em cativeiro no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, no Acre. Eles foram resgatados na terça-feira (15) pelo Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Foto: Divulgação/Batalhão de Policiamento Ambiental

O caso foi descoberto por conta de uma denúncia anônima. Entre os animais estavam araras vermelhas, periquitos, cobras, papagaios, tracajás, um macaco e uma cotia.

Ao chegar no local, os agentes do Batalhão de Policiamento Ambiental foram autorizados pelo morador a entrar na residência na qual os animais eram mantidos presos. As informações são do G1.

Após a operação, os animais foram resgatados e encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

O responsável por aprisionar os animais assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. Ele deve responder em liberdade por crime ambiental.

Foto: Divulgação/Batalhão de Policiamento Ambiental

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Araras, periquitos e papagaio mantidas em cativeiro são resgatadas em SP

Seis aves foram resgatadas pela Polícia Ambiental no domingo (29) em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Três araras-canindé, um papagaio-de-peito-roxo, um periquito-maracanã e um periquito-maracanã-nobre foram resgatados. As araras e o papagaio pertencem a espécies ameaçadas de extinção. As informações são do G1.

Os animais silvestres foram salvos após uma denúncia. Eles eram mantidos em cativeiro no bairro dos Freitas. O responsável por aprisioná-los foi multado e responderá em liberdade por crime ambiental. As aves ficavam na casa dele.

Foi aplicada ao infrator uma multa de mais de R$ 50 mil. Todas os animais selvagens foram resgatados e encaminhados a um centro de reabilitação na região.

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Homem é multado em R$ 260 mil por aprisionar animais ameaçados de extinção

Um homem foi preso e multado em R$ 260 mil por maltratar animais ameaçados de extinção, aprisioná-los em cativeiro e por introduzir e reintroduzir espécies sem autorização. O caso aconteceu em Itanhaém (SP).

Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

O infrator mantinha 70 animais presos de 63 espécies diferentes. No local, a Polícia Ambiental encontrou araras, tucanos, agapornis, calopsitas, periquitos australianos, red humpeds, papagaios, pintagols e outros animais. As informações são do G1.

Além dos animais, os policiais encontraram no local uma pistola com carregador e onze munições. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Itanhaém.

Apesar do crime, os animais permaneceram sob a guarda provisória do infrator por conta da falta de logística apropriada para resgatá-los e abrigá-los em local adequado, segundo informações da polícia.

tucano-cativeiro
Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Cachorro é resgatado após cair em poço de 5 metros de profundidade

Um cachorro caiu dentro de um poço em um terreno baldio na cidade de Araras, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (1º).

Foto: Beto Ribeiro Repórter

O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou uma equipe ao local para salvar o animal, que não se feriu. As informações são do portal G1.

De acordo com os militares, o acidente aconteceu em um terreno baldio na rua Irmã Diva Patarra, no Jardim Piratininga. O poço tem cinco metros de profundidade.

Para retirar o cachorro do buraco, a corporação precisou usar uma escada. Cinco bombeiros participaram da ação. Não há informações sobre o animal ter ou não um tutor responsável por ele.

Foto: Beto Ribeiro Repórter

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Câmara de Araras (SP) aprova projeto que permite entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Araras (SP) aprovou um projeto de lei, em votação realizada na segunda-feira (22), que permite a visita de animais a pacientes internados em hospitais da cidade.

Foto: Divulgação/PUCRS

O texto da proposta determina que a visita só poderá ser feita havendo autorização do médico responsável pelo paciente. Além disso, o animal deverá estar com a vacinação em dia e será preciso apresentar um laudo que ateste as boas condições de saúde e de higiene dele.

O projeto estabelece ainda que o animal seja colocado em caixa de transporte adequada. No caso de cachorros e gatos, será necessário o uso de coleira e guia e, se preciso, de focinheira. As informações são do G1.

As normas e procedimentos de visitas, como tempo e local, deverão ser estabelecidas pelos próprios hospitais, seguindo suas políticas internas.

O projeto de lei segue agora para análise do prefeito, que tem 60 dias para optar pela sanção ou pelo veto.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Cachorro é adotado e vira ‘funcionário’ de empresa de transporte coletivo

Fubá, esse é o nome do funcionário mais amado do SMTCA (Serviço Municipal de Transportes Coletivos de Araras). O empregado de quatro patas é um cachorro sem raça definida de seis anos adotado pelos servidores da autarquia há mais de três.

Foto: Reprodução / Jornal Cidade

Por lá ele tem várias funções: motorista, fiscal de frota, segurança. Mas a oficial de “registro” no crachá é de segurança patrimonial. Só que a que mais ele se destaca, segundo seu patrão, é em tornar a rotina dos funcionários bem mais agradável.

“Ele é nosso mascote há mais de anos. Traz alegria para o ambiente, descontrai um pouco e a galera gosta muito. Trouxe até mais união para a nossa equipe”, comentou Élcio Rodrigues Júnior, presidente da autarquia.

O cão tem seu próprio cantinho no TCA, mas o que ele gosta mesmo é de ter acesso livre a todos os ambientes da empresa. E tem. As refeições são dadas pelos próprios funcionários por meio de um cronograma. O primeiro a chegar, deve alimentar e abastecer a água do Fubá. Além da alimentação, ele recebe vacina em dia, respeito e muito carinho.

Além de ser um funcionário indispensável para a autarquia, o cachorro também ocupa outras posições. Para Gisele Oliveira da Silva, chefe de limpeza de veículos do TCA, o Fubá é quase que um filho.

Foto: Reprodução / Jornal Cidade

“No começo, quando ele começou a frequentar a garagem, a gente alimentava ele no almoço e ele ia embora. Depois, comecei a vir a noite e trazer jantar para que ele não sentisse fome. A partir disso, ele foi ficando”, disse.

Ainda, de acordo com uma das muitas mães adotivas do cachorro, Fubá foi o responsável por mudar a rotina de trabalho do local, aliviando o dia a dia com seu amor. “Às vezes durante o expediente rola um ‘stress’ ou outro. Mas sempre que olhava, ele estava lá, com o rabinho balançando. O nosso Fubá é um anjo. Somos gratos a Deus por ter ele por perto”, finalizou ela.

Fonte: Jornal Cidade

​Read More
Notícias

80% das araras monitoradas fugiram após queima de fogos da virada em MS

Quem anda pelas ruas de Campo Grande já deve ter notado a falta das araras-canindé, que antes da queima de fogos do réveillon, eram facilmente encontradas pela cidade. De acordo com o Instituto Arara Azul, responsável pelo monitoramento das aves na região, cerca de 480 delas ‘fugiram’ da capital em busca de áreas tranquilas, pois ficaram incomodadas com os fogos de artifícios.

Foto: Felipe Bastos/G1 MS

Há quatro dias, as aves ainda não retornaram, o que representa 80% das das araras monitoradas em Campo Grande. Segundo a presidente do Instituto Arara Azul e doutora em meio ambiente, Neiva Guedes, as araras-canindés têm uma audição bem desenvolvida e outros animais que vivem no perímetro urbano, também podem ter sido prejudicados pelo barulho dos fogos.

De acordo com o instituto, em 2018, 180 ninhos das araras foram monitorados. Foram contabilizados 150 nascimentos e a atualmente, a maioria dos filhotes já voaram.

Segundo Neiva, no dia 2 de janeiro deste ano, foram monitorados 21 filhotes e neste mesmo dia, os pesquisadores percorreram toda a cidade e conseguiram observar apenas 6 aves do período da manhã até o escurecer. Em dias normais, cerca de 40 animais poderiam ser vistos na capital.

A especialista ainda explica que um grupo de pesquisadores observaram desde a virada de 2018 e notaram a diminuição das aves na região de Campo Grande nesse período em que é mais comum a queima de fogos. Ela ainda ressalta que a volta desses animais deve ser gradativa, ainda nos próximos dias.

Preservação

O projeto Arara Azul começou em 1989 no Pantanal, onde atualmente 108 ninhos de arara-azul são monitorados, principalmente, durante o período de reprodução, que vai até março. Neiva ressalta que o projeto recebe ajuda de voluntários e moradores que percebem a importância de preservar a natureza e os animais, e também orienta em casos de nascimento de filhotes em casas de moradores.

Para informações, o Instituto Arara Azul atende pelo telefone (67) 3222-1205, pelo site ou pela página no facebook.

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Araras exploradas pelo tráfico são soltas na natureza após reabilitação

Após cerca de um ano de reabilitação no Centro de Fauna em Palmas, no Tocantins, araras-canindé exploradas pelo tráfico ganharam a liberdade. As aves ficaram 15 dias em um recinto numa chácara para, depois, serem soltas.

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Para ter alta do tratamento realizado durante a reabilitação, as araras precisam receber uma anilha – espécie de anel colocado na pata que funciona como documento de identidade. As aves devolvidas à natureza foram resgatadas no Pará. As informações são do portal G1.

“Para a gente é mais feliz, é mais gratificante vê-la no retorno ao ambiente natural. Isso sim traz uma felicidade para a gente”, contou a médica veterinária do Naturatins, Grasiela Pacheco.

Durante o processo de reabilitação, muitas das araras precisam de cuidados especiais. Filhotes resgatados após serem vítimas de caçadores, por exemplo, muitas vezes precisam tomar papinha na seringa por um período antes de ganharem uma dieta baseada em frutas devido à fragilidade da saúde deles.

“O animal que está em reabilitação tem que estar bem nutrido para conseguir uma boa recuperação”, explicou o zootecnista Daniel Albernaz.

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Mais de 160 araras das espécies canindé, vermelha e macau estavam sendo reabilitadas pelo Centro de Fauna. Metade foi resgatada pela polícia, muitas após serem retiradas do habitat por caçadores na região amazônica e transportadas pela BR-153, a Belém-Brasília, rodovia conhecida como rota do tráfico de animais silvestres.

O Naturatins trabalha pela preservação da espécie, que tem um papel importante na natureza. Entre outras questões, as araras cultivam florestas ao espalhar sementes enquanto se alimentam.

“Elas têm um aparato muito forte, um bico muito forte, fragmentam esse alimento e consequentemente os restos são aproveitados por outas espécies, outras aves e mamíferos”, concluiu o biólogo Tiago Scapini.

​Read More
Notícias

Araras livres visitam aves no Centro de Reabilitação em Araras (SP)

Araras livres visitam aves no Centro de Reabilitação de Animais em Araras, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Desde o início de setembro, pássaros do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) do município de Araras (SP) estão recebendo a visita constante de araras que estão soltas na natureza.

Todos os dias, elas chegam voando e ficam do lado de fora do viveiro onde estão outras araras que ainda estão em processo de reabilitação.

“Elas nunca foram alimentadas, se elas vem é porque querem bater um papo, conversar com as suas colegas, ver o que elas têm aqui, reconhecer o local”, brincou a bióloga Fabiana Hencklein.

O fato é inédito nos quatro anos de atuação do centro que recebe e recupera animais resgatados em criação clandestina, tráfico ou por maus-tratos e, depois, os devolve para natureza, quando é possível.

Socialização

A vinda das aves tem despertado a curiosidade dos biólogos, que descobriram que as araras visitantes já passaram por outro CRAS. A descoberta foi da bióloga Giuliana Garcia que conseguiu fotografar a numeração das anilhas delas.

Segundo o histórico das aves, elas foram recuperadas em São Paulo e soltas em uma fazenda no município de Araras, mas bem longe do centro de reabilitação.

“Elas conseguem voar em média 25 quilômetros por dia, então a distância não é tão longe para elas”, disse.

O comportamento das araras tem sido observado também pela veterinária Fernanda Magajevski, inclusive alguns momentos em que as aves locais parecem estranhar as visitantes.

“Elas são animais que gostam de viver em grupo, mas cada um tem o seu, então quando aparece um novo grupo causa um pouco de estranhamento, um pouco de estresse, mas isso é bom, positivo porque na natureza elas vão ter que conviver”, explica.

Para Fabiana, essa socialização é um sinal positivo. “A gente espera que esses animais que são reabilitados aqui quando retornarem para a natureza reencontrarem seu próprio bando e até façam seu próprio bando com as outras aves daqui.”

Fonte: G1

​Read More