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Centro de tortura de animais aquáticos é construído no Ceará

Por Dr. Pedro A. Ynterian, Projeto GAP Internacional (em colaboração para a ANDA)

Maquete do Aquário do Ceará (Foto: UOL)
Maquete do Aquário do Ceará (Foto: UOL)

Como se o Estado do Ceará não tivesse carências graves para atender a população, o ex-Governador Cid Gomes, hoje Ministro da Educação, aprovou a construção de um aquário gigante, três anos atrás, na praia de Iracema, em Fortaleza, com 38 tanques de exibição e capacidade para 15 milhões de litros de água.

Naqueles tanques já podemos imaginar dezenas de animais aquáticos, incluindo golfinhos e baleias, sendo aprisionados. Na contra-mão da história, quando a maioria dos aquários marinhos nos Estados Unidos, Espanha e outras partes do mundo estão em crise e sendo denunciados por abusos de animais inteligentes e inocentes, é que se decide explorar animais aquáticos, a fim de divertir o público e atrair turistas para aquele Estado.

O Projeto aprovado em 2011 começou a ser construído com financiamento Norte-Americano, do Banco Oficial EXIM BANK, e uma Construtora Norte-Americana ganhou a concorrência – se houve mesmo – para construir o elefante branco, a International Concept Management.

A última informação publicada nos jornais é que o novo governo do Ceará suspendeu a obra, por motivo de irregularidades e ante o protesto de muitos segmentos da população cearense, que não entendeu o que passava na cabeça do ex-Governador Cid Gomes, quando decidiu tocar aquele Projeto Megalomaníaco.

Este é o momento em que todos os ambientalistas e organizações que defendem os animais devem se pronunciar, para que aquele absurdo Projeto seja definitivamente arquivado, pois só vai gerar dor e sofrimento em seres inocentes.

Assine a petição pelo fim do projeto de construção do Acquário Ceará.

 

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Instituto Mamíferos Aquáticos realiza exposição em shopping de Aracaju (SE)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Quem ainda não conhece o trabalho do Instituto Mamíferos Aquáticos tem agora uma boa oportunidade. Até o próximo domingo, 21 de julho, o IMA está com uma exposição montada no Shopping Riomar, zona sul de Aracaju (SE). Voltada também à conscientização ambiental, a exposição é dividida em esqueletos de baleia, boto, golfinho, e banners explicativos sobre o lobo-marinho subantártico, vítima de materiais poluentes descartados no mar; o resgate de uma baleia jubarte encalhada; a lontra de rio, morta por pescadores de comunidades ribeirinhas na disputa por pescados; o boto-cinza, entre outras espécies ameaçadas pelo homem.

A estudante de Direito Juliana Souza da Silva, de 22 anos, está de férias em Aracaju e aproveitou para visitar a exposição. “Pude ter acesso a muitas informações que não temos no dia a dia, pois estão muito restritas aos biólogos e outros estudiosos nessa área. Achei muito interessante”, comenta. “Este mesmo trabalho nós também levamos para as escolas”, acrescenta a aluna do 7º período de Ciências Biológicas da Universidade Tiradentes, Trícia Santana, estagiária do Instituto Mamíferos Aquáticos.

História

Fundado em 1995, o Instituto Mamíferos Aquáticos é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e com sede em Salvador (BA). Em Sergipe, o IMA funciona no Campus Aracaju Farolândia da Unit. A missão da instituição é salvar vidas de espécies aquáticas, associando pesquisas e práticas. Hoje, o Instituto é um centro de reabilitação de animais silvestres particular e instituição mantenedora de fauna, autorizada pelo Ibama.

Fonte: Infonet / Ascom/ Unit

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Animais aquáticos sofrem com confinamento em aquários

Noelia Gigli (da Redação)

Golfinho confinado em aquário em Miami (EUA). (Foto: Divulgação)
Golfinho confinado em aquário em Miami (EUA). (Foto: Divulgação)

Os aquários são espaços que pretendem imitar o local onde os animais aquáticos vivem. Mas em nada se parecem com o habitat natural deles, imenso e não limitado por vidros. O texto que você lê a seguir é da ONG Igualdad Animal, que atua pelos direitos animais, também para que essa crueldade tenha fim.

Nos aquários podemos encontrar golfinhos, leões marinhos, tubarões, arraias, entre outros. Durante a vida, um golfinho, por exemplo, percorreria milhares de quilômetros e interagiria com centenas de outros golfinhos e outros animais aquáticos. Quando trancados num aquário, estamos condenando-o a dar voltas pelo resto de suas vidas no mesmo recinto, sem a milésima parte da variedade de sensações que aproveitaria em liberdade. Os golfinhos utilizam o eco dos ultra-sons que emitem para se orientarem na água e, quando presos num aquário, sofrem pela confusão produzida pelo eco contra as paredes do aquário. Não se engane pelo aparente sorriso, pois não passa de um traço facial que será mantido mesmo quando sofrem e até depois de mortos.
Jacques Cousteau afirmou que a vida para um golfinho em cativeiro “o leva à confusão de todos os seus sentidos, que a longo prazo causará uma desestrutura de todo o seu comportamento e hábitos”.

Os golfinho não são os únicos que sofrem nos aquários devido à falta de liberdade, os peixes também são indivíduos que sofrem mudanças no comportamento e padecimentos nesses recintos.

Peixes confinados para exposição ao público no aquário de Ubatuba (SP). (Foto: Divulgação)
Peixes confinados para exposição ao público no aquário de Ubatuba (SP). (Foto: Divulgação)

A maioria dos peixes possuem uma memória espacial que os habilitam a criar mapas cognitivos que os guiam através dos mares e oceanos, utilizando sons, cheiros, luzes etc. Por isso também sofrem enormemente quando privados de liberdade. Os sentidos dos peixes evoluíram de modo completamente diferente dos outros animais como nós, por isso, por exemplo, o que para nós pode ser um leve som, para um peixe, com uma capacidade auditiva maior e que vive num meio onde o som viaja mais rápido (a água), um golpe no cristal dos aquários pode ser uma fonte de choque e tormento. Existem outros problemas nos aquários, como a impossibilidade de controlar a temperatura da água para que seja a idônea, o que acaba por matar centenas de animais. Além dos produtos químicos que desinfectam os aquários e que causam feridas na pele, nos olhos, aumentando a dor e o sofrimentos em suas vidas.

O que posso fazer pelos animais nos aquários?

Não vá a lugares onde os animais estão presos, é o dinheiro dos visitantes o que sustenta tais negócios. Incentive aos outros a que façam o mesmo, assim tais lugares não demorarão em desaparecer. Até pode ser bonito e agradável ver indivíduos de outras espécies de animais marinhos nos aquários, mas suas vidas são um tormento. Então, se você gosta de animais e quer conhecê-los, aprende sobre eles se informando na Internet, consultando livros nas bibliotecas, vendo documentários, praticando mergulho etc.

Lembre-se de que todo que os demais animais precisam é da sua ajuda. Você pode ser sua voz e ajudá-los a que, algum dia, os únicos animais marinhos existentes se encontrem nos mares, rios e oceanos.

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Grupo resgata animais atingidos por intervenção humana em Teresina (PI)

Nas diversas intervenções físicas do Projeto Lagoas do Norte (PLN) nos bairros São Joaquim, Matadouro e Olarias, foi identificado que as intermediações das lagoas são o habitat de várias espécies da fauna aquática e terrestre. Com objetivo de evitar ou minimizar possíveis danos ambientais, a Prefeitura está implantando o projeto de monitoramento e resgate da fauna na área do PLN.

Através do projeto, uma equipe ambiental especializada foi contratada para acompanhar os trabalhos de urbanização das lagoas e, quando necessário, resgatar e realocar os animais encontrados, como cágados de barbicha, muçuns, jacarés, iguanas, cobras, mucuras, preás e vários peixes. Segundo o técnico ambiental do PLN, Arruda Pontes, a equipe está sempre atenta para captura desses animais e para evitar que a execução das obras cause danos letais nas espécies.

“Trabalhamos de acordo com a demanda, observando e atendendo ao chamado da população para resgatá-los. Muitas vezes, quando as máquinas entram para fazer a limpeza das lagoas, alguns animais se afugentam nos locais próximos, invadem as casas do entorno e nós vamos a cada residência para recuperá-los”, afirmou Arruda.

O técnico ambiental explicou ainda que todas as espécies resgatadas são transportadas adequadamente para locais que possuem habitat igual ao antigo. “Sempre devolvemos esses animais para lagoas nas proximidades que possuem o mesmo tipo de ambiente em que eles viviam antes. Em alguns casos, os animais com problemas são levados para que o IBAMA tome as providências necessárias”, completou.

A equipe ambiental de acompanhamento atua nos dois turnos na frente de trabalho e é composta por biólogos, veterinários e outros profissionais que possuem conhecimento sobre fauna. Os animais resgatados são cadastrados, identificados e fotografados antes de serem devolvidos ao habitat natural.

Fonte: 180 graus

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Estudo mapeia regiões críticas para mamíferos aquáticos

Golfinhos, baleias e outras espécies de mamíferos aquáticos acabam de ganhar um mapa que pode ajudar a preservar este que é um dos grupos mais ameaçados pelas ações do homem.

Pesquisadores dos EUA e do México fizeram um extenso levantamento com os hábitos, dinâmicas e outras informações de 129 espécies de mamíferos aquáticos e selecionaram 20 locais-chave para sua conservação.

Embora esses animais estejam espalhados por mares, rios e lagoas de todo o mundo, os pesquisadores, liderados por Sandra Pompa, da Universidade Nacional Autônoma do México, listaram 11 pontos classificados como “insubstituíveis”.

Essas regiões foram selecionadas por sua importância para a preservação de espécies que não podem ser encontradas em outros lugares.

A foz do rio Amazonas, no Brasil, habitat de espécies como o boto-cinza, é um deles. “Esses locais podem servir para a adoção de estratégias para a proteção desses animais”, diz o trabalho, publicado na revista “PNAS”.

Os cientistas identificaram que o risco é mais elevado em áreas de maior latitude. A vulnerabilidade se intensifica nas ilhas Aleutas, um prolongamento da península do Alasca, e na península Kamchatka, na Sibéria.

Essas regiões já tiveram caça intensiva de focas e baleias.Além da pesca, esses animais são extremamente sensíveis às mudanças em seus ambientes.

Vítimas do aquecimento global, da poluição e até de obras de infraestrutura, 24% das espécies consideras na pesquisa estão ameaçadas de extinção.

O exemplo mais recente é o golfinho baiji (Lipotes vexillifer), da China, declarado extinto em 2008. Além de ter partes de seu corpo usadas na medicina chinesa, a construção de uma hidrelétrica acabou com seu habitat. O óleo de baleia também é usado na medicina chinesa. A carne do animal é considerada uma iguaria em países como o Japão.

Fonte: Jornal Floripa

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Você é o Repórter

A arte da sedução nas espécies

João O. Salvador
salvador@cena.usp.br

Na selva, o relacionamento entre os bichos também exige truques de sedução, com rituais que podem envolver uma mistura de ternura e agressividade. O macho conquistador tem que passar por provas complicadas, envolvendo-se em aguerrida batalha contra outros para conseguir a eleita do seu coração. Ele precisa ser corajoso, forte e de grande imaginação. A fêmea, por sua vez, menos disponível e disputada, se dá ao luxo de selecionar o parceiro. Quando uma leoa vê um leão forte, astuto, matreiro, destemido, o escolhe para o acasalamento, com a intenção instintiva de ter crias de mesma imponência.

Além das formas auditiva e visual de comunicação, os animais, em geral, podem emitir sinais químicos odoríferos, perfumados (feromônios) utilizados na sua paquera. Numa mesma espécie, os feromônios permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos, capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. É uma substância muito utilizada pelos insetos, inclusive.

Nos alados, os machos são mais vistosos, exibidos e cortejadores do que as fêmeas, sendo obrigados a cantar de forma especial ou a exibir suas belas plumagens. Em algumas espécies, na época reprodutiva, há um ritual de radiosa beleza, quando vários machos ficam próximos uns dos outros, abrem e agitam suas asas, cantam, enquanto a fêmea sobrevoa-os e escolhe seu preferido. Já, em outras, o macho constrói uma cabana decorada com plumas coloridas e flores e destroem as cabanas de outros machos.

Nos seres aquáticos, os peixes, no geral, os machos são mais coloridos que as fêmeas, e, para conquistá-las, fazem vários movimentos similares a uma dança. Já, nos anuros, as rãs são mais românticas e sexualmente liberadas. Se o macho manifestar seu desejo, deve coaxar de uma maneira especial, à espera de uma resposta no mesmo compasso, e esses encontros da espécie são sempre festivos, coloridos e coletivos.

Resumidamente, o amor é universal, presente em todo o reino animal, há relacionamentos poligâmicos, mas, também, os de união estável. Boa parte dos racionais, porém, ignora os truques de conquistas de outras espécies, e reina como se fosse a mais bela, a mais sábia e poderosa das criaturas. Ledo engano.

João O. Salvador é biólogo do Cena – (Centro de Energia Nuclear na Agricultura)-USP. E-mail: salvador@cena.usp.br

Fonte: Gazeta de Piracicaba

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Estudo sobre vida marinha pode ser acompanhado pela internet

O diário de bordo dos pesquisadores do programa mundial de Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life), está disponível na internet, pelo site do programa. Na página eles registram o dia a dia da pesquisa responsável pelo levantamento da biodiversidade das regiões de cordilheiras de montanhas submarinas no Oceano Atlântico Sul, por meio do programa Mar-Eco Atlântico Sul.

O grupo de pesquisadores brasileiros, uruguaios, sul-africanos e russos está embarcado no navio oceanográfico russo Akademik Yoffe, do Instituto Shirshov de Oceanologia, e realiza a primeira viagem de estudos sobre a vida na cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul. A expedição, capitaneada, no hemisfério sul, pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), iniciou na segunda-feira, 26, em Las Palmas, Gran Canária, na Espanha, e encerra, no dia 2 de dezembro, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Nos cerca de 4,3 mil quilômetros de percurso da embarcação, dados físico-químicos, peixes, micro-organismos e invertebrados associados ao fundo do mar serão amostrados em dez estações de coleta dispostas ao longo da cordilheira, em profundidades que variam de mil a três mil metros. Na ocasião também serão registrados dados contínuos sobre os mamíferos marinhos como baleias e golfinhos habitantes das áreas oceânicas. O projeto é uma continuidade de estudos realizados no Atlântico Norte e conta com a participação de cientistas de 16 instituições do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, África do Sul, Namíbia, Nova Zelândia e Noruega.

Fonte: Planeta Universitário

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