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Tráfico retira 38 milhões de animais silvestres da natureza todos os anos

Um estudo concluiu que 18% dos animais silvestres são traficados. Depois dos mamíferos, as aves são as maiores vítimas do tráfico


O tráfico é responsável por tirar 38 milhões de animais silvestres da natureza todos os anos no Brasil. Condenados a viver aprisionados, esses animais são vítimas da ganância e do egoísmo humano.

A Polícia Ambiental de São Paulo recebe, em média, cinco denúncias por dia. A maior parte leva os agentes a casos como o de Jesuilton Menezes Barros, que trafica pássaros na capital paulista.

Foto: Reprodução/TV Globo

“Não tem hipocrisia comigo, a gente já está errado, tem que assumir o que é. Às vezes a gente faz um rolo, vende um ou outro também, se vira como pode”, disse o traficante ao programa Profissão Repórter.

A punição para o tráfico de animais silvestres é uma multa de R$ 500 por ave. Se for ameaçada de extinção, o valor sobe para R$ 5 mil. A Lei de Crimes Ambientais prevê também detenção de até um ano – que costuma ser revertida em penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade.

Na casa de Jesuilton havia 29 pássaros – três ameaçados de extinção. Ele foi multado em R$ 29,5 mil. As informações são do portal G1.

As aves são as segundas maiores vítimas do tráfico, perdendo apenas para os mamíferos. De acordo com um estudo, 18% dos animais silvestres são traficados.

Muitos desses animais não têm condições de retornar à natureza após serem capturados. Por isso existem pessoas como Eduardo Soriano Foz. O empresário, que vive em São Paulo, acolhe animais vítimas do tráfico. Através de seu trabalho, autorizado pelo Ibama, 49 espécies podem ter uma nova chance na vida.

“Todos estão aqui porque infelizmente não podem voltar para a natureza. Se voltar, infelizmente não vão conseguir sobreviver”, disse. Para manter os animais, Eduardo gasta de R$ 50 a R$ 80 mil por mês, incluindo os salários de uma equipe com 13 funcionários, que conta com biólogos e veterinários.

Ursa-parda

Xuxa, de 36 anos, é uma ursa-parda que viveu 32 anos aprisionada para ser explorada por um circo brasileiro após ser trazida da Romênia. Em Sergipe, no município de Laranjeiras, o resgate do animal, que vivia em um hotel fazenda, foi realizado em outubro.

Xuxa foi retirada do circo em 2010, assim como Xande, de 38 anos. O urso-pardo, no entanto, não resistiu. Os dois foram explorados pelo mesmo circo.

“Ele era um animal muito dócil, cerca de 38 anos, mas muito debilitado. Ele sofreu muito no circo. Passou até por algumas amputações nesse período de circo. Ele tinha garras amputadas, o circo acaba mutilando para tentar diminuir a agressão do animal e a chance de lesionar tratador e coisas do tipo”, explica o veterinário Genisson Resendes.

A operação de resgate de Xuxa contou com veterinários e foi liderada pelo ativista Marcos Pompeu, fundador do Santuário Rancho dos Gnomos, para onde o animal foi levado. Remédios naturais foram usados para acalmar a ursa, evitando o uso de sedativos.

Foto: Reprodução/TV Globo

A exploração de animais em circos é proibida em 11 estados brasileiros, mas não há qualquer proibição a nível nacional. Submetidos a maus-tratos, esses animais sofrem nas mãos dos donos dos circos. “Nós temos leões no rancho que não têm as garras”, revela Marcos, que fundou o santuário com sua companheira Silvia Pompeu. Juntos, eles já resgataram mais de 30 mil animais.

Xuxa viajou 300 km de Laranjeiras (SE) a Salvador (BA) e, em seguida, foi para Joanópolis (SP). Durante o trajeto, a ursa apresentava movimentos repetitivos, reflexo dos maus-tratos. Após dois dias de viagem, ela chegou ao santuário.

Proteção animal

Protetora de animais, Isabel Elida Carballo, de 80 anos, nasceu na Argentina, morou 10 anos no Canadá e há 30 anos veio para o Brasil para trabalhar como designer. Depois da aposentadoria, sua dedicação aos gatos se intensificou.

“Eu calculo, aproximadamente, 45 gatos. São 13 anos de trabalho, eu fui pegando gatos de diversos lugares, de pedidos de socorro”, conta Isabel.

A estudante de medicina veterinária Christiane Dubbelt também ajuda gatos abandonados.

Foto: Reprodução/TV Globo

“Os adultos saudáveis e mais jovens a gente leva nas feiras de adoção para tentar dar uma oportunidade de uma família para eles. A gente não quer acumular, não quer ter muitos”, diz.

Isabel gasta aproximadamente R$ 3 mil mensais para cuidar dos gatos. Mas apenas com a aposentadoria, não é possível arcar com os custos. “Eu faço rifas e peço para as pessoas que colaborem também e ajudem”, explica.

Muitos dos animais resgatados pelas protetoras são encontrados em cemitérios. Os resgates contam com a ajuda de um funcionário. Os últimos a serem salvos foram quatro filhotes de gato, acompanhados da mãe.

“Eles agora precisam crescer, a gente vacina, vermifuga e com mais ou menos dois meses castramos. Depois fotografamos, divulgamos e tentamos encontrar lares para eles”, diz Isabel.


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Rússia devolve à natureza últimas baleias-beluga mantidas em cativeiro

As últimas 21 belugas mantidas presas foram soltas no oceano. Dois navios participaram da operação. Os animais haviam sido capturados para serem vendidos para aquários


A Rússia devolveu à natureza, no domingo (10), as últimas baleias-beluga que estavam aprisionadas em pequenos tanques no Extremo Oriente.

Em fevereiro, fotos expuseram o cárcere de 11 orcas e 93 baleias-beluga. Os animais estavam presos desde o verão de 2018 em piscinas estreitas nas proximidades do porto de Najodka, no Oceano Pacífico. O objetivo era vender as baleias para aquários.

Reprodução/Shutterstock/Imagem Ilustrativa

O caso gerou revolta, repercutindo internacionalmente. A pressão feita sobre a Rússia levou o país a libertar os animais. Em agosto, todas as orcas já haviam sido soltas. No último domingo, as últimas 21 belugas mantidas presas foram soltas no oceano. Dois navios participaram da operação, que começou às 9h, no horário local, e terminou às 17h.

“Na região de Primorie, a operação para soltar mamíferos marinhos em seu habitat natural foi concluída”, afirmou o Instituto Russo de Oceanografia em nota. De acordo com a entidade, a operação durou cinco dias.

A maior parte das belugas e orcas aprisionadas seria vendida para parques aquáticos na China. As informações são da agência de notícias AFP.

A Rússia é o único país do mundo que permite que baleias sejam retiradas de seu habitat para que sejam vendidas para aquários, onde vivem vidas miseráveis, aprisionadas. A prática é possível graças a falhas jurídicas, que as autoridades prometem solucionar.

Com a soltura das últimas belugas, a ONG russa Sakhakin Watch se posicionou. Apesar de comemorar a operação, a entidade lamentou ter sido proibida por guardas costeiros de se aproximar do local onde a soltura dos animais foi realizada.

De acordo com a associação, “a ‘prisão de baleias’ finalmente libertou seus últimos ocupantes”.

Um abaixo-assinado online, que pedia a soltura dos animais marinhos, coletou mais de 1,5 milhão de assinaturas. Dentre elas, a adesão do ator norte-americano Leonardo DiCaprio.


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Macacos criados presos em casa são resgatados em Oeiras (PI)

Dois macacos que eram mantidos em cativeiro em uma casa em Oeiras (PI) foram resgatados na quinta-feira (17) pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semar).

Foto: Divulgação/Semar

Os animais foram salvos após as pessoas que os mantinham em cativeiro decidirem entregá-los de maneira voluntária.

A Semar informou que os animais serão submetidos a avaliação veterinária e permanecerão em quarentena enquanto a possibilidade de soltura na natureza é avaliada.

“Nesse caso inicia-se o processo de reabilitação para que esses animais possam ser reintroduzidos na natureza com segurança”, disse ao G1 a auditora fiscal ambiental Catharina Teixeira.

Manter animais silvestres em cativeiro é crime ambiental. “As pessoas que criam esses animais em cativeiro de forma irregular podem procurar a Semar e agendar o recolhimento. Quem realiza a entrega voluntária não sofre nenhum tipo de responsabilidade administrativa”, explicou.


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Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


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Mais de 500 pássaros aprisionados e colocados à venda em mercado são libertados

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook
Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Centenas de periquitos (família Psittacidae), koels asiáticos (Eudynamys scolopaceus) e hill mynas (Gracula religiosa) foram encontrados espremidos dentro de pequenas gaiolas, sendo forçados a permanecer em condições precárias.

O Bureau de Controle do Crime (WCCB) do Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas e o Departamento de Florestas de Bengala na Índia, resgataram os pássaros durante duas inspeções seguidas à Galiff Street, no centro de Calcutá, em Bengala, no domingo dia 7.

Entre os animais capturados pelo traficantes estavam filhotes recém-nascidos que os criminosos esperavam vender como animais de estimação.

Segundo o jornal The Hindustan Times, nove pessoas, com idades entre 18 e 32 anos, foram presas ao todo durante as duas batidas.

Agni Mitra, vice-diretor regional do WCCB, confirmou que após a primeira inspeção, as equipes responsáveis receberam denúncias e informações de que os vendedores haviam mudado de local e estavam operando novamente.

Como as aves não costumam sobreviver a esse tipo de condições cruéis e martirizantes, especialmente os filhotes recém-nascidos, eles foram levados imediatamente para atendimento veterinário.

Nos últimos anos, a cidade de Bengala infelizmente se tornou um mercado muito utilizado pelos comerciantes que se beneficiam do tráfico de animais vivos e mortos.

Um alto funcionário do Departamento de Florestas de Bengala descreveu o comércio de animais como um “problema sem fim” para o jornal The Hindu, acrescentando que isso se deve em parte ao fato das pessoas não perceberem que além de ser ilegal manter algumas espécies de aves como animais de estimação, os pássaros nasceram livres na natureza e é assim que devem permanecer.

Em 1991, uma emenda à Lei de Proteção à Vida Selvagem (Lei da Vida Selvagem) de 1972 tornou ilegal que qualquer ave indiana, exceto o corvo da casa, fosse caçada, aprisionada, enjaulada ou comercializada.

No entanto, em áreas como Galiff Street, isso acontece constantemente graças aos argumentos utilizados pelos comerciantes, alegando que eles estão lidando com aves exóticas selvagens, o que ainda é permitido, em vez de aves indianas selvagens.

Abrar Ahmed, ornitólogo e ex-consultor do Bird Trade Project da ONG Traffic International, estudou o mercado nas últimas duas décadas, concluindo que de 1.300 espécies de aves indianas, cerca de 450 estão sendo comercializadas nos mercados doméstico e internacional.

Destas 450 espécies, 23 estão listadas na Lista Vermelha de Aves Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enquanto 19 outras estão classificadas como “quase ameaçadas”, um status que indica vulnerabilidade.

Embora existam cláusulas na legislação indiana que permitam processar os compradores das aves comercializadas fora da lei, elas não estão sendo implementadas.

As autoridades policiais do país acreditam que isso levaria a questão “um pouco longe demais”, enquanto a natureza clandestina do comércio também tornaria o processo difícil.

E desta forma mais espécies de pássaros vão se esvaindo nas mãos da ambição e sede de lucro humanos. Feitos para serem admirados a distancia, voando e reinando nos ares, a vaidade humana cria demanda para que sejam aprisionados e sirvam de ornamento para olhos e mentes cruéis.

Até que não reste mais nenhum.

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Ursos são salvos após viverem dez anos presos em jaulas em restaurante

Dois ursos que viveram por dez anos em jaulas minúsculas, explorados para entretenimento humano em um restaurante em Yerevan, capital da Armênia, foram resgatados pela Federação de Preservação da Vida Selvagem e Bens Culturais.

Os ursos viveram presos em jaulas durante dez anos (Foto: Roger Allen)

A prática cruel é recorrente no país. Os ursos são retirados de seu habitat ainda filhotes e levados para o cativeiro, onde passam a vida presos em jaulas. Os clientes dos restaurantes e demais estabelecimentos comerciais que exibem o sofrimento dos ursos como atração, ao invés de se revoltarem, apoiam a ideia, o que lamentavelmente contribui para a perpetuação do aprisionamento de ursos.

Misha e Dasha, como são chamados, não só viviam presos, como frequentemente passavam fome. Assistir os ursos famintos pedindo restos de comida para os clientes do restaurante era, inclusive, algo comum.

Os ursos eram explorados para entretenimento humano em restaurante (Foto: Roger Allen)

Após uma década sendo mantidos aprisionados, a realidade dos ursos foi divulgada pelo site MailOnline, e a repercussão do caso fez com o que os ursos fossem libertos.

Com a ajuda dos bombeiros, que serraram as jaulas onde Misha e Dasha viviam, a entidade de preservação da vida selvagem resgatou os ursos, que foram sedados e retirados do cativeiro. As informações são do portal Best Of Web.

Após serem sedados, os ursos foram resgatados pela Federação de Preservação da Vida Selvagem e Bens Culturais (Foto: Roger Allen)

Levados para uma região de montanhas, os ursos receberão os cuidados necessários. O objetivo da entidade é de, posteriormente, reintegrá-los à natureza.

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Cavalos em momento afetuoso
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Cavalo e égua aprisionados por toda a vida se unem para superar passado abusivo

“Chamados pela polícia de San Javier, chegamos à cena para encontrar um garanhão esquético e selvagem amarrado dentro de um pequeno quintal”, escreveu Koren Helbig, gerente de mídia do Easy Horse Care Rescue Center (EHCRC), uma organização sem fins lucrativos na Espanha que resgata cavalos e burros negligenciados e abusados.

Cavalo desnutrido
Foto: EHCRC

“Sob a guarda de quatro oficiais armados e com uma ambulância de prontidão em caso de violência dos tutores de Diplomat, entramos no quintal e o libertamos”, completou.

O cavalo não tinha apenas problemas de saúde devido à negligência que sofreu, como também estava desorientado, temperamental e tinha um comportamento perigoso.

“Diplomat estava muito desnutrido e repleto de vermes e ele arrasta um pouco uma das suas pernas traseiras, o que significa que nunca estará 100%”, disse Helbig.

O centro de resgate decidiu castrá-lo para ajudá-lo a se acalmar. Mesmo assim, Diplomat se tornou territorial com o primeiro amigo que o local tentou apresentar para ele.

“Decidimos tentar colocá-lo com Conker, um pequeno pônei atrevido que estava morando com alguns de nossos cavalos mais velhos e perseguindo-os pelos arredores. Tudo começou muito bem, mas, em pouco tempo, eles estavam agindo como machistas, cada um tentando ser o chefe do campo”, relatou Helbig.

Cavalos em momento afetuoso
Foto: EHCRC

Eles não podiam deixar que o cavalo tivesse uma vida de solidão. “Os equinos são animais de grupos. Assegurar que eles tenham a companhia de um companheiro é extremamente importante para seu bem-estar mental”, acrescentou ao The Dodo.

Felizmente, havia uma égua no centro de resgate que mudaria a vida de Diplomat.Goldie chegou ao local em 2014 depois de ficar gravemente desnutrida e ser negligenciada. De acordo com a EHCRC, ela foi mantida em um pequeno recinto sozinha durante anos.

Desde o seu salvamento, Goldie prosperou e havia algo nela que parecia atrair o Diplomat – talvez fosse seu sorriso.

“Decidimos tentar abrir o portão do Diplomat para deixá-lo se entrosar com o grupo de éguas (Bella, Goldie, Mistery e Nakita) do qual ele era vizinho há cerca de um ano. Incrivelmente, em poucas semanas, o belo Diplomat conseguiu uma namorada”, continuou Helbig.

Cavalos deitados
Foto: EHCRC

Como passou a vida sozinho, Diplomat teve muita dificuldade em socializar com outros cavalos e não gostava de dividir. Mas com Goldie era diferente. “Eles comem juntos, cochilam e arrumam um ao outro”, escreveu o EHCRC no Facebook.

Alguma coisa sobre Goldie ajudou Diplomat a ficar totalmente calmo e ele parece ter o mesmo impacto sobre ela.

“Que visão absolutamente maravilhosa – Diplomat está deitado no campo com sua nova namorada Goldie. Nunca vi Diplomat tranquilo o suficiente para deitar assim antes. Isso realmente é simplesmente adorável”, escreveu o centro depois de ver o casal recentemente em um campo.

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Um dos burros onde vivia
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Burros veem a luz do sol pela primeira vez depois de viverem aprisionados

 

Um dos burros onde vivia
Foto; The Donkey Sanctuary

Ninguém percebeu que Timmy e Tommy, uma dupla de melhores amigos, precisavam desesperadamente de ajuda até que um deles chorou.

A equipe do The Donkey Sanctuary respondeu a denúncias sobre um burro chorando e quando eles chegaram a um antigo armazém em ruínas em Yorkshire, na Inglaterra, não conseguiam acreditar no que encontraram.

Os dois burros obviamente estavam presos no estábulo há um longo período. Eles viviam sobre montes de fezes, que se acumularam a uma altura muito alta. As orelhas de Timmy quase tocavam o teto e nenhum deles podia sair de seus pequenos recintos.

Tommy parecia ter desistido da vida, de acordo com o Donkey Sanctuary. Ele estava perigosamente magro e cascos muito grandes. Já os cascos de Timmy também estavam em condições ruins,  pois não foram cortados.

Os ativistas sabiam que tinham que libertar Timmy e Tommy imediatamente e começaram a trabalhar para isso.

“É terrível pensar em quanto tempo ele ficou fechado no que eu poderia apenas descrever como sua própria prisão pessoal. Eu só queria tirá-los dali o mais rápido possível”, afirmou Hannah Bryer, consultora sênior de bem-estar do The Donkey Sanctuary, em um comunicado, depois de ver Timmy preso nos excrementos.

Burro em péssimo estado
Foto; The Donkey Sanctuary

Ninguém sabe exatamente quanto tempo os burros viveram assim, mas a polícia apresentou acusações contra o explorador por submetê-los a condições tão horríveis.

“Ambos os burros estavam presos em seus próprios excrementos com nenhum lugar limpo ou confortável para descansar. O mau odor quando cavamos Timmy  era dominante”, disse Bryer ao The Dodo.

A equipe percebeu que, assim que cavou um trajeto entre os burros, Timmy foi até o amigo.

“Embora tenham sido privados da amizade humana, você podia ver que encontraram consolo um no outro. Eles tinham uma conexão”, observou Bryer.

Burros juntos em santuário
Foto; The Donkey Sanctuary

Timmy e Tommy foram levados às pressas para o santuário em Devon, onde receberam cuidados veterinários. Seus cascos foram aparados e eles receberam muitos alimentos nutritivos. Agora, eles podem passar algum tempo no sol, que mal conseguiram ver em suas vidas anteriores.

Mesmo que Tommy e Timmy tenham muito espaço agora e grandes campos para pastar, os dois amigos nunca ficam muito distantes.

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Organizações defendem fechamanto de parque zoológico nos Açores

“Foi com profunda consternação que tomámos conhecimento que a Câmara Municipal, não só pretende investir cerca de 250 mil euros na remodelação [do parque zoológico], mas também fazer rotações de animais para diversificar a oferta”, refere o manifesto pelo encerramento do parque zoológico da Povoação, na ilha de São Miguel.

Propriedade da autarquia, o parque zoológico, localizado no centro da vila, foi criado há mais de 20 anos, tendo vários animais, como macacos, pavões, perus, pombos, mandarins, papagaios e periquitos.

O manifesto considera que o município deve “abandonar definitivamente qualquer projeto irrealista de manter o parque zoológico aberto ou de proceder à sua reformulação, uma vez que não existe quaisquer condições para o necessário cumprimento da legislação”, recomendando que o espaço seja reconvertido em área de lazer.

O documento alerta, ainda, que a manutenção de animais selvagens em cativeiro, por razões éticas e ecológicas, é “contestada em todo o mundo”, e o caso da Povoação tem sido denunciado por várias organizações, “havendo mesmo guias turísticos que não param no centro da vila para que os seus clientes não tenham a possibilidade de ver a situação deplorável dos animais”.

Quanto aos animais, os subscritores entendem que devem ser “de imediato e definitivamente resgatados”, e reencaminhados para outros destinos “onde tenham as devidas condições e cumpram as exigências legais”.

“Caso o Governo Regional tivesse cumprido a promessa de construção na ilha de São Miguel de um Centro de Acolhimento para Animais Exóticos, feita em 2010, era para lá que os animais do parque zoológico da Povoação deveriam ir”, adianta o manifesto.

À agência Lusa, o presidente da Câmara da Povoação, Pedro Melo, disse compreender a opinião dos contestatários, mas “as obras de reformulação do parque zoológico na vila são para avançar”, porque “cumprem a legislação em vigor e visam criar melhores condições para todos os animais”.

“Este parque tem mais de 20 anos. É um dos maiores pontos de atração da vila e merecia melhores condições. O projeto foi encomendado a um gabinete de engenharia e está a ser acompanhado por veterinários”, afirmou Pedro Melo, acrescentando “tudo será feito cumprindo a lei”.

O autarca socialista manifestou o desejo de iniciar a obra ainda este ano, admitindo que caso desistisse do projeto “os munícipes não iam ficar satisfeitos”, pois trata-se de um “local emblemático e muito visitado”.

“Estranho que durante 20 anos ninguém tenha dito nada e agora apareçam vozes contra”, acrescentou Pedro Melo.

Em novembro último, a Associação Vegana dos Açores defendeu o encerramento do parque zoológico da Povoação, a única infraestrutura do género na ilha de São Miguel, por entender que os animais vivem em sofrimento, apoiando na ocasião uma petição pública.

Numa mensagem eletrónica enviada ao presidente da Câmara da Povoação, aquela associação manifestou indignação com o “aprisionamento animal” feito no parque zoológico da vila e solicitou que seja repensado o investimento público de remodelação da infraestrutura.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Moradores denunciam prefeitura de Itarema (CE) por aprisionar animais em galpão

Por Rafaela Pietra (da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O prefeito da cidade de Itarema (CE), Benedito Monteiro, está sendo denunciado por moradores da cidade por uma medida cruel. A acusação é de que o prefeito tenha autorizado o recolhimento dos animais abandonados na cidade, aprisionando-os em galpões, sem água ou comida.

Segundo moradores da região, os animais estão há vários dias aprisionados e alguns já estão morrendo. O local para onde os animais foram levados é chamado de Campestre e fica em uma zona rural afastado da cidade.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Segundo uma publicação do Abrigo São Lázaro, realizada nas redes sociais, protetores da região e a Sociedade Protetora Ambiental no Estado do Ceará tentam resgatar os animais, mas não dispões de condições para realizar a ação imediatamente.

A redação da ANDA entrou em contato com a prefeitura da cidade, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não houve resposta.

Entre em contato com a prefeitura através do site ou do telefone (88) 3667-1133, manifeste sua indignação e cobre soluções sobre a situação dos animais na cidade.

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A triste realidade dos animais confinados em zoológicos

Foto: Divulgação/Andrea Scorpia

Tania, uma elefante solitária, presa numa sala de cimento, ajoelha-se de forma submissa diante do funcionário que vai limpar a sua cela, num jardim zoológico romeno. Ela foi separada dos outros elefantes por não conseguir aprender os truques ensinados pelo treinador para agradar ao público.

Disseram que Tania não se deu bem com os outros elefantes que viviam com ela. Eles foram treinados para fazer truques em La Cornelle Zoo, na Itália. Ela está no zoológico de Targu Mures, cujo diretor diz ela está “bem assim”.

Nós precisamos dizer às autoridades e aos meios de comunicação o contrário. O que é curioso na foto é que ela fica tão próxima ao funcionário, pois ele está com uma pá, para que possa “se defender” dela.

Forçada a ficar nessa posição, e pela falta de cuidados com os pés, vemos que o zoológico não sabe como cuidar dela. Tania teve problemas de stress no passado, e quem pode culpá-la?

Esta é a razão pela qual ela foi transferida para a Romênia, para a prisão de cimento.

Tudo isso é completamente inaceitável.

Assine a petição que pede por Tania e por todos os animais confinados em zoológicos.

Petição: http://www.thepetitionsite.com/755/337/604/help-to-get-tania-out-of-the-tirgu-mares-zoo/

Mande um EMAIL à EAZA (Associação de zoológicos europeus), pedindo que ela seja transferida.
– Diretor Executivo: lesley.dickie@eaza.net

Pergunte por que o EAZA permitiu que isso acontecesse, pois este zoológico não está obedecendo suas regras.

Envie um email à Comissão Europeia.
– Director: janez.potocnik @ ec.europa.eu
– SG-PLAINTES@ec.europa.eu (PARA: Ion Codescu, Chefe de Fiscalização)

Registre sua reclamação À Comissão Europeia, acessando este link:
http://ec.europa.eu/eu_law/your_rights/your_rights_forms_en.htm

Somente juntos poderemos salvar Tania e outros animais torturados e criminosamente confinados em zoológicos.

Fonte: The Intependent Online

Nota da Redação: Zoológicos são centros de confinamento, dor e sofrimento, onde os animais são condenados a viver longe da natureza à qual pertencem e de onde foram forçosamente retirados – vítimas dos interesses sádicos dos humanos. Lugar de animal é livre na natureza. Para entender o que acontece com animais confinados em zoológicos, leia a entrevista da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e colunista da ANDA, Sônia Teresinha Felipe, em Animais perdem a ‘alma’ nos zoos.

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Utilização de elefantes para passeios de montaria pode estar com os dias contados, na Índia

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)

Os passeios montados em elefantes, há muito tempo apresentados como “atração” turística de Amber Fort, estão para acabar muito em breve. Existem cerca de 100 elefantes na região, forçados a levar pessoas a pontos altos de vista panorâmica.

Elefantes são covardemente explorados (Foto: s/c)

O elefante foi considerado animal nativo da Índia pelo Ministério de Floresta e Meio Ambiente. Enquanto elefantes selvagens continuam sob o Artigo Primeiro do Ato de Proteção à Vida Selvagem, de 1972, elefantes aprisionados contam também com o Ato de Prevenção à Crueldade com Animais.

Para protegê-los de qualquer tipo de abuso, uma força-tarefa enviou uma proposta ao Ministério de Floresta e Meio Ambiente, que acatou a ideia de que as montarias em elefante de Amber Fort devem acabar. O Rajasthan Forest Department logo dará seguimento às instruções, mas, por enquanto, os oficiais procedem apenas registrando os animais.

Mesmo com leis de bem-estar, os animais continuam em situações precárias, são espancados e maltratados por seus tratadores para que trabalhem mais. Além do incomensurável sofrimento causado aos animais, isso também provocou problemas turísticos no passado, quando um visitante se feriu. Em outro incidente, uma elefante fêmea fugiu para as colinas de mata ao redor de Amber Fort e acabou morrendo sob tentativas da polícia de levá-la de volta.

As informações são do site Rang 7.

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