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Saiba identificar quando seu animal sente dor

Especialista orienta como entender os sinais e alterações comportamentais do animal que está doente, que pode apresentar diversas características

Os animais, assim como o homem, sentem medo, tristeza, solidão e dor. Mas identificar o que está acontecendo com seu cão ou gato, por exemplo, pode ser mais difícil do que parece. “Reconhecer a dor em um animal pode ser algo complexo. Envolve perceber sinais evidentes e sutis, dissimulados. O tutor tem de conhecer muito bem seu animal, o comportamento natural de sua espécie e seu comportamento individual, para assim reconhecer mudanças em seu comportamento que podem sugerir que o animal está sentindo dor”, explica o veterinário José Roberto July.

Embora não possa verbalizar o que sente, o animal apresenta alterações em seu comportamento. Cachorros calmos e comportados podem ficar agressivos, enquanto cães considerados bravos podem ficar apáticos. Já os gatos costumam se isolar.

“Cada animal demonstra mudanças comportamentais distintas. Podem ser mudanças na ingestão de alimentos, na freqüência ou modo como faz suas necessidades, na sociabilidade. Após avaliar o animal, determinar se este está com dor e qual é a severidade dela, é possível informar o veterinário corretamente sobre o caso”, destaca July.

A automutilação também é um sintoma muito comum no animal com dor, e geralmente vem acompanhada de diminuição do apetite, depressão e apatia. As mudanças dependem e variam de acordo com o nível da dor, da tolerância do animal, das condições em que a dor ocorre, entre outros fatores.

As causam podem ser desde reação local após vacinação ou infestação por ácaros, que causam coceira intensa, causando uma dor menos severa, podendo fazer o animal morder a área irritada; artrite (inflamação das articulações), artrose (degeneração da articulação), até procedimentos ortopédicos, dores em vísceras (órgãos, como torção de estômago ou de intestino, infecção urinária, pancreatite, entre outros) que podem causar uma dor mais intensa, fazendo com que o animal se isole ou mesmo agrida ao ser tocado.

“Várias doenças podem causar dor em níveis variados, sendo importante observar os detalhes e a intensidade. Um animal que reage à aproximação de uma pessoa rosnando pode estar sentindo menos dor que um que reage latindo e ameaçando morder”, avalia July.

Uma vez observadas mudanças no comportamento que possam indicar dor, o tutor deve levar o animal ao veterinário para que ele seja avaliado, examinado e a fonte da dor possa ser identificada e tratada de forma adequada.

Comportamento e aparência

Movimentos tensos; relutância em se mover; ficar deitado ou adotando uma postura incomum; morder, coçar ou proteger certas áreas do corpo; perda de apetite; tremores; respiração ofegante.

Estado de alerta

Aparenta menos alerta (mais comum em casos de dor severa); inquietude ou aparentemente mais alerta (mais comum em casos de dor menos severa).

Resposta às pessoas

Agressividade anormal ou apreensão quando manipulados; mudança na forma como o cão reage ao dono, como não abanar a cauda.

Vocalização

Mais quieto que o normal; ganindo ou uivando, especialmente quando sozinho; rosnando sem provocação.

Mudanças em gatos

Aparência

Expressão facial apreensiva; testa franzida; deixa de se limpar.

Comportamento

Choramingando, rosnando, silvando quando se aproximam ou mexem nele; se escondendo ou se separando dos demais gatos; quieto demais; se lambe incessantemente; falta de apetite.

Postura ou movimento

Mancar ou manter um membro erguido sem tentar utilizá-lo; posição tensa e anormal, variando com o local da dor: Dor na cabeça ou orelhas pode fazer o gato virar a cabeça para o lado afetado. Dor generalizada no tórax ou abdômen pode fazer o gato ficar encolhido ou curvado. Se a dor for torácica, o gato pode estender sua cabeça, pescoço e corpo. Um gato com dor abdominal ou nas costas pode se manter em pé, deitar de lado ou caminhar com um andar alterado.

Fonte: Tribuna TP

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Aquecimento global e poluição provocam obesidade em orcas e focas

Assim como os humanos têm problemas de má alimentação, as orcas e focas da costa oeste canadense estão sofrendo com um crescente surto de obesidade que põe em risco sua saúde, consequência do aquecimento global e da poluição.

O fenômeno provocou uma mudança no metabolismo desses animais, cujo apetite aumentou, o que pode produzir efeitos ainda mais nefastos sobre a fauna.

A equipe do biólogo Peter Ross decidiu iniciar uma investigação, no ano 2000, ao constatar que as orcas do estreito da Geórgia, na costa de Vancouver, apresentavam níveis seis vezes maiores de contaminação com BPC (bifenilos policlorados, família de produtos químicos muito nocivos e que demoram para sair do organismo) que o normal.

A origem do fenômeno é a queda da taxa de gordura nos salmões, “certamente devido ao clima, já que sabemos que este peixe tem menos lipídios quando o fenômeno El Niño acontece ou o oceano se aquece”, indicou Ross.

Os salmões representam 92% da alimentação das orcas. Para suprir esta carência de gordura, focas e orcas começaram a consumir de 1,5 a 2 vezes mais salmões que o habitual. Assim, consomem uma maior concentração de produtos químicos.

A consequência disto é uma modificação no metabolismo dos mamíferos marinhos que faz com que comam mais, já que uma maior exposição aos BPC estimula a glândula tireoide, que controla o apetite.

Segundo Ross, os BPC consumidos pelos salmões chinooks, que todos os anos retornam para os rios da província canadense da Columbia Britânica para se reproduzir, vêm tanto da Califórnia (oeste dos Estados Unidos), no sul, quanto das indústrias situadas nas costas asiáticas, na costa oeste do oceano Pacífico.

O biólogo canadense lembrou que as orcas da costa de Vancouver já são consideradas uma espécie em extinção.

*Com informações do Último Segundo/AFP

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