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Cachorrinho de pijamas correndo perdido em rodovia é salvo e adotado por motorista

Ao ver o pequeno vulto correndo pela estrada, Kristofer Goldsmith, não teve dúvidas, parou o carro na hora e acolheu o cachorrinho, o que ele não sabia é que na verdade Frosting é quem o havia encontrado

 


 

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Kristofer Goldsmith estava dirigindo para o trabalho quando viu um lampejo de azul e branco correndo pelo lado oposto da rua. Ele jogou sua caminhonete no acostamento, derrubou alguns pinos de segurança e pulou para fora do carro rapidamente. Ao se aproximar, percebeu que o animal assustado era na verdade um cachorro perdido usando um pijama.

“O cãozinho corria um enorme perigo ali próximo dos carros, então me aproximei e parei bem na frente dele, e ele meio que parou também e deu para ver que ele estava um pouco nervoso, mas interessado no que eu iria fazer”, disse Kristofer ao The Dodo. “Então eu o agarrei e ele foi muito dócil e submisso.”

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Kristofer levou o cachorrinho para o caminhão e fez uma coleira improvisada para ele com cordão de paraquedas. “Coloquei-o na coleira e deixei que ele me levasse”, disse o motorista. “Nós provavelmente andamos uma milha em círculos. Ele parecia não reconhecer nenhuma casa ou fazer qualquer tentativa de subir na varanda de alguém”.

Quando voltaram para a caminhonete, o cãozinho aconchegou-se a Kristofer, deitou em seu colo e se recusou a soltá-lo. O motorista sabia que não tinha escolha a não ser levar o filhote para trabalhar com ele.

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Kristofer ligou para o número na etiqueta da vacina contra a raiva do cachorro e descobriu que o nome do cão era Frosting e que ele tinha 8 meses. A empresa prometeu entrar em contato com o tutor de Frosting, mas devido à sua política de privacidade, não pôde fornece mais informações.

Kristofer não estava muito preocupado, no entanto. Ele tinha certeza de que alguém deveria estar sentindo muita falta de um cachorro tão adorável como aquele. “Eu pensava que, assim que colocasse a foto dele no Twitter, explicando o caso, receberia uma ligação em poucas horas”, disse Kristofer.

No trabalho, Frosting se recusou a se afastar mais do que alguns centímetros de seu novo tutor – deitado nos pés de Kristofer ou em seu colo. “Ele é muito pegajoso, ele definitivamente quer ser um cãozinho doméstico”, disse Kristofer. “Tentei usar minha mesa em pé e ele se levantou e colocou as patas em mim.”

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Kristofer e sua esposa estavam planejando adotar um cachorro em um mês. “Estávamos à procura de um cachorro pequeno, um cão da raça dachshund, com quem seria fácil viajar”, disse ele. “Eu basicamente queria um companheiro de escritório peludo.”

Frosting estava provando ser o companheiro de escritório perfeito, e Kristofer começou a se perguntar o que aconteceria se o tutor do cachorro não aparecesse (e torcendo secretamente para isso).

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Como Kristofer estava hospedado em uma propriedade de aluguel de temporada com uma política que não permitia cães, Frosting passou a noite na casa de um amigo dele. Frosting e seu novo tutor ficaram separados por apenas oito horas – mas, para Frosting, já foi mais do que o suficiente.

“Este cachorro está muito, mas muito ligado a mim de verdade”, disse ele. “Assim que eu saí, ele ficou colado à janela, olhando para ver para onde eu estava indo. E de manhã, ele estava empolgado demais em me ver de novo.”

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Uma semana se passou e ninguém se apresentou para reivindicar a Frosting. Mas Kristofer e sua esposa não poderiam estar mais felizes em receber o cachorrinho perdido em sua família.

“Minha esposa já está apegada a Frosting, é incrível”, disse o novo tutor. “Ela pode morrer de tristeza se não pudermos mantê-lo.”

Foto: Twitter/KrisGoldsmith85
Foto: Twitter/KrisGoldsmith85

Kristofer aprendeu da maneira mais doce possível que nem todas as adoções acontecem conforme o planejado – às vezes o cachorro o encontra primeiro que o tutor a ele.

“Ele é especial, adorável, quieto e bem-comportado”, disse Kristofer. “Parece que foi o destino que nos uniu”.

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Entenda o apego humano aos bichos domésticos

Na sala de espera do hospital veterinário, revela-se a profundidade do apego humano aos bichos domésticos. De onde vem a capacidade de amar os animais como se fossem gente.

Para o filósofo americano Henry David Thoreau os aspecto da vida moderna apenas confirmam a sua percepção. Os animais tornaram-se parte da família. Numa pesquisa recente, nove em cada dez pessoas ouvidas nos Estados Unidos afirmam que seus sentimentos pelos animais domésticos são semelhantes àqueles que nutrem pelas pessoas mais próximas.

Para os amantes dos bichos, é apenas a constatação do óbvio. Para quem não gosta de intimidade com os animais, é um desvio de comportamento a ser explicado por psicólogos. Como é possível o sentimento por animais rivalizar com o apego às pessoas?

No recém-lançado What’s a dog for? (Para que serve um cão?, sem edição no Brasil), o jornalista americano John Homans investiga as explicações científicas e filosóficas para a “estranha situação de ter um predador em sua casa, deitado de barriga para cima, esperando alguém lhe fazer cócegas”.

Foto: David Camargo
Foto: David Camargo

Em outro livro recente, também sem tradução no Brasil, Another insane devotion (algo como Outra devoção insana), o americano Peter Trachtenberg narra a procura por sua gata Biscuit, metáfora para seu casamento em crise. Ele descobre que o amor por Biscuit e o amor pela mulher guardam pontos em comum.

Goste-se ou não, a elevação do status dos animais a integrantes da família está aí. Basta passear pelos perfis de amigos e parentes nas redes sociais para constatá-lo. As fotos do cachorro disputam espaço com as do bebê. As declarações de amor aos animais se sucedem em cascata.

Vídeos que capturam a fofurice de cãezinhos e as proezas de bichanos, são campões absolutos de audiência. A oferta de produtos e serviços para os bichos é mais um indício de amor desmedido: há de padaria a manicure especializada, num mercado que movimenta R$ 12,5 bilhões por ano no país. Estima-se que os brasileiros, tutores de 101 milhões de animais domésticos, gastem R$ 400 mensais em cuidados com eles.

Há um local, porém, onde a profundidade do sentimento é testada para além do consumismo e do modismo – as salas de espera dos hospitais veterinários. Ali, a afirmação de Thoreau soa ainda mais verdadeira. Nesse espaço de apreensão e dor se manifestam, com toda a clareza, os laços profundos que ligam os humanos aos bichos. Os tutores, que muitas vezes não aceitam ser chamados por esse nome – preferem ser pais ou mães –, estão dispostos a qualquer coisa para salvar seus animais ou para evitar que eles sofram.

O achado de um grupo de pesquisadores confirma aspectos da teoria de Pat. Liderados pelo neurobiólogo americano Florian Mormann, do Instituto de Tecnologia da Califórnia , eles monitoraram as ondas cerebrais de um grupo de voluntários enquanto estes observavam imagens variadas de pessoas, animais e paisagens.

Perceberam que a amígdala, uma estrutura do cérebro associada ao processamento de emoções, era a que mais reagia quando os voluntários eram expostos às imagens de animais. A atividade elétrica, ademais, estava concentrada numa região específica da amígdala, localizada no lado direito do cérebro.

Ali costumam ser armazenados informações e estímulos biologicamente importantes para nós. Seria um indício, ainda a ser confirmado, de que nosso cérebro teria uma especialização funcional para lidar com os animais. “É possível que essa seletividade reflita a importância que os animais tiveram em nosso passado evolucionário”, escreveram os pesquisadores no estudo publicado no ano passado na prestigiada revista Nature.

Em 2007, pesquisadores das universidades Harvard e Yale , também nos EUA, chegaram a conclusão semelhante ao testar a velocidade em que as pessoas detectam movimentos de animais, humanos e objetos. As figuras campeãs em sensibilidade aos olhos humanos foram de pessoas e de animais.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

As explicações sobre por que nos afeiçoamos aos bichos, o comportamento de quem não dá brecha a intimidades com eles parece até fora dos padrões. É o tipo de pessoa, muito comum, que diz “bicho é bicho, gente é gente” e não faz festa para os cachorros dos outros.

A distância que eles impõem aos animais, segundo os estudiosos, é apenas um traço de personalidade. “São pessoas que tendem a sobrepor os aspectos práticos da vida a valores como o companheirismo oferecido pelos animais”, diz a veterinária Ceres Faraco, presidente da Associação Médico-Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal . Isso nem sempre é definitivo.

Fonte: Bonde

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Cão que desenvolveu fobia após morte de tutor aguarda adoção especial no Reino Unido

Bentley usa sapatos para não roer as unhas (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Bentley, um border collie de seis anos, que vive em Warwicks, Inglaterra, desenvolveu uma espécie de fobia após  a morte de seu primeiro tutor.

O cãozinho foi levado pelos tutores à associação Dogs Trust, alegando não saberem a melhor forma de cuidar do animal. Sandra Wilson, uma das responsáveis do centro, explica que o animal tem que estar acompanhado dia e noite: “Ele tem medo de tudo quando fica sozinho nem que seja por apenas um minuto”.

“Ele não aguenta estar num quarto às escuras e não gosta de passear à noite, a não ser por locais fortemente iluminados”, acrescentou. “Ele é talvez o cão mais medroso da Grã-Bretanha, mas um animal adorável”.

Bentley perde todas as suas inseguranças quando está acompanhado. Sandra Wilson contou que estão à procura de um novo tutor para o cão, preferencialmente alguém que fique grande parte do tempo em casa.

Bentley ao lado de cuidadora, à espera de adoção. (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Como exeperiência, os colaboradores do Dog Trust colocaram Bentley sozinho numa sala de observação e ficaram espantados quando o viram a choramingar para um boneco e a roer as unhas ansiosamente quando ouviu o miar de um gato. Os técnicos têm que lhe calçar uns sapatos para evitar que ele roa as unhas.

Em 2009, após a morte do seu primeiro tutor, foi-lhe diagnosticada monofobia (medo de estar sozinho). No ano passado, a Dog Trust encontrou-lhe uma nova família, mas sete meses depois Bentley foi devolvido porque os tutores não sabiam o que fazer com ele.

Helen Barlow, uma das tratadoras de Bentley, explica que este seu medo em ficar sozinho surgiu com a morte do primeiro tutor. “Bentley fica agora petrificado quando alguém sai da sala, pois tem medo que já não regresse”, concluiu.

Com informações de Os Bichos

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Síndrome de Estocolmo

Um apego profundo vincula muitos humanos a certos animais. Esse apego geralmente se volta para animais de uma certa espécie. O que acontece a esses animais é de suma importância para aqueles humanos. Mas estes não se vinculam tão fortemente a animais de outras espécies, aos quais tudo pode acontecer, sem que lhes desperte sentimento algum de compaixão, ou mesmo a mínima curiosidade sobre o sofrimento deles.

Humanos, analogamente a todos os animais, têm preferências muito fortes. E, para tornar essa tendência ainda mais acentuada, humanos costumam “cultivar” ou alimentar suas fortes preferências. Quando uma sociedade inteira cultiva o mesmo tipo de preferências, geralmente ela a transmite às novas gerações. Assim, de uma para outra geração, “certas” preferências humanas, mas não outras, são passadas como valores, daí termos o termo “moral”. O especismo eletivo, a preferência humana por certos animais e a indiferença em relação a todos os outros, é um tipo de preferência cultivada pelos humanos. Ele também é uma das características centrais da “moralidade” vigente.

Na trama das interações entre humanos e animais, especialmente quando estes são os chamados “de estimação”, a lógica dessa preferência humana se mostra tão rígida para os humanos que a cultivam, quanto o é para os animais a ela submetidos. O limite do espaço concedido pelo ser humano ao “seu” animal de “estimação” é muito pequeno, comparado com o espaço que o animal teria, caso pudesse viver sua vida em liberdade. O que são quatro paredes, para a vida de um ser cuja natureza essencial é a liberdade de mover-se no ambiente apropriado à sua espécie, para autoprover-se e atender ao bem próprio dela? O que esse tipo de vida representa para sua mente, quando ele não a escolheu, mas foi de certo modo sequestrado até ela?

Os humanos que detêm animais em sua companhia apegam-se muito a eles. E, via de regra, justificam seu apego, explicando que esses animais confinados ao seu espaço também são muito apegados a eles. Não duvido de uma coisa, nem da outra. Acontece, no entanto, que, justamente por sermos dotados de uma mente, temos necessidade contínua de interação. O movimento nos impele a uma dança no espaço compartilhado por outros seres vivos. Precisamos dessa “dança” para manter nossa identidade corpórea. Mas a interação com outro ser vivo vai além do simples movimento. Ela é fonte de prazer. E esse sim, gera o tal do apego, que não deve ser confundido com amor.

Ao termos garantida a presença de outro ser vivo no espaço de nossa casa, quando regressamos da rua, somos tomados de imenso prazer. Ao termos de novo a presença de outro ser vivo que nos supre daquilo que precisamos para nos mantermos vivos ao longo do dia, quando esse ser volta da rua para casa, também sentimos imenso prazer. Por isso, o prazer do confinador e o prazer do confinado podem formar uma trama rígida, da qual nenhum dos dois consegue sair. Foi disso que tanto Aristóteles quanto Hegel trataram, quando elaboraram a teoria da relação senhor-escravo.

Uma relação conforme a descrita acima pode ser mesmo facilmente confundida com “amor”. Na “síndrome de Estocolmo”, termo criado pela psicologia para designar o apego que o sequestrado acaba por desenvolver pelo sequestrador, está clara a rigidez na qual relações absolutamente desiguais, quer dizer, relações nas quais um dos sujeitos detém o poder de decidir, para o bem e para o mal, o que será concedido ao outro, são estabelecidas. Essas são relações de dominação, porque o provimento é exercido absolutamente por um dos polos da relação. O outro, tendo lhe sido tirada a liberdade para fazer escolhas relativas ao próprio provimento, acaba por embotar-se mentalmente e sucumbe ao padrão provimento-dependência estabelecido pelo confinador. Um apego nasce dessa interação. O apego pode afetar ambos os sujeitos, pois, se o elo for quebrado, ambos terão que redefinir sua própria identidade. Sabemos que, na falta do outro, não há como fundar a própria identidade.

Mesmo profundamente “apegados” um ao outro, não há amor nesse tipo de relação. Em primeiro lugar, porque um dos sujeitos da relação é tratado como “objeto” do outro. Isso não quer dizer que o outro o maltrate, não! Ninguém, a não ser o bebê, destrói o seu brinquedo preferido. Mas um bebê o faz por mera curiosidade, porque espera, talvez, que o brinquedo se mova, que fale com ele, que se revele em seus mistérios. Porém adultos costumam ter muito zelo pelas coisas que compram para si, especialmente quando as cobiçaram por longo tempo até poderem adquiri-las. Em segundo lugar, porque o amor genuíno é ‘agape’, não ‘eros’. Enquanto ‘agape’ significa fazer o bem a alguém sem esperar qualquer consolo ou retribuição dele, incluindo o gozo de sua companhia, eros significa querer a presença contínua do outro para obter para si gratificações afetivas, emocionais ou de outra ordem qualquer. Em terceiro lugar, porque um dos dois sujeitos a esse tipo de relação não pôde fazer uma escolha ao ser lançado, enlaçado ou mesmo laçado à presença desse outro. As três palavras contêm um laço.

Muitos animais estão hoje na companhia de humanos, nas condições acima descritas. Raros são os que estão na companhia humana por escolha deles. Mas como saber se o animal está com alguém por escolha dele, quando ele não foi consultado no primeiro ato? Como saber se o animal continua a viver com essa pessoa porque assim o quer, se não podemos lhe perguntar sobre seus desejos mais profundos?

Se fizéssemos um teste, talvez essas questões recebessem respostas bem claras. Podemos pensar na hipótese, obviamente, de uma sociedade com garantia de que nenhum animal, nem humano nem não humano, no processo desse vestibular hipotético, do qual bilhões fariam parte, seria maltratado ou ficaria abandonado.

Imaginemos, então, que os “donos” de cães, por exemplo, os levassem para espaços abertos, naturais, e os soltassem por um dia, com os suprimentos básicos sendo oferecidos a eles. Ao final desse dia em completa liberdade, os “donos” passariam para “buscarem” os “seus” animais amados que também, presumidamente, tanto os amam. Quantos cães buscariam a companhia de seus humanos, ou desejariam a “volta para casa”? Imaginemos um teste desses prorrogado por uns dias, ou mesmo por umas semanas, sem que os animais, nesse intervalo, fossem maltratados. Garantida a comida, a água limpa, eles teriam liberdade para se juntarem aos que lhes fossem simpáticos, e formarem a “matilha de sua preferência”, seguindo sua mente e consciência caninas.

Bem, se alguém tem um animal em sua companhia e acha que esse animal não trocaria as quatro paredes, nas quais é obrigado a viver em confinamento, pela liberdade de mover-se entre os muitos (essa é a palavra grega que deu origem ao termo política) num ambiente natural, onde pode cavar buracos, curtir os cheiros da terra e outros aromas, e estabelecer vínculos sociais genuinamente caninos com outros de sua espécie, suspeito que tal certeza seja apenas resultado da fantasia humana, não da canina.

Volto ao ponto para finalizar. Se, numa interação, apenas uma das duas mentes decide o que é bom para a outra, esta atrofia. ‘Agape’, o amor que quer o bem próprio do outro, jamais quer que esse outro atrofie. Por isso, seria mais honesto se, em vez de dizermos que “amamos” muito os animais (temos ‘agape’), apenas disséssemos que “somos muito apegados a eles” (temos ‘eros’), reconhecendo, assim, que essa dependência que temos deles pode ser uma herança moral forte, mas, quem sabe, não tenha muito respaldo ético. Por fim, gostaria de lembrar que os brancos que mantinham escravizados os africanos, tinham também muito “apego”, senão a eles, mas com certeza aos bens que brotavam de seu trabalho. O mesmo podemos dizer dos homens, brancos e negros, que ainda hoje negam às mulheres e meninas a igualdade que julgam ser deles. Nem todos batem ou estupram-nas. Muitos têm sincero apego por elas, e justamente por isso não querem vê-las fora das quatro paredes, seguindo sua mente feminina genuína. Sem machucarem seus corpos, provendo “tudo” de que elas precisam, esses homens declaram que fazem isso porque as amam muito.

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Segundo terapeuta, colecionadores não têm consciência de que causam sofrimento aos animais

Por Por John Grand Emeigh
Tradução por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: s/c

O terapeuta Chris Quigley afirma que uma combinação de desordens pode levar ao sofrimento animal. Enquanto existem várias teorias, Quigley afirmou ainda que o distúrbio pode acontecer quando a pessoa passa por uma experiência de perda traumática, como a morte de um parente ou divórcio. Isso torna a pessoa extremamente apegada aos animais. As informações são do jornal Billings Gazette.

Os colecionadores de animais podem também passar por transtornos de apego, o que lhes confere uma ligação doentia com os animais. “Essas pessoas tentam preencher o espaço que está faltando em suas vidas e são incapazes de levar uma relação humana”, explicou o terapeuta.

Colecionadores também acreditam que estão salvando ou resgatando animais. Inicialmente, não há danos, mas conforme a população de animais aumenta, eles começam a sofrer, pois isso envolve má nutrição, doenças e moradia em condições insalubres.

Um dos sintomas de um colecionador é que a pessoa não nota que os animais estão sofrendo. Quigley pensa que este sinal é provocado por uma desordem focal, um delírio, em que o colecionador não percebe o que é óbvio para todo mundo.

Pessoas assim podem ser tratadas com antidepressivos e com terapia cognitiva de comportamento, ou “terapia da conversa”, um processo de discussão direta com o paciente e suas questões em que se tenta reformular suas crenças sobre ele mesmo.

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Idosa é condenada por não ter coragem de autorizar eutanásia em cão

Pauline foi condenada por não conseguir aceitar a eutanásia de Dexter (Crédito: Cavendish Press)

Pauline Spoor, de 71 anos de idade, foi condenada pela corte de Manchester, Inglaterra, sob a acusação de crueldade com animais. O crime cometido pela idosa foi não acatar à ordem do RSPCA, entidade que defende os direitos e bem-estar dos animais, que solicitou o sacrifício de seu labrador de 18 anos.

Perturbada com a possibilidade da perda de seu melhor amigo, Pauline recusou-se a sacrificar o animal e agora deve usar a tornozeleira eletrônica e prestar três meses de serviços comunitários, além de pagar uma multa de cerca de 600 reais.

O companheiro de Pauline é Dexter, um labrador chocolate que sofria de inúmeros problemas e tinha sérias dificuldades de locomoção.

O RSPCA conseguiu autorização da justiça para ir à casa de Pauline e verificou as condições em que o animal vivia. A entidade concluiu que o estado de saúde de Dexter era lamentável e mantê-lo vivo seria um sofrimento desnecessário para tanto para o cão quanto para Pauline.

Dexter foi encontrado em estágio avançado de artrite e conjuntivite e foi sacrificado no dia seguinte à visita da RSPCA à casa de Pauline. O cachorro mal conseguia se mover.

A divorciada Pauline admite que o animal estava em péssimas condições de saúde e concorda com a crueldade praticada. Ela se disse “cega de amor” por Dexter.

(Crédito: Cavendish Press)

Agora, a rotina da idosa deverá seguir algumas regras, como a permanência em casa das 21h às 6h da manhã até que a pena seja cumprida.

Pauline contou que Dexter foi resgatado e viveu ao seu lado por 11 anos depois disso, virando um verdadeiro membro da família. “Sei que fiz errado de não sacrificá-lo, mas sinto-me humilhada por ter de usar a tornozeleira como se fosse uma criminosa comum. A medida passa dos limites”, reclama ela.
Tornozeleira eletrônica de Pauline – Cavendish PressTornozeleira eletrônica de Pauline
Crédito: Cavendish Press

Tornozeleira eletrônica de Pauline Crédito: Cavendish Press

“Sou culpada por ter me tornado cega de tanto amor e por isso ter me negado a ver a situação real em que Dexter vivia”, acrescenta Pauline. “Nunca feri nenhum animal em toda a minha vida. É muito doloroso ser acusada de negligenciar meu cão. Não fui capaz de me desfazer de parte de mim. Ele era um cachorro realmente fantástico”, conta Pauline emocionada.

Pauline reclama ainda de ter sido sentenciada com à mesma pena de um pai que ameaçou seu próprio filho com um machado, colocando-a em igualdade com criminosos violentos.

“O maior problema é que tenho 71 anos e sou uma avó que só sai para passear com os cachorros. Não sou uma viciada em álcool que foge para ir a boates todo fim de semana e arruma briga. Não deveria ser tratada dessa forma”, diz.

A advogada de Pauline, Angela Fitzpatrick diz que ela não tinha intenção de causar mal ao cão. “Sua falta de consciência e experiência não poderia ser considerada um crime”, comenta.

Corte de Manchester: Pauline admite não ter tido coragem de ficar sem seu cão (Crédito: Alamy)

Fonte: Pet Mag

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Terapia pode ser indicada para cães com distúrbios, como a ansiedade

Ao permitir que o cachorro ande à frente durante o passeio, por exemplo, o tutor o deixa numa posição de comando (Foto: Divulgação)

Falta de atividade física, longos períodos de solidão, mimos em excesso e até a ausência de uma figura de liderança em casa são sintomas comuns na rotina de qualquer animal, mas eles podem traumatizar o seu cão. Latidos excessivos, fobias, depressão e síndromes, como a Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS), requerem tratamento com terapia.

Em um hotel da capital, cachorros que enfrentam algum tipo de distúrbio são tratados em uma grande área livre, com playground e piscina, onde são acompanhados por monitores treinados.

A origem desses distúrbios, alertam os especialistas, vem dos próprios tutores. Pequenas atitudes no dia a dia, que passam despercebidas, podem ser muito nocivas à saúde mental do seu pet. Ao permitir que o cão ande à frente durante o passeio, por exemplo, o tutor o deixa numa posição de comando, e o incentiva a tornar-se desobediente. Daniela Graziani, terapeuta canina, explica que o cão sempre procura uma figura mais forte em seu ambiente, que ele associe à liderança da matilha. Para o tutor, porém, o cão é um amigo, às vezes um filho, numa relação igualitária – e confusa para o seu cachorro. Esse é o estopim para um comportamento abusivo, hiperativo e, muitas vezes, até agressivo.

Atividades

Os cães precisam que o dia seja dividido da seguinte forma: 70% do tempo de atividade física, 20% de disciplina e 10% de carinho. Uma divisão bem diferente da que é feita na maioria dos lares. Os tutores não exercitam os seus animais da forma que deveriam, ou os deixam por muito tempo sozinhos e, para compensar o tempo que ficam longe, exageram no carinho na hora em que chegam em casa.

O quadro favorece o desenvolvimento do que os terapeutas chamam de Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS).

Animais com esse distúrbio não conseguem ficar longe do tutor. A ausência leva a latidos sofridos e choros – alguns cães tornam-se apáticos e prostrados: deixam de se alimentar e até de se movimentarem até o seu retorno.

Fonte: Mogi News

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Você é o Repórter

Poodle é roubada em Marília (SP)

Marcia Cristina
cris.thinna.mah@gmail.com

Procuro desesperadamente minha querida Meguinha. Uma linda cachorrinha poodle champanhe, de porte pequeno, frágil, rabicó, tem uma cicatriz em cima do olho direito.

Ela foi roubada na área da minha casa, no dia 16 de outubro de 2009, por volta das 15h30. Tivemos uma única informação de que ela foi deixada em um pet shop na zona norte, mais precisamente na Av. República, fomos até lá mas não obtivemos respostas concretas. Disseram que talvez ela estivesse em outro pet na Rua Washington Luis, lá nos informaram que realmente havia passado por ali uma cachorrinha com as mesmas características da Meguinha, parecia rebelde, revoltada, mas que deixaram o portão aberto e ela fugiu, depois disso não tivemos nenhuma resposta. Ela era muito apegada com minha mãe, dormia dentro de casa, deve estar sofrendo muito e minha mãe chora todos os dias e também sofre muito.

Moramos em Marília/SP, quem tiver alguma informação, por favor, entrar em contato pelo telefone (14) 3433-2114 ou (14) 9729-3416, ou pelo email cris.thinna.mah@gmail.com. Gratifica-se quem encontrá-la.

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