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Ativista usa redes sociais para debater especismo e relações humanas

Depois de chamar a atenção da mídia com atos a favor do veganismo na última semana, o grupo de defesa dos animais Anonymous for the Voiceless voltou às manchetes.

Uma postagem de Facebook da organização, escrito pelo ativista George Martin, se tornou viral. Com mais de 2.000 compartilhamentos, ele comparou a maneira como tratamos diferentes animais.

Martin foi didático e muito honesto em cada uma das situações relatadas. Com sucesso, atingiu sua meta: fazer com que pessoas ao redor do mundo se questionassem por dias sobre o quando as violências direcionadas aos animais é sempre julgada por um sistema de “dois pesos, duas medidas”.

“Corte a garganta de um cachorro: Assassino de animais. Corte a garganta de um porco: Ciclo da vida,” estava escrito em uma parte do post. “Arranque as penas de um papagaio: Ser humano doentio. Arranque as penas de um ganso: Uau, esses travesseiros são tão confortáveis,” dizia outra.

As palavras foram certeiras ao revelar a hipocrisia das falas de quem de alguma forma tenta justificar como questões culturais ou religiosas os maus-tratos e abusos a que certos animais são submetidos – como se não houvesse alternativas.

“Mate um gato para um festival religioso e dê graças sobre seu cadáver: Bárbaros descivilizados. Mate um peru para um festival religioso e dê graças sobre o seu cadáver: Natal,” Martin escreveu.

Protestos da semana passada, em Brixton (Reprodução)

No texto, ele também contrasta o ato horrível de jogar um cão em água fervente como “selvagem, descivilizado, grotesco,” com o ato de jogar uma lagosta em água fervente – “bom jantar”.

“Isso torna tudo tão claro e aponta para a hipocrisia óbvia e as desculpas esfarrapadas que são dadas dia após dia,” disse um comentário na postagem. “Fico feliz por ser vegano.” “Muito bem colocado. É hora de parar com esse comportamento ilógico,” apontou outro.

Enquanto muitos começaram a repensar suas práticas e atitudes, e concordaram com o que estava escrito, outros passaram boa parte do tempo em defesa da exploração de determinadas espécies – principalmente das que estavam relacionadas à pecuária.

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Grupo Anonymous for the Voiceless promove ações para difundir o veganismo e os direitos animais

A organização em defesa dos direitos animais Anonymous for the Voiceless fez duas campanhas nos últimos dias. Uma em Park City, no estado de Utah (EUA), e outra em Brixton, no distrito de Londres (Inglaterra).

Reprodução | Brixton Buzz

Em ambos os casos, os manifestantes usavam máscaras do conhecido personagem da HQ V de Vingança, Guy Fawkes. Ela é a marca registrada do movimento Anonymous – ciberativistas, que agem hackeando sites de importantes organizações e governos.

Eles seguravam cartazes e telas com frases e imagens de efeito, que se opunham à indústria da pele de animal, e aos testes em laboratório. Eles também apoiam uma dieta vegana, livre de crueldade – o que inclui a exclusão de carne, ovos, leite e derivados.

Reprodução | Park Record.com

O uso de máscaras, no ponto de vista dos ativistas, é uma forma de deixar as pessoas mais confortáveis em ler e observar as mensagens que seguram – já que não precisarão encarar o rosto de alguém, e não se sentirão pressionados a reagir de uma determinada forma.

Em um comunicado no site da organização está a mensagem, que explica um pouco das motivações do grupo:

“A Anonymous for the Voiceless (Anônimos pelos que não têm voz, em tradução livre), é uma organização que luta pelos direitos animais especializada em ativismo na rua.
Fizemos mais de 3.955 demonstrações em 628 cidades em 62 países, e conseguimos convencer ao menos 152.398 pessoas que circulavam pelas ruas a levar o veganismo a sério.
Nós empregamos ação direta com divulgações muito efetivas de imagens que retratam as experiências vividas pelos animais a todo segundo em todos os dias, usando tecnologia virtual, recursos informativos sucintos e abordagem de vendas baseada em números.
Nós equipamos o público com tudo o que eles precisam para se tornarem veganos e começarem a agir. Nós temos uma postura abolicionista em relação à exploração animal.”

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