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Feliz ano novo e feliz ano do coelho!

No início de fevereiro comemorou-se o ano novo chinês. Este é o Ano do Coelho. Não sou chinesa. Então o que isso tem a ver comigo? Pois bem, como ativista, seguindo o calendário chinês, surgiu uma maneira de ajudar mais animais e expandir a minha compaixão para um animal que talvez não receba muita atenção.

Sete anos atrás, fiquei deprimida pensando em quantos animais sofrem a cada ano. Eu estava concentrando minha energia apenas em animais convertidos em comida. Como ativista, sempre recebo muitas cartas e e-mails de muitas ONGs que fazem ótimos trabalho, mas eu não podia doar dinheiro a todos e ficava muito frustrada. Como posso decidir qual ONG (e quais animais) receberá a minha ajuda e energia quando tantos sofrem?!? Resolvi, no começo daquele ano, em 2004, que eu daria mais apoio às ONGs que ajudam outros animais. Quando vi um artigo falando que aquele ano foi Ano do Macaco (2004), tive uma ideia: decidi que a cada ano, dependo do calendário chinês, eu “adotaria” um animal (ou grupos de animais) representado pelo animal do ano.

Neste que é o Ano do Coelho, resolvi fazer mais em nome dos coelhos. Por exemplo, posso doar para as ONGs que lutam para mudar as leis contra testes de animais (os coelhos são vítimas destes testes, especialmente com cosméticos). Também onde eu moro (nos EUA) tem uma ONG que ajuda animais selvagens (nos subúrbios, temos muitos esquilos e coelhos, que são encontrados nos jardins, ou que têm algum problema e precisam socorro médico, ou são abandonados quando alguém mata sua mãe ou são vítimas de gatos). Vou doar dinheiro porque esta ONG tem um hospital e reabilita os animais, incluindo os coelhos. Também posso trabalhar com grupos que querem educar a população para não caçar, porque muitos caçadores matam coelhos. Também a pele de animais incluindo do coelho é usada, infelizmente, em vestuário. Existe pele falsa, então quem quer estar “na moda” não precisa matar um animal para vestir-se. Este ano, resolvi fazer mais para educar a população sobre alternativas ao uso de peles de animais, que nunca devem ser consideradas “na moda”.

Não sei de que forma a industría agrícola usa coelhos, mas este vai ser o ano de aprender mais para que eu possa ajudá-los. Firmei um compromisso também com outras pessoas para que evitem o uso de coelhos nos testes de animais (pois sou vegana e não uso produtos que contêm derivados dos animais) no site: http://www.leapingbunnypledge.org/pledge.aspx

Este site fornece informações sobre empresas e produtos que são aprovados por serem “livres de crueldade” (não ter nem testes nem derivados dos animais). As empresas que fazem parte deste compromisso usam o símbolo do coelho.

Sería posível também fazer uma lista como essa para produtos brasileiros?

Firme o compromisso de sempre usar apenas produtos livres de crueldade e sem derivados de animais. Juntos podemos celebrar este ano do coelho como o ano de compaixão!

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Notícias

Coelhos ganham cerimônia de casamento na China

Para diminuir número de abandonos, organização tenta ressaltar fofura dos coelhos
Casal de coelhinhos posa para fotógrafo durante cerimônia de casamento trajando roupas tradicionais da China. Foto: Tyrone Siu/ Reuters

Um casal de coelhos vestiu trajes tradicionais da China e foi para o altar. Isso mesmo, os animais ganharam uma festa de casamento em Hong Kong neste domingo (13).

O motivo da produção é simples. Os organizadores do evento promoveram o casório para tentar ressaltar a característica meiga e doce dos animais, visando diminuir o número de coelhos abandonados no país.

De acordo com os dados da Sociedade para a Prevenção de Crueldade com Animais, os bichinhos são os terceiros mais largados pelos tutores na China, depois dos cães e gatos.

Por ano, cerca de 200 coelhos são deixados. A sociedade dos coelhos de Hong Kong acredita que a situação dos animais pode se agravar com o Ano Novo Lunar, que começou em 3 de fevereiro e marca o início do Ano do Coelho no zodíaco chinês.

Fonte: R7

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Notícias

“Ano do Coelho” pode colocar animais em risco, alerta Peta

Para muito asiáticos, o ‘Ano do Coelho’, que começa no próximo dia 3, marca um período de sorte e calma . Mas, com a chegada do novo ano, cientistas e ativistas da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), temem que a mania por coelhos possa causar um sério desequilíbrio ambiental. O principal medo é que as pessoas comprem os animais, incluindo os de espécies raras e ameaçadas, e os abandonem assim que o ano terminar.

"Faça que o ano seja dos coelhos! Não use peles". Foto: AFP

Entenda o significado do ‘Ano do Coelho’

– Os asiáticos acreditam que alimentar um coelho em seu ano pode trazer mais sorte, amor e tudo mais. As pessoas estão enlouquecidas querendo comprar coelhos, principalmente os menores e mais raros – afirma o empresário Piyalak Sariya, dono de uma fazenda de coelhos na Tailândia.

Com medo do aumento do abandono em templos e parques, a PETA, organização sem fins lucrativos que defende os direitos dos animais, armou um protesto na China. Ashley Fruno, representante da Ong no país, alerta que a maioria das pessoas não faz ideia que esses bichos precisam de muito mais cuidados que cães ou gatos.

– Eles não podem ficar o tempo todo em gaiolas. Os coelhos ficam doentes, precisam de cuidados especiais e dão muito trabalho. Eles vivem em média 12 anos e precisam de espaço para passear. Como são frágeis, costumam ter doenças degenerativas e câncer.

Ashley afirma que a PETA quer evitar que aconteça com os coelhos o mesmo que aconteceu com os dálmatas, após os filmes da Disney, e o peixe palhaço, com o lançamento do desenho ‘Procurando Nemo’.

A preocupação da Ong é tanta que ela recrutou a atriz chinesa Gong Li para convencer a população que amuletos como os pés ou os olhos do coelho são cafonas. Segundo a organização, a procura crescente por coelhos aumenta a criação dos animais em condições precárias.

"Qual a opinião de Gong Li sobre peles?". Foto: AFP

O ‘Ano do Coelho’ também deixou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) em alerta. De acordo com dados da instituição, um em cada quatro espécies de coelho está ameaçada por causa da ação do homem no meio ambiente.

Em relatório divulgado no início do ano, a IUCN pediu que a população se conscientize sobre os maus tratos em coelhos. Além de serem um dos alvos preferidos dos caçadores, os coelhos em cativeiro costumam morrer de forma dolorosa, geralmente com choques ou por enforcamento, para preservar a integridade do pelo.

– A queda no número de algumas espécies de coelho está sendo dramática. Em algumas regiões, como no nordeste da China, os animais praticamente não existem mais – afirma Andrew Smith, diretor da IUCN.

Fonte: O Globo

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