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Uma análise jurídica e ética sobre o julgamento de Anita Krajnc

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Anita Krajnc foi julgada inocente por dar água a porcos que seguiam para matadouro (Foto: Aaron Lynett / THE CANADIAN PRESS)

O julgamento da ativista pelos direitos animais Anita Krajnc trouxe à tona uma séria discussão: a “necessidade” de matar animais para o consumo desenfreado e como a ética deveria guiar a relação humana com os animais.

Um artigo da advogada e Diretora de Defesa dos Animais de Criação da ONG Animal Justice, Anna Pippus, publicado no The Globe and Mail, analisa o decisão do juiz David Harris que julgou Anita como inocente por ter dado água para porcos transportados dentro de um caminhão, sem ventilação, até um matadouro em Ontário, no Canadá. A atitude de Anita foi um ato de compaixão pelas vidas daqueles animais condenados à morte.

Mas para Pippus, a absolvição de Krajnc foi dada “somente pela razão técnica de que dar água aos porcos não constituía uma interferência”. Quando o caminhão voltou a andar quando o sinal abriu, os porcos foram levados para morrer em prol da consumo humano. “Os negócios continuaram como de costume”, analisa.

Apesar da decisão, os animais continuam sendo vistos como propriedade, sendo levados em caminhões inadequados para que os seres humanos continuem consumindo infinitas quantidades de carne. Ou seja, “a decisão judicial determinou que os porcos estavam sendo tratados de acordo com a lei”, critica a advogada. Como se o fato de levar animais em um dia quente de verão, sem proporcionar quaisquer cuidados, não houvesse violado as leis de proteção animal.

Durante muito tempo os animais foram vistos somente como propriedade dos seres humanos. Mas para Pippus, isso está mudando. “As leis e sua aplicação tipicamente seguem as normas sociais, e não o contrário. Agora, estamos começando a entender que a sensibilidade importa e que bacon saboroso, barato não é uma razão boa o suficiente para se afastar do sofrimento animal. Estamos começando a entender que o cultivo de animais passa a ser um assunto sério para consideração ética. Nossas leis são excelentes quando se trata de proteger os direitos dos ‘proprietários’. Protegendo os animais, não tanto”, diz Pippus.

Ela afirma que o julgamento de Krajnc pode ser um catalisador para que mudanças maiores aconteçam. Este fato trouxe enfoque a diversas discussões como a exploração em prol do consumo desenfreado de carne animal, o transporte inadequado e até mesmo a questão ética de como vemos os animais.

“A próxima vez que alguém oferecer água aos porcos ofegantes, vamos esperar que os promotores persigam os responsáveis ​​por fazer com que esses porcos sofram em primeiro lugar”, finaliza a advogada e defensora dos direitos animais.

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Processada por ato compassivo, Anita Krajnc é inocentada e se torna exemplo para o mundo

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: HO-Elli Garlin

Anita Krajnc, processada por dar água a porcos de um matadouro que estavam a caminho da morte, foi considerada inocente pelo juiz David Harris. O julgamento ocorreu na manhã desta quinta-feira (04) em Milton, Ontário, no Canadá.

Krajnc é uma ativista do grupo Toronto Pig Save que admitiu ter oferecido água aos porcos, em junho de 2015, em um ato de compaixão pelas vidas daqueles animais, condenados à morte.

A acusação alegou que Anita estaria dando uma substância desconhecida aos animais que estavam sendo levados a um matadouro em Burlington, Ontário, na tentativa de impedir que eles fosse mortos. Mas o juiz rejeitou a alegação pela falta de provas.

Durante o julgamento, a defesa feita pelos advogado de Krajnc comparou os porcos com os judeus enviados para morrer nos campos de concentração durante o holocausto. Falaram também que a atitude de Anita poderia ser comparada com as ações de Ganghi e Nelson Mandela.

O julgamento da ativista comoveu diversos protetores e ONGs de defesa animais ao redor do mundo, inclusive celebridades como a atriz Mckenna Grace, estrela do filme “Gifted” e a atriz Maggie Q, conhecida pelo seriado Nikita.

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Compaixão não é crime: julgamento de Anita Krajnc chega ao fim hoje

Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Anita Krajnc no centro acompanhada de seus dois advogados, James Silver e Gary Grill, dando entrevista à imprensa em março deste ano (Foto: Samantha Craggs / CBC)

O juiz David Harris decidirá nesta quinta-feira qual será o veredicto no caso de Anita Krajnc, integrante da ONG Toronto Pig Save, que deu água para porcos do lado de fora de um matadouro. Ela pode ser condenado a prisão ou ao pagamento de multa. A decisão será emitida na cidade de Milton, em Ontário, no Canadá.

Krajnc, 49 anos, é uma ativista que em junho de 2015, jogou água para os porcos que estavam dentro de um reboque de metal da Ferman´s Pork Inc., em Burlington, no Canadá. Ela está sendo acusada pelos agentes policiais de Halton, em Ontário, de ter cometido traição, cuja multa máxima é no valor de $ 5.000 e detenção.

Em sua defesa, a ativista afirma que os animais estavam quentes e com muita sede e que seu grupo acompanha o caminho dos porcos até local onde são mortos. O caso tem comovido muitas pessoas, o que atraiu os olhos da imprensa internacional. Diversos ativistas, grupos e celebridades envolvidos com a causa têm sido inspirados pela atitude de Krajnc. A atriz Mckenna Grace, de apenas 10 anos, que estrela o filme “Gifted”, está em Burlington para apoiar a ativista. A atriz Maggie Q, estrela do seriado Nikita, também apoiou a atitude corajosa de Anita.

“É triste que Anita Krajnc possa ser enviada para a cadeia só porque ela deu a porcos assustados um pouco de água fria nos últimos momentos de suas vidas”, disse a atriz Grace em um comunicado à imprensa da PETA (Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais), nesta quarta-feira.

Durante o julgamento, a defesa feita pelos advogado de Krajnc comparou os porcos com os judeus enviados para morrer nos campos de concentração durante o holocausto. Falaram também que a atitude de Anita poderia ser comparada com as ações de Ganghi e Nelson Mandela.

Enquanto isso, os ativistas de proteção aos animais ao redor do mundo ficam indignados com a possibilidade de repreensão que Anita pode sofrer por ter apenas oferecido água a animais condenados à morte.

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Anita Krajnc é comparada a Gandhi e a Nelson Mandela em encerramento de julgamento

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Carlos Osorio, Toronto Star

A ativista canadense Anita Krajnc – que deu água aos porcos que estavam dentro de um caminhão a caminho do matadouro – cometeu um ato da bondade similar a quando pessoas forneceram água aos judeus transportados em trens durante o Holocausto. Este foi um dos argumentos de encerramento do julgamento de Krajnc, realizado na última quinta-feira (9), em Burlington, Ontário.

O advogado de defesa Gary Grill também comparou as ações de Anita e a batalha legal com as experiências de ativistas históricos como Gandhi, Nelson Mandela e Susan B. Anthony.

“Anita está agindo em nome do interesse público”, disse Grill a um tribunal lotado. Embora os porcos não sejam reconhecidos como pessoas sob a lei, eles têm a mesma capacidade de sofrer como seres humanos, argumentou Grill.

“É claro que o público tem interesse em promover as boas ações dos outros”, disse.

Krajnc, uma ativista do grupo Toronto Pig Save, se declarou inocente, embora tenha admitido que deu água aos porcos.

Após o julgamento, a ativista de 49 anos confessou ter se emocionado com as comparações com outros ativistas tão notáveis, segundo a reportagem do The Star.

“Esta é a luta da minha vida. Vou passar o resto da minha vida lutando pelos direitos animais até que eles sejam considerados iguais como todos nós”, ressaltou.

“Há centenas de anos, pessoas como Susan B. Anthony foram para a prisão enquanto lutavam pelos direitos das mulheres. Ela dedicou sua vida a isso e agora existem pessoas entre nós que dedicam as vidas para salvar os animais e o planeta”, completou.

Foi argumentado que os porcos eram propriedade de um fazendeiro e Krajnc estava interferindo em sua “propriedade” quando lhes deu água, mesmo que os animais não estivessem feridos.

O promotor Harutyun Apel disse que, na opinião do fazendeiro e do motorista de caminhão, os porcos receberam uma “substância desconhecida” que poderia ter evitado que fossem mortos.

“Por que o fazendeiro tem que correr o risco de não ser água?”, questionou.

Entretanto, o juiz David Harris disse que não havia evidências de que o líquido fosse algo além de água e questionou repetidamente se isso seria uma interferência já que não houve danos aos porcos levados para o matadouro.

Os advogados de Krajnc argumentaram que sua cliente não havia causado nenhum problema aos porcos e, portanto, não cometeu nenhum crime. “Sua intenção era evitar o dano”, o que deve prevalecer sobre o direito do fazendeiro, explicou Grill.

O tribunal ouviu que, em 22 de junho de 2015, Krajnc despejou o líquido de uma garrafa de água em um caminhão que transportava os porcos enquanto o veículo se aproximava do matadouro Fearmans Pork. Anteriormente, Krajnc testemunhou que estava tratando os animais como gostaria de ser tratada.

 

Os argumentos de encerramento no caso de Krajnc atraíram alguns de seus apoiadores para o tribunal. A sala estava tão cheia que alguns se sentaram no chão durante o processo enquanto repórteres se espremiam para cobrir o julgamento.

Os partidários de Krajnc também se reuniram fora do tribunal, antes e depois da audiência, com placas com vários slogans a favor dos direitos animais. Além disso, um grupo de manifestantes foi visto fora do matadouro de Fearmans na manhã de quinta-feira.

Krajnc, condenada em 4 de maio, disse que está perfeitamente bem com a possibilidade de enfrentar uma pena de prisão ou multa caso seja condenada.

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Advogados apresentam argumentos de encerramento em julgamento de Anita Krajnc

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Ho-Elli Garlin/Canadian Press

Os argumentos de encerramento do julgamento da ativista Anita Krajnc, acusada de dar água a porcos que estavam dentro de um caminhão que se dirigia a um matadouro, serão apresentados hoje em Burlington, em Ontário (Canadá).

Krajnc, fundadora do Toronto Pig Save, declarou-se inocente de seu gesto compassivo de tentar aliviar o sofrimento dos porcos sedentos, que estavam dentro do caminhão, do lado de fora da Fearman’s Pork Inc, em junho de 2015.

Segundo informações da CBC, o caminhão tinha saído da fazenda de porcos de Eric Van Boekel, localizada no Condado de Oxford.

Ativistas se aproximaram do veículo para tentar ajudar os animais extremamente angustiados e fizeram um vídeo no qual mostraram que os porcos estavam amontoados e ofegantes.

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Sofrimento: dezenas de porcos morrem de frio em caminhão de matadouro

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/The Canadian Press
Reprodução/The Canadian Press

A morte de 27 porcos transportados de Alberta para Metro Vancouver, sob temperaturas abaixo de zero, para serem assassinados colocou em evidência as condições desumanas do transporte de animais no Canadá e que, infelizmente, ocorrem em diversos países do mundo.

Documentos de inspeção da Canadian Food Inspection Agency (CFIA) mostram que a empresa Kunsman Transport Ltd. transportou porcos em um caminhão no dia 6 de janeiro deste ano para a Donald’s Fine Foods (Britco Pork), em Langley. Atualmente, a Kunsman é propriedade da Canart Transport.

Após a chegada ao local, 25 animais morreram e dois foram assassinados devido às suas más condições. Outros 255 sobreviveram à viagem, que envolveu temperaturas de 10 graus negativos, mostram os documentos.

Uma necropsia em três dos porcos mortos concluiu que “desafios ambientais” durante a viagem afetaram a capacidade dos porcos de regular sua temperatura corporal, o que fez com que eles morressem de “insuficiência cardiopulmonar”.

Os documentos apontaram que o motorista do caminhão de transporte “não mostrou preocupação” pelo que havia acontecido.
A CFIA disse em uma declaração escrita que somente conduziu uma “investigação completa e não pôde tomar medidas de execução porque o assunto da investigação já não reside no Canadá “.

Em 2014, no Tribunal Superior do Ontário, a Maple Lodge Farms foi multada em US$ 80 mil e colocada em três anos de liberdade condicional por não ter transportado as galinhas em condições adequadas.

A empresa também foi teve que gastar pelo menos US$ 1 milhão para modificar sua frota de reboques depois que duas mil aves morreram em duas viagens para o matadouro. As galinhas morreram devido à exposição à neve, ventos frios e temperaturas de congelamento durante o carregamento, transporte e descarga.

No início deste mês, a CFIA revelou propostas de novas regulamentações para “melhorar o bem-estar animal” durante o transporte, mas ativistas dizem que as regras são insuficientes.

“Nossas regulamentações ultrapassadas do transporte causam um sofrimento terrível aos animais e são um ultraje nacional,” escreveu a Mercy For Animals em um comunicado.

A CFIA observou que em um dia quente e úmido, porcos podem sofrer de desidratação após seis horas de transporte. O condutor é responsável por tomar medidas, tais como fornecer água para os animais quando necessário.

“O transporte é um dos eventos mais estressantes que um animal irá experimentar durante sua vida por causa do ambiente, ruídos, vibrações e movimentos desconhecidos, a proximidade com os seres humanos, manipulação e animais desconhecidos, exposição a condições adversas e falta de acesso à alimentação e água. A condição de um animal pode se deteriorar rapidamente nessas circunstâncias “, afirmou a CFIA.

Os documentos de inspeção também revelam um caso em Chilliwack, no dia 10 de abril, no qual um motorista não conseguiu fechar a porta de transporte corretamente. Dois porcos caíram enquanto ele dirigia pela estrada.

Ao invés de dirigir um quilômetro de volta para a fazenda de origem para os porcos receberem cuidados conforme estabelecido pelos regulamentos federais, o motorista carregou-os em um reboque menor e continuou a viagem de 12 quilômetros para um matadouro em Johnston Packers.

Um porco estava seriamente ferido e gritando de dor. Os documentos revelaram que “ocorreram importantes fraturas ósseas – provavelmente em um ou ambos os fêmures ou possivelmente na pelve.” Já o outro porco foi arrastado porque não conseguia ficar em pé porque suas lesões “foram significativamente dolorosas”, informou o Vancouver Sun.

Vale lembrar também do caso da ativista Anita Krajnc julgada neste ano por ter dado água para porcos extremamente desidratados que estavam a caminho do matadouro em junho de 2015.

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Porcos conhecem seu destino quando entram em um matadouro, revela especialista

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/CBC
Reprodução/CBC

Os porcos são seres sencientes com emoções e empatia semelhantes aos cães e sabem qual será seu destino quando entram em um matadouro, revelou uma especialista durante o julgamento de uma ativista pelos direitos animais.

A neurocientista Lori Marino foi uma das duas testemunhas de defesa no quinto dia do julgamento de Anita Krajnc no Tribunal de Justiça de Ontário em Burlington, no Canadá.

Krajnc, fundadora do grupo Toronto Pig Save, é acusada de “prejuízo” por dar água aos porcos que estavam amontoados dentro de um caminho a caminho do matadouro Fearman’s Pork Inc no dia 22 de junho de 2015. Ela se declarou inocente e, se condenada, pode ser presa e obrigada a pagar uma multa de até US$ 5 mil.

Marino, fundadora do Kimmela Center for Animal Advocacy, testemunhou que os porcos sentem as emoções de outros porcos por meio do “contágio emocional”.

“Os porcos são ao menos tão conscientes cognitivamente  como um macaco”, disse Marino, comentando um vídeo de um matadouro na Austrália. Os gritos agudos, disse ela, são “pedidos desesperados de socorro”.

Os porcos possuem personalidades individuais, disse Marino. Eles também são uma das poucas espécies que podem se reconhecer em um espelho.

“Eles têm autoconsciência, auto-agência e têm um senso de si próprios dentro da comunidade social. Cada um é um indivíduo único”, esclareceu ela, de acordo com a CBC.

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"Estou sendo julgada por dar água a porcos sedentos. Se fossem cães, eu seria uma heroína"

Por Anita Krajnc*

The Guardian
The Guardian

Em um dia quente e escaldante de junho de 2015, dei água para porcos sedentos que estavam em um caminhão de transporte que se dirigia para um matadouro. Como o (agora famoso) vídeo que mostra o incidente, o motorista saltou do veículo, me dizendo para parar. Respondi com uma referência à Bíblia: “Jesus disse:” Se [eles] estão com sede, dê-lhes água”.

O motorista gritou de volta: “Estes não são seres humanos, você é louca!” Ele chamou a polícia e agora estou em julgamento em um tribunal canadense por danos criminais.

Quando alguém está sofrendo, acredito que é errado olhar para o outro lado. Não importa se o sofredor tem duas pernas ou quatro ou pede ajuda em palavras que podemos compreender ou com a linguagem corporal que é tão fácil decifrar.

Leo Tolstoy, um vegetariano ético e uma das minhas inspirações, escreveu: “Devemos ter compaixão pelos animais da mesma maneira como fazemos uns com os outros. Todos sabemos isso se não calarmos a voz da consciência dentro de nós”.

Os porcos que eu estava tentando ajudar naquele dia fatídico estavam, sem dúvida, sofrendo. Amontoados em um caminhão de transporte em um dia sufocante, esses animais indefesos – cobertos com seus próprios excrementos, esmagados em conjunto e, lentamente sufocados pelo calor – olharam para mim por meio de estacas metálicas com os olhos suplicantes.

Como Armaiti Maio, um perito veterinário, testemunhou durante o meu julgamento, alguns porcos espumavam pela boca e estavam em “grave perigo”, parecendo ter 180 respirações por minuto.

Acredito que não temos apenas o direito, mas também o dever de ajudar os animais que sofrem. O Toronto Pig Save, o grupo que ajudei a iniciar com o meu cão Mr. Bean em 2010, continuou a dar água para os porcos sedentos neste dia. Nosso trabalho é ajudar coletivamente animais condenados no final de suas vidas miseráveis e manter vigílias semanais em frente a matadouros.

Um matadouro pode parecer o último lugar que amantes dos animais gostariam de estar, mas para nós – como para os Quakers, Greenpeace e grupos semelhantes – testemunho significa estar presente em locais de grande injustiça.

Nosso contato pessoal coloca um rosto sobre os números sem nome, para citar Charles Dickens, e ajuda as pessoas a enxergarem os animais que são vítimas como indivíduos únicos que querem viver.

Há poucas dúvidas em minha mente  de que, se fossem cães em perigo no caminhão ao invés de porcos, minhas ações seriam aplaudidas e o motorista enfrentaria acusações em meu lugar. Este duplo padrão deve fazer com que todos questionem a ética da indústria da carne, laticínios e ovos, o nosso sistema legal e as nossas escolhas alimentares.

Como os cães, os porcos são animais amigáveis, leais e sensíveis que têm um forte caráter e inteligência. Eles são brincalhões e afetuosos: gostam de aconchegar, sentem amor e alegria, mas também a dor e o medo. São protetores com suas famílias e amigos e conhecidos por saltar corajosamente na água para salvar crianças de afogamentos.

Na foto: Anita Krajnc dá água para porcos a caminho do matadouro
Na foto: Anita Krajnc dá água para porcos a caminho do matadouro

Em “Esther the Wonder Pig”, um bestseller do New York Times, os pais humanos da porca Esther comprovam a grande personalidade da estrela da internet, sua inteligência aguçada e seu senso de humor.

Nossas leis precisam ser mudadas para refletir isso: todos os animais devem ser tratados como seres pensantes, indivíduos sob a lei porque é isso que são. Eles não são uma propriedade, nem engrenagens de máquinas com etiquetas numeradas em seus ouvidos.

Os seres humanos precisam reconhecer que também somos animais e que estamos todos interligados. Nós somos como os outros animais em todas as maneiras que importam – sentimos dor, sofremos, estamos aflitos, temos medo da morte e ficamos com sede em um dia quente.

Ao mostrar isso às pessoas, esperamos chegar a seus corações para que elas sintam o que os animais sentem. Assim, finalmente seremos capazes de acabar com o terrível sofrimento em fazendas e matadouros e fazer uma transição para uma economia sem violência e baseada em vegetais.

Estamos todos juntos nessa, humanos e porcos. Estou, literalmente, porque estou enfrentando a pena de prisão por dar aos porcos algum pequeno conforto em seus momentos finais. Meu julgamento recomeça no dia 1º de novembro.

A crueldade infligida a porcos em fazendas e matadouros toca todos nós por prejudicá-los, poluir o meio ambiente, causar danos a nossa saúde e à nossa consciência quando consumimos os produtos deste sofrimento. Ao dar um testemunho sobre animais em perigo, descobrimos a unidade da vida.

* Anita Krajnc é uma ativista pelos direitos animais e co-fundadora do Toronto Pig Save, um movimento que realiza vigílias fora de matadouros de galinhas, porcos e outros animais  na área metropolitana de Toronto, no Canadá.

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Quarenta porcos morrem em acidente envolvendo caminhão que se dirigia a matadouro

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Nikki Wesley
Foto: Nikki Wesley

Mais de 100 porcos sobreviveram a um acidente de caminhão em Toronto, no Canadá, mas, infelizmente, foram enviados ao matadouro. Na cena do incidente, estava presente também a ativista pelos direitos animais Anita Krajnc, que foi presa por supostamente “atrapalhar” os oficiais.

Krajnc já está em julgamento por danos criminais por ter dado água para porcos amontoados dentro de um caminhão que se dirigia para o mesmo matadouro em 2015, em Burlington. Ela foi acusada de obstruir um oficial e de quebra de fiança.

“É muito difícil ver essas vítimas caminharem livres nas calçadas e depois serem enviadas para as câmaras de gás”, disse Krajnc logo após ser liberada da delegacia.

Reprodução/David Ritchie
Reprodução/David Ritchie

Dezenas de ativistas compareceram ao local para protestar ao lado de Krajnc e dar seus testemunhos, o que causou um conflito com a polícia que tentou manter os manifestantes atrás de uma fita colocada na área.

O caminhão capotou em uma estrada ao lado do matadouro Fearmans e vários porcos fizeram tentativas desesperadas de fuga pelas ruas próximas, segundo a polícia regional de Halton.

Segundo os policiais, havia cerca de 180 porcos no veículo e a maioria deles estava sufocada quando funcionários do matadouro os retiraram do caminhão tombado e os levaram para a instalação.

Quarenta animais morreram no acidente. Krajnc afirmou ter ficado consternada depois que os trabalhadores do Fearmans saíram para supostamente ajudar os porcos, mas, na verdade, os levaram para serem assassinados e esconderam os animais com grandes papelões. “Cruzei a linha para tirar fotografias e fui arrastada de volta duas vezes”, disse ela.

Vídeos postados nas mídias sociais mostram os policiais conduzindo Krajnc de volta para a fita colocada na área, informou o The Star.

Sua amiga, Jenny McQueen, disse que a polícia agiu com violência: “Eles usaram uma tonelada da força. Tentamos passar a fita e nos arrastaram. Em seguida, a arrastaram para fora, ela tentava documentar os porcos e foi presa”.

McQueen fez um vídeo que mostra Krajnc algemada sendo levada de volta para a fita feita pela polícia e, em seguida, colocada em um carro dos oficiais.

O vídeo também expõe os policiais empurrando os manifestantes que gritavam de volta e é possível ouvir os guinchos dos porcos extremamente machucados. “Os porcos estão feridos, gritando, eles estão com medo, deveriam ser levados para um santuário. Ver isso é devastador para nós”, disse McQueen.

Krajnc postou um vídeo no Facebook que a mostra na parte de trás da viatura. “Estou falando com vocês de um carro da polícia e os porcos estão sendo conduzidos para o matadouro. Eles deveriam receber misericórdia e não ser levados para as câmaras de gás”, disse ela.

A ativista esteve no tribunal no dia 3 de outubro. Ela se declarou inocente da acusação em relação ao incidente ocorrido em junho de 2015 quando demonstrou compaixão pelos porcos enviados ao matadouro em Ontário.

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Ativista é presa novamente ao tentar ajudar porcos extremamente feridos em acidente

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/CBC
Reprodução/CBC

A ativista pelos direitos animais Anita Krajnc, que está sendo julgada por ter dado água para porcos amontoados em um caminhão que se dirigia para um matadouro no Canadá, foi presa novamente.

Desta vez, ela estava presente quando outro caminhão repleto de porcos capotou em Burlington, em Ontário. O acidente ocorreu próximo ao matadouro Fearmans Pork Plant, onde os animais seriam assassinados.

A polícia colocou uma fita para impedir a passagem de pessoas, mas a ativista ignorou as instruções e se aproximou dos animais extremamente machucados. Outros manifestantes gritaram para os funcionários da Fearmans enquanto tentavam salvar os animais que guinchavam em desespero.

“Você tem uma alma?” uma mulher gritou. “Por favor, mostre alguma misericórdia”, gritou outra pessoa. Os funcionários da Fearmans fizeram uma barreira improvisada para evitar que câmeras e manifestantes tivessem acesso aos porcos.

Krajnc pode ser condenada à prisão ou receber uma multa de até US$ 5 mil em relação ao caso anterior. A ativista, que não era mantida sob custódia devido à primeira acusação, testemunhou na última segunda-feira (3) e afirmou que os porcos são mais nobres do que as pessoas.

As novas acusações que Krajnc enfrenta agora não são claras. “Vamos divulgar mais informações com relação a essa ocorrência em um momento posterior”, disse o sargento Barry Malciw da Polícia de Halton. Krajnc deve comparecer ao tribunal em novembro, segundo a CBC.

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Presidente da PETA pede que mundo assista a julgamento de ativista que deu água para porcos

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Elli Garlin/THE CANADIAN PRESS
Foto: Elli Garlin/The Canadian Press

O julgamento de uma ativista pelos direitos animais de Toronto, em Ontário (Canadá), tornou-se uma causa célebre global para os opositores da indústria da carne. A presidente da PETA Ingrid Newkirk e o famoso músico vegano Moby apoiaram a ativista Anita Krajnc e dezenas de pessoas se aglomeraram na sala do tribunal na última segunda-feira (3).

Krajnc, membro do Toronto Pig Save, é acusada de dar água para porcos que estavam em um caminhão que se dirigia para um matadouro em junho deste ano. Newkirk chegou a Burlington para o testemunho de Krajnc e disse que cinco milhões de membros da PETA estavam acompanhando de perto o caso.

A ativista canadense e seu advogado, Gary Grill, tentaram transformar o julgamento em uma exposição da terrível realidade da indústria da carne, uma tática que chamou a atenção da organização de proteção animal.

“Todos os olhos estão em Burlington. Este julgamento tem sido observado na Alemanha, França, Austrália, Índia – em todo o mundo”, disse Newkirk, uma figura controversa que presidiu campanhas de mídia comparando a produção de carne industrial com o Holocausto e que utilizou celebridades femininas nuas nos anúncios.

A natureza de destaque do caso ficou evidente no tribunal e vários repórteres compareceram ao julgamento. Newkirk revelou também que  Moby concordou em cobrir qualquer multa que Krajnc recebesse.

O explorador dos porcos, Eric Van Boekel, argumentou que Krajnc poderia ter introduzido um contaminante no caminhão e prejudicado a saúde e a segurança dos animais. Krajnc testemunhou que os porcos estavam espumando pela boca e visivelmente morrendo de sede, durante o incidente em junho de 2015.

Jeffrey Veldjesgraaf, o motorista do caminhão, alegou que foi oferecida água para os porcos antes e depois de eles serem carregados para o caminhão.

O Tribunal de Justiça já assistiu ao vídeo do incidente, no qual Krajnc é vista gritando para o motorista do caminhão, “Tenha um pouco de compaixão, tenha um pouco de compaixão!”

No interrogatório, o advogado Harutyun Apel observou que um oficial contou para Krajnc que havia uma diretriz contra o oferecimento de água para os porcos, mas disse que isso não seria aplicado.

“Está na Bíblia. Quando eu estava com sede, você me deu água”, argumentou Krajnc. “Então você fez isso porque a Bíblia disse para fazê-lo?”, perguntou  Apel. “Eu fiz isso porque é a regra de ouro. Está escrito em nossos corações”, respondeu ela.

Krajnc falou sobre a importância de “testemunhar” durante as “vigílias” de animais de fazenda que o Toronto Pig Save realiza e filma três vezes por semana para conscientizar as pessoas a se tornarem veganas.

“Estamos tentando acabar com essa desconexão em massa na sociedade entre o sofrimento dos animais e a carne que as pessoas consomem. Quando você vai ao supermercado, você não vê os seus olhos, você não ouve os seus gritos. … No supermercado, você vê apenas a carne embalada em celofane”, explicou.

Matadouros são “campos de concentração”, disse ela, e fazendas industriais estupram porcas por meio de repetidas inseminações artificiais. “Para mim, isso é cruel, é um sistema terrível.  Não acho que assassinatos possam ser justificados de forma alguma.”

Os defensores se emocionaram na galeria pública do tribunal quando Krajnc comparou o assassinato em massa de animais com o Holocausto e com a luta pelos direitos civis dos afro-americanos na década de 1960.

Suspiros e soluços eram audíveis conforme um vídeo clandestino de dentro de um matadouro era exibido no monitor do tribunal. “Quero que o mundo veja o que estou vendo porque que se o mundo inteiro vir, as pessoas irão mudar”, disse a ativista.

Rodeada de ativistas segurando cartazes com as frases “Eu estou com Anita,” e “somos todos animais”, Newkirk disse no início do dia que o caso de Krajnc é um “grande exercício educacional”.

“Acredito que isso irá contribuir para o fim da produção de carne. O que Anita fez não foi um ato violento; foi um ato de compaixão,  que fez esta indústria de assassinatos tremer”, acrescentou.

Krajnc pode pegar até seis meses de prisão ou uma multa de US$ 5 mil. O julgamento será retomado no dia 1º de novembro, informou o The Globe and Mail.

 

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Filmes para refletir sobre a relação dos humanos com os animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

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O injusto julgamento da ativista Anita Krajnc começará novamente no dia 3 de outubro. Com uma sincronia praticamente orquestrada por Francisco de Assis, padroeiro dos animais, o Dia Mundial dos Animais é 4 de outubro.

Krajnc está sendo julgada por ter dado água aos porcos que estavam em um caminhão de matadouro. Ela e o motorista do veículo discutiram e a polícia foi acionada. Krajnc foi indiciada por dano criminal. Na pior das hipóteses, ela enfrentará anos de prisão. Na melhor, ela poderá pagar uma multa. A ativista afirma que não vai pagar a penalidade e está pronta para ir para a prisão.

Para o proprietário do matadouro, os porcos eram mera mercadoria. Para Krajnc, vegana e fundadora do Toronto Pig Save, esses animais são seres sensíveis que podem sentir dor e emoção. O caso em Burlington é apenas um entre milhões no mundo todo, que mostram o quanto nossa visão sobre os animais é polarizada. Os sites que publicam atualizações sobre o caso receberam centenas de comentários, com diversos pontos de vista e opiniões fortes.

Para honrar o Dia Mundial dos Animais, consideramos oferecer uma lista de filmes sobre animais fofinhos, como esses:

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Mas, nos baseando na declaração de princípios do Dia Mundial dos Animais, que diz que é preciso conscientizar sobre a preservação de todos os animais, oferecemos uma lista de filmes e livros que nos farão refletir sobre a relação complicada que temos com algumas espécies.

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Earthlings

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The Cove

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Cowspiracy: the sustainability secret

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Give me shelter

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The ghosts in our machine

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Some we love, some we hate, some we eat

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Project animal farm: an accidental journey into the secret world of farming and the truth about our food

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