a elefanta com seu filhote
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Elefanta leva seu filhote para conhecer as pessoas que a resgataram

Yatta, uma elefanta de 18 anos que foi libertada na natureza há oito anos, voltou ao seu antigo santuário com seu filhote recém-nascido no mês passado para apresentá-lo aos guardiões da David Sheldrick Wildlife Trust (DSWT), que a acolheram em 1999, no Quênia.

a elefanta com seu filhote
Foto: DSWT

A partir de 1 mês de idade, a elefanta foi criada por cuidadores humanos e viveu ao lado de outros elefantes órfãos no santuário antes de ser integrada a uma manada de elefantes adultos que vivem na natureza.

Em um vídeo, o pequeno filhote de Yatta, a quem os resgatadores chamaram de Yoyo, não se afasta muito de sua mãe, mas ele bate as orelhas e se agita em excitação. Yatta também trouxe sua filha primogênita, Yetu, para a visita, que fica de guarda perto de seu novo irmãozinho.

“Ela é uma mãe orgulhosa”, disseram os cuidadores sobre a elefanta. “E em um show de absoluta confiança e carinho, ela trouxe seu bebê mais novo de volta para conhecer as pessoas que a salvaram.”

“Embora seja muito comum que elefantes adultos retornem com seus filhotes recém-nascidos, toda vez que eles decidem visitar é incrível,” disse Rob Brandford, da DSWT.

“Nós não apenas salvamos um bebê órfão e a criamos, mas conseguimos que ela voltasse com sucesso à natureza e começasse sua própria família”, disse Brandford. “Para os elefantes, a família é tudo, então não é surpresa que eles escolham compartilhar seu novo membro da família com seus ex-cuidadores humanos, pois eles são parte de sua família.”

os elefantes e um cuidador do santuário
Foto: DSWT

Equipes de resgate estão chamando Yatta de “mãe milagrosa”, pois ela já deu à luz dois filhotes saudáveis, filhos de elefantes selvagens.

“Imagine nossa alegria quando ela escolheu compartilhar seu segundo bebê conosco, retornando ao seu antigo lar e à sua família humana, para que pudéssemos fazer parte e celebrar a chegada de seu novo bebê, um garotinho saudável”, acrescentaram os cuidadores.

Os zeladores logo perceberam que duas “irmãs” adotadas por Yatta que moravam ao lado dela também haviam dado à luz naquele mesmo mês, elevando para 28 a contagem total de elefantes nascidos fora da DSWT.

Novos elefantes nascidos na natureza são uma visão bem-vinda para a DSWT, que salva incontáveis ​​elefantes órfãos e machucados a cada ano, muitos dos quais são vítimas de caçadores.

Esse foi o caso de Yatta, cuja mãe foi morta por caçadores de marfim quando ela tinha apenas um mês de idade. Homens trabalhando nas proximidades ouviram os gritos da jovem Yatta e ajudaram a transportá-la para os cuidados da DSWT.

Ela é agora um dos mais de 100 elefantes órfãos devolvidos à natureza pela DSWT, que também tem uma equipe de campo que patrulha habitats selvagens para manter os animais a salvo de caçadores.

“Estamos muito satisfeitos em testemunhar a população elefantes começando a se expandir tão naturalmente”, acrescentaram os cuidadores. “Não poderia haver maior presente para nós, ou maior testemunho do sucesso do Projeto Órfãos, do que compartilhar a alegria de elefantes bebês perfeitamente saudáveis ​​como os nossos três ‘bebês de outubro’.”

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Sobreviventes de resgates surpreendentes

Gabriela foi de Belo Horizonte à viçosa só para adotar Alôncio que era mantido como cobaia. Descrição para deficientes visuais: Moça de olhos claros e cabelos escuros abraça e beija cachorro marrom claro. Foto: Arquivo pessoal
Gabriela foi de Belo Horizonte à viçosa só para adotar Alôncio que era mantido como cobaia. Descrição para deficientes visuais: Moça de olhos claros e cabelos escuros abraça e beija cachorro marrom claro. Foto: Arquivo pessoal

Fátima ChuEcco/Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Emocione-se e inspire-se com essas histórias de surpreendentes resgates. Conheça a história de cães e gatos sobreviventes de situações extremas de maus-tratos em quatro diferentes Estados brasileiros. No caminho de cada um deles havia uma ou mais pessoas empenhadas em estender a mão ao próximo, mesmo se tratando de um próximo não humano porque a verdadeira solidariedade atravessa a barreira das espécies.

Não havia mais esperança para eles. Gravemente feridos, lançados de dentro de um carro ou mantidos em dolorosas experiências, cada um desses animais estava prestes a morrer, mas alguém de bom coração cruzou o caminho deles e acabou com o martírio. Coisas difíceis de explicar. “Encontrei o Júlio por acaso em dezembro, em um daqueles dias que Deus desvia nosso caminho e só depois conseguimos entender a razão. Não era para eu passar por aquela rua, mas passei e me deparei com um gato muito ferido tentando atravessar uma avenida”, conta Raquel Viana, do Abrigo Au Family de Belém do Pará.

A comerciante Irene Machado, de São Paulo, teve uma experiência semelhante, só que quatro anos atrás: “Estava dentro da minha loja quando me chamou a atenção um carro de cor prata andando devagar na avenida. Achei que iam pedir alguma informação, mas de repente abriram a janela e atiraram um filhote de gato. Depois saíram correndo e nem deu tempo de anotar a chapa. Se eu não tivesse visto a crueldade que fizeram com o gatinho ele teria sido atropelado porque era uma avenida movimentada”.

Ton é o xodó de Irene. Ela já tinha outros gatos, mas acredita que a cena aconteceu na sua frente como uma missão para ela: “Ele estava paralisado no meio da avenida, creio que em choque, mas desde que o peguei nos braços só recebeu amor. Em nenhum momento passou pela minha cabeça colocá-lo para adoção, pois, ele veio as minhas mãos e é meu dever amá-lo e protege-lo até o fim”.

Ton era apenas um filhote quando foi atirado de dentro de um carro numa avenida movimentada. Descrição: Gato adulto preto, de pelo liso e olhos amarelos, está graciosamente dentro de um pneu deitado no chão. Foto: Arquivo pessoal
Ton era apenas um filhote quando foi atirado de dentro de um carro numa avenida movimentada. Descrição: Gato adulto preto, de pelo liso e olhos amarelos, está graciosamente dentro de um pneu deitado no chão. Foto: Arquivo pessoal

Em Belo Horizonte (MG), a ativista Gabriela Vasconcelos de Paula soube dos cães de rua que estavam servindo de cobaias na UFV – Universidade Federal de Viçosa. Embora já tivesse outros cães resgatados, ela fez questão de ir buscar mais dois: Leônidas e Alôncio no dia em que a universidade foi obrigada, por decisão judicial, a entregar os cães para quem quisesse adotá-los. Leônidas ficou com uma protetora de BH e Alôncio continua com Gabriela de quem já conquistou o coração por completo.

O resgate do cão Lázaro, da Paraíba, foi também outro caso chocante em dezembro. Ele foi abandonado duas vezes sendo levado para longe do município de Sousa (PB), mas retornou para casa. Da última vez, no entanto, seu tutor, conhecido como Mazinho do Bar, pagou um bêbado para matá-lo a pauladas e Lázaro só não morreu por milagre, pois, o pau tinha pregos e abriu sua cabeça. Além disso, um olho foi estourado. Lázaro só foi salvo porque uma testemunha conseguiu acionar protetores de animais locais.
Conheça detalhes emocionantes dessas histórias abaixo!

Incrivelmente vivos

Difícil acreditar que o gatinho Júlio tenha sobrevivido, mas ele segue em tratamento. Júlio foi achado por Raquel Viana com uma perfuração na cabeça que atravessava o pescoço. Há suspeita de que tenha levado um tiro e que a bala tenha atravessado e saído de seu corpo. Além disso, ele já estava com um olho perdido e toda a boca comida por bichos – por conta disso perdeu também metade da mandíbula. Muita gente, inclusive veterinários, teriam sugerido induzí-lo à morte, mas Raquel resolveu não desistir dele.

Julio ainda se suja todo para comer, mas pelo menos já come papinha. Seu caso é um milagre. Descrição: Gato adulto preto e branco com rosto sujo de papinha. Ele tem um olho fechado, está magro e abatido. Na frente dele tem uma vasilha com a papinha e atrás uma caminha. Foto: Arquivo pessoal
Julio ainda se suja todo para comer, mas pelo menos já come papinha. Seu caso é um milagre. Descrição: Gato adulto preto e branco com rosto sujo de papinha. Ele tem um olho fechado, está magro e abatido. Na frente dele tem uma vasilha com a papinha e atrás uma caminha. Foto: Arquivo pessoal

A protetora levou o gato para a Dra Mara Carrera. No início foi difícil, pois, ele sequer podia se alimentar sozinho e devia ter muita dor. Também ficou com sequelas do provável tiro e se locomove com muita dificuldade. Mas há cinco dias, com apenas meia mandíbula, passou a comer papinha: “E ele come bem, como um dragão. Isso mostra sua vontade de viver. Ainda é cedo para fechar um diagnóstico e ele continua na clínica, mas não o levarei para o abrigo. Vou conseguir um lar onde ele possa viver bem tranquilo”, conta Raquel que está precisando de ajuda financeira para o complexo tratamento de Júlio. Quem puder ajudá-la deve acessar seu Facebook.

Na mesma época do resgate de Júlio, outra história extraordinária foi parar na clínica da Dra Mara. Trip é um gato que entrou no motor de carro e teve uma de suas patas decepada. Ficou largado na calçada para morrer e isso teria acontecido em pouco tempo com a perda de sangue se não fosse salvo pela veterinária. Trip passou por duas cirurgias, mas reagiu bem e está em observação. Ele conseguiu uma madrinha que tem custeado seu tratamento e ainda não se sabe se será adotado por ela.

Gato Trip com a veterinária Mara Carrera. Depois do trauma de perder uma pata, agora recebe carinho. Descrição: Gatinho branco e cinza adulto, magrinho e de pé em uma mesa. Ele está sendo segurado pela veterinária que é loira e usa óculos. Ela sorri e o gato também olha para a câmera. Foto: Arquivo pessoal
Gato Trip com a veterinária Mara Carrera. Depois do trauma de perder uma pata, agora recebe carinho. Descrição: Gatinho branco e cinza adulto, magrinho e sem uma pata dianteira está em uma mesa. Ele está sendo segurado pela veterinária que é loira e usa óculos. Ela sorri e o gato também olha para a câmera. Foto: Arquivo pessoal

Do Inferno ao Paraíso

Alôncio foi um dos 14 cães que passaram quase dois meses na Universidade Federal de Viçosa, entre outubro, novembro e início de dezembro, submetidos a cirurgias e tratamentos para doenças que eles não tinham. Eram cães de rua saudáveis e estavam aguardando adoção no CCZ da cidade que, coincidentemente, fica dentro da faculdade. Entraram como cobaias para as pesquisas em perfeito estado de saúde e saíram totalmente lesados, com problemas nas articulações das pernas que precisarão de tratamento contínuo por toda a vida deles.

Alôncio foi adotado por Gabriela Vasconcelos e apresentava também forte irritação nos olhos, além das marcas de corte em uma das pernas: “Minha motivação não foi simplesmente adotar, mas tirá-los daquele inferno e dar amor. Alôncio no começo estava muito prostrado, mas agora está bem, comendo e agindo normalmente. Não possui nenhum impulso de agressividade apesar de todo horror que vivenciou e é muito dócil, mas ainda se assusta ao menor ruído ou movimento”.

Alôncio parece sorrir no colo de sua salvadora. Acabou o inferno de ser cobaia. Descrição: Cão marrom bem claro está no colo de uma moça. O cão está de olhos fechados e boca aberta de forma que parece sorrir e estar muito confortável. Foto: Arquivo pessoal
Alôncio parece sorrir no colo de sua salvadora. Acabou o inferno de ser cobaia. Descrição: Cão marrom bem claro está no colo de uma moça. O cão está de olhos fechados e boca aberta de forma que parece sorrir e estar muito confortável. Foto: Arquivo pessoal

Ela contou como foi o primeiro encontro dela com os cães de Viçosa em matéria exclusiva da ANDA: “Deu para perceber que ficaram muito felizes quando os resgatamos e essa felicidade deles foi uma coisa muito forte e emocionante. No entanto, Alôncio e os demais cães passaram por um trauma muito grande e precisarão de muito carinho e tratamentos veterinários”.

Salvo pelo gongo

O caso de Lázaro foi um dos que mais comoveram os internautas do Brasil todo nesse final de ano. Depois de três dias internado no Centro Veterinário Dr. Leonardo Torres, em Patos, na Paraíba, Lázaro foi para a casa de uma voluntária da Apas – Associação de Proteção aos Animais de Sousa onde continua mantido em intenso cuidado e observação, pois, ele teve traumatismo craniano. “O raio X constatou afundamento do crânio e havia uma pedra alojada na cabeça dele. Todo o tecido ao redor das pancadas estava apodrecido. Foi retirado um volume enorme de secreção e a cabeça está bastante infeccionada. Uma das patas dianteiras não responde a estímulos e o outro olho também pode perder a visão”, disse voluntária na matéria exclusiva da ANDA.

Lázaro foi salvo pelo gongo porque estava gravemente ferido e amarrado embaixo de uma carroça em estado de choque. Ia morrer com muita dor e sozinho. Mas o sofrimento foi interrompido por um grupo de protetores que conseguiu ajuda policial e foi até o local. O tutor foi até a delegacia e alegou que quis matar o cão porque ele estava doente em estado terminal, mas os exames mostraram que Lázaro não portava nenhuma doença. Ele se recupera lentamente. Come sozinho e ainda tem dificuldade de locomoção, mas recebe muito carinho. A Apas precisa muito de ajuda financeira para pagar as despesas com os exames e tratamento. Aliás, Lázaro é o nome que foi dado pelos protetores por ser, segundo a Bíblia, aquele que renasceu dos mortos. Para ajudar acesse o Facebook da ONG.

Lázaro teve traumatismo craniano, mas passa bem e tem se recuperado aos poucos. Descrição: Cachorro adulto marrom claro de pelo liso, com orelhas e focinho mais escuros aparece usando uma faixa medicinal ao redor da cabeça. Ele descansa no colo de uma mulher. Foto: Arquivo pessoal
Lázaro teve traumatismo craniano, mas passa bem e tem se recuperado aos poucos. Descrição: Cachorro adulto marrom claro de pelo liso, com orelhas e focinho mais escuros aparece usando uma faixa medicinal ao redor da cabeça. Ele descansa no colo de uma mulher. Foto: Arquivo pessoal

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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A matemática do ativismo

Eu não sou expert em Matemática, mas tenho uma teoria que segue um pensamento usando uma lógica de números; vejamos: eu sou uma só pessoa. O que pode fazer uma só pessoa considerando que são muitos os animais que sofrem?

1 ativista =  quantos animais salvos?

Pensando um dia sobre essa pergunta, decidi calcular matematicamente o impacto que as minhas ações individuais teriam. Eu sei que 98% dos animais que são mortos nos EUA (dados do Departamento de Agricultura dos EUA/USDA) são sacrificados para consumo:

98% de todos os animais mortos = 10 bilhões (número de animais consumidos só nos EUA)

Também sei que, dos animais mortos para virar “comida”, mais ou menos 90% são galinhas (frangos):

90% dos animais consumidos = frangos = 9 bilhões

Uma pessoa que come carne uma vida inteira (o tempo médio de vida é de 72 anos, segundo as estatísticas do USDA) equivaleria ao consumo de, aproximadamente: 11 vacas, 33 porcos e ovelhas, 85 perus, e 2.570 frangos. Quanto menor o animal, mais elevado é o seu consumo pelos humanos.

Nota: O USDA não considera os peixes nem outros animais do mar porque não fazem parte das indústrias controladas pelo governo. Então, só podemos imaginar quantos desses animais da fauna marinha seriam consumidos durante a vida inteira de uma pessoa.

Número de peixes e animais do mar consumidos cada ano = ? (dado indeterminado)

Então, se eu, enquanto indivíduo, quero salvar os animais, a minha estratégia é oferecer alternativas (opções vegetarianas) às pessoas que já eliminaram o consumo de carne de porco e de vaca, no entanto ainda comem frango e peixe. (As estatísticas nos EUA mostram uma redução no consumo de bife e de porco, mas um aumento no consumo de frango e peixe.)

Se eu puder convencer uma pessoa a reduzir a quantidade de frango e peixe, para então eliminá-los da dieta, no meu cálculo, eu poderia salvar, aproximadamente, 2.700 animais por pessoa que eu convencesse.

1 ativista influenciando 1 pessoa  a reduzir o consumo de animais ≈ 2.700 animais salvos

Agora, a minha pergunta é: quantas pessoas posso influenciar?  A fórmula final para responder a essa pergunta seria:

Número de animais salvos = número de pessoas influenciadas x 2.700

Claro que a minha meta é viver em um mundo completamente vegano, onde não exista qualquer forma de sofrimento e exploração animal. Não sei se eu já convenci muitas pessoas a se tornarem veganas, mas sei que a maioria das pessoas que eu conheço admitem que estão reduzindo o consumo de carne. Para mim, isso se traduz em mais animais sendo salvos e me motiva a continuar a celebrar cada redução no consumo como uma vitória.

Um dia, afinal, vamos reduzir até chegarmos ao meu número preferido: ZERO!!!

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