Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)
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Ativistas criticam universidade pela morte de 116 animais em uma semana

A Escola de Medicina da Universidade de Indiana (UI), nos Estados Unidos, está sendo denunciada por ativistas após negligência e maus-tratos com animais em laboratórios.

O grupo de defesa de direitos animais Stop Animal Explostion NOW! (SAEN) está solicitando uma investigação independente e a demissão de todo o pessoal responsável por incidentes que resultaram nas mortes de 116 ratos e camundongos.

O SAEN diz que 17 relatórios de não conformidade foram apresentados pela UI. Violações envolveram uso de equipamentos defeituosos que causaram inundações nas gaiolas onde os animais eram mantidos presos.

Funcionários que se esqueceram de alimentar ratos e submeteram animais a desnecessários, dolorosos e estressantes. Todas essas violações resultaram na morte de vários animais.

Por meio de pedidos de registros públicos, foram encontradas 17 cartas da universidade enviadas ao Instituto Nacional dos Institutos de Saúde de Bem-Estar de Animais de Laboratório, documentando a não conformidade por um período inferior a dois anos.

Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)
Universidade da Indiana está sendo denunciada pela morte de centenas de animais em apenas uma semana (Foto: Robert F. Bukaty, AP)

Michael Budkie, diretor executivo da SAEN, disse em comunicado que o número de mortes é significativamente maior do que o que ele viu em outras instituições. “Se não se podemos confiar em instituições como a Universidade de Indiana para realizar cuidados básicos, por que deveríamos acreditar que elas podem fazer ciência básica?”, Michael disse.

O SAEN encaminhou uma carta para a Escola de Medicina da Universidade de Indiana no início desta semana comentando sobre as violações. Budkie também contestou que a divulgação da universidade, que divulgou uma declaração dizendo que mantém os mais altos padrões profissionais no cuidado e tratamento de animais.

“Todos os incidentes citados, que envolveram camundongos e ratos, foram auto-relatados, demonstrando que a universidade é diligente em monitorar e tomar medidas corretivas quando necessário”, segundo o comunicado da UI. “Em cada caso, os registros foram aprovados e aceitos pelo Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório“.

Em resposta, Budkie argumentou que “não considera o Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório uma agência reguladora”, e que gostaria de ver uma investigação independente que envolve especialistas na área que não são afiliados à universidade, bem como indivíduos da comunidade de direitos animais.

Reprodução | Internet

Recorrência

Esta não é a primeira vez que SAEN critica a Universidade de Indiana pelo tratamento negligente de animais de laboratório. Em 2015, o grupo apresentou reclamações ao Departamento de Agricultura dos EUA sobre o tratamento de suínos. Naquela época, um porta-voz da universidade disse que dois incidentes envolveram documentação inadequada e um envolveu um tubo de irrigação para um porco que ficou desconectado.

Tais violações de políticas foram mencionadas ao Escritório de Bem-Estar Animal de Laboratório, e o caso foi arquivado como não problemático, comprovando o argumento de Budkie de que a agência reguladora dos abusos em laboratórios não deve ser uma agência parceira da universidade.

Nota de redação: testes com animais em laboratórios são uma prática desumana, cruel e desnecessária, e não devem ser aceitos ou normalizados em hipótese nenhuma. Independente se há animais sendo mortos ou não em práticas laboratoriais, em cativeiro e sendo explorados em experimentos não é onde deveriam estar, e sim livres, na natureza, longe de quaisquer explorações, abusos e maus-tratos. Atualmente, inúmeras alternativas já existem para substituir os animais como cobaias de testes em laboratório, e nos centros acadêmicos deveria prevalecer não somente a ética como também a busca por métodos substitutivos, investindo em uma ciência mais ética, mais moderna e onde as práticas de tortura animal sejam extintas.

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Parlamento Europeu pede fim de testes de cosméticos em animais no mundo

O Parlamento Europeu apela à proibição global de testes em animais para a indústria de cosméticos, e recentemente votou a adoção de uma resolução que deve proibir a crueldade dos testes que sofrem os animais em laboratórios.

A resolução foi descrita pelos ativistas como “um passo crucial em nossa missão de acabar com os testes de cosméticos em animais internacionalmente”  e consta com o apoio de 620 membros do Parlamento Europeu.

Europa deve aderir à proibição mundial de testes em animais para a indústria de cosméticos. (Foto: Divulgação)
Europa deve aderir à proibição mundial de testes em animais para a indústria de cosméticos. (Foto: Divulgação)

A votação do Parlamento acontecerá devido a solicitação de proibição de testes de animais em cosméticos na UE que foi proposta em uma petição pela The Body Shop e a organização Cruelty Free International.

De acordo com o grupo “[a petição] para acabar com os testes de cosméticos em todo o mundo já atingiu 5,7 milhões de assinaturas em apenas 10 meses, tornando-se a maior petição contra os testes em animais da história”.

“Quando atingirmos nossa meta de 8 milhões de assinaturas, vamos levá-lo à ONU para convocar uma convenção internacional para encerrar a prática”, ressaltou o Cruelty Free International em um comunicado.

A deputada Sirpa Pietikäinen, presidente do Intergrupo para o Bem-Estar e Conservação dos Animais, no Parlamento Europeu, saudou os esforços da petição como uma “grande batalha por avanços”.

Em sua página do Twitter, a deputada acrescentou: “Hoje o Parlamento deu um passo significativo para consignar o sofrimento cruel e desnecessário de animais em testes de cosméticos nos livros de história.

“Eu também gostaria de ver mais fundos e recursos para que possamos ter mais testes não baseados em animais para tais propósitos”, ainda destacou Sirpa.

Michelle Thew é a CEO da Cruelty Free International, e também se manifestou em suas redes sociais: “Agora é hora de trabalharmos juntos para dar um fim global aos testes em cosméticos e eliminar sofrimento animal em todo o mundo”. Michelle ainda lamentou o fato de que é estimado que meio milhão de animais – de coelhos a camundongos, ratos, cobaias e hamsters – ainda são usados ​​anualmente em testes de cosméticos cruéis e desnecessários em todo o mundo, o que mostra a necessidade da luta para o fim desses tipos de testes.

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